Correio B

Diálogo

Aquilo que muita gente temia começa a acontecer. As ações da marginalidade... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo deste sábado (10)

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Sylvia Cesco - poeta de MS

Te entrego meus segredos adormecidos no fundo líquido e profundo onde habitam meus últimos veleiros”

Felpuda

Aquilo que muita gente temia começa a acontecer. As ações da marginalidade típicas de grandes centros estão com seus tentáculos se espalhando pelas mais diferentes regiões de Campo Grande. As facções estão sendo responsáveis por execuções em plena luz do dia, enquanto os noticiários têm divulgado roubos, arrombamentos e todos os tipos de golpes. Isso, sem contar a atuação do crime organizado nas fronteiras do Estado. E não foi por falta de aviso...

Os Beatles foram premiados no Grammy 2025 pela música escrita e gravada por John Lennon em 1978. O single “Now and Then”, que venceu a categoria Melhor Performance de Rock, foi concluído com a ajuda de inteligência artificial. A fita foi entregue para McCartney em 1994, mas não foi lançada imediatamente porque a gravação estava danificada, com um ruído de fundo. Paul McCartney e Ringo Starr finalizaram a música mais de 40 anos depois da gravação oficial. Os dois Beatles incluíram os backing vocals, a bateria de Ringo Starr e o baixo, o piano e um solo de guitarra de Paul McCartney, além de violão e guitarra elétrica que George Harrison havia gravado em 1995. No lançamento oficial, McCartney definiu o single como “a última música dos Beatles”.

Coronel David e Ana Arminda Garcia dos Santos

 

Camilla Barella e Cristina Candeloro

Foco

Com o reinício dos trabalhos na Assembleia Legislativa de MS, no dia 5 de fevereiro, o foco das discussões dos parlamentares deverá estar na prisão de Nicolás Maduro, ex-ditador da Venezuela, e sua esposa, pelos EUA. Deputados da direita, segundo os bastidores, tentarão destacar, digamos, a amizade do ditador com o governo Lula. Nos meios políticos, dizem que a esquerda f icou fragilizada com essa prisão.

Mais uma

Projeto do deputado petista Pedro Uczai, de Santa Catarina, estabelece um fundo para garantir a quitação de dívidas condominiais do programa Minha Casa, Minha Vida. O texto está em análise na Câmara. A proposta, que leva o pomposo nome de Fundo Federal Garantidor contra Inadimplência Condominial, deverá concentrar até R$ 500 milhões de recursos da União. Até parece brincadeira...

Dívida é nossa!...

A explicação do parlamentar é um “primor”: a inadimplência condominial tem sido problema recorrente entre os beneficiários do programa, e isso pode resultar em prejuízos para a manutenção das áreas comuns. O texto determina ainda que os imóveis do Minha Casa, Minha Vida são “impenhoráveis”, em qualquer circunstância. Então, adivinha quem pagaria a conta?

ANIVERSARIANTES

*Colaborou Tatyane Gameiro

Cinema Correio B+

Oscar 2026: Sinners lidera e Wagner Moura entra na disputa

A lista de indicados expõe o domínio do cinema autoral, a força dos estúdios e a presença brasileira em uma temporada marcada por disputas simbólicas e estéticas.

24/01/2026 15h00

Oscar 2026: Sinners lidera e Wagner Moura entra na disputa

Oscar 2026: Sinners lidera e Wagner Moura entra na disputa Foto: Divulgação

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Saiu a lista do Oscar e, como quase todo ano, o primeiro impacto é a sensação de que muita gente ficou de fora. Depois, com alguma distância, fica claro que boa parte dessas ausências era, no fundo, previsível. O Oscar continua sendo esse jogo curioso entre surpresa e lógica retrospectiva.

Nesse cenário, Sinners nunca foi exatamente uma incógnita. O domínio do filme o coloca na liderança da temporada com nada menos do que 16 indicações, um número que não apenas impressiona, mas sugere consenso.

Ryan Coogler não conquistou apenas espaço técnico e artístico; ele transformou seu filme em eixo simbólico da corrida, ocupando categorias centrais como Melhor Filme, Direção e Roteiro Original. Se esses números vão se converter em vitórias, são outros quinhentos.

Logo atrás surge One Battle After Another, com 13 indicações, consolidando Paul Thomas Anderson como a figura autoral mais influente da temporada. O filme confirma a tendência de 2026: o Oscar voltou a se apaixonar por obras que combinam ambição estética e densidade temática. Mais do que isso, ele encarna a ideia de prestígio que a Academia parece querer reafirmar neste momento.

Se o Oscar sempre foi uma fotografia do poder em Hollywood, as indicações de 2026 funcionam como um raio X. Não apenas mostram quem venceu a corrida, mas revelam quais narrativas a indústria decidiu legitimar, quais autores foram consagrados e quais filmes passaram a representar o espírito de seu tempo.

Frankenstein, Marty Supreme e Sentimental Value completam o núcleo duro da temporada, todos com nove indicações. São filmes muito diferentes entre si, mas unidos por uma mesma lógica: o prestígio voltou a ser medido pela assinatura autoral. E, nesse cenário, a presença de The Secret Agent entre os indicados não chega como surpresa. O que é, paradoxalmente, ainda mais significativo.

A lista de Melhor Filme é talvez a mais reveladora da década recente. Ao lado dos títulos já mencionados, aparecem Bugonia, F1, Hamnet e Train Dreams. A combinação é sintomática: blockbusters autorais, dramas literários, cinema político, épicos íntimos e experimentação estética convivem no mesmo espaço. O Oscar 2026 não escolheu um único caminho. Escolheu coexistências.

