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Capa B+: A atriz Larissa Ferrara fala com exclusividade ao Correio B+

"Eu sempre me senti mais à vontade no teatro, mas hoje, meu coração bate muito forte com o audiovisual"

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Larissa Ferrara é atriz, dubladora e roterista. Ela iniciou seus estudos cênicos aos 13 anos na Escola de atores Nilton Travesso, onde ficou três anos. Estudou dois anos no renomado Grupo TAPA com orientação de Eduardo Tolentino.

A atriz foi integrante do Teatro da Rotina com Leonardo Medeiros. Se formou na Escola de atores Wolf Mayae também em Dublagem na escola Dubrasil. Fez cursos com Fátima Toledo, estudou o Método Meisner e é adepta ao Método Ivana Chubbuck. 

Além disso, Larissa é graduada em Comunicação Social na Espm e durante sua vida, fez cursos de canto, dança e idiomas, (como Francês e Inglês) e recentemente está estudando Roteiro e escrevendo seus próprios projetos. 

"Quando eu assisti “O Fantasma da Ópera” eu tinha 11 ou 12 anos e ali, eu decidi que esse era o meu caminho. Meu coração acelerou e a contagem de subir no palco ficou constante. E então, meus pais toparam me colocar na escola Nilton Travesso. Fiz minha primeira peça lá aos 13 anos, e não parei até hoje (risos). Eu amo a minha profissão", explica. 

No Áudiovisual

O primeiro grande trabalho foi a série “Contos do Edgar” veiculado no canal Fox em 2013. A serie foi produzida por Fernando Meirelles e pela O2 filmes. Larissa fez a protagonista de um episódio que conta a história de Íris, uma menina drogada e festeira que incomoda o seu vizinho Jorge. E muitas coisas tenebrosas acontecem nesse encontro. 

Já em 2016, Larissa faz uma Serial Killer em um plano sequência na minissérie Missão Axn no canal AXN. No Cinema, participou de inúmeros filmes e integrou mais de 15 curta- metragens, entre eles, o filme ON dirigido por Lucas Romano e foi indicada melhor atriz no festival ALTFF de 2018 em Toronto.

No teatro o começo de tudo. Foram inúmeras peças e em 2020, Ferrara criou, produziu e atuou junto com a atriz Nicole Cordery a Websérie Nós, veiculada nas redes sociais. 

Estreias...

A série As aventuras de José e Durval dirigida por Hugo Prata e produzida pela O2 filmes em conjunto com a Globoplay pode ser vista na paltaforma. A série conta a história icônica da dupla Chitãozinho e Xororó que será interpretado por Rodrigo Simas e Felipe Simas. Larissa está no elenco principal da série com a personagem ADENAIR, esposa de Chitãozinho. Ela faz o par romântico com Rodrigo Simas. 

A atriz Larissa Ferrara é Capa do Correio B+ desta semana e fala com exclusividade ao Caderno sobre começo de carreira, paixão pelo teatro e audivisual, dificuldades e trabalhos atuais.

A atriz Larissa Ferrara é Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Vinícius Mochizuki - Diagramação - Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você começou com os estudos cênicos aos 13 anos. Desde muito nova você sempre soube que queria isso como carreira?
LF:
Sim, eu me encantei pelo teatro. Quando eu assisti “O Fantasma da Ópera” eu tinha 11 ou 12 anos e ali, eu decidi que esse era o meu caminho. Meu coração acelerou e a contagem de subir no palco ficou constante. E então, meus pais toparam me colocar na escola Nilton Travesso. Fiz minha primeira peça lá aos 13 anos, e não parei até hoje (risos). Eu amo a minha profissão. 

CE - Como foi esse início e evolução? 
LF:
O meu início foi regado com muito estudo, muitos cursos e métodos diferentes. Agora, o início no mercado do audiovisual foi bem complexo. O ator vive altos e baixos durante toda extensão de sua carreira, e não foi diferente comigo. 

Fiz diversas peças sem ganhar nenhum tostão. Na verdade, pagando para trabalhar. (Risos). E então, eu tive que ganhar dinheiro de outra forma. Já vendi bolo, já trabalhei em empresa, já fiz tradução de livros e por aí vai, mas nunca deixei a carreira e os meus estudos.

