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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz destaque no musical "Hairspray" Aline Cunha

Em cartaz com "Hairspray" na pele de Motormouth Maybelle, a personagem é uma figura central na trama. "Interpretar a Maybelle, em Hairspray, é uma realização e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade social."

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Aline Cunha é uma atriz e cantora paulistana que, apesar de ter uma carreira relativamente recente no teatro musical, vem ganhando destaque e reconhecimento no cenário artístico. Com uma carreira de cantora profissional iniciada aos 15 anos, ela se destacava em concursos de karaokê, onde sua habilidade vocal já chamava atenção.

Com uma forte conexão com a música, influenciada principalmente por seus pais, que a apresentaram a grandes nomes da música nacional e internacional, como Michael Jackson, Whitney Houston, Sandra de Sá, Tim Maia e Elis Regina, essas referências moldaram sua paixão e estilo musical e trilharam parte do seu caminho.

Aline é um nome em ascensão no teatro musical brasileiro, ela tem se destacado com sua força vocal e interpretação intensa. Com uma carreira que começou na música e se expandiu para os palcos, ela já enfrentou desafios pessoais e profissionais para chegar onde está hoje, incluindo sua atuação de destaque como Motormouth Maybelle no musical "Hairspray".

Embora formada também em Gastronomia pela cruzeiro do Sul, Aline sempre buscou aperfeiçoamento em sua carreira artística, participando de cursos e oficinas que enriqueceram sua formação, mas foi somente em 2022 que ela tomou a decisão de se dedicar integralmente à arte, deixando para trás seu antigo emprego em uma empresa para seguir sua verdadeira paixão.

"Foi uma virada de chave. Trocar a segurança de um emprego tradicional pelo incerto caminho das artes foi assustador, mas extremamente libertador", conta Aline, referindo-se a sua participação no musical “Se Essa Lua Fosse Minha”, considerada por ela um divisor de águas. "A conexão que senti com o público e com o próprio processo criativo foi algo que mudou minha vida para sempre", relembra.

Outro momento marcante de sua carreira aconteceu no primeiro semestre deste ano, ao ser convidada para dar vida a cantora Sister Rosetta Tharpe no musical “O Rei do Rock”, uma das figuras mais influentes e pioneiras do rock and roll. "Interpretar Rosetta foi um dos maiores desafios da minha carreira até agora. Ela foi uma mulher à frente de seu tempo, uma verdadeira revolucionária, e dar vida a essa personagem tão importante me fez crescer muito como atriz", reflete ela, que, anteriormente, esteve no elenco de “Bonnie & Clyde - O Musical”.

Atualmente, Aline está em cartaz com a nova montagem brasileira do musical “Hairspray”, onde interpreta Motormouth Maybelle, um dos papeis principais da produção, que exige uma performance vocal potente e emocionante na pele de uma mulher forte e inspiradora, que luta pela inclusão e igualdade racial durante a década de 1960.

Aline se destaca em números poderosos como "I Know Where I've Been", canção que carrega uma mensagem de resistência e esperança, temas centrais da trama, e que vem arrebatando plateias - com aplausos de pé, em cena aberta - tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, onde a produção segue em temporada no Teatro Renault. "Toda vez que canto essa música, sinto a importância da mensagem que estamos transmitindo. É um momento muito especial, não só para mim, mas para todos que estão assistindo", comenta Aline.

"Sou fã da Queen Latifah e acompanhei seu trabalho em diversas produções. Ela foi uma das minhas principais referências para construir a personagem. A responsabilidade é enorme, mas ver a resposta do público faz tudo valer a pena." Para Aline, o impacto do espetáculo é tangível: “Recebo depoimentos de pessoas que saem do teatro inspiradas. Interpretar a Maybelle é uma realização e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade social.”

Mesmo com uma carreira que começou a se consolidar recentemente, Aline já se firmou como uma artista talentosa no teatro musical brasileiro. "Estar no palco é onde me sinto mais viva e conectada. Cada projeto me desafia e me motiva a evoluir como artista", conclui, ansiosa para os próximos desafios que virão em sua promissora jornada artística.

Aline é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ela fala de carreira, escolhas, desafios e de seu papel de tanta representatividade em "HairSpray".

“Hairspray”- Foto: João Caldas

CE - Como foi o seu início na carreira de cantora aos 15 anos? O que a despertou para ela e como descobriu os concursos de karaokê?
AC -
Eu sempre gostei de cantar e em casa fazíamos festas de família com karaokê. Meu pai sempre gostou de cantar também, então éramos parceiros ou concorrentes nos concursos que existiam entre os anos 2000 e 2005. Em um desses concursos, um dos jurados chamado Lelo Andrade, gostou do meu timbre e me convidou para participar de um grupo chamado Orquestra de Boca.