Entre os diretores, fica claro o retorno do cinema de autor. A lista desloca o centro do Oscar para algo menos industrial e mais autoral. Em 2026, a Academia parece ter decidido que estilo também é política. Mesmo com o crescimento de Hamnet e Sentimental Value, a percepção dominante é que a obra de Paul Thomas Anderson ocupa o lugar mais sólido no imaginário da temporada.

A categoria que mais nos interessa este ano é a de Melhor Ator, talvez a mais simbólica da corrida. Timothée Chalamet surge como favorito, mas Wagner Moura aparece como uma possibilidade real de ruptura. Eu não descartaria observar com atenção o azarão Ethan Hawke.

Ainda assim, a presença de Moura nessa categoria não é apenas uma vitória individual. Ela representa uma mudança estrutural. O Oscar não está mais interessado apenas em performances consagradas, mas em narrativas geopolíticas, culturais e identitárias. Se Chalamet simboliza o herdeiro do star system e DiCaprio o poder clássico de Hollywood, Moura representa a expansão do centro de gravidade da indústria.

Entre as atrizes, o cenário é mais aberto. Jessie Buckley surge como favorita por Hamnet, enquanto Rose Byrne cresce impulsionada pelo reconhecimento em Berlim. Renate Reinsve avança de forma consistente, enquanto Emma Stone e Kate Hudson representam, cada uma à sua maneira, o retorno de estrelas ao centro da disputa. É uma lista que mistura prestígio autoral, reinvenção de carreiras e estratégias de posicionamento.

O avanço brasileiro como narrativa global é impossível de ignorar. O fato de O Agente Secreto disputar simultaneamente Melhor Filme e Melhor Filme Internacional não é apenas estatística. É simbologia pura. A indicação de Adolpho Veloso em Fotografia por Train Dreams amplia essa leitura. O Brasil não está apenas presente. Está ocupando territórios técnicos, artísticos e narrativos.

Nos bastidores, o jogo de poder é igualmente revelador. A Warner Bros. lidera com 30 indicações, seguida por Neon e Netflix. O recado é claro: o Oscar de 2026 é também uma disputa entre modelos de indústria. A Warner representa o poder tradicional, a Neon o cinema autoral curado e a Netflix o domínio do streaming. O Oscar virou o palco onde essas forças se enfrentam.

A introdução da categoria de Melhor Elenco e as novas regras de votação, que exigem comprovação de visualização dos filmes, revelam uma Academia em transformação. O Oscar tenta, finalmente, alinhar discurso e prática.

No fundo, as indicações de 2026 não são apenas uma lista de filmes. São o retrato de uma indústria que tenta se reinventar, negociar poder e redefinir o que significa prestígio no século 21. Talvez essa seja a verdadeira narrativa da temporada: não quem vai ganhar, mas quem passou a ser considerado digno de disputar.

CARNAVAL 2026

Confira a programação completa do Carnaval de Rua 2026 em Campo Grande

Este ano uma das festas mais aguardada do Brasil acontecerá entre os dias 07 e 21 de março

24/01/2026 10h45

Foliões poderão aproveitar as festividades do dia 07 ao dia 21 de fevereiro

Foliões poderão aproveitar as festividades do dia 07 ao dia 21 de fevereiro Gerson Oliveira

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Para a alegria dos foliões, o carnaval de rua 2026 deverá ser um dos maiores da história da cidade. A comemoração que já entrou para o calendário campo-grandense deverá atrair milhares de foliões entre os dias 07 a 21 de fevereiro.

No ano passado, mais de 70 mil foliões pularam Carnaval, entre sexta-feira (28) e terça-feira (4), na Esplanada Ferroviária e Praça do Papa, em Campo Grande.

Foram cinco dias seguidos de festa com muito glitter, brilho, purpurina e fantasias. Animação, alegria e entusiasmo não faltaram nos bloquinhos de rua.

Blocos Cordão Valú, Capivara Blasé, Ipa Lelê, Reggae, Farofolia, Só Love, Cia. Barra da Saia e Calcinha Molhada animaram as tardes e noites do campo-grandense, nesses últimos dias, no Centro da Capital.

Confira a programação completa do Carnaval 2026

7 de fevereiro

  • 9h - Bloco As Depravadas – Bar do Zé (Barão do Rio Branco, 1213)
  • 15h - Bloco Nada Sobre Nós Sem Nós – Arena do Horto Florestal (Av. Fábio Zahran, 316)
  • 16h - Bloco Calcinha Molhada – Praça Aquidauana (Rua Aquidauana, 28)

8 de fevereiro

  • 14h - Farofa com Dendê – Monumento Maria Fumaça, na Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco de Laricas - Orla Ferroviária, Avenida Noroeste

12 de fevereiro

  • 18h - Bloco Evoé Baco - Rua Antônio Maria Coelho, com 14 de julho, às 18h.

13 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 16h - Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103)
  • 16h - Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91)

14 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 9h às 14h - Bloco Acorda o Galo - Morada dos Bais

15 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária

16 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária, às 14h
  • 15h - Cia Barra de Saia - Orla Morena (voltado para mulheres, mães e crianças)
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68, às 16h
  • 16h - Bloco Subaquera – Rua Abdala Roderbourg, 692, Vila Margarida, às 16

17 de fevereiro

  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

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