Um andava ao lado do outro. Eu acho que essas quedas, os nãos, os erros, as rejeições te deixam mais fortes, sabe? Faz parte da vida! É muito fácil cair na tristeza. Falo isso por experiência própria! (Risos), difícil mesmo, é ter a coragem de ser feliz e superar os obstáculos que sempre vão existir. E eu sou grata por ter insistido, estou em um momento muito bacana da minha carreira. Eu olho para trás e tenho orgulho de todos os degrauzinhos que eu subi. Persistência, foco e muito amor. 

Foto: Vinícius Mochizuki

CE - O que te instiga a aceitar uma personagem? 
LF:
Eu ainda não estou em um momento de escolher personagens (Risos), mas eu acho que esse lugar está próximo. Em projetos menores, eu tenho um poder de escolha melhor. Acabo aceitando ou não, devido a vários pontos. Como o enredo da personagem, a relevância dela no projeto, o desafio que terei em fazê-la, o que aquele projeto quer comunicar para o público e principalmente, ter um roteiro consistente com um diretor que tenha uma visão clara. 

CE - O seu primeiro grande trabalho foi a série “Contos do Edgar” como foi o processo de criação da sua personagem?
LF:
Esse trabalho foi meu grande “sim”. Foram vários testes para pegar essa personagem. Tivemos duas semanas de preparação. Eu e Jorge Cerruti que infelizmente nos deixou há um ano. Grande ator... Me ensinou muitas coisas sobre o nosso ofício. Tenho muita saudade dele. 

Sobre a personagem, eu tive que acessar um lado mais sombrio. Ela era usuária de drogas e fazia muitas festas no seu apartamento. O problema com o vizinho foi se intensificando até resultar em um momento trágico. 

Foi sensacional fazer essa série com inspiração dos contos de Edgar Alan Poe.  Foi meu primeiro trabalho com Fernando Meirelles, Pedro Morelli e Cassiano Prado. 

CE - Como atriz e como plateia / telespectadora onde você se sente mais à vontade?
LF:
Humm, difícil dizer! Eu sempre me senti mais à vontade no teatro, que foi o lugar que me acolheu, mas hoje, meu coração bate muito forte com o audiovisual. Sou muito feliz fazendo séries e filmes. Por mim, eu filmaria todos os dias. Eu sou completamente viciada em assistir as obras. Todos os dias eu assisto um filme ou série. Todos os dias mesmo, sem exceção. Eu até dou dicas do que assistir no meu Instagram, porque eu realmente assisto muita coisa. (Risos). 

Na séria sobre a vida da dupla Chitãozinho e Xororó - Foto: Divulgação

CE - Você é atriz, roteirista e dubladora...O que mais gosta de fazer?
LF:
Vou falar de um costume meu que eu ainda não falei em entrevistas. Eu sou andarilha (risos). Eu amo sair andando pela cidade. Já cheguei a ficar 5 horas andando e olhando os detalhes das casas, das ruas, das árvores, dos estabelecimentos e observando as pessoas. Eu saio sem rumo e sigo caminhando. Coloco uma trilha sonora e vou! Eu amo fazer isso, volto para o meu centro. Bem Forrest Gump, mesmo (Risos), e quando canso, só volto para a casa. 

CE - “As Aventuras de José e Durval” conta a história icônica da dupla Chitãozinho e Xororó, como foi o convite para estar no elenco principal?
LF:
Foi através de teste de elenco. Eu fiz o teste já direcionado para a Adenair. 

E acho que temos coisas muito parecidas. Ela é uma mulher forte, carismática, alegre e intensa. Segundo o diretor, a nossa essência é muito parecida. 

Eu me diverti muito na pele da Dena, e sou uma forte defensora da personagem. Através da minha preparação e dos meus estudos, eu entendi tudo o que ela passou. Coisas que nem serão retratadas na série, mas que criou uma empatia e identificação imediata comigo. 

Fui feliz sendo a Dena, ou melhor, como a equipe da série a chamava “Adrenalina”. (Risos).

