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Astrologia B+: A energia da primeira semana do ano no Tarô de 06 a 12 de janeiro de 2025

A carta dos Enamorados indica que este é um momento propício para fazer escolhas e tomar decisões. Encare de frente suas dúvidas e siga o seu coração.

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A segunda semana de 2025 será marcada por uma atmosfera introspectiva e emocional, influenciada pela entrada da retrogradação de Marte em Câncer e pela presença dos Enamorados no Tarô como carta regente. Essa combinação energética convida a refletir sobre conflitos internos, decisões emocionais e a busca por harmonia entre desejos e responsabilidades.

Marte Retrógrado em Câncer

Marte, o planeta da ação, iniciativa e assertividade, encontra-se retrógrado no signo de Câncer, que é regido pela Lua e está intimamente ligado às emoções, ao lar e às raízes. Essa retrogradação enfraquece o impulso direto de Marte, trazendo à tona:

   •       Dificuldade em agir diretamente: Pode ser mais desafiador tomar decisões rápidas ou enfrentar conflitos de forma assertiva.

   •       Reavaliação de motivações emocionais: Questões ligadas à família, passado e segurança emocional podem emergir, pedindo revisão.

   •       Sensibilidade elevada: A energia de Marte em Câncer tende a ser defensiva, e durante a retrogradação, isso pode levar a reações emocionais intensas e retraimento.

Esse trânsito pede paciência. Em vez de tentar avançar rapidamente, é um momento de reavaliar como as emoções influenciam suas ações e como você pode lidar com os desafios de forma mais compassiva.

Os Enamorados no Tarô

O sexto Arcano Maior do Tarô representa o amor em todas as suas formas, abrangendo relacionamentos afetivos, profissionais, amizades e, acima de tudo, o amor-próprio.

A carta dos Enamorados traz à tona questões de escolha, dualidade e conexão. Em sintonia com Marte retrógrado em Câncer, ela destaca:

   •       Escolhas importantes no campo emocional: Pode haver uma necessidade de decidir entre o que o coração deseja e o que a razão ou a responsabilidade exige.

   •       Conflitos internos: Assim como Marte retrógrado intensifica as emoções, Os Enamorados refletem dilemas que exigem clareza e honestidade.

   •       Conexões significativas: Essa carta também aponta para relações que desafiam ou fortalecem, dependendo de como lidamos com elas.

Essas energias combinadas indicam uma semana de reflexão sobre vínculos emocionais e decisões importantes. Marte retrógrado em Câncer pode despertar memórias ou questões familiares não resolvidas, enquanto o arcano dos Enamorados nos chama a um discernimento profundo nas escolhas que envolvem tanto o coração quanto a mente. Como Lao Tzu disse: “O amor é uma decisão – não uma emoção!”

Essa não será uma semana para agir impulsivamente. Em vez disso:

   •       Cultive o autocuidado: Use a energia de Câncer para nutrir suas emoções e construir uma base emocional sólida.

   •       Reflita antes de decidir: Se enfrentar dilemas, procure avaliar as consequências a longo prazo.

   •       Converse com empatia: Relacionamentos podem ser testados, mas a comunicação honesta pode fortalecer os laços.

Carta dos Enamorados - Divulgação

Livre-Arbítrio e o Poder das Escolhas: A Responsabilidade de Moldar Nosso Destino

A carta dos Enamorados indica escolhas, dilemas e a complexidade das emoções e desejos. Ela nos lembra do poder do livre-arbítrio. Contudo, toda escolha implica numa renúncia. Então, não será nada fácil, pois sempre haverá uma luta interna entre a razão e a emoção. Afinal, não podemos ter tudo na vida.

O conceito de livre-arbítrio envolve a capacidade humana de tomar decisões de forma consciente e independente, assumindo responsabilidade pelas próprias escolhas, em vez de atribuí-las exclusivamente a fatores externos ou ao destino. Essa ideia sugere que, embora forças externas possam influenciar nossas vidas, somos nós que moldamos nossos caminhos por meio de nossas ações e atitudes.

A frase de Shakespeare, retirada de “Júlio César”, enfatiza essa autonomia. Quando Cássio diz a Brutus que “não é dos astros a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos”, ele desafia a crença de que o destino é imutável ou predeterminado pelos astros. Em vez disso, propõe que as circunstâncias são moldadas por nossas decisões ou pela falta delas.

Essa visão inspira uma reflexão poderosa: até que ponto nos responsabilizamos por nossas escolhas e agimos com coragem para mudar aquilo que nos limita? Shakespeare nos lembra que, mesmo diante de pressões externas, o poder de definir o próprio caminho está em nossas mãos.

Simbolismo da Carta dos Enamorados

Na ilustração da carta dos Enamorados, duas pessoas, geralmente um homem e uma mulher, estão unidos em harmonia, sob o olhar acolhedor de um anjo. Eles estão nus, sem vergonha ou necessidade de esconder quem são. Não há fingimentos para impressionar um ao outro.

Uma montanha os separa, simbolizando barreiras. No entanto, o anjo transcende essas barreiras, permitindo que eles se conectem, independentemente dos obstáculos. O homem olha para a mulher, e ela, por sua vez, direciona seu olhar para o anjo através da névoa.

As figuras na carta representam diferentes aspectos de quem somos, que precisam ser harmonizados para alcançar paz interior e amor-próprio. Quando esses elementos se equilibram dentro de nós, experimentamos relacionamentos mais autênticos e gratificantes com os outros.

A carta oferece uma fórmula para a paz interior: o eu mundano, representado pelo homem (aspecto externo), precisa se reconectar com os sentimentos genuínos, simbolizados pela mulher (aspecto interno).

Essa reconexão só é possível através da honestidade emocional. A nudez das figuras reflete a necessidade de expor tudo, de deixar de lado as inibições e as máscaras que usamos para impressionar os outros.

O anjo simboliza o seu eu superior, o ponto mais profundo onde reside a verdadeira aceitação. É desse lugar que nasce o amor-próprio. Quando a carta dos Enamorados aparece, é um chamado para voltar-se para dentro, refletir sobre sua essência e enxergar-se com os olhos sábios e compassivos do seu anjo interior. Ame a si mesmo. Reconheça sua luz. É daí que o verdadeiro amor floresce.

Conclusão

O início do ano normalmente nos convida a refletir e fazer escolhas, muitas vezes desafiadoras, mas necessárias para alinhar nossos caminhos com nossos objetivos mais profundos. “A vida é a soma de todas as suas escolhas” (Albert Camus)

A segunda semana de 2025 pede calma, reflexão e autocompaixão. As energias de Marte retrógrado em Câncer e o arcano dos Enamorados nos lembram que as decisões mais difíceis são aquelas que nos levam a crescer.

Aproveite este momento para alinhar suas ações com suas emoções mais profundas. Além disso, falando em escolhas, é um excelente período para começar a colocar as resoluções do Ano Novo em prática. Aproveite para fazer algumas mudanças positivas em sua vida. “Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade” (Clarice Lispector)

Uma ótima semana e muita luz,

Cris Paixão

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

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25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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