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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz em cartaz nos cinemas Monique Hortolani

"Foi uma alegria enorme estar em CIC! É um filme muito diferente do que a gente costuma ver no Brasil, porque junta espionagem e ação com o humor cearense, que tem um ritmo e uma sagacidade únicos. O resultado é uma comédia de ação cheia de identidade".

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Monique Hortolani está no filme “CIC – Central de Inteligência Cearense”, com direção de Halder Gomes, que estreiou nos cinemas no dia 28 de agosto. No longa, a atriz interpreta a agente secreta Divina, que é o cérebro por trás da CIC e braço direito do chefe Espírito Santo (Nill Marcondes).  Para dar vida à personagem, ela mergulhou no universo das artes marciais.

 Aos 37 anos e 12 de carreira, Monique tem no currículo o musical infantil “Maísa no ar” e os espetáculos “Viúva, porém Honesta” e “Bonitinha, mas ordinária”. No cinema, fez parte do elenco do longa-metragem “Divaldo, o mensageiro da paz”. Na TV, atuou na série “A vida secreta dos casais”, da HBO, na novela “Gênesis”, da Record e na série “O Cangaceiro do Futuro”, da Netflix

Baiana, Hortolani é autora e roteirista, e atualmente desenvolve um longa-metragem inspirado em histórias reais. Também é idealizadora do projeto Destrava, dedicado ao ensino de comunicação e oratória, por meio de cursos e consultorias para pessoas e empresas que buscam destravar o seu potencial comunicativo.

A atriz é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, escolhas e estreias.

A atriz Monique Hortolani é capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Nicole Kruger - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

 CE - Monique você está em cartaz nos cinemas com o filme “CIC – Central de Inteligência Cearense”. Conte sobre esse trabalho e sobre a dobradinha com Halder Gomes, diretor do projeto com quem você já trabalhou antes.
MH -
 Foi uma alegria enorme estar em CIC! É um filme muito diferente do que a gente costuma ver no Brasil, porque junta espionagem e ação com o humor cearense, que tem um ritmo e uma sagacidade únicos. O resultado é uma comédia de ação cheia de identidade, que fala a nossa língua, valoriza a nossa cultura e, ao mesmo tempo, dialoga com o grande público. 

A minha personagem, a Divina, chega nesse universo com um jeito muito próprio: moderna, cabelo azul, batom preto, meio rock and roll (risos). Ela é uma agente nada óbvia, que não tem nada daquela espiã clássica dos filmes de fora e é justamente isso que torna tudo tão divertido. E trabalhar novamente com o Halder foi muito especial. Ele tem esse olhar generoso para os atores e uma paixão enorme por colocar o Nordeste no centro das narrativas.

Já tínhamos feito O Cangaceiro do Futuro, na Netflix, juntos, e reencontrá-lo em CIC foi como retomar uma parceria criativa muito bonita. Halder é aquele diretor que sabe o que quer, mas também dá liberdade pro elenco propor, arriscar e criar. Isso faz toda a diferença na hora de dar vida a uma personagem como a Divina.

CE - O filme mistura comédia com ação. Como é pra você como atriz fazer um trabalho diferente do que está acostumada?
Aliás, todo artista diz que fazer rir é mais difícil: e pra você?
MH - 
Foi um desafio e, ao mesmo tempo, uma delícia! Eu nunca tinha feito um trabalho que misturasse ação com humor, então foi muito especial. A comédia tem essa liberdade de brincar com gêneros, de não se levar tão a sério… então colocar espionagem, cenas de ação e, no meio disso, agentes meio atrapalhados e meio super-heróis brasileiros foi divertidíssimo.

A Divina, por exemplo, não luta no filme, mas eu quis que o corpo dela tivesse essa prontidão de agente secreta. Por isso comecei a treinar artes marciais durante a preparação. Achei que seria só pro filme, mas acabei me apaixonando (risos). Hoje sigo treinando, virou parte da minha rotina, até já conquistei a faixa camuflada, acredita? (risos). Esse treino me ajudou muito a entender fisicamente como habitar esse universo, mesmo sem ter cenas de luta. Agora, sobre fazer rir… é realmente uma arte!