CE - Você já conhecia algo sobre essa dupla tão amada do sertanejo?
LF:
Eu conhecia as músicas e já cantei muito “Evidências” no Karaokê. (Risos). Eu sabia que Chitão era Tio e Xororó era pai de Sandy & Júnior (de quem fui muito fã na minha infância). Agora, a história que está sendo retratada na série, disso eu desconhecia, e é simplesmente incrível. Tudo o que a dupla passou para chegar onde estão hoje, é inspirador. O fato da Dona Araci ter aquele diagnóstico e a dupla passar por tudo aquilo com a mãe, é um reflexo da minha vida. Minha mãe também tem um diagnóstico bem sério e cuidei dela desde a minha adolescência. E fiz como a dupla, dei o melhor para a minha mãe e segui insistindo na minha carreira. Me identifico muito com a história deles. 

Larissa no cinema - Foto: Divulgação

CE - Você participou do filme “Apanhador de Almas” como foi fazer um filme com o gênero diferente dos seus outros trabalhos?
LF:
Apanhador de almas é um filme de suspense e terror, e posso dizer que me divirto muito fazendo esse gênero! Eu faço a Isabella, uma mulher impulsiva e que devido aos fatos de vida e morte na história, ela acaba se perdendo na loucura. 

As filmagens foram intensas e levo comigo a Klara Castanho, tivemos uma parceria maravilhosa. Estou ansiosa para assistir esse filme e quero que o público assista também! Foi uma personagem bem diferente e bem antagonista. 

CE - Tem algum personagem que você sonha em fazer?
LF:
Eu sonho em fazer uma personagem que esteja inserida em séries atuais como, “Justiça”, “Os outros”, “Cangaço Novo” e por aí vai. Eu gosto da intensidade, gosto de personagens complexos e com um enredo completo, bem humano. Aquele personagem que mostra suas qualidades e defeitos e é testado a todo momento na história. Esse é meu desejo. 

CE - Quem te inspira? E o que te inspira? 
LF:
Na vida? Posso citar três inspirações. Meu avô Ferrara, artistão, que já não está mais aqui. Minha adorável e resiliente, Mãe. E a força e caráter do meu Pai. 

Na carreira, tenho como rota, Ricardo Darin, Isabelle Huppert, Phoebe Waller-Bridge, Adriana Esteves, Maeve Jinkings, Alice Carvalho, Fernandona, Elizabeth Taylor, Olivia Colman, Cate Blanchett e vou deixar um monte de fora. Mas essas são as que vieram no meu impulso de falar. O que me inspira…Viver abertamente. Escutar. Contemplar os detalhes. Me experimentar em coisas novas. Errar com gosto. E a eterna busca dos meus desejos e vontades. 

Larissa Ferrara - Foto: Divulgação

CE - Quais seus planos para 2023, pode nos adiantar alguma coisa?
LF:
Terminei recentemente de filmar a série “Estranho Amor” com direção de Ajax Camacho, e roteiro de Ingrid Zavarezzi. É uma série que fala sobre a violência contra a mulher. Eu sou o personagem tema do episódio 2, com a personagem Glorinha, uma mulher que junto com a sua filha (Gabi Cardoso) sofre sérios abusos de seu marido (Emílio Orciollo Neto). A estreia está prevista para janeiro de 2024. É uma série muito importante e estará na Record TV e no Canal Axn. 

Sobre o futuro, estou com dois projetos de teatro que já estão em andamento. E ansiosa para o meu próximo projeto na TV e streaming (risos).  Em breve! 

 

Música

Projeto "Afroafetos" chega hoje às plataformas digitais unindo música, poesia, moda e artes visuais

Projeto sul-mato-grossense e coletivo, "Afroafetos" chega hoje às plataformas digitais unindo música, poesia, moda e artes visuais em uma celebração da arte preta, LGBTQIA+ e periférica

21/05/2026 09h30

Além de música, poesia e moda, projeto Afroafetos envolve artes plásticas, que ajudam a compôr a identidade visual do coletivo

Além de música, poesia e moda, projeto Afroafetos envolve artes plásticas, que ajudam a compôr a identidade visual do coletivo Foto: Manu Komiyama

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Entre sons que atravessam o soul, o pagodão baiano, o R&B e a MPB, existe um fio condutor que costura o primeiro álbum de Silveira Soul: o afeto. Não o afeto simplificado ou romantizado, mas aquele construído como resistência, acolhimento e reencontro de identidade.

