Correio B

Correio B+

Capa B+: A atriz Larissa Ferrara fala com exclusividade ao Correio B+

"Eu sempre me senti mais à vontade no teatro, mas hoje, meu coração bate muito forte com o audiovisual"

Continue lendo...

Larissa Ferrara é atriz, dubladora e roterista. Ela iniciou seus estudos cênicos aos 13 anos na Escola de atores Nilton Travesso, onde ficou três anos. Estudou dois anos no renomado Grupo TAPA com orientação de Eduardo Tolentino.

A atriz foi integrante do Teatro da Rotina com Leonardo Medeiros. Se formou na Escola de atores Wolf Mayae também em Dublagem na escola Dubrasil. Fez cursos com Fátima Toledo, estudou o Método Meisner e é adepta ao Método Ivana Chubbuck. 

Além disso, Larissa é graduada em Comunicação Social na Espm e durante sua vida, fez cursos de canto, dança e idiomas, (como Francês e Inglês) e recentemente está estudando Roteiro e escrevendo seus próprios projetos. 

"Quando eu assisti “O Fantasma da Ópera” eu tinha 11 ou 12 anos e ali, eu decidi que esse era o meu caminho. Meu coração acelerou e a contagem de subir no palco ficou constante. E então, meus pais toparam me colocar na escola Nilton Travesso. Fiz minha primeira peça lá aos 13 anos, e não parei até hoje (risos). Eu amo a minha profissão", explica. 

No Áudiovisual

O primeiro grande trabalho foi a série “Contos do Edgar” veiculado no canal Fox em 2013. A serie foi produzida por Fernando Meirelles e pela O2 filmes. Larissa fez a protagonista de um episódio que conta a história de Íris, uma menina drogada e festeira que incomoda o seu vizinho Jorge. E muitas coisas tenebrosas acontecem nesse encontro. 

Já em 2016, Larissa faz uma Serial Killer em um plano sequência na minissérie Missão Axn no canal AXN. No Cinema, participou de inúmeros filmes e integrou mais de 15 curta- metragens, entre eles, o filme ON dirigido por Lucas Romano e foi indicada melhor atriz no festival ALTFF de 2018 em Toronto.

No teatro o começo de tudo. Foram inúmeras peças e em 2020, Ferrara criou, produziu e atuou junto com a atriz Nicole Cordery a Websérie Nós, veiculada nas redes sociais. 

Estreias...

A série As aventuras de José e Durval dirigida por Hugo Prata e produzida pela O2 filmes em conjunto com a Globoplay pode ser vista na paltaforma. A série conta a história icônica da dupla Chitãozinho e Xororó que será interpretado por Rodrigo Simas e Felipe Simas. Larissa está no elenco principal da série com a personagem ADENAIR, esposa de Chitãozinho. Ela faz o par romântico com Rodrigo Simas. 

A atriz Larissa Ferrara é Capa do Correio B+ desta semana e fala com exclusividade ao Caderno sobre começo de carreira, paixão pelo teatro e audivisual, dificuldades e trabalhos atuais.

A atriz Larissa Ferrara é Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Vinícius Mochizuki - Diagramação - Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você começou com os estudos cênicos aos 13 anos. Desde muito nova você sempre soube que queria isso como carreira?
LF:
Sim, eu me encantei pelo teatro. Quando eu assisti “O Fantasma da Ópera” eu tinha 11 ou 12 anos e ali, eu decidi que esse era o meu caminho. Meu coração acelerou e a contagem de subir no palco ficou constante. E então, meus pais toparam me colocar na escola Nilton Travesso. Fiz minha primeira peça lá aos 13 anos, e não parei até hoje (risos). Eu amo a minha profissão. 

CE - Como foi esse início e evolução? 
LF:
O meu início foi regado com muito estudo, muitos cursos e métodos diferentes. Agora, o início no mercado do audiovisual foi bem complexo. O ator vive altos e baixos durante toda extensão de sua carreira, e não foi diferente comigo. 

Fiz diversas peças sem ganhar nenhum tostão. Na verdade, pagando para trabalhar. (Risos). E então, eu tive que ganhar dinheiro de outra forma. Já vendi bolo, já trabalhei em empresa, já fiz tradução de livros e por aí vai, mas nunca deixei a carreira e os meus estudos.

