Correio B

Réveillon 2027

Bonito confirma show gratuito de Ícaro e Gilmar no Ano Novo

Anúncio foi antecipado para setembro para que turistas possam se programar com passagens, hotéis e passeios

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Dupla Ícaro & Gilmar é a primeira atração confirmada no Réveillon 2027 em Bonito, município turístico localizado a 297 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a prefeitura, o show ocorrerá na noite de 31 de dezembro de 2026, quinta-feira, na Praça da Liberdade, situada na rua Pílad Rébua, centro da cidade.

O evento é gratuito e aberto ao público. Outras atrações serão anunciadas pela prefeitura nas próximas semanas.

Além de shows, a festa de Ano Novo em Bonito promete queima de fogos silenciosa, contagem regressiva para 2027, gastronomia regional, entre outras atrações.

O anúncio foi antecipado para setembro para que turistas possam se programar com passagens, hotéis e passeios na virada do ano.

A divulgação antecipada também colabora com pousadas, agências de turismo e restaurantes, para que possam se preparar para o movimento intenso de fim de ano.

“Queremos que as pessoas tenham tempo para se organizar e planejar a viagem para Bonito. Sabemos que muitos visitantes vêm de outras regiões do Brasil e que, para uma viagem de fim de ano, é importante fazer as reservas com antecedência. Anunciar uma atração nacional como Ícaro e Gilmar também ajuda a divulgar Bonito e pode atrair ainda mais visitantes para o município, movimentando toda a nossa cadeia turística. Estamos preparando uma programação especial para a virada e, nas próximas semanas, vamos anunciar novas atrações”, pontuou o prefeito Josmail Rodrigues.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bonito para saber o valor que o show custou aos cofres públicos, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Diálogo

Algumas figurinhas envolvidas em assuntos nada republicanos e por isso... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (23)

23/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Bert Hellinger - Escritor alemão

"A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre. A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver”.

FELPUDA 

Algumas figurinhas envolvidas em assuntos nada republicanos e por isso mesmo já conhecidas nos corredores da Justiça, estão conseguindo autorização para disputar os cargos que desejam. O cenário virou espécie de festival dos que, ironicamente, passaram a ser chamados de integrantes do “Bloco do Arame”. Afinal, mais enrolados, impossível. Enquanto uns tentam desembaraçar seus problemas nos tribunais, outros seguem firmes na corrida eleitoral, como se nada estivesse acontecendo. E assim vai se formando uma turma bastante peculiar nessa disputa.

Diálogo

Salto

Entre janeiro e setembro deste ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 376 denúncias de assédio eleitoral, superando o patamar do mesmo período de 2022, quando houve 85 casos. O problema não se restringe a contratos formais e abrange também o trabalho informal.

Mais

O salto expressivo reflete acirramento das tensões políticas nas relações profissionais. São Paulo lidera o ranking, seguido pelo Rio de Janeiro, por Minas Gerais e Goiás. O MPT define a conduta como qualquer ação para influenciar o voto de colaboradores.

DiálogoEdna Guanirão - Foto: Arquivo pessoal

 

DiálogoDra. Gabriela Calazans - Foto: Arquivo pessoal

Agora vai?

A Prefeitura de Campo Grande voltou a anunciar a agilização da operação tapa buraco. É a terceira vez, desde maio, que  se anuncia ofensiva. Em promessa anterior, chegaram a informar que quase 1.600 buracos eram recuperados por dia. Se o número realmente for mantido, talvez seja possível perceber diferença nas ruas. Afinal, há muito tempo o problema deixou de ser pontual e passou a fazer parte da rotina da população. Agora é esperar para ver se desta vez  vão sair do discurso e chegar ao asfalto. Lembrete: a estação das chuvas está chegando e se não agilizar, todo esforço poderá ir por água abaixo.

"Traído"

Em vídeo que tem circulado pelas redes sociais, o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro (PSDB), acusa de traição o atual gestor Cassiano Maia (PP). Guerreiro lembrou que Cassiano foi seu secretário na prefeitura e foi preparado para sucedê-lo. Hoje o prefeito apoia outro candidato contra o seu criador. Ele não perdoa essa traição do então amigo e aliado político. “O primeiro a ser apunhalado e traído fui eu”, desabafou.

E...