Exige ritmo, escuta, generosidade em cena. E o mais bonito é que a graça não vem de algo forçado, mas do encontro, da troca com o outro. No caso da Divina, o humor nasce muito da forma como ela se relaciona com os personagens, dessa sagacidade que ela tem. Pra mim, foi um desafio super gostoso, porque eu não sou comediante, mas adoro humor. Foi um aprendizado enorme! Cada trabalho nesse gênero me dá a chance de experimentar coisas novas e crescer como atriz.

CE - E como é fazer cinema nacional neste momento em que as produções brasileiras estão sendo aclamadas pelo mundo?
Você cogita carreira internacional incentivada pelo sucesso a arte brasileira lá fora?
MH -
 A gente tá vivendo um momento muito especial do cinema nacional. Essas grandes premiações mostraram pro Brasil e pro mundo que as nossas histórias têm força, originalidade e qualidade técnica pra competir de igual pra igual com qualquer produção internacional. Ver o cinema brasileiro sendo aplaudido lá fora é emocionante demais e dá um orgulho enorme! 

Ao mesmo tempo, eu vejo esse momento também como uma responsabilidade, a gente precisa aproveitar essa visibilidade pra abrir portas, trazer mais diversidade de narrativas e continuar formando público. Porque o reconhecimento é incrível, mas o desafio mesmo é transformar essa conquista de agora em algo constante, num movimento contínuo de valorização do nosso cinema. Eu acredito demais que o cinema brasileiro tem força pra dialogar com qualquer público.

As nossas histórias são universais, mas sempre carregadas da nossa identidade, que é riquíssima. E claro, penso sim em carreira internacional, mas não como um objetivo isolado. Vejo mais como uma consequência natural de um trabalho que nasce aqui, com raízes brasileiras. Acho lindo quando a nossa arte atravessa fronteiras e chega a outras culturas e, se um dia eu tiver a oportunidade de levar a minha trajetória pra fora, vou abraçar com certeza (risos).

CE - Monique é baiana e mora em SP por conta da carreira. Como você enxerga essa necessidade de tantos artistas nordestinos e de todo país que precisam se mudar para o eixo Rio-SP em busca de oportunidades profissionais nas artes?
MH -
 Olha, eu acho que ainda existe uma concentração muito grande de oportunidades no eixo Rio-São Paulo. Foi por isso que me mudei pra cá há 16 anos.. queria estar perto do mercado, onde as coisas estavam acontecendo com mais frequência. Não é que faltem bons profissionais em outros lugares, muito pelo contrário, o Brasil é riquíssimo em artistas, professores e escolas incríveis em todas as regiões, mas historicamente os maiores projetos e produções estavam aqui. Então, pra mim, foi um passo natural na época.

Mas é muito bonito ver como esse cenário vem mudando. Hoje tem cada vez mais produções surgindo no Nordeste, mais artistas da região ganhando visibilidade e mais histórias locais ocupando espaço nacional. CIC é um ótimo exemplo, um filme de humor cearense, cheio de identidade, estreando em todo o Brasil. Claro que ainda tem muito caminho pela frente. O ideal seria que os artistas não precisassem sair das suas cidades para ter oportunidades. 

CE - Inclusive, estamos vendo cada vez mais artistas e produções nordestinos em evidência no país. Como você observa esse movimento? Acha que já impactou sua carreira?
MH -
 A gente tá vivendo um momento muito especial pro mercado de atores nordestinos. Claro que ainda tem um caminho pela frente, mas é visível que estamos conquistando mais espaço e mais respeito. E o público, cada vez mais, está aberto a ver e ouvir personagens com diferentes sotaques do Brasil e isso é lindo demais. É emocionante ver tantas obras com atores nordestinos protagonizando, isso me deixa imensamente feliz. Na minha carreira, com certeza já impactou. A minha primeira experiência no cinema foi interpretando a Georgetta em Divaldo, O Mensageiro da Paz, uma personagem baiana muito especial pra mim.

