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Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

Odontofobia

Ansiedade e fobias impedem consultas regulares ao dentista e podem agravar problemas

Ansiedade e fobias impedem consultas regulares no dentista e contribuem para agravamento de problemas bucais, mas técnicas de sedação ajudam a tornar o atendimento mais seguro e confortável

14/04/2026 09h00

A odontofobia é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e classificado na CID-10 como uma fobia específica

A odontofobia é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e classificado na CID-10 como uma fobia específica Freepik

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O som do motor, o cheiro característico do consultório e a lembrança de experiências desconfortáveis ainda são gatilhos suficientes para afastar milhões de pessoas do dentista.

Para muitos, o que começa como um receio pontual evolui para quadros mais complexos de ansiedade odontológica e, em casos extremos, para a chamada odontofobia – um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e indicado na Classificação Internacional de Doenças da 10ª edição (CID-10) como uma fobia específica.

Esse medo não é apenas psicológico: ele se manifesta fisicamente. Taquicardia, sudorese, tremores, sensação de pânico, vontade de chorar e pensamentos acelerados estão entre os sintomas relatados por pacientes.

Diante desse cenário, não é incomum que consultas sejam adiadas por meses ou até anos – mesmo quando há dor ou necessidade evidente de tratamento.

Os números reforçam a dimensão do problema. Um levantamento da Oral Health Foundation, no Reino Unido, aponta que 36% das pessoas evitam o dentista por medo. 

No Brasil, dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO) indicam que cerca de 15% da população apresenta ansiedade odontológica, enquanto aproximadamente 2% sofre com odontofobia.

Na prática, isso significa que uma parcela significativa da população mantém distância dos consultórios, o que impacta diretamente a saúde bucal.

MEDO QUE PARALISA

Na rotina clínica, o cirurgião-dentista Oscar Peixoto Ennes observa esse comportamento com frequência. Segundo ele, mesmo com os avanços tecnológicos e técnicas modernas menos invasivas, o medo ainda é um dos principais fatores que afastam pacientes.

“Muitos evitam o tratamento por receio da dor, ansiedade ou insegurança em relação aos procedimentos. Isso pode estar ligado ao desconhecimento sobre o que será feito, ao medo do pós-operatório e até ao perfil mais ansioso da sociedade atual”, explica.

O problema é que adiar consultas pode transformar situações simples em quadros mais complexos. Doenças como cáries e inflamações gengivais têm origem bacteriana e podem evoluir rapidamente quando não tratadas.

O resultado são intervenções mais longas, invasivas e, muitas vezes, mais desconfortáveis, o que acaba reforçando o ciclo de medo.

A recomendação dos especialistas é de que quanto mais cedo o problema for identificado, mais simples tende a ser o tratamento. Consultas regulares não apenas previnem complicações, como também ajudam o paciente a criar uma relação mais tranquila com o ambiente odontológico.

SEDAÇÃO COMO ALTERNATIVA

A odontofobia é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e classificado na CID-10 como uma fobia específica A sedação ambulatorial é uma técnica que permite que os procedimentos sejam realizados com mais conforto, reduzindo significativamente o estresse durante o atendimento - Foto: Freeik

Diante desse cenário, a sedação ambulatorial tem ganhado espaço como uma solução eficaz para pacientes que apresentam medo ou ansiedade. A técnica permite que os procedimentos sejam realizados com mais conforto, reduzindo significativamente o estresse durante o atendimento.

Em Campo Grande, por exemplo, esse tipo de serviço é oferecido por iniciativas como a Servan Anestesiologia, por meio do Serviço de Anestesia e Sedação (SAS), que leva a sedação médica para dentro de clínicas e consultórios odontológicos.

O diferencial está no acompanhamento integral de um médico anestesiologista durante todo o procedimento.

Com monitorização contínua e protocolos específicos, a sedação é indicada especialmente para intervenções de baixa e média complexidade, além de casos em que o paciente apresenta ansiedade intensa ou dificuldade de permanecer por longos períodos na cadeira odontológica.

Na prática, os resultados são perceptíveis desde o início do atendimento. “Quando é oferecido um atendimento com sedação, o paciente que chega cheio de restrições rapidamente relaxa e se torna mais receptivo”, relata o dentista.

Além de proporcionar conforto ao paciente, a presença de um anestesiologista também traz mais segurança para a equipe odontológica. Isso porque o profissional está preparado para monitorar sinais vitais e agir rapidamente em caso de qualquer problema.