Hoje, o cantor e compositor sul-mato-grossense lança oficialmente “Afroafetos”, trabalho que nasce da música, mas ultrapassa as fronteiras do som para se tornar manifesto artístico, político e coletivo.

Natural de Corumbá, no interior de Mato Grosso do Sul, Silveira canta desde os 13 anos, quando começou no coral da igreja.

Anos depois, a voz potente e a presença de palco o levaram aos principais festivais culturais do Estado, como Festival de Inverno de Bonito, Festival América do Sul, MS ao Vivo, Sesc Cultura e Som da Concha. Também abriu shows para artistas como Liniker, Majur, Iza, Dudu Nobre e Rico Dalasam. Agora, transforma toda essa trajetória em seu primeiro álbum autoral.

“Afroafetos” nasce como um espetáculo afrofuturista e multidisciplinar. O projeto reúne música, poesia, moda, dança, artes visuais e audiovisual para imaginar novas possibilidades de existência preta no Brasil. Em vez de narrativas centradas apenas na dor histórica, a obra aposta no protagonismo, na ancestralidade e na construção de futuros possíveis sem opressão racial.
“‘Afroafetos’ já se tornou um coletivo. Nós temos diversas linguagens artísticas envolvendo todo o ‘Afroafetos’. Tem artes plásticas, poesia dentro do álbum. Tem essa coisa de se juntar e agregar arte”, explicou Silveira.

O lançamento oficial acontece após uma audição especial realizada na Casa de Cultura de Campo Grande na sexta-feira, em uma noite marcada por emoção, espiritualidade e senso de comunidade.

O evento reuniu referências afro-brasileiras, banhos energéticos, símbolos ligados às religiões de matriz africana e uma atmosfera de celebração coletiva que refletia exatamente o espírito do projeto.

“É muito bom quando a gente encontra ouvidos e olhos atentos para nossa arte. Não importa se eu não tenho um grande público, o que importa para mim é ter pessoas observando o que a gente está fazendo com o ‘Afroafetos’, como a gente está se aquilombando, se reorganizando para fazer uma arte com essência”, declarou o artista durante a pré-estreia.

REENCONTRO DA IDENTIDADE

Com cinco músicas e duas poesias, “Afroafetos” foi gestado ao longo de pelo menos cinco anos. Algumas composições nasceram em parceria com amigas que hoje integram o coletivo artístico criado em torno do projeto. O processo de construção, segundo Silveira, também foi uma forma de reencontro consigo mesmo.

“É um álbum muito diverso. Quem ouvir vai entender que a gente passeia por muitas sonoridades. Tem pagodão baiano, black music, várias referências. Eu cresci ouvindo isso, então, tem essa pluralidade. É o que nós somos”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o futuro imaginado pelo afrofuturismo, o álbum mantém conexão direta com a ancestralidade negra e com os afetos construídos em comunidade. Essa dualidade aparece tanto nas letras quanto na estética visual e sonora do trabalho.

“‘Afroafetos’ surge como um grito que pretende não só expor uma produção artística autoral, mas também contar uma história através da ancestralidade e dos afetos que cercam a vivência de um homem preto e gay no Brasil”, resumiu o cantor.

As músicas falam sobre amor, desejo, pertencimento, liberdade e identidade. Em uma das poesias apresentadas no evento de pré-lançamento, versos como “Ser afetada, afeminada, com fome de mundo” e “É tudo sobre o amor e o amor sabe dizer o nosso nome” sintetizam a proposta do projeto: transformar vulnerabilidade em potência.

PROJETO COLETIVO

Embora o álbum carregue o nome de Silveira Soul, o artista faz questão de enfatizar que o projeto pertence a muitas mãos. Durante a audição, ele citou uma a uma as pessoas envolvidas na construção de “Afroafetos”, reforçando o caráter coletivo da obra.

