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Comportamento

Árvore rosé e guirlanda no teto estão entre as tendências da decoração de Natal

Apesar da pandemia, decoração continua em alta com peças diferentes e bichinhos de pelúcia

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Nem chegamos em dezembro e as vitrines do Centro da cidade anunciam a chega da fase mais mágica do ano: o Natal. Em um ano como este, em que a pandemia do novo coronavírus trouxe muitos desafios, fez as pessoas refletirem sobre a vida e até mesmo ficarem longe de quem amam, o Natal traz uma renovação necessária.  

Para os decoradores, o Natal talvez traga um pouco de alívio em uma época tão difícil. “Não sabíamos que seria um ano péssimo, mas nos adiantamos porque queríamos mostrar um diferencial aos nossos clientes, que merecem esperança”, afirma a empresária Lara Calepso, 35 anos, que atua diretamente no ramo de decoração em Campo Grande. Ela encomendou o estoque de Natal em fevereiro, antes do começo da pandemia.  

A garantia do estoque perfeito foi certeira para o ano. Segundo a empresária, com o isolamento social, as pessoas estão valorizando mais os espaços da casa, o que é positivo para o setor de decoração. “Como não estão viajando, elas estão curtindo mais as casas, querendo decorar e deixar mais bonito o ambiente que estão, e creio que estão mais empenhadas para a magia do Natal, que é uma data especial, por trazer esperança para o próximo ano”, avalia.

Infinitas opções

Das opções tradicionais às inovadoras, tem de tudo na loja que vende árvores de Natal. Segundo Lara, as árvores tradicionais ainda são o carro-chefe da estação. “Muita gente gosta do tradicional, que investe naquela paleta vermelho/dourado e revive memórias, mas é sempre bom trazer novidades que também acompanham a evolução de toda uma sociedade”, explica.

A novidade do ano está na árvore rosé, que é composta por acessórios delicados e românticos. Segundo Lara, faz os olhos das crianças brilharem: “É uma árvore muito de princesa, as meninas amam porque tem pelúcias e bonecas de pano, que dão um toque mais delicado. Estamos apostando nela”.

O preço da árvore varia de acordo com o perfil do cliente. Há também árvores de todos os tamanhos. Uma árvore média, sem enfeites, sai em torno de R$ 199. Já uma árvore de 2,4 metros e bastante acessórios gira em torno de R$ 2 mil. Segundo a empresária, “o céu é o limite na decoração”, frisa.  

Outras possibilidades

As guirlandas também são um chamariz para a decoração de fim de ano. Com tamanhos infinitos, a decoração é ampla: tem até guirlanda invertida que pode ser colocada como lustre. Segundo o gerente de loja Daniel Hisao, 38 anos, a procura pelas queridinhas que decoram a fachada das casas é grande. “Muita gente investe na guirlanda porque é um recado de que naquela casa haverá Natal, tem toda sua simbologia”, diz.  

Os valores também são amplos. Na loja de Daniel, o cliente pode optar pelas mais em conta, que saem por R$ 70 a R$ 80, ou pelas mais encorpadas, que pode chegar a R$ 1 mil (neste caso, a guirlanda tem 1,2 metro).

Sobre as vendas, ambos estão esperançosos. “A gente está confiante por aqui, porque muitas pessoas não vão viajar neste fim de ano, o que anima de preparar a casa para receber os familiares próximos”, argumenta o gerente, que estima vender 25% a mais que o ano passado.

 

Mesa posta

Ainda de acordo com a empresária, as louças específicas de fim de ano também são um chamariz de vendas. “Muita gente não se vê há muito tempo, então, vão querer investir em uma mesa bonita para receber os familiares próximos. Às vezes nem precisa ser muita coisa, às vezes um sousplat em uma cor natalina e um porta-guardanapos já dão um toque diferente e animam o ambiente”, afirma.

Outros itens, como Papai Noel, luzinhas, toalhas de mesa, copos, xícaras e demais utensílios para decorar a casa, também são esperados pelos campo-grandenses que se animam para deixar o ambiente alinhado ao tema.