Trabalhávamos como garçons cantores e fazíamos muitas apresentações com temas musicais ou produções próprias para eventos corporativos. Meus pais ou tios me acompanhavam por eu ser menor, mas deu tudo certo e aprendi muito com os participantes do grupo, o nosso instrutor já mencionado acima e eventos que participamos.

CE - Quais foram as influências musicais mais marcantes que moldaram seu estilo e paixão pela música?
AC -
Muitas das minhas influências vieram de filmes e histórias marcantes. Lembro que quando tinha entre 5 e 6 anos houve um seriado na Globo chamado “Os Jacksons” que fez com que eu virasse muito fã de Michael Jackson.

Um filme chamado “Sarafina” com a Whoopi Goldberg ajudou a despertar a minha vontade de cantar, pois mostrava que a música trazia esperança, vontade de lutar em grupo, valorização da mulher e mãe na época do apartheid. A partir daí comecei a assistir muitos filmes com música, como O Guarda-Costas e Mudança de Hábito, sempre aprendendo as músicas principais do filme.

Meus pais também gostavam muito de dançar e íamos em bailes para nos divertir. Ali comecei a desenvolver meu gosto por música dos anos 70 tipo Stevie Wonder, Chaka Khan e Earth, Wind And Fire e samba-rock tipo Clube do balanço, Jorge Ben jor e Trio Mocotó. 

Aos 15 anos entrei num grupo chamado Orquestra de Boca, que cantava músicas de musicais e quando entrei em algumas bandas comecei a cantar rock e meus favoritos no momento, Soul, blues e jazz.

Escreva a legenda aqui

CE - Como foi sua experiência ao vencer o concurso internacional de karaokê em 2019 e representar o Brasil no Japão?
AC -
 Foi uma das melhores sensações e experiências da minha vida! Eu não sabia que esse concurso existia e uma amiga muito querida, Renata que me indicou dizendo que caso eu participasse com certeza eu iria ganhar. Houveram várias fases e os jurados e responsáveis pelo concurso nos davam  orientações a cada etapa, para que pudéssemos melhorar a nossa performance.

Procurei seguir à risca cada uma delas… e ganhei o concurso em primeiro lugar junto a um amigue que hoje podemos chamar de “Rua”. A partir do resultado tivemos semanas de muita preparação, escolha de repertório e coreografia, interação com a cultura japonesa e corremos atrás da parte burocrática, pois eu nunca tinha saído do país, nem tinha passaporte. 

Acredito que a ficha caiu só quando chegou o dia da viagem e pude me dar conta de que tudo aquilo realmente estava acontecendo. Foi incrível todo o período da viagem, conhecer novas pessoas, valorizar muita coisa que temos aqui no Brasil ao mesmo tempo que via como Japão está avançado em matéria de tecnologia e segurança, ver quanta gente talentosa tem ao redor do mundo e conhecer um pouco de suas histórias. Fiquei em oitavo lugar na categoria solo e em segundo na categoria dueto.

CE - O que a motivou a fazer a transição de uma carreira em gastronomia para se dedicar integralmente ao teatro musical?
AC -
 O meu sonho era fazer faculdade de gastronomia e graças a ajuda dos meus pais e enfrentando dois empregos para juntar o dinheiro eu consegui realizar esse sonho. O único problema é que alguns sonhos nos distanciam da realidade e digo isso, pois na faculdade é que reparei que gastronomia é um curso na área de negócios, no qual ela te dá a base para entender os conceitos, modos de preparação, segurança alimentar e tudo que envolve a boa administração da área de A&B, mas não te dá a experiência necessária para atuar no mercado.

Então é uma área muito boa para quem já tem recursos para abrir o próprio negócio ou já trabalha na área, e no meu caso não tinha nenhum dos dois! Eu nunca me distanciei da música e surgiram oportunidades que fizeram com que eu ficasse ainda mais próxima dela e no momento resolvi investir. Mas não desisti de trabalhar nessa área, mas precisa de dedicação, tempo e se possível especialização.