Um andava ao lado do outro. Eu acho que essas quedas, os nãos, os erros, as rejeições te deixam mais fortes, sabe? Faz parte da vida! É muito fácil cair na tristeza. Falo isso por experiência própria! (Risos), difícil mesmo, é ter a coragem de ser feliz e superar os obstáculos que sempre vão existir. E eu sou grata por ter insistido, estou em um momento muito bacana da minha carreira. Eu olho para trás e tenho orgulho de todos os degrauzinhos que eu subi. Persistência, foco e muito amor. 

Foto: Vinícius Mochizuki

CE - O que te instiga a aceitar uma personagem? 
LF:
Eu ainda não estou em um momento de escolher personagens (Risos), mas eu acho que esse lugar está próximo. Em projetos menores, eu tenho um poder de escolha melhor. Acabo aceitando ou não, devido a vários pontos. Como o enredo da personagem, a relevância dela no projeto, o desafio que terei em fazê-la, o que aquele projeto quer comunicar para o público e principalmente, ter um roteiro consistente com um diretor que tenha uma visão clara. 

CE - O seu primeiro grande trabalho foi a série “Contos do Edgar” como foi o processo de criação da sua personagem?
LF:
Esse trabalho foi meu grande “sim”. Foram vários testes para pegar essa personagem. Tivemos duas semanas de preparação. Eu e Jorge Cerruti que infelizmente nos deixou há um ano. Grande ator... Me ensinou muitas coisas sobre o nosso ofício. Tenho muita saudade dele. 

Sobre a personagem, eu tive que acessar um lado mais sombrio. Ela era usuária de drogas e fazia muitas festas no seu apartamento. O problema com o vizinho foi se intensificando até resultar em um momento trágico. 

Foi sensacional fazer essa série com inspiração dos contos de Edgar Alan Poe.  Foi meu primeiro trabalho com Fernando Meirelles, Pedro Morelli e Cassiano Prado. 

CE - Como atriz e como plateia / telespectadora onde você se sente mais à vontade?
LF:
Humm, difícil dizer! Eu sempre me senti mais à vontade no teatro, que foi o lugar que me acolheu, mas hoje, meu coração bate muito forte com o audiovisual. Sou muito feliz fazendo séries e filmes. Por mim, eu filmaria todos os dias. Eu sou completamente viciada em assistir as obras. Todos os dias eu assisto um filme ou série. Todos os dias mesmo, sem exceção. Eu até dou dicas do que assistir no meu Instagram, porque eu realmente assisto muita coisa. (Risos). 

Na séria sobre a vida da dupla Chitãozinho e Xororó - Foto: Divulgação

CE - Você é atriz, roteirista e dubladora...O que mais gosta de fazer?
LF:
Vou falar de um costume meu que eu ainda não falei em entrevistas. Eu sou andarilha (risos). Eu amo sair andando pela cidade. Já cheguei a ficar 5 horas andando e olhando os detalhes das casas, das ruas, das árvores, dos estabelecimentos e observando as pessoas. Eu saio sem rumo e sigo caminhando. Coloco uma trilha sonora e vou! Eu amo fazer isso, volto para o meu centro. Bem Forrest Gump, mesmo (Risos), e quando canso, só volto para a casa. 

CE - “As Aventuras de José e Durval” conta a história icônica da dupla Chitãozinho e Xororó, como foi o convite para estar no elenco principal?
LF:
Foi através de teste de elenco. Eu fiz o teste já direcionado para a Adenair. 

E acho que temos coisas muito parecidas. Ela é uma mulher forte, carismática, alegre e intensa. Segundo o diretor, a nossa essência é muito parecida. 

Eu me diverti muito na pele da Dena, e sou uma forte defensora da personagem. Através da minha preparação e dos meus estudos, eu entendi tudo o que ela passou. Coisas que nem serão retratadas na série, mas que criou uma empatia e identificação imediata comigo. 

Fui feliz sendo a Dena, ou melhor, como a equipe da série a chamava “Adrenalina”. (Risos).