Para piorar a situação de Ângelo Guerreiro, o Tribunal de Justiça de MS rejeitou seu recurso e manteve sua inelegibilidade por oito anos, além de multá-lo em R$ 7,3 milhões. Ele  foi condenado por improbidade administrativa e perda dos direitos políticos pelo contrato irregular feito com empresa para coletar lixo, no período de 2017 a 2019.

ANIVERSARIANTES

  • Raquel Naveira,
  • João Paulo Cestari Grotti,
  • Iolete Moreira,
  • Fadel Tajher Iunes Junior,
  • Maria Teresa Iunes,
  • Carlos Roque Lopes Ferreira Junior,
  • Lauro Benedito Polastrini,
  • Marcilio Mendonça,
  • Ariston Ferreira dos Santos,
  • Celso Ribeiro Filho,
  • Rafaela Moreira,
  • Ricardo Campo Junior,
  • Maria Elena da Silva Flôres,
  • Eloisa Rezende Lino,
  • Jorge Arguello,
  • Adriel Matos Dias,
  • Mauro José de Carvalho Nogueira,
  • Alcir Batista de Oliveira Júnior,
  • Andréia Rodrigues de Oliveira,
  • Dionny Melo Amarilha,
  • Isabella de Medeiros Vieira Sirena,
  • Antônio Vaz Neto,
  • Nil de Mello,
  • Edson Giroto,
  • Alba Valéria Seraphim,
  • Jayro de Sousa,
  • Gleuce Maria Barbosa de Oliveira Millian,
  • Willian Wagner Caxias,
  • Claudet Strobel da Silva,
  • Alírio José Bacca,
  • Regina Maria Takayassu,
  • Fernando Paiva,
  • Edite Akiko Teruya,
  • Carolina Reginatto,
  • Valério Mauro Garcia Alves,
  • Tereza Berto Carmona,
  • Irene Freitas Valdez,
  • Paula Coelho Barbosa Tenuta de Carvalho,
  • Judite Ottersbach Kuhnen,
  • Manoel Rodrigues Antunes,
  • Carlos Roberto Godoy,
  • Kátia Regina Velasquez,
  • Valdomiro de Rezende,
  • Graziela de Fátima Teixeira,
  • Dra. Anna Maria Duarte Miglioli,
  • Aparecida Annes Nunes da Cunha,
  • Gildásio Pedro de Brito,
  • Paschoal Marques Junior,
  • Jair Franco de Souza,
  • Cleusa de Almeida Ouriveis,
  • Andréa Zotta Gutierrez,
  • Maria Helena Almeida,
  • Elenyr Rodrigues,
  • Licio Corrêa Amorim,
  • João de Oliveira Simões Netto,
  • Edenir dos Santos Ramos,
  • Janer César Shinohara Almeida,
  • Lino Lúcio Nantes,
  • Rita Aparecida de Souza Leônidas,
  • Adair Detoni,
  • Atanagildes de Godoy,
  • Goretti Milanês,
  • Arisvander de Carvalho,
  • Ivo César Bertollo,
  • Orimar dos Anjos,
  • Célia Regina Ottoni Camargo,
  • Ademir de Oliveira,
  • Dra. Ione Kanasiro Miyahira,
  • Cláudia Higa Gil,
  • Arlindo Inácio Flores,
  • Carla Selingardi Lazzarini,
  • Raphaela Campos Gomes da Silva,
  • Edilson Carlos Araújo de Oliveira,
  • Carlos Antonio Lucena,
  • Valdenir Camilo,
  • Uber de Souza Barbosa,
  • Maria Cecília de Campos,
  • Antônio Augusto Espíndola,
  • Bruno Ricardo Reichardt,
  • Jakson Vanderley da Silva Pereira,
  • Paulo Henrique Rosseto de Souza,
  • Maria Cristina Longo Pereira,
  • Alberto César Batista Vieira,
  • Celeste Francisco Chacarosque Marciano,
  • Rosely Aparecida Molina,
  • Célio de Souza Rosa,
  • Benedito Elias da Silva,
  • Cristiane Antero,
  • Mary Coelle Arrais Leal,
  • Dr. Fernando Augusto de Abreu Sampaio,
  • Paulo Gustavo Pahl,
  • Jaime Silva Junkes,
  • Mário Marcos de Oliveira Rocha,
  • Ellen Greves Giovanini,
  • Thamilyn Benites Machado,
  • Valéria Augusta Alves Pires Klein,
  • Ludinei Vasques,
  • Onofre Gomes de Azevedo Junior,
  • Mônica de Queiroz Stateri,
  • Gilmar Nogueira Nunes,
  • Marcus Vinicius Ramos da Silva,
  • Elizabeth Fátima Costa,
  • Éverson Medeiros de Lima,
  • Mara Cristina de Andrade e Silva,
  • Karina de Almeida Batistuci,
  • Felipe Cazuo Azuma,
  • Paulo Tadeu de Barros Mainardi Nagata.

