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Diálogo

Candidatos que foram reprovados nas urnas estão chorando nas redes sociais... Leia na coluna de hoje

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Luciano Serafim - poeta de ms

A tarde caiu em si e descobriu 
que não lhe restava muito tempo. 
A noite tinha pressa de (a)manhãs”.

FELPUDA

Muitos candidatos que foram reprovados nas urnas estão chorando as pitangas nas redes sociais e, é claro, arrumando desculpas para justificar a derrota. A continuar assim, vão dizer que o fracasso foi porque “passarinhos cantaram roucos”, “faltou chuva”, “excesso de fumaça” e que “a vizinha da prima perdeu os chinelos”. Dá licença, vai... Em tempo, como ensina a sabedoria popular: “O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta”.

Apoio

Diferentemente do seu colega de Assembleia e de partido João Henrique Catan, o deputado estadual Coronel David, do PL, anunciou apoio à candidata Adriane Lopes (PP). O parlamentar, como bolsonarista de primeira ordem, tem feito alertas ao eleitorado de que a adversária é apoiada pela esquerda, formada 
por partidos que, entre outras bandeiras, defendem o aborto e a legalização das drogas.

Diferença

Embora contasse com o deputado estadual José Orcírio como companheiro na briga pela prefeitura da Capital, a então candidata do PT Camila Jara não teve desempenho significativo nas urnas no número de votos, em comparação a 2022, quando eleita deputada federal. Ela foi a segunda com melhor votação, quando obteve 37.737 votos, contra 41.966 no dia 6 de outubro, uma diferença de apenas 4.299 votos.
No ranking final, em MS, ficou em quinto lugar.

Guerreiras

No estado do Tocantins, as mulheres da Terra Indígena (TI) Kraolândia se mobilizaram para criar o grupo de guerreiras krahô. O objetivo foi implantar vigilância indígena feminina no território. A estruturação do grupo foi feita durante o 1º Encontro de Mulheres para a Defesa Territorial e Andada das Cahãj, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Ranking

Desempenho melhor teve o deputado federal Beto Pereira entre uma eleição e outra. Terceiro lugar neste ano e fora do segundo turno, ele teve 115.516 votos, enquanto em 2022 registrou, na Capital, total de 16.444, uma diferença de 99.072 votos. Em Campo Grande, naquela disputa, ele foi o sexto entre os demais candidatos. No cômputo geral, em MS, ele foi o segundo classificado, com 97.872 votos.

Primeirão

No dia 14, o presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Henrique de Medeiros, foi empossado
como o primeiro presidente do Fórum Brasileiro das Academias Estaduais de Letras, na Academia Brasileira de Letras (ABL), em cerimônia presidida pelo seu presidente, Merval Pereira. O ato contou com a presença
do presidente do TJMS, desembargador e acadêmico Sérgio Martins, e Eliane Martins. O jornalista Bosco Martins representou o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura de MS, Marcelo Miranda. O evento contou com a presença de diversos escritores da ABL, entre outros. O Fórum Brasileiro terá sua sede nacional em São Paulo.

ANIVERSARIANTES

SÁBADO (19)