CE - Você já conhecia algo sobre essa dupla tão amada do sertanejo?
LF:
Eu conhecia as músicas e já cantei muito “Evidências” no Karaokê. (Risos). Eu sabia que Chitão era Tio e Xororó era pai de Sandy & Júnior (de quem fui muito fã na minha infância). Agora, a história que está sendo retratada na série, disso eu desconhecia, e é simplesmente incrível. Tudo o que a dupla passou para chegar onde estão hoje, é inspirador. O fato da Dona Araci ter aquele diagnóstico e a dupla passar por tudo aquilo com a mãe, é um reflexo da minha vida. Minha mãe também tem um diagnóstico bem sério e cuidei dela desde a minha adolescência. E fiz como a dupla, dei o melhor para a minha mãe e segui insistindo na minha carreira. Me identifico muito com a história deles. 

Larissa no cinema - Foto: Divulgação

CE - Você participou do filme “Apanhador de Almas” como foi fazer um filme com o gênero diferente dos seus outros trabalhos?
LF:
Apanhador de almas é um filme de suspense e terror, e posso dizer que me divirto muito fazendo esse gênero! Eu faço a Isabella, uma mulher impulsiva e que devido aos fatos de vida e morte na história, ela acaba se perdendo na loucura. 

As filmagens foram intensas e levo comigo a Klara Castanho, tivemos uma parceria maravilhosa. Estou ansiosa para assistir esse filme e quero que o público assista também! Foi uma personagem bem diferente e bem antagonista. 

CE - Tem algum personagem que você sonha em fazer?
LF:
Eu sonho em fazer uma personagem que esteja inserida em séries atuais como, “Justiça”, “Os outros”, “Cangaço Novo” e por aí vai. Eu gosto da intensidade, gosto de personagens complexos e com um enredo completo, bem humano. Aquele personagem que mostra suas qualidades e defeitos e é testado a todo momento na história. Esse é meu desejo. 

CE - Quem te inspira? E o que te inspira? 
LF:
Na vida? Posso citar três inspirações. Meu avô Ferrara, artistão, que já não está mais aqui. Minha adorável e resiliente, Mãe. E a força e caráter do meu Pai. 

Na carreira, tenho como rota, Ricardo Darin, Isabelle Huppert, Phoebe Waller-Bridge, Adriana Esteves, Maeve Jinkings, Alice Carvalho, Fernandona, Elizabeth Taylor, Olivia Colman, Cate Blanchett e vou deixar um monte de fora. Mas essas são as que vieram no meu impulso de falar. O que me inspira…Viver abertamente. Escutar. Contemplar os detalhes. Me experimentar em coisas novas. Errar com gosto. E a eterna busca dos meus desejos e vontades. 

Larissa Ferrara - Foto: Divulgação

CE - Quais seus planos para 2023, pode nos adiantar alguma coisa?
LF:
Terminei recentemente de filmar a série “Estranho Amor” com direção de Ajax Camacho, e roteiro de Ingrid Zavarezzi. É uma série que fala sobre a violência contra a mulher. Eu sou o personagem tema do episódio 2, com a personagem Glorinha, uma mulher que junto com a sua filha (Gabi Cardoso) sofre sérios abusos de seu marido (Emílio Orciollo Neto). A estreia está prevista para janeiro de 2024. É uma série muito importante e estará na Record TV e no Canal Axn. 

Sobre o futuro, estou com dois projetos de teatro que já estão em andamento. E ansiosa para o meu próximo projeto na TV e streaming (risos).  Em breve! 

 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

"Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos"

20/09/2026 15h12

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Gustavo Falcão é um dos destaques do filme ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’, que estreou no dia 22 de julho na Netflix. Dando vida a Heitor, melhor amigo de Marcos Matsunaga, ele mergulhou na complexidade emocional de seu personagem, um homem que caminha entre as sombras e a luz. Ele revela: “Heitor é um personagem que representa uma área cinzenta.

O maior desafio foi retratar seu lado animalesco e instintivo, mantendo sua humanidade. Ele é perigoso e sedutor, sempre observando ao seu redor, pronto para capturar novas oportunidades. É esse estranhamento que eu busquei transmitir ao público”.

