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Astrologia B+: A energia do Tarô da semana entre 14 e 20 de julho - inspirações criativas

O Pajem de Copas é a carta regente da semana. Ela traz começos e conexões afetivas para esse período.

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Pajem de Copas como Carta Regente da Semana

O Pajem de Copas simboliza o seu "eu" criativo e infantil, aquela parte dentro de você que ainda é capaz de se encantar com o mundo — com olhos curiosos, abertos à beleza e à surpresa.

Todos nós temos uma energia criativa, mas cada um a manifesta de forma única. O Pajem de Copas convida você a brincar, se inspirar e criar algo bonito. Ele segue o coração. É o poeta sensível do Tarô. Vale a reflexão: você tem se permitido apenas... brincar?

O Pajem é mestre em traduzir sentimentos por meio da expressão criativa. Ele ilumina o coração dos outros com palavras, gestos e criações que dão voz àquilo que muitos não conseguem expressar. Quando o Pajem de Copas aparece como carta regente, o seu "eu criativo e brincalhão" está pedindo atenção!

Se você der ouvidos a esse chamado, a diversão será garantida. As crianças acreditam na magia de criar para se expressar. Adoram desenhar, pintar, fazer artes com papel e cola — e se orgulham imensamente disso! Nunca dizem: “Ah, hoje não vou desenhar porque não sou perfeito nisso.” Elas simplesmente mergulham na experiência porque é prazerosa!

Agora é hora de silenciar o crítico interno que sussurra dúvidas no seu ouvido. Faça algo criativo só pelo prazer de fazer. Torne sua casa mais vibrante e colorida. Crie algo com as mãos, invente, brinque, provoque suavemente a sua criança interior. Use a criatividade como um canal para dar vazão aos sentimentos que precisam ser expressos. Deixe o seu coração brincar!

Lembre-se: os Pajens são mensageiros no Tarô. Este pode ser o momento de receber recados que aquecem o coração — talvez um novo amor... ou até o retorno de alguém especial. Quem sabe?

O Coração que Cria

Julho alcança sua metade e com ele vem uma espécie de silêncio interno. É como se o tempo diminuísse o ritmo, abrindo um espaço para escutar o que vem de dentro. Nessa paisagem simbólica, onde sentimentos se aprofundam e planos precisam ser revisitados, surge uma figura delicada e reveladora: o Pajem de Copas.

Essa carta, regente da semana, convida você a voltar a ser quem era antes de aprender a se proteger demais. Antes das amarras da crítica interna. Antes da necessidade de controle, aprovação, sucesso. O Pajem de Copas representa o eu criativo, espontâneo e emocionalmente disponível que habita em cada um de nós — muitas vezes esquecido, abafado pelo barulho da vida adulta.

Ele é o jovem do baralho do Tarô que olha para dentro e se permite sentir, criar, sonhar. E nesta semana, com tantos movimentos retrógrados no céu, ele não surge por acaso. Surge porque estamos sendo convidados a parar, escutar, e refazer caminhos — mas desta vez, com mais sensibilidade.

O Simbolismo do Pajem de Copas

Na iconografia tradicional, o Pajem de Copas é representado segurando uma taça da qual salta um peixe. Um símbolo improvável, quase surreal, mas profundamente revelador: o inesperado nasce quando o coração está aberto. O peixe representa a sabedoria emocional, a criatividade que brota sem planejamento, a sorte que vem da autenticidade.

Sua túnica estampada com flores de lótus indica que ele floresce no reino das emoções. E mesmo sendo um ser sensível, não é frágil — prefere dançar com a vida do que se esconder dela. Ele nos ensina que ser vulnerável não é sinal de fraqueza, e sim de maturidade emocional. Que criar, mesmo que “imperfeito”, é sempre um ato de coragem.

Ecos do Céu: Astrologia da Semana

A energia do Pajem de Copas conversa com três movimentos astrológicos marcantes desta semana:

Saturno Retrógrado em Áries

Saturno, o planeta do tempo, da disciplina e da estrutura, começou o seu movimento retrógrado no impulsivo signo de Áries. Isso marca um período de revisão profunda sobre como iniciamos projetos, lidamos com frustrações e sustentamos nossa coragem.

Áries quer correr. Saturno diz: “Espere.” E o Pajem de Copas intervém: “Sinta.”

Essa carta propõe uma forma mais sensível de lidar com o tempo. Em vez de insistir na pressa ou se frustrar com obstáculos, que tal perguntar-se: por que eu quero tanto isso? o que estou tentando provar? a quem estou tentando impressionar?

Esse é um momento potente para compreender a origem das nossas ações — e talvez descobrir que algumas nascem do medo, não do desejo verdadeiro. O Pajem de Copas propõe um recomeço mais sincero, onde vulnerabilidade não seja vista como fraqueza, mas como profundidade.