“‘Afroafetos’ não sou só eu. Esse álbum está carregando o meu nome, mas não sou só eu. Somos vários, e eu quero que isso se multiplique muito”, disse.

Entre os nomes envolvidos estão as poetas Maria Carol e Afroqueer, integrante do ColetivA De Trans Pra Frente, as artistas visuais Lua Maria e Erika Pedraza, a estilista Jéssica Rabelo e o produtor musical Ton Alves. O projeto ainda envolve audiovisual, figurino, artes plásticas e performances.

Para Silveira, essa construção coletiva também é uma forma de resistência cultural em Mato Grosso do Sul, estado historicamente marcado pela predominância do sertanejo na cena musical.

“Eu faço uma música popular, mas diferente do comum aqui. Existe barreira, mas acredito no meu público e na minha arte. Fazer isso aqui é, sim, resistência”, pontuou.

AFETO AFRO

A coordenadora do projeto, Jéssica Rabelo, define Afroafetos como um espaço de acolhimento e reconstrução afetiva entre pessoas pretas, LGBTQIA+ e periféricas.

“Nós, pessoas pretas, não fomos ensinadas a amar e a contemplar por meio do amor. E na Afroafetos a gente conseguiu amar. Amar por meio da verdade, da constância e até da raiva”, declarou, emocionada, durante o evento.
Segundo ela, o projeto funciona como um “novo quilombo”, onde arte, espiritualidade e afeto caminham juntos.

“Todas as vezes que a gente se encontra é uma grande oração. A gente ri, chora, dança e cria um universo paralelo quando chega a qualquer lugar dessa cidade”, afirmou.

A dimensão coletiva também impactou profundamente o produtor musical Ton Alves, responsável pelos arranjos do álbum. Ele conta que inicialmente se impressionou pela potência vocal de Silveira, mas que acabou sendo conquistado pelas pessoas e pela proposta do projeto.

“O Afroafetos me impactou de várias formas. Não só musicalmente, mas pelas pessoas. Engloba literatura, teatro, dança, artes plásticas, religião de matriz africana. Tudo entrou no caldeirão e formou o Afroafetos”, disse.
Ton também lembrou a apresentação de abertura para Liniker como um momento simbólico.

“A gente não tinha 1% do orçamento daquela artista e entregou 250%. Aquilo me fez entender que o Afroafetos é muito mais do que música”, afirmou.

ARTE DE MS

Ao falar sobre o conceito do álbum, Silveira destaca que o afrofuturismo presente na obra parte da realidade de Mato Grosso do Sul e das experiências negras periféricas locais.

“É muito louco imaginar onde nossos objetos e acessórios já chegaram. Estarmos onde jamais imaginamos estar. O resgate vem muito disso: acreditar novamente no nosso potencial e reencontrar nosso valor”, afirma.

A ideia de territorialidade aparece como um elemento central do projeto. Em meio a uma realidade cultural frequentemente dominada por referências externas, o artista defende a valorização da produção preta local.

“Aqui a gente é devorado todos os dias por culturas e artes que não são as nossas. Então, quando a gente faz música, moda ou arte, a gente quer fazer o melhor possível. Isso é o mínimo. O máximo ainda está por vir”, pontuou.

Essa valorização também passa pela construção de referências positivas e pelo incentivo à criação artística dentro das próprias comunidades.

“A gente quer fazer arte, viver de arte, consumir arte, mas também criar. E para isso a gente precisa de incentivo”, reforçou o cantor.

Produzido de forma independente, “Afroafetos” foi viabilizado com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (Fmic), ligado à Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.

Segundo Silveira, o apoio foi fundamental para que o projeto alcançasse a dimensão desejada. “Foi um investimento crucial para que a grandiosidade desse projeto acontecesse”, destacou.

Além do álbum, o coletivo prepara um documentário e uma série de vídeos mostrando os bastidores do processo criativo. A intenção é de revelar o cotidiano da construção artística para além do palco. “Muitas vezes as pessoas só veem o show, mas existe muita coisa acontecendo no dia a dia que faz parte desse processo”, disse o cantor.