Mas naquela época eu sentia que ainda havia menos visibilidade para atores nordestinos. Hoje, alguns anos depois, é emocionante perceber como esse cenário se abriu e como estamos ocupando cada vez mais espaço. Estar em projetos como O Cangaceiro do Futuro, na Netflix, e agora em CIC é resultado direto desse movimento de valorização dos artistas e das produções nordestinas. São personagens muito diferentes, com sotaques distintos, e que me deram a chance de mostrar justamente essa versatilidade que faz parte do ofício do ator.

Mas também é fato que algumas barreiras ainda existem. Muitas vezes, se você não se encaixa no imaginário que certas pessoas ainda têm sobre “como deve ser” um nordestino, pode ser mais difícil conquistar determinados espaços. Por isso é tão importante reforçar: o Brasil é miscigenado, diverso, e não existe isso de “ter cara de tal lugar”. O ator precisa ter liberdade pra transitar, interpretar personagens da sua região, mas também de qualquer outra parte do país. 

A atriz Monique Hortolani é capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Nicole Kruger - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Como Monique Hortolani decidiu se dedicar à carreira artística? Sabemos que a trajetória nas artes é difícil. Já cogitou desistir?
MH - 
Desde criança eu sonhava em ser atriz, e o cinema sempre foi a minha paixão. Lá em casa a gente tinha um hábito muito gostoso...minha mãe alugava vários filmes e séries, a gente se juntava pra maratonar, fazia pipoca, e todo mundo comentava depois como se fosse crítico de cinema (risos). Esse clima de família, de estar todo mundo junto, de conversa em volta das histórias…”, me marcou muito e plantou essa sementinha de querer estar dentro desse universo.

Mas, claro, a trajetória artística não é fácil. Eu penso em desistir todos os dias (risos). É uma carreira muito difícil, cheia de desafios, de incertezas, de espera… e de muita rejeição também. Mas, ao mesmo tempo, é o que me move, é onde encontro sentido. Cada vez que eu entro em cena, ou vejo um trabalho pronto e sinto a reação do público, tudo se renova. Essa troca me lembra por que comecei e me dá força pra continuar.

A verdade é que eu não consigo desistir, se eu conseguisse, já teria feito há muito tempo (risos). Eu acredito que ser artista não é exatamente uma escolha, a gente nasce assim. Sou completamente apaixonada por contar histórias, seja atuando, escrevendo ou produzindo. E, no fim das contas, acho que é esse amor que me faz seguir em frente, mesmo diante das dificuldades.

CE - Você se assiste? É muito crítica consigo mesma?
MH -
 Eu me assisto sim, até porque acho importante pra ver onde posso melhorar. Mas olha… não me assisto muito, não (risos). Eu sou muito crítica comigo mesma! Sempre acho que poderia ter feito diferente, escolhido outro caminho, sabe? Então, geralmente assisto uma ou duas vezes e pronto, porque senão começo a implicar comigo (risos). No fim, acho que essa autocrítica faz parte, me ajuda a querer sempre evoluir. Mas tento não me levar tão a sério e lembrar que cada trabalho também é um aprendizado.

CE - O que deseja realizar na profissão que ainda não teve oportunidade?
MH
- Vixe… muita coisa! (risos) Quero fazer mais filmes, mais séries e também uma novela, que é um formato que ainda não tive a chance de explorar como gostaria. Tenho muita vontade de voltar ao palco também, em peças dirigidas por pessoas que admiro, dividindo cena com atores com quem ainda não tive a sorte de trabalhar. Um dos meus maiores sonhos é ver os filmes que eu escrevo ganhando vida nas telonas… acho que vai ser um dos momentos mais felizes da minha vida quando eu puder sentar na poltrona do cinema e assistir a uma história minha acontecendo diante do público.

E claro, também sonho com uma carreira internacional. No dia em que eu trabalhar com o Wagner Moura e com a Viola Davis eu zerei a vida! (risos) E, aqui no Brasil, tenho uma admiração enorme pela Maeve Jinkings e pela Alice Carvalho, que são minhas atrizes favoritas e com quem eu espero muito dividir cena um dia. Enfim, tem muito sonho dentro de mim, viu?