Visita ao Papai Noel

Com a pandemia, já era de se esperar que a visita ao bom velhinho fosse diferente. Seguindo uma tendência nacional, o Shopping Bosque dos Ipês fará uma programação especial, em que as crianças terão de interagir com o Papai Noel por uma tela. De acordo com a assessoria de imprensa do shopping, a interação será de forma diferente, no formato digital, com um telão com som. Para suprir a falta do contato físico, o local disponibilizará ainda alguns espaços temáticos para fotos. A chegada do Papai Noel está prevista para o dia 7. 

Moda Correio B+

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Enraizado na memória, reimaginado para o presente.

04/04/2026 18h00

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. Foto: Divulgação

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Houve um tempo em que o Rio não apenas inspirava a moda brasileira, ele a conduzia. À frente do calendário, com o mar como pano de fundo e a leveza como linguagem, o Fashion Rio não era só um evento, era atmosfera, identidade e movimento. E então, silêncio, mas toda pausa carrega intenção.

O primeiro movimento é recomeçar. Quando o Fashion Rio surgiu no início dos anos 2000, foi sob a visão de Eloysa Simão que ele ganhou forma e direção. Mais do que criar um evento, ela estruturou uma plataforma que posicionou o Rio de Janeiro como polo criativo da moda brasileira, um contraponto complementar à força industrial que se consolidava em São Paulo com o São Paulo Fashion Week.

O Rio falava outra língua, uma língua solar, autoral e sensorial. Ali, nomes como Oskar Metsavaht (Osklen), Lenny Niemeyer, Blue Man e Patricia Viera ajudaram a construir uma identidade que misturava sofisticação e natureza, urbano e orgânico. Desfiles ao ar livre, integração com a paisagem, uma estética que não separava moda de estilo de vida, mas o tempo exige ajustes.

Mudanças no mercado, reposicionamentos estratégicos e a concentração de investimentos em São Paulo fizeram com que o Fashion Rio entrasse em um hiato. Não foi um fim, foi um intervalo. Um espaço necessário para recalibrar propósito em um cenário que já não era o mesmo.

Recomeçar não é ausência, é preparação! Então chegamos ao segundo movimento: Resistir. Mesmo fora do calendário oficial, a essência do Fashion Rio nunca desapareceu. Ela resistiu na estética brasileira, na valorização do feito à mão, na narrativa de uma moda que não se separa da cultura. Projetos como o Rio Moda Rio surgiram como tentativas de reativar essa energia. Mais do que eventos, eram sinais: o Rio ainda tinha algo a dizer, e tinha!

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. - Divulgação

A moda brasileira começou a olhar mais para dentro: sustentabilidade, ancestralidade, brasilidade como potência e não como clichê. O que antes era cenário passou a ser discurso, e o que era estilo virou posicionamento. Resistir, aqui, não foi permanecer igual, foi evoluir sem perder essência. E então, finalmente, chegamos ao terceiro movimento: Retornar.

Em 2026, o Fashion Rio retorna sob a direção de Paulo Borges, desta vez, não como origem, mas como gesto de rearticulação. Sua entrada marca um novo capítulo, trazendo a experiência de quem consolidou o São Paulo Fashion Week como referência internacional, mas o desafio aqui é outro: não construir do zero, e sim reinterpretar um legado. Não se trata de repetir o passado, mas de traduzi-lo para o presente.

O novo momento aponta para uma moda mais consciente, mais conectada com território, diversidade e impacto. O Rio volta não só como cenário, mas como protagonista de uma narrativa que mistura cultura, arte, sustentabilidade e economia criativa.

Se antes o Fashion Rio era sobre imagem, agora é também sobre mensagem. Se antes era sobre tendência, agora é sobre identidade. Retornar não é nostalgia. É direção.

No fim, assim como no vestir, eventos também comunicam quem somos e para onde vamos. O Fashion Rio ressurge em um momento em que a moda brasileira busca coerência entre discurso e prática, entre estética e propósito, e talvez essa seja sua maior força agora.

A pergunta já não é se o Fashion Rio ainda tem relevância, a pergunta é: estamos prontos para enxergar o Rio e a moda brasileira sob essa nova luz?

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Gabriela Rosa - Consultora de Imagem e Estilo - Divulgação

 

Saúde Correio B+

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

04/04/2026 16h30

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde Foto: Divulgação

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

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