Sextil Mercúrio–Vênus

No meio da semana, o céu nos oferece um sopro de ternura: Mercúrio, planeta da comunicação, forma um aspecto harmonioso com Vênus, planeta do amor, dos vínculos e da arte.

É como se uma porta se abrisse para conversas mais doces, palavras mais generosas, reconexões que vinham sendo adiadas. Nesse cenário, o Pajem de Copas se torna um guia do coração: ele é o arquétipo do jovem que aprende a dizer o que sente, mesmo sem ter total clareza, mesmo com alguma timidez — mas com verdade.

Essa energia favorece o diálogo amoroso, o perdão sincero, os bilhetes deixados na porta da geladeira, as mensagens que aquecem. Não precisamos fazer grandes discursos. Às vezes, um gesto criativo basta para traduzir o que as palavras não alcançam.

Carta do Pajem de Copas - Divulgação

Mercúrio Retrógrado em Leão

E então, como se o céu dissesse “não acabou”, Mercúrio entra em retrogradação no signo de Leão na sexta (18). Aqui, o foco é a revisão da autoexpressão: como estamos comunicando quem somos? O que queremos que o mundo veja? Será que nossa forma de falar está conectada ao coração ou apenas ao ego?

Essa retrogradação pode trazer momentos de gagueira simbólica: falas que não funcionam, mal-entendidos, textos que não saem como gostaríamos. Mas o Pajem de Copas nos ensina algo precioso: a comunicação mais potente não é a perfeita — é a sincera. Ele nos convida a trocar a teatralidade pela autenticidade. A escolher falar menos alto, mas com mais verdade.

Convite da Semana: Crie, Brinque, Expresse-se

Nesta semana, olhe para a vida com os olhos do Pajem de Copas. Sabe aquela vontade de pintar, mesmo que você diga “não levo jeito”? Ou aquele impulso de escrever algo bonito para alguém, mas que você reprime por vergonha? Dê espaço a isso.

Crianças criam porque é divertido. Não porque será vendido, publicado ou aplaudido. O que você fazia quando era criança e se sentia feliz? Que tipo de expressão artística você abandonou com o tempo? O que você gostaria de tentar, se não houvesse julgamento? A dica do Tarô para a semana é clara: volte a brincar. Com palavras, com cores, com gente.

Amor | Sentir é mais forte do que provar

A comunicação afetiva ganha leveza com o sextil Mercúrio–Vênus, que entra na terça-feira (15). É hora de retomar conversas, pedir desculpas ou demonstrar carinho com gestos simples. Mas atenção: a partir de sexta-feira (18), Mercúrio retrógrado em Leão pode inflar o orgulho — escolha a vulnerabilidade em vez da defesa. Existe também a chance de surgir um romance alegre e cheio de frescor para quem está solteiro. Aproveite!

Dica: Fale com o coração. Um bilhete, um áudio sincero ou uma mensagem inesperada pode curar muito.

Trabalho | Criatividade com escuta

O Pajem traz novas ideias, mas Saturno retrógrado em Áries cobra estrutura. Evite correr. É semana para revisar planos, ouvir feedbacks e se comunicar com mais suavidade, especialmente com Mercúrio em revisão.

Dica: Expresse ideias com sensibilidade. Progresso agora é mais interno do que externo.

Dinheiro | Emoção não paga boleto

A energia emocional do Pajem pode gerar compras por impulso. E com Mercúrio retrógrado, atenção redobrada em contratos, acordos e promessas financeiras.

Dica: Revise seus gastos. Organize, não arrisque. Criatividade aqui serve para economizar.

A Delicadeza é uma Força

Sob os ecos astrológicos e o olhar encantado do Pajem de Copas, a semana nos pede um tipo diferente de coragem: a de sentir, e não fugir. A de criar, mesmo sem garantias. A de se comunicar com o coração na frente da razão.

Se os planos se desfizerem, se os diálogos ficarem pela metade, se a inspiração oscilar — tudo bem. Respire. Recolha-se. Volte ao seu centro.

Lembre-se da imagem do Pajem com sua taça mágica: algo novo, sensível e cheio de potência quer nascer dentro de você. Pode parecer frágil, mas é justamente aí que habita sua verdadeira força.

O Pajem de Copas sussurra: crie, sinta, permita que o novo floresça do seu coração. Abra espaço. E, acima de tudo, confie na poesia que pulsa em você.

Fica a reflexão: "Não se tira nada de nada. O novo vem do antigo, mas nem por isso é menos novo."— Bertolt Brecht

Uma ótima semana e muita luz!

Ana Cristina Paixão

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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