Bianca de Britto Maiolino,
Clélia Maria de Souza Corrêa da Costa, 
Leide Laura Nascimento de Menezes,
Dr. Sidney Antônio Margarido, 
Jorge Fraiha, 
Raimundo dos Santos,
Dr. Issamir Farias Saffar, 
Carlos Shigueyoshi Aguni,
Sueli Antonia de Paula Oliveira,
Edilson Alves,
Dr. Osvaldo Ferreira Dutra, 
Lenir de Souza,
Gilberto Alavarge Farias,
Edson D’Alcantara Rodrigues Coimbra,
Dr. Pedro Silveira,
Vervi de Araujo Castilhos,
Luiz Francisco Alonso 
do Nascimento,
Dr. Helder Pereira de Figueiredo, 
Bruno Denari,
José Gilberto Garcia,
Roberto Oliveira Guimarães, 
Rachid Waqued Neto, 
Ana Paula Nunes da Cunha,
Dr. João Ilgenfritz Júnior, Nalda Ferreira Gonçalves,
Paula Arguello Gasparin Real,
Isabela Lima Lunardon Nunes,
Anita Gonçalves dos Santos,
Fabiana Gomes da Silva,
Eli Moraes do Nascimento,
Manoel José Martins, 
Andre Conca,
Luis Carlos Alves dos Santos,
Pedro Roberto de Oliveira,
Adilson Nascimento dos Santos,
Adão Ferreira Vital,
Cláudia Karoline Ribeiro,
Shirley Cardeal de Souza,
Carolina Corrêa,
Wilson Pereira Rodrigues,
Alberto Pires da Silva Junior,
Laura Maria Rubi Falco,
Antônio Carlos de Queiroz,
Maria Amélia Barbeta,
Fábio Lins,
José Carlos Bizarria,
Janete Goya,
Helena Longo de Faria,
Perla Lídia Gonzalez,
Maria Cristina Zanoni Palmieri de Vasconcelos,
Nelson Fraide Nunes,
Simone Mercante Pereira Khalil, 
Maritza Silva de Salvi,
Paulo Eric Facin,
Maria de Fátima Carvalho,
Juliana Bufulin Lopes,
Pedro Alves Gonçalves,
Wilson Barrios,
Amilton Luiz de Oliveira,
Lourdes Paixão Recalde,
Miguel Amado Neto,
Sheila Navas Nascimento,
Geraldo Villela de Souza Filho,
Danilo Gayeski,
Rodrigo Fretta Meneghel,
Erickson Ramires Duque,
Isabel Serize Cardoso,
José Wanderlei Engel,
Altair Alencar Delmondes,
Wisley Torales Arguelho,
Elizabeth Guimarães Goecks,
Antenor José Gugelmin Neves,
Bruno Juzwiak de Cazaes Oliveira,
Fábio Henrique Sirugi Gasparoto,
Soraya Jazbik,
Nádia Olenski Braun,
Willians Simões Garbelini.

DOMINGO (20)

Sandra Alves, 
Dra. Mariana Medina de Almeida, 
Dionéia Bambil Dias Rigo, 
Ana Leda Barbosa, 
Matusalém Sotolani, 
Filipe Fernandes Reinoso,
Albertino Antonio Gomes,
Jacintho Honório Silva Filho,
Grimaldo Macario da Cunha,
Mario Roberto de Souza,
Oswaldo Pio Andrighetto,
Nelson da Silva Freitas,
Kátia Mello Cesar Corazza,
Olimpio Massal Katayama,
Hélio Mandetta Sobrinho,
Ana Marta Zafalon Beraldo,
José Josino de Andrade Neto,
Athayde Nery de Freitas Júnior,
Romario de Souza Brandão,
Alexandra Barbosa dos Santos Golin,
Sandra Maria Assis Daros, 
Allan Ribeiro de Oliveira,
João Dorival de Souza Nogueira,
Heloisa Bruna Grubits, 
Edileia Mora Caceres,
Jorge Nehme Scaff,
Dra. Nerzita Martins de Carvalho Sayd, 
Amanda Corrêa Basmage,
Jatyr Mastriani de Godoy,
Dr. Lauro Bulaty, 
Sebastião Pereira Martins,
Keyla Venturini,
Kelly Venturini,
José Oliveira Brandão Filho,
Marcia Medeiros,
Wilmar Monteiro,
Eloah Maria do Rosário de Andrade,
Maria Santana de Mello,
Ewerton Márcio dos Santos Leite (Márcio Krika),
Rafaela Lopes Faleiros,
Walkiria Neves, 
Abel Nunes Proença,
Ana Lidiane Oliveira,
Odete Nunes Coinete,
Lorena Posser,
João Nogueira de Menezes,
Fabiana Ferreira Machado,
Renato Monteiro Diniz Junqueira,
Tiago Martins Pithan,
Naomi Kurle de Avilés,
Darcy Gomes Garrido,
Nelson Aquena,
Valda Bessa Costa,
Maria Silene Nabhan, 
Emília Barcellos,
Marcelo Salimon,
Gotardo Malagoli,
Jacqueline de Almeida Martins Locatelli,
Adilson Valério Herradon,
Emília Thal,
Paulo Nantes Abuchaim,
Enir Canhete,
Michelle Marques Tabox Garcia de Oliveira,
Maria Bruna de Abreu, 
Ana Cristina Michels Barbosa,
Glicemari Martins Roggia,
Marcella Ribeiro Filizzola,
Sérgio Luiz Paschoal Alves Corrêa,
George Tsuge,
Jefferson dos Santos Rodrigues de Amorim,
Michelle Guimarães Arantes,
Antonio Yukishigue Tanaka,
Maria Luiza Bordon Trelha,
Ana Priscila Pires Moreira Recalde,
Thadeu Trindade Gonçalves Nantes.

