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B+:Hidráulica sem segredos: Dicas para os problemas mais corriqueiros e evite dores de cabeça

Arquiteto revela dicas essenciais para avaliar e manter a hidráulica da sua casa em dia, seja para a rotina ou na hora de construir e reformar.

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Apesar de muitas vezes serem invisíveis, escondidos dentro de paredes e pisos, problemas como pias entupidas, chuveiros pingando e ferrugem na água são exemplos de alguns contratempos hidráulicos mais visuais, que ocorrem em maior frequência nas residências, e que podem causar transtornos significativos quando não recebem a devida atenção.

Em vista disso, o arquiteto Bruno Moraes, à frente do escritório BMA Studio, compartilha algumas orientações essenciais para garantir o bom funcionamento da hidráulica, prevenindo problemas e facilitando no dia a dia.

Para tanto, o profissional começa explicando que os sistemas hidráulicos são parte fundamental de todas as residências, assegurando o abastecimento de água para as atividades diárias e facilitando o descarte de águas residuais.

“Este sistema é composto por uma complexa rede de tubulações, conexões e dispositivos que percorrem a casa, geralmente escondidos nas paredes e pisos. Por isso, quando você conhece os principais componentes e o funcionamento da rede de água e esgoto, fica mais fácil identificar sinais de problemas, além de tomar decisões melhores na vivência, compra ou aluguel de um imóvel”, ressalta o profissional.

A importância do projeto hidráulico

Além do ponto de água na cuba, na descarga e no box, os banheiros podem contar com adicionais como a ducha higiênica | Foto: Guilherme Pucci

Em uma residência, Bruno Moraes descreve que o sistema hidráulico é dividido em duas partes: a de abastecimento, que traz água potável para os pontos de uso, como torneiras e chuveiros, e a de esgoto, que conduz a água usada para fora da casa.

Na hora de construir ou reformar, é importante ter em mãos as plantas do imóvel com a localização dos pontos de água, estudar cuidadosamente todas as áreas molhadas da casa, além de conhecer os objetivos dos moradores.

“Antes de começar a mexer na parte hidráulica, é necessário conversar com o cliente para saber exatamente as suas preferências e rotina”, afirma o profissional, que exemplifica, que na maioria dos imóveis, sejam residenciais ou comerciais, a altura dos registros e torneiras costuma seguir um padrão de acordo com a norma técnica. Todavia, muitas vezes o profissional é chamado para realizar adaptações importantes de acordo com o perfil do morador, como por exemplo um cadeirante, ou uma pessoa com estatura menor ou maior do que a média.

Na cozinha, prever corretamente a altura da torneira propicia conforto na utilização da pia. Por sua vez, executar acertadamente o sistema de esgoto elimina o risco de entupimentos | Foto: Guilherme Pucci

É fundamental compreender as demandas aguardadas para a moradia, como a quantidade de saídas de água quente, fria ou filtrada, a preferência por chuveiro no teto ou parede ou a inclusão de uma ducha higiênica, entre outras questões.

Com a lista completa nas mãos é que a equipe de projetos pode avaliar se o imóvel comporta a nova estrutura hidráulica.

Se a questão for adquirir um imóvel, é preciso inspecionar o sistema hidráulico, especialmente em unidades mais antigas. “Ao visitar o imóvel, pergunte sobre a última reforma hidráulica e peça informações sobre a rede de abastecimento e esgoto,” recomenda.


O arquiteto Bruno Moraes alerta: caso o imóvel tenha um sistema de aquecimento central, é necessário verificar o funcionamento do aquecedor, pois aparelhos mal ajustados podem consumir mais energia e prejudicar o fluxo da água quente | Foto: Guilherme Pucci

Para evitar dissabores no futuro, o arquiteto ainda enfatiza a ajuda de um profissional qualificado em todos os estágios da obra. “Além do profissional especializado em hidráulica, é importante contar com o olhar experiente de um arquiteto ou engenheiro para acompanhar de perto todos os passos, fazer uma análise das torneiras, dos eletrodomésticos e outros detalhes que só aparecem no decorrer da obra”, diz Bruno.

Abordando problemas um a um:

·         Pia da cozinha

Para prevenir os entupimentos, clássico problema em pias, o arquiteto recomenda instalar filtros nos ralos e evitar o descarte de óleos e restos de comida nas pias | Foto: Guilherme Pucci

Um dos problemas mais comuns nas casas é o entupimento do encanamento da cozinha, em razão do acúmulo de gordura de restos de comida deixados na pia. O arquiteto indica uma solução eficiente, e que cada vez mais têm sido utilizadas por seus clientes: um triturador de alimentos.