Colaborou com Tatyane Gameiro

MOBILIDADE

Dia Mundial sem Carro expõe desafios da dependência dos automóveis

Com frota em alta, data coloca em debate a necessidade de integrar transporte público, bicicletas e caminhada ao planejamento urbano

22/09/2026 08h30

Uso de automóvel passa a ser a única opção viável quando cidades não estão preparadas para acolher as necessidades da mobilidade urbana

Uso de automóvel passa a ser a única opção viável quando cidades não estão preparadas para acolher as necessidades da mobilidade urbana Pexels

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Celebrado hoje, o Dia Mundial sem Carro propõe uma pausa no cotidiano marcado pelos deslocamentos de automóvel e abre espaço para uma discussão mais ampla: até que ponto as cidades brasileiras oferecem condições para que deixar o carro em casa seja, de fato, uma escolha?

A data, criada para estimular a reflexão sobre os impactos da dependência dos veículos particulares, também chama atenção para a forma como ruas, bairros e serviços são planejados.

No Brasil, o debate ocorre em meio ao crescimento da frota de veículos, que se aproxima de 135 milhões de unidades registradas. Ao mesmo tempo, novas possibilidades de deslocamento, como bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos de micromobilidade, passaram a fazer parte da paisagem urbana.

A existência desses meios, porém, não significa necessariamente que eles sejam alternativas acessíveis para toda a população.

Para a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Estácio, professora Lusianne Azamor, a redução da dependência do automóvel está diretamente relacionada à estrutura das cidades. Para ela, a discussão não pode ser colocada apenas como uma mudança de comportamento individual.

“A primeira questão é realmente a cidade oferecer uma infraestrutura urbana adequada, que tenha segurança para que as pessoas possam fazer esse deslocamento com esses tipos de modais. A gente precisa ter calçadas adequadas, vias adequadas, ciclovias e ciclofaixas conectadas, arborização, iluminação no período noturno e um transporte público que realmente atenda essa população”, defende.

A avaliação considera que a escolha pelo automóvel, muitas vezes, está relacionada às condições oferecidas pelos demais meios de transporte.

Se caminhar significa enfrentar calçadas inadequadas, se pedalar envolve trajetos sem conexão ou segurança e se o transporte coletivo exige longos períodos de espera, o carro acaba ocupando uma posição privilegiada entre as opções disponíveis.

ALÉM DAS ALTERNATIVAS

Uma das questões centrais para diminuir a dependência dos veículos particulares é a integração entre os diferentes meios de transporte.

A construção de uma ciclovia isolada, a instalação de um novo ponto de ônibus ou a oferta de equipamentos de micromobilidade não resolvem sozinhas os problemas de deslocamento.

Na prática, uma mesma viagem pode envolver diferentes modais. Uma pessoa que vive em uma área mais afastada pode caminhar ou pedalar até um terminal, utilizar o transporte coletivo para percorrer uma distância maior e completar o trajeto novamente a pé ou de bicicleta.

Para que isso funcione, entretanto, os sistemas precisam estar conectados.

“Essa conexão é muito importante. Os modais precisam estar interligados e também ter uma relação com a própria organização urbana, para que as pessoas consigam fazer esses deslocamentos com conforto e segurança”, afirma Lusianne.

Nesse cenário, mobilidade urbana deixa de ser apenas uma questão de trânsito. Ela passa a envolver calçadas, iluminação, arborização, transporte público, ciclovias, segurança e também a localização das moradias e dos serviços.

A distribuição das atividades pela cidade influencia a quantidade e a distância dos deslocamentos. Quando moradia, trabalho, escola, comércio e serviços estão concentrados em regiões muito distantes umas das outras, aumenta a necessidade de percorrer grandes trajetos diariamente.

“Quando as pessoas moram mais próximas da sua atividade do dia a dia, do trabalho, do estudo, do comércio e dos serviços de que precisam, os deslocamentos ficam menores. Então, a gente consegue fazer esses percursos utilizando outros modais além do carro”, pontua.