*Colaborou Tatyane Gameiro

Diálogo

A campanha eleitoral de 2026 está a todo vapor lá pelas bandas da... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (22)

22/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Bráulio Bessa - Escritor brasileiro

"Recomece! Se refaça! Relembre o que foi bom. E se um dia lá na frente, a vida der uma ré, recupere a sua fé, e recomece novamente”.

FELPUDA 

A campanha eleitoral de 2026 está a todo vapor lá pelas bandas da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Mas engana-se quem pensar que funcionários com cargos comissionados estão engajados nas eleições para presidente, governador, senador ou deputado federal. O foco mesmo é na eleição de candidato a uma cadeira para chamar de sua na Assembleia de MS. Não se sabe se a adesão é voluntária ou “por livre e espontânea pressão”, mas os servidores mergulharam de cabeça. Como diria vovó: “O que não se faz para manter a amizade...”.

Livres

Está vigorando desde o último sábado, a proibição da prisão de candidatos que disputam eleições deste ano. A determinação vai até 48h após o encerramento da votação do primeiro turno.

Mais

A prisão ou detenção dos candidatos, durante o período da vigência da medida, que vai até o dia 6 de outubro, só poderá ocorrer em casos de flagrante delito.

DiálogoFoto: Divulgação/Sesc

Nesta quinta-feira (24), às 19h, será realizado o show do Trimanos Brasil, formado pelos irmãos paraenses Gleydson, Yvison e Lohan. A jovem banda vem ampliando sua projeção nacional e acumula milhões de visualizações e seguidores nas redes sociais. Parte dessa conexão com o público está na releitura de músicas conhecidas , interpretadas a partir da identidade musical construída pelos trio. A apresentação acontecerá no Sesc Teatro Prosa. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis pelo Sympla.

DiálogoDra. Maria Auxiliadora Budib - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoMarcella Zorzo - Foto: Arquivo pessoal

Nem aí...

Na reta final da campanha eleitoral, os plenários da Câmara Municipal de Campo Grande e da Assembleia Legislativa de MS deverão ficar esvaziados, na medida em que os candidatos correm contra o tempo em busca dos votos dos indecisos. Como se a Capital não estivesse em estado de emergência e, portanto, não precisasse de atenção redobrada neste momento.

Em campanha

A tal força-tarefa anunciada em alto e bom som 24 horas após o temporal parece não ter decolado como o cidadão que paga seus impostos esperava. Na Assembleia, o assunto entre os deputados estaduais é um só: a reeleição. Todos em plena campanha para garantir mais quatro anos de mandato. Nada como viver numa cidade e num estado sem problemas, né?! Dá licença!

Resgate

Uma postagem do secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, nas redes sociais resgatou registros de 2010 para reforçar sua trajetória na política. No resgate histórico, ele relembra a criação do Bloco de Desenvolvimento Regional e a consolidação do municipalismo como pauta central, destacando a ascensão do ex-governador Reinaldo Azambuja, hoje candidato ao Senado. Ao conectar o trabalho realizado ao longo da última década às transformações vividas pelo MS, Walter Carneiro aproveita a publicação para reafirmar seu compromisso com a gestão pública, e não por acaso, para manter o municipalismo em evidência.