                       Elvis - Divulgação

CE - Quais foram os principais desafios ao fazer a transição de uma carreira segura em outra área para o incerto mundo das artes?
AC - 
Com toda certeza são vários desafios que precisam ser superados para tomar uma decisão tão importante. No meu caso enfrentei a insegurança de ir para algo desconhecido, medo de ter tomado a decisão errada e ouvir aquele famoso “sabia que não ia dar certo” das pessoas, enfrentar julgamentos, saber que está passando por uma transição de carreira depois de ter passado dos 30 anos…

Mas aprendi que na vida a gente precisa aprender a finalizar ciclos e saber identificar oportunidades. Eu não estava mais gostando da rotina que eu tinha e sabia que se não fizesse alguma coisa ela ia continuar assim por muito tempo, tanto que trabalhei por 10 anos na mesma área e sinceramente, quando a oportunidade de entrar no Teatro musical “bateu na minha porta” não queria ficar me perguntando como teria sido se eu tivesse ido… Então resolvi enfrentar com medo mesmo até o momento tem dado certo.

CE - Como foi sua estreia nos palcos com o musical "Se Essa Lua Fosse Minha" e o que esse projeto significou para você?
AC -
 “Se Essa Lua Fosse Minha” foi um dos espetáculos mais especiais que pude participar. Ele está em meu coração, pois foi a minha primeira peça e a única que meu pai pôde me assistir antes de falecer na pandemia. Acredito que essa linda história desbloqueou a minha entrada no teatro musical, pois depois fui convidada para participar de uma outra peça e comecei a passar em audições.

É uma obra que o mundo deveria conhecer, pois trata do nosso folclore envolvida numa história de amor. Uma verdadeira obra de arte brasileira desenvolvida por Vitor Rocha e Elton Towersey. A experiência foi realmente desafiadora, pois eu não tinha experiência nenhuma com teatro e tive que ensaiar praticamente todos os dias na casa da preparadora, aplicar os feedbacks dado pela diretora e procurar me convencer que eu estava realizando bem aquele papel, pois o elenco era INCRÍVEL!!!! 

CE - Que desafios você enfrentou ao interpretar a pioneira do rock Sister Rosetta Tharpe no musical "O Rei do Rock"?
AC -
 Um dos principais desafios que encontrei foi encontrar materiais daquela época para referência e claro, que a responsabilidade de interpretar alguém que viveu e foi tão importante na história da música.

Existem muitos vídeos dela tocando, cantando e dançando, mas quase nada dela num dia normal ou falando sobre sua vida então eu não sabia como ela se comportava, que cor gostava, como andava, comia, conversava entre outras ações, mas com tanta pesquisa acabei encontrando uma entrevista de alguns segundos dela falando com um repórter e dali criei um modo de interpretá-la.

Um outro desafio muito grande era que ela era uma excepcional guitarrista e eu nunca toquei guitarra, então resolvi comprar uma parecida com a dela e fazer algumas aulas para ter uma vivência mais próxima possível de alguém que toque guitarra.

CE - Sobre a sua atuação como Motormouth Maybelle em "Hairspray", como foi a preparação? Buscou referências em outras adaptações ou atrizes como Queen Latifah, intérprete no cinema e Graça Cunha,  intérprete na primeira montagem brasileira?
AC -
 Os diretores e os criativos fizeram uma interação essencial com todo o elenco de Hairspray, pois antes de contar uma história da Broadway, nós estamos tratando de temas importantíssimos e que ainda estão presentes na sociedade: a quebra de padrões na tv, racismo, gordofobia e até mulheres que sentem vergonha do próprio corpo.

Então nos envolvemos com várias pesquisas de época, conversamos sobre depoimentos pessoais sobre racismo, lgbtqia+, falta de representatividade, indisponibilidade de acessórios ou vestimenta para obesos, lugar de fala entre outros temas que foram fundamentais para que TODOS pudessem desenvolver seu personagem. 

Eu busquei referências de mulheres da época dos anos 60, mães, principalmente solteiras, influencers obesas e mulheres inspiradoras que mostram que você é linda do jeito que você é e se tiver que fazer algo deve ser por você e nunca para agradar o outro.

Para atuação eu sou muito fã da Queen Latifah e procuro acompanhar o seu trabalho em todas as produções. Ela foi uma das minhas principais referências, mas também acompanho a Viola Davis, Octávia Spencer, Solange Couto, Zezé Motta e outras mulheres extraordinárias. Tive a honra de dividir o palco com a Graça Cunha em alguns shows e acho que ela é uma mulher sensacional e verdadeira inspiração de como ter presença de palco.

Infelizmente no ano que Hairspray teve a sua primeira edição, eu não tinha contato algum com Teatro musical, então assisti alguns momentos da peça por vídeo apenas.

CE - Como tem sido a recepção do público nas apresentações de "Hairspray" e qual a sensação de interpretar uma personagem tão importante em termos de inclusão e igualdade racial?
AC -
 O público tem recebido o espetáculo de uma maneira muito especial. Aplausos em pé, depoimentos de pessoas que dizem que saíram completamente inspiradas do teatro, outros dizendo que é uma excelente peça para levar alguém pela primeira vez ao teatro e até pessoas que se sentem orgulhosas por serem da área e assistir um musical tão inspirador.

