Correio B

Correio B+

Astrologia B+: A energia do Tarô da semana entre 12 a 18 de janeiro. Desapego, superação e cura.

Sob a regência do Seis de Espadas, esta é uma semana de transição, marcada pelo desapego, pela superação de obstáculos e pelo afastamento do caos rumo à clareza, à cura emocional e à paz interior.

Continue lendo...

O momento da transição e da cura silenciosa

Você já se sentiu como se estivesse entre capítulos da sua vida? Como se estivesse, aos poucos, se afastando de algo doloroso, sem saber exatamente para onde vai, mas com a certeza de que não pode permanecer onde estava? Essa mudança silenciosa e emocional é exatamente o que o Seis de Espadas representa.

O Seis de Espadas fala de uma cura tranquila, em que o progresso acontece em silêncio e o desapego abre caminho para um futuro mais leve.

O Seis de Espadas fala sobre seguir em frente — atravessar um limiar, deixar uma fase da vida para trás e avançar para outra. Esta carta pode sinalizar viagens, mudanças de carreira, encerramentos de relacionamentos, trocas de casa ou transformações internas profundas, seja por decisão própria, seja por forças externas que nos empurram adiante.

Embora esse movimento traga desconforto, ele é necessário para o crescimento pessoal. Quando surge como carta regente, indica que as mudanças em curso estão alinhadas ao seu bem maior. Encare esse momento como um verdadeiro rito de passagem.

Este arcano convida a soltar o que já não serve mais. A mensagem do Seis de Espadas é clara: siga o fluxo, em vez de lutar contra a corrente.

Ao se render ao movimento que a vida assume neste momento e aliviar a bagagem emocional e mental do passado, você alcançará com mais leveza — e mais rapidez — um porto seguro. Aos poucos, a dor da perda cede espaço à clareza mental e a uma aceitação mais madura das mudanças.

A jornada simbólica e emocional da carta

O barqueiro ilustrado na carta está guiando dois refugiados — uma mãe e seu filho — rumo a uma nova vida. Barqueiros representam situações que nos transportam de uma vida para outra. Eles são mensageiros da mudança. O céu está cinzento e o clima é sombrio.

O primeiro dever da mãe é proteger seu filho. Os refugiados abandonam o passado em troca da promessa de um futuro melhor. As águas atrás deles estão agitadas, mas à frente são calmas. Para alcançar margens seguras, eles precisam deixar os problemas do passado para trás. Embora o barco não seja muito confortável, ele promete conduzi-los em direção à possibilidade de uma vida mais feliz.

Resumidamente, o Seis de Espadas anuncia uma transição. Uma travessia silenciosa que amplia a visão e revela novas possibilidades no horizonte.

É possível que acontecimentos do passado tenham tirado seu sorriso e roubado noites de sono. Com o tempo, porém, você atravessou provas e desafios e, enfim, fez as pazes com o que ficou para trás. O Seis de Espadas indica que agora é possível seguir em frente — não apenas deixando os problemas no passado, mas também aliviando o peso mental e emocional que eles carregavam.

A boa notícia é que você caminha em direção a um período mais positivo, em que a vida pode voltar a parecer leve e promissora. Talvez você ainda não esteja transbordando de alegria nem totalmente confiante sobre o que vem pela frente, mas já consegue enxergar um caminho.

No plano espiritual, o Seis de Espadas representa liberação emocional e transformação interior. Ele surge quando você está pronto para soltar o luto, o estresse ou dores emocionais, permitindo-se finalmente curar.

A transição como caminho para a paz interior

Esta carta convida você a se afastar do caos e a reencontrar o equilíbrio. O naipe de Espadas pede reflexão sobre a própria jornada e sobre os pensamentos que ainda pesam. Você não precisa explicar tudo, nem carregar o passado para sempre. Deixar ir não significa esquecer, mas honrar o que foi vivido e, ainda assim, escolher seguir adiante.

Mesmo que o caminho pareça lento, confie no processo. Parte do peso ainda pode acompanhá-lo, mas o movimento já aponta para águas mais calmas. Este é um momento de força silenciosa e maturidade emocional — um ponto de virada que traz paz sem precisar da “autorização” do passado.

Esta carta sugere fortemente que você está deixando para trás tensões emocionais ou mentais e buscando um estado mais sereno. Não se trata de correr em direção a algo novo, mas de escolher a paz e conceder a si mesmo o espaço necessário para curar. O Seis de Espadas aponta para a direção certa e para um futuro melhor — mesmo que você ainda não tenha chegado lá.

Amor e Relacionamentos

No amor, o Seis de Espadas em posição normal costuma surgir quando você está se curando de uma experiência dolorosa ou atravessando uma fase de transição na vida afetiva. Pode indicar o afastamento de uma relação tóxica ou um tempo de pausa para ganhar clareza. Um certo distanciamento emocional pode existir, mas faz parte do processo de cura.

Se você está em um relacionamento, a carta sugere a superação conjunta de conflitos do passado, ressaltando a importância do diálogo aberto e do esforço mútuo para avançar. Se está solteiro, indica que antigos pesos emocionais estão sendo finalmente liberados, abrindo espaço para relações mais saudáveis.

Carreira e Finanças

No campo profissional, o Seis de Espadas aponta para um progresso lento, porém constante, e pode indicar uma transição importante na carreira. Talvez você esteja considerando mudar de emprego ou assumir uma função mais alinhada com seus valores. Em alguns casos, essa carta surge ligada a mudanças físicas, como uma transferência ou realocação profissional.

Financeiramente, ela reflete uma mudança mais tranquila na forma de lidar com o dinheiro, sinalizando a superação de dificuldades. Se o trabalho tem sido desgastante, esta carta traz a mensagem de que a mudança é possível e de que a estabilidade está no horizonte.

Partir para novos rumos

O Seis de Espadas aponta para uma fase de mudança que não acontece sem dor. Há tristeza e até certo arrependimento no percurso, já que escolhas do passado conduzem, agora, à necessidade de deixar algo para trás. Ainda assim, este arcano lembra que seguir adiante — mesmo com o coração pesado — é o caminho mais consciente e benéfico para o futuro. Afinal, mar calmo nunca fez bom marinheiro: tudo o que foi vivido teve um papel essencial no seu crescimento pessoal.

Esta é uma carta positiva — quase uma exceção dentro do naipe de Espadas. Ela fala de estudos, aprendizado e questões intelectuais, sendo especialmente favorável para iniciar um curso ou investir em aprimoramento. Por simbolizar uma travessia, também pode indicar viagens com propósito definido, como deslocamentos a trabalho.

Por falar em travessia, este arcano dialoga profundamente com os versos de Fernando Brant e Milton Nascimento na canção Travessia: “vou querer amar de novo e, se não der, não vou sofrer. Já não sonho. Hoje faço com meu braço o meu viver.”

O Seis de Espadas fala exatamente desse ponto de maturidade emocional: seguir adiante sem negar o passado, mas sem permitir que ele dite o futuro. Não se trata de desistir de sonhar, e sim de escolher caminhar com mais consciência, autonomia e serenidade. A mensagem final é clara: confiar no próprio movimento, sabendo que cada passo — mesmo silencioso — conduz, inevitavelmente, a uma fase de maior clareza e paz.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

Continue Lendo...

Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).