ANIVERSARIANTES

  • Carla Guizzo Couto Rocha de Lima;  
  • Leide Simioli de Brito;  
  • Giovanna Maria Assis Trad Cavalcanti;  
  • Ariane Pina Ferreira Moreira;  
  • Luciana Gonçalves Rolo;  
  • Marcia Arashiro de Lima;  
  • João Komathu;  
  • Sandra Moragas Leite de Barros;  
  • Mauricio Ramão Fernandes;  
  • José Leite da Silva Sobrinho;  
  • Mauricia de Arruda Cortez;  
  • Zoleni Santos de Mattos;  
  • Maria Angelica de Freitas Oliveira;  
  • Florentino Edmundo Talgatti;  
  • Pablo Henrique Avelino da Silva;  
  • Marlene Pontim Gomes;  
  • Van Hanegam Donero;  
  • Edgar Calixto Paz;  
  • Rubens Clayton Pereira de Deus;  
  • Humberto Ivan Massa;  
  • Sônia Gonçalves Kaneshige;  
  • Fagner Saltarelli;  
  • Jacqueline Folley Coelho;  
  • Adão Rodrigo Coene;  
  • Sergio Costa dos Santos;  
  • Claudiney Guimarães Alves;  
  • Leonardo Kling;  
  • Luiz D’Ávila;  
  • Domingos Alves da Silva;  
  • José Luiz Forte Filho;  
  • Maquielves Lopes Grison;  
  • Brunella Meura;  
  • Livia Alves Barcelos;  
  • João Dias;  
  • Cristina Hebe Scardini;  
  • Norberto Antonio Soares;  
  • Marco Aurélio Pallacio;  
  • Paula Helena Saab Mujica;  
  • Maria de Lourdes Calixto Mendes;  
  • Maria Nadir Militão;  
  • Marcelo Barbosa da Fonseca;  
  • Leonardo Coimbra;  
  • Marilda da Silva Tôrres;  
  • Rafael Mendonça;  
  • Gervásio Scheid;  
  • Alomah Rizk;  
  • Mary Radeck de Carvalho;  
  • Danilo Antonio Bruschi;  
  • Waldir Roma Ferreira;  
  • Diana Moreira Santana;  
  • Dra. Regina Célia Azuaga;  
  • Simone Ribeiro Pereira;  
  • Rocino Ramiro Cavalcanti;  
  • José Pereira de Souza;  
  • Erik Pereira de Castro;  
  • Aureo Franco Vilela;  
  • Maria Helena Fonseca;  
  • Rosa Maria de Barros;  
  • Meire Teixeira;  
  • Claudete Oliveira da Vera Cruz;  
  • Francisca Auzenir da Silva;  
  • Ivaneide de Araújo Armoa;  
  • Jean Kleber Paiva Barbosa;  
  • Santos de Oliveira Junior;  
  • Edson Ferreira da Silva;  
  • André Luiz Ossuna;  
  • Luiz Carlos de Lima;  
  • Jorge Ossamo Karimata;  
  • Dr. Renato Lúcio Martins;  
  • Paulo Cesar de Santos de Barros;  
  • Akiko Kanayama;  
  • Julião Flaves Gauna;  
  • Maria Eunice Corrêa;  
  • Gilda Lopes Braga;  
  • Rodrigo Targino de Almeida;  
  • Luiz Carlos Rodrigues;  
  • Antônio Henrique Nantes;  
  • Juliana Nunes;  
  • Adelina Tocie Miyashiro;  
  • Ronivaldo Farias de Mendonça;  
  • Augusto César Sepalho;  
  • Gilmar Javorski;  
  • Maria Cristina Coutinho da Silva;  
  • Márcio Teruhiko Yamamoto;  
  • Iedenilda Yocie Oyadomari;  
  • Nedir Migueis Pinto;  
  • Richard Alexandre Lima Siqueira;  
  • Francisco Maia Nogueira;  
  • Mirian Bezerra Sesper;  
  • Rogério Pereira Spotti;  
  • Sílvio Lucas Costa;  
  • Miguel Antunes de Miranda Sá;  
  • João Carlos Klaus;  
  • Fábio Medeiros Szukala;  
  • Lowatto Yuuichi Yamasaki;  
  • Eliana de Jesus Gonçalves Tiecher;  
  • Ana Helena Bastos e Silva Cândia;  
  • Kleber Vieira Cação;  
  • Antônio Neves de Medeiros;  
  • Carlos Roberto de Faria;  
  • Arianne Gonçalves Mendonça;  
  • Wania Helena de Carvalho;  
  • Arlindo Mariano de Farias;  
  • Marilda do Carmo Rodrigues;  
  • Heber Seba Queiroz;  
  • Adenil José de Oliveira;  
  • Maria Aparecida Corrêa Marques;  
  • Fernando Tatsunori Kuboyama;  
  • Andrea Luiza Tôrres de Figueiredo;  
  • Macoto Okuda;  
  • Alberto Angelisio Spani.

Colaborou com Tatyane Gameiro

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

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