“Isso traz muito conforto para o paciente, que se sente mais seguro, e também para nós, pela tranquilidade de contar com um especialista preparado para qualquer intercorrência”, afirma. Segundo o dentista, pacientes que passam por procedimentos com sedação tendem a apresentar uma recuperação mais tranquila, já que não vivenciaram altos níveis de estresse durante a intervenção.

Os benefícios se estendem ainda ao pós-operatório. “Ao final da cirurgia, o paciente está mais tranquilo, não passou por estresse durante o procedimento e, com isso, tudo transcorre melhor. A satisfação é maior e a recuperação também tende a ser diferente”, destaca Oscar.

Mais do que facilitar procedimentos específicos, a sedação tem desempenhado um papel importante na reaproximação de pacientes com o consultório odontológico. Para muitos, a possibilidade de realizar tratamentos sem sofrimento é o primeiro passo para retomar o cuidado com a saúde bucal.

Esse movimento é fundamental, especialmente diante de um cenário em que o medo ainda representa uma barreira significativa.

Ao reduzir a ansiedade e tornar a experiência mais positiva, a sedação contribui para quebrar o ciclo de adiamento e negligência.

Especialistas reforçam que cuidar da saúde bucal vai muito além da estética. Problemas não tratados podem afetar a mastigação, a fala e até a saúde geral, já que infecções bucais podem se espalhar para outras partes do corpo.

Nesse contexto, iniciativas que tornam o atendimento mais acessível e confortável ganham relevância. A sedação, aliada a uma abordagem humanizada e ao avanço das técnicas odontológicas, surge como uma ferramenta importante para transformar a relação dos pacientes com o dentista.

Felpuda

A roubalheira de dinheiro dos aposentados está sendo utilizada como tema... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (14)

14/04/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Fiódor Dostoiévski - escritor russo

"Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas".

Felpuda

A roubalheira de dinheiro dos aposentados está sendo utilizada como tema na campanha eleitoral que está polarizada mais uma vez. O duelo de narrativas está sendo feito pelas redes sociais: de um lado, esquerdistas de estrelas mais lustrosas dão declarações querendo imputar ao governo de Bolsonaro o início do esquema; do outro, a turma da direita afirma que o PT e seu time é que são responsáveis pelos "mãos leves" e que não deixaram, inclusive, convocar o irmão e o filho de Lula para prestarem depoimentos na CPMI do INSS, que terminou sem prorrogação. Vai vendo...

Ampliando

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou proposta que classifica como organizações terroristas o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, além de 11 grupos criminosos de países da América Latina.

Mais

O texto altera as leis de Terrorismo e de Organizações Criminosas. Foi aprovado substitutivo do relator, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que ampliou a lista original de organizações criminosas. A proposta segue para análise conclusiva da CCJ.

DiálogoFoto: Flashbang Media House

Ana Castela, Zezé Di Camargo, a dupla Guilherme & Santiago, além de Sérgio Reis, Padre Fábio de Melo e Simone Mendes, são alguns dos convidados que confirmaram participação na gravação do projeto audiovisual "30 e Poucos Anos", que acontecerá nesta quinta-feira (16), no palco da Vibra São Paulo. A direção criativa é de Andrey Hermuche, com roteiro de Bruno Campos e produção musical de Ricardo Lopes. A realização é da Opus Entretenimento, em parceria com a Jeito do Mato e os empresários Marco Serralheiro e Marcelo Maia. A Band FM é a rádio oficial do projeto. Para mais informações: instagram.com/pf30epoucosanos.

DiálogoElaine Paula Costa - Arquivo Pessoal

 

DiálogoDebora Nascimento - Foto: Divulgação

Pontapé

Ao falar da possibilidade de vir a presidir o Senado, a senadora Tereza Cristina (PP), abriu o caminho para as articulações com vistas ao futuro comando da Casa. Tereza tem apoio do agronegócio, excelente trânsito político, conquistas importantes, como a Prefeitura da Capital, que ficou nas mãos de Adriane graças ao empenho dela. Além disso, tem fortes ligações políticas com Bolsonaro e seu filho Flávio. Dizem que o atual presidente, senador David Alcolumbre dificilmente conseguirá ser reeleito para o cargo.

De Paraquedas

Os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, por questões de conveniência eleitoral, ingressaram no PSDB e ali ficaram por um bom tempo. Agora, refugiaram-se no PP e União Brasil, respectivamente, que integram o grupo de centro-direita. As duas siglas estarão no palanque do governador Riedel e também no do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro(PL). Assim sendo...