A expectativa agora é de que o trabalho reverbere para além das fronteiras de Mato Grosso do Sul. “É o melhor trabalho da minha vida até aqui. A gente não fez só música, despertou outros talentos também. E agora vamos deixar isso reverberar pelo mundo”, declarou.

O álbum “Afroafetos”, de Silveira Soul, está disponível nas plataformas digitais a partir hoje.

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Diálogo

Lideranças do PT em MS têm afirmado, de boca cheia, que haverá... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (21)

21/05/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Eleanor Roosevelt - diplomata americana

"As pessoas crescem através da experiência se elas enfrentam a vida honesta e corajosamente. É assim que o caráter é construído”.

FELPUDA 

Lideranças do PT em MS têm afirmado, de boca cheia, que haverá segundo turno nas eleições de 2026. Entre outras coisas, a aposta maior é num eventual “racha” da direita e projeções que são, digamos, um tanto quanto “estratosféricas” e carregadas de muito otimismo. Aliás, na declaração de um petista da cúpula nacional, o entendimento é que as redes sociais estariam sendo usadas pelos adversários de maneira metódica para divulgação de “preconceitos” contra Lula, que pensa em disputar a reeleição.  Se depender dessa galera, a “fatura estaria liquidada”. Sei não...

Outro rumo

A vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira poderá tentar conquistar uma das cadeiras na Assembleia Legislativa de MS.  Ela vinha tentando se viabilizar como pré-candidata ao Senado.

Mais

Isso, fiando-se numa manifestação do ex-presidente Bolsonaro de que poderia ser o nome para a disputa. Diante da indefinição, chegou a anunciar que poderia mudar de partido. Mas acabou recuando.

DiálogoFoto: Divulgação

No próximo dia 25, o Insted realizará a cerimônia que marcará sua transformação institucional, passando a ser Centro Universitário, proporcionando a oferta de bolsas de estudo, atendimentos gratuitos à população, projetos de extensão e novas oportunidades acadêmicas em Mato Grosso do Sul. A expectativa da Instituição é ampliar significativamente os programas de bolsas acadêmicas vinculadas à pesquisa, extensão universitária e monitoria, com percentuais que podem variar entre 40% e 100%, dependendo dos critérios de participação e dedicação dos estudantes. “Teremos experiência acadêmica com mais qualidade e com mais entrega à sociedade, sem deixar de lado as metodologias ativas e protagonismo dos nossos acadêmicos”, afirmou Neca Bumlai, reitora do Centro Universitário.

DiálogoDione Anache - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoDra. Eduarda Dias - Arquivo Pessoal 

“Tinta”

A moção de apoio em favor da vereadora Eliane Feitosa Tel, como era de se esperar, “levou tinta” na Assembleia de MS, sendo rejeitada por 12 votos a três, o que gerou descontentamento da trinca de parlamentares petistas, um deles protagonizando cena de incitação à violência e vociferando como se estivesse em uma briga de rua. No caso, foi o deputado José Orcírio.

À altura

O deputado Coronel David teve que responder à altura a “solicitação” do petista para que o colega do parlamento estadual desse “aviso” ao deputado federal Rodolfo Nogueira que ele iria apanhar. A moção de apoio foi apresentada por Gleice Jane à vereadora responsável por ato considerado uma agressão a Rodolfo, durante evento em Mundo Novo. Davi  disse que não poderia aprovar uma moção a quem teria praticado tal ato e que pessoas de ideologias diferentes têm é que debater no campo de ideias. Nada como viver num Estado sem problemas, né?...

Análise

Na bolsa de apostas políticas, há quem diga que o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) poderá ultrapassar o petista Fábio Trad na corrida para o governo do estado. Embora ambos estejam muito aquém de Eduardo Riedel, primeiro colocado nas pesquisas divulgadas até agora, o perfil do eleitorado de MS poderá contribuir muito para isso. Nos bastidores, a análise é que a população é conservadora e já demonstrou que não “engole” o PT. Sendo assim...