Além do filme, Gustavo também está presente na nova adaptação de 'Ben Hur', que estreia em outubro na Univer, e em seguida na RecordTV. Nela interpreta Élio, o governador romano da Judeia. "Élio é extremamente hedonista e adora o poder. Ele é um político habilidoso, que sabe que a roda da política gira rapidamente, e esse conhecimento o torna ainda mais astuto e perigoso", comenta.

Ele descreve seu personagem como alguém que tem prazer em explorar os meandros do poder e que, por isso, se destaca em meio ao ambiente de tensões entre romanos e judeus. "A liberdade criativa que tive nesta produção foi uma experiência deliciosa, permitindo-me dar vida a um personagem sarcástico e multifacetado."

Natural de Recife, Falcão destaca a importância de sua terra natal em sua trajetória. "Cresci em um ambiente cultural rico, onde artistas como Ariano Suassuna e Francisco Brennand foram grandes influências. A cena artística pernambucana me moldou e me deu as bases para a carreira que tenho hoje", afirma. Ele começou sua trajetória profissional em 1995, com a peça "Os Biombos", de Jean Genet, dirigida por Antonio Cadengue. "Esse foi meu primeiro contato com o palco e uma experiência transformadora", relembra.

Com 31 anos de carreira, ele continua conectado com sua comunidade e está atualmente desenvolvendo um projeto especial lá. "Estou trabalhando na adaptação para o cinema da vida do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com meu irmão e a REC Produtores", compartilha. "Queremos filmar grande parte da história no Recife, trazendo à tona não só a figura de Cícero, mas também a riqueza cultural da nossa cidade", enfatiza.

Em novelas o ator de 50 anos deixou sua marca como Faísca em "As Filhas da Mãe", onde encarnou um surdo mudo com uma sensibilidade própria, além de interpretar Jonas em "Cobras & Lagartos", um jovem dividido entre a religiosidade e a malandragem de sua família. "Ambos os papéis exigiram um equilíbrio delicado entre drama e humor, e me permitiram explorar áreas muito diferentes da atuação", destacou.

Gustavo também é um diretor ativo, tendo liderado montagens como "Partiu 90!" e a remontagem de "A Máquina". "Dirigir essas peças foi um processo enriquecedor que ampliou minha visão sobre a atuação e a colaboração entre os elencos", enfatiza ele. Além disso, dirigiu e roteirizo o curta metragem ‘30 Moedas’ ao lado de Marcos Arzua Barbosa, a produção narra um embate no meio do mar entre dois personagens de classes sociais distintas e orientações ideológicas deformadas pela corrupção política, religiosa e social sistêmica dos tempos atuais.

"Criar um ambiente onde a arte possa florescer e impactar a vida das pessoas é uma missão que me motiva profundamente", completa.

Gustavo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno, ele fala sobre papéis, carreira e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabí Souza - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você tem 31 anos de carreira, como você vê sua trajetória até agora?
GF - 
Vejo minha trajetória profissional repleta de realizações, mas também olho em frente. Ao mesmo tempo, penso no passado e também no futuro. Percebo que construí uma carreira sólida e realizei trabalhos diversos e muito especiais em tantas frente, mais de uma centena de projetos em cinema, teatro, tv, audiolivros, arte e educação, atuando, produzindo, dirigindo, dando aulas e oficinas - mas também miro o que ainda desejo fazer.

Depois de tanto tempo de estrada - e o percurso de um artista é inevitavelmente dinâmico, repleto altos e baixos, de recomeços e redescobertas - tenho muita consciência do que já fiz e vivi, mas também do que ainda quero viver e fazer.

CE - Além de atuar em diferentes frentes do audiovisual, você tem um trabalho junto ao Lunático. Pode falar mais dele?
GF -
 O Lunático é um espaço cultural que fundei no Rio em 2007 com minha companheira e parceira Juliana Féres, dedicado ao ensino e difusão das mais diversas manifestações culturais, em vários formatos - cursos, oficinas, exposições, palestras, mostras, espetáculos…

Hoje estamos em 17 instituições de ensino do Rio de Janeiro com aulas de circo, tecido acrobático, cinema, teatro, stop Motion. É gratificante compartilhar continuamente vivências artísticas com quase trezentas crianças e adolescentes e promover a transformação que a arte provoca na vida delas.