Estou com a sensação de ser mais uma pessoa que está na luta para que as coisas mudem ao mesmo tempo que realizo mais um sonho. A Maybelle é uma das minhas personagens preferidas e interpretá-la no teatro é uma tremenda responsabilidade, mas uma realização profissional inesquecível.

Recebo depoimentos de pessoas que estão se inspirando na minha presença no palco para que não desistam de seus sonhos, na vida pessoal e na vida profissional e isso faz com que eu me sinta muito orgulhosa de cada ação que eu tive para realizar para estar neste espetáculo.

CE - O que você acredita que o futuro reserva para sua carreira e quais são seus próximos desafios no teatro musical?
AC -
 Ainda não sei o que o futuro me reserva. Procuro aproveitar cada momento, pois a gente nunca sabe o dia de amanhã. Espero que surjam personagens tão inspiradores quanto os que tem no musical Hairspray. 

Todo novo personagem é desafiante, mas acho que no meu caso seria interpretar uma vilã e/ou protagonista/alternante, ou participar de algo no audiovisual ou dublagem.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida.

20/09/2026 16h00

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta? Foto: Divulgação

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Você provavelmente já encontrou uma mulher vestindo apenas camiseta branca, jeans e uma sandália simples e pensou: como ela consegue parecer tão elegante com tão pouco? Enquanto isso, outra pessoa pode estar usando peças caras, bolsa de grife e uma produção muito mais elaborada não consegue transmitir a mesma impressão.

A diferença está em algo que repito com frequência no meu trabalho: elegância não está necessariamente na roupa, mas na maneira como fazemos a roupa funcionar a nosso favor.

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida. Mas, muitas vezes, são justamente as produções mais simples que revelam melhor o cuidado com a imagem.

Quando há menos elementos para chamar atenção, percebemos mais facilmente o caimento, a qualidade do tecido, os acabamentos, os acessórios e, principalmente, quem está usando aquela roupa.

Uma camiseta, por exemplo, parece a peça mais básica do mundo, mas existem enormes diferenças entre elas. A posição da manga, a abertura da gola, o comprimento, a gramatura do tecido e a maneira como ela acompanha o corpo interferem completamente no resultado.

E não existe uma modelagem universalmente perfeita: existe aquela que funciona melhor para o seu corpo, seu estilo e a mensagem que você deseja transmitir.

Aos detalhes da roupa soma-se algo que não compramos em nenhuma loja: postura. A maneira de caminhar, sentar, falar e ocupar um espaço participa da nossa imagem tanto quanto aquilo que vestimos.

Não adianta procurar a peça perfeita se ela está amassada, mal conservada ou se quem a veste parece desconfortável dentro dela. Elegância também tem relação com cuidado e naturalidade.

As mulheres que já entenderam isso,  não precisam acrescentar informação o tempo inteiro para construir uma imagem mais elegante e de presença. Existe coerência entre roupa, corpo, personalidade e ocasião. A roupa não tenta transformá-las em outra pessoa; apenas acompanha quem elas são.

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?Sabrina Sato - Divulgação

5 detalhes que deixam até a camiseta mais elegante

1. Observe o caimento antes da etiqueta

Veja onde a manga termina, como a gola se posiciona e se o tecido acompanha o corpo sem apertar ou criar volume onde você não deseja. Uma pequena alteração de modelagem pode mudar completamente uma peça básica.

2. Preste atenção ao estado da roupa

Bolinha, gola deformada, tecido transparente demais, manchas e peças excessivamente amassadas comprometem rapidamente uma produção. Básicos precisam estar especialmente bem conservados.

3. Use acessórios com intenção

Um bom brinco, um relógio, um colar, um cinto ou uma bolsa podem dar acabamento ao look. Não é preciso usar tudo ao mesmo tempo: muitas vezes, um único elemento bem escolhido é suficiente.

4. Cuide da postura e da presença

Ombros, maneira de caminhar, tom de voz e até a forma como você se senta interferem na leitura da sua imagem. Nenhuma roupa trabalha sozinha.

5. Busque coerência, não perfeição

A mulher elegante não é necessariamente aquela que está impecável o tempo inteiro. É aquela cuja imagem parece fazer sentido: para sua personalidade, para seu corpo, para sua rotina e para o ambiente em que está.

No fim, a pergunta mais importante é: quanto da elegância que admiramos realmente vem da roupa? A roupa pode ser a moldura, mas é a maneira como nos apresentamos ao mundo que completa a imagem.

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