ANIVERSARIANTES 

Maria Elisabete (Bete) Jeronimo Dias;
Dr. Thiago Alonso Domingos;
Paloma Ujacow Martins Rodrigues;
José Alberto D´Lamônica Guimarães;
Rafael de Cristo;
Eloisa Jorge Caiado;
Daniela Marques Caramalac;
Derci de Souza Moraes;
Elizete Miranda Granze;
Lidia Almada;
Tailini Xavier;
João Batista Pereira;
Cecilio Toledo Filho;
Eduardo Silva Rocha;
Antônio de Oliveira Valadão;
Severino Leandro da Silva;
Edson Zandonadi;
Domingos Henrique Medeiros Rostey;
Gilcinei Clovis de Oliveira;
Manoel Rezende;
Deusamar Rangel da Silva;
Artur Monteiro de Barros;
José Carlos Pettengill;
Miguel Pontes Pimentel;
Adir Gaffuri;
Eduardo dos Anjos dos Santos;
Silvia Martinez;
Walter Ferraz Pinto Pacheco;
Marcos Castilho Lopes;
José Ney Mendonça Silva;
Celso de Souza Martins;
Celia Gonçalves Ferreira;
Tecilio Toledo Filho;
Alina Munhoz;
Cibele Araújo Almeida;
Sérgio Teruya;
Iara Rosana Baseggio;
Solange de Fátima Duarte Vaz da Silva;
Adão de Arruda Sales;
Juarez Augusto de Carvalho;
Eveline Muller Azevedo;
José Hindo;
Aparecido Kavano dos Santos;
Dra. Karine Casartelli Falkenburg;
Dra. Lázara Sulzer;
Ibrahim Miranda Cortada Filho;
Auzeneide Maria da Silva;
Alice da Silva Moreira;
Maria Auxiliadora Meira;
Ana Cristina Rocha Negrão;
Sônia Assis de Oliveira Souza;
Elisa Guerrieri da Silva;
Hermes dos Santos Mourão;
Rosilange Ferreira Golveia;
Maria llka Guerreiro;
Luiz Seiji Tada;
Carlos Henrique Botura;
Lúcia Daniel dos Santos;
Teobaldo Velasques;
Marcelo Batistela Damasceno;
Elizeu Ferreira D’ Anunciação;
Shirlei Paz Pereira;
Dorisney Lima de Oliveira;
Júlio Cezar Ribeiro;
José Rogério Cotrim de Medeiros;
Élio dos Santos Mourão;
Dr. Marcilio Vargas Peixoto;
Dr. Rodrigo de Mello Scalla;
Solange Aguni;
Fernando Cremonesi Ferreira;
Daltro José Ferreira;
João Pantaleão Filho;
Luiz Gomes Cabral;
Edilsom José da Silva;
Wagner Chilavier Oliveira;
Felipe Laburu;
Francisco Juarez de Souza;
Carine Andréia Previatti Alves;
Gilberto Domingos;
Venâncio Josiel dos Santos;
Irma Foscaches Medina;
Edilson Morais de Araujo;
Maria Silvia Moreira dos Santos;
Luiz Henrique Augusto Costa;
Paulo Ricardo Junqueira;
Luciana de Morais Cândido;
Agner Cristina Maldonado Silva;
Key Fabiano Souza Pereira;
Vânia Meire Moreira;
Celso Massayuki Arakaki;
Sirley Cândida de Almeida Kowalski;
Ednéia Aparecida Santos Lisboa;
Patricia Zanatta Aranha Coneglian;
Luiz Carlos Silva;
José Evaristo de Freitas Pereira;
Lisandra Moreira Martins;
Heraldo Medeiros de Oliveira;
Marcelo Nogueira da Silva;
Ivan Figueiredo Chaves;
Daniel Florentin de Novaes;
José Garcez da Costa;
Laércio Araújo Souza Neto;
Astolfo Lopes Cançado Júnior;
Luiz Eduardo Lopes;
Neusa Maria Faria da Silva;
Luis Henrique de Sousa Rodrigues;
Edgar Martins Veloso;
Fernanda Lanteri de Almeida;
Luísa Mendonça Nunes.

Colaborou Tatyane Gameiro

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