CE - Fala mais sobre o seu personagem em 'Ben hur'?
GF -
 Élio é o governador romano da região que compreende a Judéia, cuja capital é Antioquia, uma das maiores cidades do Império Romano no oriente naquele tempo (séc. I). Devido às agitações provocadas pela resistência dos judeus, que não aceitam se submeter às regras de Roma - especialmente as religiosas - Élio se transfere para Jerusalém a fim de acompanhar mais de perto a questão.

Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos. A relação com Pôncio Pilatos, funcionário do império responsável pela região da Judeia, por exemplo, se sustenta em uma tensão constante de colaboração e rivalidade.

Élio é estratégico, astuto e gosta de ser sarcástico. Gosta de submeter seus antagonistas, gosta de levar vantagem e se dar bem em tudo que faz. Gosta também de aproveitar ao máximo os prazeres, inclusive os carnais, que advém de sua posição. 

CE - Você também estará em 'Lá na minha terra', próxima trama das 18h. O que pode falar do seu personagem (sem dar spoilers).
GF -
 Ainda não posso revelar muito, mas aqui vai uma breve apresentação: Josias é um dos vilões da trama de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman. Comparsa de Celestina (Lilia Cabral), inicia na novela trabalhando no Jóquei paulistano, onde conhece Ismalia (Camila Morgado). Nascido em São Paulo, sempre teve de se virar pra sobreviver, nem sempre de forma lícita ou legal. 

CE - Você também teve um personagem no filme sobre Elize Matsunaga que estreou na Netflix em julho. Como foi a recepção do público a sua participação?
GF -
 Foi surpreendente a resposta de público ao meu personagem e ao filme. Sabia do potencial pelos apelos da história, o projeto tinha uma equipe e elenco incríveis e a havia uma boa expectativa. O filme ficou incrível, mas ainda assim fiquei surpreso.

O sucesso foi gigantesco. O longa ficou 3 semanas no primeiro lugar como filme mais assistido no mundo inteiro em língua não inglesa dentro da Netflix. A repercussão em torno de meu trabalho foi muito positiva, e fiquei feliz com isso, já que busquei construir um personagem complexo - denso, torpe e com um humor perverso. 

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Record TV - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - O teatro tem um papel bem importante na sua carreira. O que você destaca nesses anos?
GF -
 O teatro é fundamental pra mim. Preciso voltar a ele sempre. É o começo de tudo, e é também recomeço, me nutre de uma forma muito particular. Não dá pra ficar muito tempo longe. Ano passado tive a felicidade de fazer dois espetáculos, e completamente distintos: ‘O Pequeno Circo de Mediocridades’, uma crítica ácida à mesquinhez humana, e o ‘De Perto Ninguém é Normal’, uma comédia divertidíssima inspirado no clássico cinematográfico Arsênico e Alfazema.

CE - Além disso, você também tem uma ligação muito forte com sua terra natal e vai produzir projetos lá. O que pode adiantar deles?
GF -
 Estou o tempo inteiro pensando em maneiras de realizar projetos no Recife e em Pernambuco. No momento estou desenvolvendo um projeto sobre episódios da vida extraordinária do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com uma produtora pernambucana. Espero que possamos produzir o filme nos próximos anos.

CE - Como você vê esse ano de 2026 na sua carreira?
GF - 
Este tem sido um ano de muito movimento. Filmei a série ‘Ben Hur’, estou começando a novela ‘Lá na minha Terra’, lancei o audiolivro ‘Odisseia’ pela Cia das Letras, participei de uma mesa da FLIP como convidado pela primeira vez, dirigi diversas práticas de montagem, além da coordenação do projeto com o Lunático, meu espaço cultural, que segue em expansão.

CE - Você menciona a importância do longa 'Arido Movie' na sua carreira e como ele te levou para diferentes públicos. Pode falar mais dessa experiência?
GF - 
O ‘Arido Movie’ foi minha primeira experiência em longa-metragem, que rodamos em 2003. Então foi algo especial em minha vida e um marco em minha carreira. Até ali só tinha feito em cinema alguns curtas e tinha experiência em TV, com a novela As Filhas da Mãe, da Globo, de 2001. O Arido foi marcante, era um roteiro sensacional, primorosamente bem dirigido por Lírio Ferreira, com um super elenco.  

