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Astrologia B+: A energia do Tarô da semana entre 08 e 14 de janeiro

Liderança e determinação e sucesso com a carta do Carro. Conheça o significado deste arcano e suas influências.

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A carta do Carro, representada pelo número 7 nos Arcano Maiores, simboliza a ação, a determinação, a conquista e o movimento pra frente. Um sinal encorajador de destemor rumo ao sucesso. Agora que acabaram as comemorações e recessos no trabalho, está na hora de engatar a primeira no Carro e iniciar, de fato, 2024 com a cara e a coragem.

É uma das cartas mais positivas do tarô. Com o Carro, você tem o meio para chegar aonde deseja. Então, pé na tábua. Não há tempo a perder. Afinal, o ano já começou.

Este arcano representa a capacidade de avançar em direção às metas com confiança, superando obstáculos e alcançando os objetivos estabelecidos.

Uma força em movimento, a carta do Carro é conhecida por evocar uma sensação de impulso. Você é a força motora da mudança, sentindo que tem todas as condições (mental, física e espiritual) de ir pra frente. A imagem tradicional da carta mostra uma carruagem puxada por dois cavalos, um vermelho e o outro azul (isso para o Tarô de Marselha, ou os cavalos-esfinges brancos e pretos do baralho Rider Waite), simbolizando a jornada e o controle sobre as forças opostas que nos impulsionam.

O carro retratado na carta também pode ser uma biga ou até uma quadriga, considerada como a carruagem dos deuses e heróis na mitologia grega. Além de ser um símbolo de triunfo, o Carro tem um destino certo que já foi previamente escolhido. Agora ele vai em direção a uma missão, algo que precisa ser realizado. Nada vai impedi-lo de chegar aonde ele quer chegar.

Ao explorar a influência da carta do Carro, encontramos também a ideia de liderança e controle. O condutor do veículo na carta do Carro está no comando, guiando os cavalos com força e habilidade. No contexto da antiguidade clássica, o auriga era o condutor de um carro de guerra.

No transporte de alguns dos mais influentes romanos ou comandantes militares, os aurigas tinham a função de dirigir a biga e eram escolhidos entre os escravos que tinham maior confiança. Da mesma forma, essa carta nos lembra de assumir a liderança em nossas vidas e tomar decisões com confiança e convicção. Assumir as rédeas da situação, sem medo ou hesitação.

                                      Carta do Carro - Divulgação

Embora o Carro transmita a energia do movimento, ele também nos lembra da importância do equilíbrio e da direção adequada. É essencial avaliar as nossas prioridades e nos certificar de que estamos direcionando nossa energia para os aspectos certos de nossa vida.

O Carro também pode ser interpretado como uma metáfora para viagens internas e transformações significativas. Essa carta convida a explorar novos caminhos, aventurar-se em territórios desconhecidos e estar aberto a oportunidades de crescimento pessoal e mudança.

A energia da carta do Carro é uma força poderosa que nos impulsiona a buscar nossas ambições, assumir a liderança e avançar com determinação em direção à realização de nossos objetivos. Apesar de você ter total capacidade de avançar e superar os desafios, não se engane; não será um caminho fácil. Neste sentido, vejo uma correlação da carta do Carro e da Força.

No entanto, enquanto o Carro significa força e vontade externas, a carta da Força fala da força interior para superar qualquer obstáculo. Força é saber que você pode suportar as adversidades com resistência e persistência. Já com o Carro, você é o condutor do veículo, ou melhor, o piloto. Fazendo uma comparação com a Fórmula 1, dirigir em alta velocidade requer muita técnica. É preciso pilotar com muito cuidado com uma visão ampla de leitura de corrida e do circuito.

Você já tem melhor o carro para fazer a pole, fez as voltas de classificação com segurança e agora vai para o risco total para vencer a corrida. Lembre-se: é importante controlar o seu ego quando estiver na frente e precisão para ultrapassar adversários. Com a carta do Carro você tem tudo para chegar em primeiro lugar e ser campeão. Não perca o foco. “Na adversidade, uns desistem, enquanto outros batem recordes.” (Ayrton Sena)

Uma ótima semana e muita luz,

Cris Paixão

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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