Passado

A preocupação está no fato de que vídeos, não tão antigos, foram resgatados, onde Dagoberto aparece criticando duramente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, afirmando que ele espalhou ódio e que nas eleições de 2026 os eleitores teriam que derrotar a direita. Geraldo Resende, por sua vez, iniciou sua vida pública no PPS, que é sucedâneo do Partido Comunista do Brasil. Antes de migrar para o União Brasil, ele teria "flertado" com o PV, que é federado ao PT, vai apoiar Lula e em MS estará apoiando Fábio Trad, do PT.

Aniversariantes

Dimas Braga;
Flávia Cristina Albuquerque Palhares Machado;
Cláudia Kudiess Napi;
Gabriela Yussef;
Lucas Mota;
Maria Justina Pereira Gimenez;
Irineu Justino de Oliveira;
João José de Souza Leite;
Lourdes Aguena;
Nelson Chaia;
José Rodrigues Maria;
Dr. Vitor Higa;
Tiburcio João Soares;
Vandirlei Manetti Nabarrete;
Vinicius Coutinho Garabini;
Ricardo Augusto de Souza e Silva;
Miriam Shimabukuro Myasato;
José Roberto Machado;
André Coelho de Oliveira Martins;
Karolyne Aparecida Lima Maluf;
Waldeli dos Santos Rosa;
Dr. Wantuir Brasil Jacini;
Eugênio Peron Filho;
Dr. Jaime Shimabukuro;
Maria das Dores Carvalho;
Renato de Figueiredo;
Dr. Ronaldo Bernardo Malheiros;
Natália Feitosa Beltrão;
Karina da Silva Faria;
Paulo Victor Diotti Victoriano;
Maria de Lourdes Morales;
Wanderley Patrick Lemos Gehlen;
José Palhano Neto;
Rafael Pereira Goldoni;
Nilza Maria Aguirre da Silva Lemos;
Eloisa Bittencourt;
Waldir de Oliveira Rocha;
Arlindo Perin;
Pedro de Assis e Silva;
Resebelma Oliveira Fontoura;
Juliana Teixeira de Oliveira;
Carlos Alberto Jonas Giordano;
Nádia Oliveira Palazzo;
Leda Aparecida Tomikawa;
Paulo Matias Júnior;
Dra. Izabel Teixeira Rodrigues;
Dr. Carlos César Ferreira;
Rosângela Fernandes Oliva;
Osvaldo Viana Ferreira;
Vera Regina Barros de Figueiredo Madureira de Pinho;
Rosilma Alves de Oliveira;
Lamartine de Figueiredo Costa;
Nilda Tronche Nicolau;
Izabel de Souza;
Antônio Marques Rodrigues;
Dra. Maria Sara Costa de Oliveira;
José Rosalvo Fraga dos Santos;
Luciane Mara de Rezende Giglio;
Maurílio Salgado da Silva;
Rita de Cássia Pimenta da Silva;
Otávio Pereira Gomes;
Sílvio Lima da Costa;
Leonel de Almeida Mathias;
Olavo Nogueira de Faria;
Neuza Franco de Castilho;
Flávio José Leme;
Marli Graciano Moreli;
Roberto de Castro Cunha;
Elza de Oliveira Chimenes;
José Gondim Lins;
Tomaz Joaquim Araújo;
Valdir Dias Ortiz;
Aderbal Bogalho Júnior;
Vanderlei Pereira Rios Dias;
Edenir Aparecida Nascimento Castro;
Sueli Hatsumi Hishie Nobu;
Célio Oliveira Furtado;
Marilza de Oliveira Ribeiro;
Daniela Maria Yule Nogueira;
Francisco Inácio Souza;
Elza Mota;
Dr. Hailton Simões;
Manoel Ferreira de Souza;
Delma Alves Gonçalves;
Dr. Jorge Barreto Algayer;
Marlene de Almeida;
Ogular Zardo Filho;
Paulo César Diniz de Souza;
Dion Anastácio da Cunha;
Rosane Meireles Grubert;
Eduardo Ariano Moura;
Silvia Fragoso de Oliveira;
Renan Lima de Mendonça;
Lucy Leda Cardoso Ramos;
Fernanda de Moura Serra Barbosa;
Maria Cristina Rocha de Souza Assis;
Fernanda Baldo;
Euripedes Martins Maciel;
Fioravante Rotilli;
Márcia Christina Lins;
Claudia Reiko Yoza;
Kelly Cristina Marques Moreira;
Maria José de Macedo;
Antonio Frederico de Souza Moraes;
Marcelo Freire Victorio;
Ricardo Augusto Cação Pinto;
Aline de Oliveira Fava;
Fernando Davanso dos Santos;

Colaborou Tatyane Gameiro

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