CE - Com tantos novos trabalhos chegando no final de 2026, o que você espera de 2027?
GF -
 Espero que 2027 seja um ano de ainda mais trabalho e que a gente siga com o crescimento do setor cultural, tanto em termos das políticas públicas quanto da conexão do público brasileiro com a arte que fazemos no Brasil. É para e pelas pessoas que nos assistem que fazemos o que fazemos e a arte é uma forma de um povo construir sua identidade, se conhecer e entender melhor, como indivíduo e em sua coletividade.

 

Dança Correio B+

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico.

20/09/2026 14h30

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo Foto: Sergio Bemfica

Continue Lendo...

Escola que transformou o ballet adulto em espaço de arte, acolhimento e realização celebra uma década de história com apresentação nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro.

Há dez anos, o BLA – Ballet Livre Adulto nasceu com uma proposta que ia muito além dos passos, das posições e da técnica do ballet clássico: mostrar que não existe idade para dançar, aprender, se desafiar e realizar sonhos.

Ao longo de uma década, o BLA que tem como sócias a bailarina, professora e coreógrafa Márcia Ylana, e as bailarinas Thais Natale e Larissa Santo André que construíram uma trajetória marcada pela paixão pela dança, pelo incentivo de bailarinos adultos e, principalmente, pela criação de um ambiente em que diferentes histórias se encontram em torno de um mesmo propósito: viver a experiência do ballet de maneira plena e transformadora.

Para celebrar seus 10 anos de existência, o BLA leva ao palco o clássico La Esmeralda e Divertissement, espetáculos que serão apresentados nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo.

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico. A história de amor, paixão, conflitos e preconceitos envolvendo a jovem Esmeralda ganha vida no palco por meio da dança, da música e da interpretação.

A montagem representa também um momento especial para os bailarinos do BLA.
Para um grupo formado por adultos, muitos dos quais retomaram a dança após anos de afastamento ou iniciaram a prática já na vida adulta, estar em cena em uma obra clássica de grande porte representa a realização de um sonho que, por muito tempo, pareceu distante

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloAs sócias do BLA – Thais Natale – Márcia Ylana e Larissa Santo André – Foto: Sérgio Bemfica

“O BLA nasceu para mostrar que o ballet não precisa ter idade. Cada pessoa chega com uma história, um sonho e um motivo diferente para dançar. Ao longo desses dez anos, fomos construindo uma família através da dança e provando que sempre é tempo de começar, recomeçar e se permitir viver o palco”, destaca a direção do Ballet Livre Adulto.

Mais do que uma celebração, os dez anos do BLA representam uma trajetória de dedicação, amizade, superação e amor pela dança. O grupo se tornou um espaço de encontro para pessoas que encontraram no ballet uma nova forma de expressão e também uma maneira de se reconectar consigo mesmas.

A escolha de La Esmeralda para marcar essa data especial reforça a essência do projeto que nasceu há 10 anos, sendo o primeiro espetáculo da escola a subir no palco, que agora vem com nova roupagem, elenco, maturidade e as três sócias do BLA: Márcia Ylana, Larissa Santo André e Thaís Natale que estarão entre as oito Esmeraldas do espetáculo.
  
Uma nova oportunidade para unir a tradição do ballet clássico à realidade e à potência dos bailarinos adultos.

Em cena, técnica, emoção e histórias de vida que se encontram para celebrar uma década de BLA e reafirmar uma mensagem que acompanha o grupo desde sua criação: dançar é também realizar sonhos — em qualquer idade.

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloBallet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo - Foto: Sergio Bemfica

SERVIÇO

BLA – Ballet Livre Adulto | 10 anos

Espetáculo: La Esmeralda (sábado) e Divertissement (domingo)

26/09 – 19h e 27/09 – 17h30

Teatro Ítalo-Brasileiro – São Paulo (SP)

BLA – Ballet Livre Adulto

Ingressos à venda: https://ingresso-master.com/70/la-esmeralda-divertissement-spazio-italia/



 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).