“É uma solução bastante interessante, pois evita que o sifão fique obstruído, além de reduzir muito a quantidade de lixo orgânico gerado pela casa. Também tenho no meu apartamento e me ajudou muito a reduzir a quantidade de lixo orgânico”, revela Bruno.

·         Ralo do box

Suscetível a entupimentos e acúmulo de água devido ao acúmulo de cabelos, restos de produtos de higiene e resíduos de sabão. Esse problema pode tornar o banho desconfortável e, em casos mais graves, causar pequenos alagamentos.

Segundo o arquiteto, para evitar esses transtornos é importante realizar limpezas regulares, retirando resíduos visíveis e usando desentupidores ou produtos específicos para ralos periodicamente.

No caso da escolha de um ralo linear no banheiro, um modelo muito procurado em razão de seu design discreto, é necessário fazer uma interligação e o assentamento de um piso no ralo antigo para deixá-lo inacessível e esconder a saída | Foto: Guilherme Pucci

 Todavia, é necessário procurar o modelo de ralo ideal para o ambiente, principalmente aqueles que possuem compartimento para a retenção de resíduos, evitando o entupimento.

·         Furos na parede

Em casos de vazamentos causados por furos acidentais, desligue imediatamente o registro de água e procure auxílio para verificar se há conserto sem comprometer as paredes inteiras | Foto: Pexels

 Na hora das reformas, é inevitável não furar as paredes, mas todo cuidado é pouco para não estourar uma tubulação sem querer. Porém, hoje em dia já existe uma solução para evitar esse problema. “Nossa equipe de obras trabalha com sensores que mostram exatamente onde estão passando as tubulações de água e esgoto. Então, é possível fazer o mapeamento correto e avisar todas as interfaces do trabalho sobre os locais corretos para perfurar uma parede”, orienta Bruno.

·         Odor de esgoto

O arquiteto faz um alerta para um problema comum. “Se há cheiro de esgoto na sua casa, provavelmente existe alguma conexão errada. Eu vejo muito encanador falando que isso é normal, mas está errado, pois em hipótese alguma o odor deve retornar ao ambiente”, expressa. Para evitar esse inconveniente, Bruno trabalha com a instalação de isolantes de cheiros como os sifões ou ralos sifonados.

·         Pressão da água

Também causados por obstruções nas tubulações, pela distância da caixa d’água ou até pela falta de uma bomba hidráulica | Foto: Pexels

Na hora da reforma, um erro recorrente está no esquecimento da verificação da pressão de água indicada para cada peça. Todas as embalagens de equipamentos hidráulicos apresentam os parâmetros de pressão máxima que aquela peça pode aguentar. Do contrário, isso pode ocasionar acidentes.

·         Vazamentos

Para detectá-los, o arquiteto Bruno Moraes sugere prestar atenção a sinais como manchas nas paredes, aparecimento de mofo e o aumento súbito na conta de água. A solução pode envolver a troca de uma conexão ou o reparo mais aprofundado nas tubulações | Foto: Freepik

Quem nunca passou por alguma situação estressante envolvendo a parte hidráulica? E, diga-se de passagem, a depender do vazamento, o problema pode ser tão grande que comumente interfere até nos imóveis vizinhos. No caso de um vazamento repentino, a primeira ação a ser tomada é fechar o registro de água e procurar um profissional especializado para a realização dos reparos.

Principalmente, para quem mora em prédio, Bruno traz um conselho importante: seguro residencial, é uma excelente opção para cobrir esses problemas do dia a dia. Isso traz tranquilidade aos moradores no caso de vazamentos que podem envolver outros andares, causando perda de revestimentos, móveis, etc.

Dica bônus: PEX

Nos novos empreendimentos, Bruno conta que as tubulações de PVC estão dando lugar para as do tipo PEX (feitas em polietileno reticulado) em razão de sua flexibilidade e resistência, principalmente às altas temperaturas. Porém, como se trata de uma tecnologia mais nova, ainda é pequeno o número de encanadores que trabalham com ela. Assim, o ideal é conversar com pessoas da área a fim de localizar um profissional com esse conhecimento.

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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