A chamada cidade compacta envolve pensar na presença de diferentes usos em uma mesma região, permitindo que parte das necessidades cotidianas possa ser atendida sem grandes deslocamentos.

PLANEJAMENTO URBANO

A relação entre urbanização e automóveis não é recente.

De acordo com Lusianne, parte da configuração das cidades brasileiras atuais está ligada a um modelo de planejamento que ganhou força especialmente nas décadas de 1960 e 1970, período em que a circulação dos veículos passou a ter grande influência na organização urbana.

“Quando a gente pensa a cidade a partir da circulação somente de veículos, perde a escala das pessoas, perde a escala do caminhar, do pedalar e perde também a noção de como a gente ocupa a cidade”, afirma.

A mudança dessa lógica passa por recuperar a chamada escala humana. Isso significa considerar não apenas a velocidade e a capacidade de circulação dos veículos, mas também a experiência de quem caminha, pedala, espera o ônibus ou permanece nos espaços públicos.

Nesse sentido, elementos aparentemente simples podem determinar se uma pessoa se sente confortável para fazer um percurso a pé ou de bicicleta.

Em cidades de temperaturas elevadas, por exemplo, a arborização pode representar uma diferença importante para quem precisa caminhar durante o dia. À noite, a iluminação das ruas e calçadas também influencia a percepção de segurança e a possibilidade de utilização dos espaços.

Mas, segundo a professora, esses elementos não devem ser pensados separadamente.

“Não é simplesmente falar que precisa de árvore ou que precisa de iluminação. É pensar que tipo de iluminação, que tipo de arborização e como esses elementos se relacionam. Uma árvore que garante sombra durante o dia também não pode comprometer a iluminação à noite”, pontua.

O CENÁRIO EM CAMPO GRANDE

Em Campo Grande, o contraste entre o crescimento da frota e a redução no número de passageiros do transporte coletivo ajuda a dimensionar o desafio.

Entre 2024 e 2025, aproximadamente 26 mil veículos foram acrescentados à frota da Capital. No mesmo período, a média diária de passageiros dos ônibus caiu para cerca de 102,5 mil usuários.

O número é significativamente inferior ao registrado em 2016, quando o transporte coletivo municipal contabilizava mais de 201 mil passageiros por dia.

Outro levantamento, realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande, apontou que 63% dos usuários entrevistados chegam a gastar até quatro horas por dia considerando o tempo de espera nos pontos, passagem pelos terminais e as viagens de ida e volta.

A decisão de utilizar ou não um automóvel não depende somente da disposição de uma pessoa em optar por outro meio de transporte. O tempo gasto no deslocamento, a segurança do percurso, o conforto e a possibilidade de integração entre diferentes modais também interferem nessa decisão.

Para Lusianne, por isso, a mobilidade precisa ser analisada em conjunto com outras áreas do planejamento urbano. Habitação, segurança pública e uso do solo estão relacionados à maneira como a população se desloca.

Uma cidade que concentra empregos e serviços em determinadas regiões, enquanto mantém áreas residenciais distantes desses locais, cria necessidades de deslocamento que precisam ser consideradas pelo planejamento.

Da mesma maneira, a ausência de infraestrutura adequada em determinadas regiões pode restringir as opções disponíveis para os moradores.

O planejamento, nesse contexto, também precisa considerar as particularidades de cada comunidade e incorporar a participação da população na construção das soluções.

APROVEITAR O TRAJETO

A escolha pelo deslocamento a pé ou de bicicleta também altera a relação com a cidade. Em vez de atravessar uma região rapidamente dentro de um automóvel, o percurso permite observar as ruas, estabelecimentos, praças e outras pessoas que ocupam aquele espaço.

“Quando as pessoas começam a andar, a pedalar nas cidades, elas começam a viver um pouco mais a cidade. Passam a perceber a cidade de outra forma, a parar, olhar, vivenciar aquele momento”, afirma.

Para a professora, essa mudança pode ser percebida inclusive na região central de Campo Grande, que passou a receber diferentes formas de ocupação e circulação, inclusive durante a noite.

A presença de pessoas nas ruas pode contribuir para a movimentação dos espaços, fortalecer o sentimento de pertencimento e também beneficiar atividades comerciais.

“A pessoa que está caminhando ou pedalando percebe os comércios, os serviços, os espaços. É uma relação muito diferente daquela de quem simplesmente passa por esses caminhos dentro do carro”, explica.

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