CE - Atualmente, você está escrevendo o projeto de um roteiro de cinema. O que pode adiantar sobre ele? E pensa em investir nessa carreira de autora? Quais suas referências? 
MH - 
É um sonho antigo que finalmente estou vivendo. É um filme inspirado em fatos reais, no estilo true crime, que carrego com muito carinho por ser um projeto que também traz um alerta social muito importante. É uma história forte, que fala sobre manipulação e relações de poder, mas também sobre coragem e solidariedade.

O que eu posso adiantar é que, além de escrever, eu também atuo nele (risos). E tem outro detalhe que me enche de orgulho... é um projeto feito por mulheres e desenvolvido por mulheres, que pra essa história em especial é fundamental. Escrever tem sido um processo transformador, porque é muito diferente de atuar. Quando estou na frente das câmeras, entro no universo que alguém já criou, mas escrevendo, eu mesma construo esse universo do zero. Isso me dá uma liberdade criativa imensa.

Claro que é um grande desafio, mas estou apaixonada por esse lugar da escrita. E sim, penso em investir cada vez mais nessa carreira de autora. Quero muito continuar criando histórias e, quem sabe, também produzindo mais lá na frente. Acho que é uma forma de ampliar minha voz como artista, não só interpretar, mas também colocar no mundo as histórias que eu acredito que precisam ser contadas.

Tenho muitas! (risos) Eu adoro o Spike Lee, porque ele consegue unir entretenimento com reflexão social de um jeito muito poderoso. Também admiro demais a Greta Gerwig, tanto pela sensibilidade quanto pela coragem de contar histórias sob uma ótica feminina, com tanta autenticidade. O Tarantino é outra referência que eu amo, pelo estilo único, pelos diálogos afiados, pela maneira como ele cria tensão e, ao mesmo tempo, surpreende o espectador.

Já o Charlie Kaufman me inspira pelo mergulho psicológico, pela capacidade de explorar o absurdo e o íntimo ao mesmo tempo, criando narrativas que desafiam a gente a olhar pra dentro. Acho que o que mais me fascina nesses autores é justamente essa mistura... cada um, à sua maneira, mostra que roteiro não é só sobre contar uma boa história, mas sobre oferecer um olhar, provocar o público, abrir novas camadas de entendimento.

                                     Cangaceiro do Futuro - Divulgação

CE - Em paralelo, você tem um trabalho em que ensina oratória pra pessoas comuns e profissionais que dependem da comunicação. Como surgiu essa ideia? E como 
MH
- O Destrava nasceu de forma muito natural, da minha experiência como atriz e também da trajetória da minha sócia, Carol Rossi. A gente trouxe muita coisa do teatro, porque ali aprendemos que comunicar não é só falar bonito, é também escutar, ajustar o tom, o ritmo, a energia… E percebemos que essas técnicas poderiam ajudar qualquer pessoa no dia a dia. Então desde 2021, temos trabalhado com pessoas de perfis muito diferentes... já passaram por nós juízes, médicos, publicitários, líderes de empresas, jovens começando a carreira… e cada um chega com seu jeito, seus trejeitos, suas inseguranças. 

É muito especial ver cada um descobrindo o seu jeito de se comunicar, do jeito mais verdadeiro possível. Hoje temos um curso online, consultorias individuais e também treinamentos em empresas. E o mais bonito é que eu sinto que aprendo tanto quanto ensino. Como atriz, observo o humano o tempo todo, e no Destrava tenho contato com realidades que acabam me inspirando até na criação de personagens. No fim das contas, uma coisa alimenta a outra: a arte me deu as ferramentas, e o Destrava me dá a chance de compartilhar isso de forma simples, ajudando outras pessoas a se comunicarem com mais confiança.

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

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25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
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Altagno Sandin Bacarje,
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Maria Aparecida Barros de Moura,
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Assis Alves Pimenta,
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Juliene Aparecida da Silva Gomes,
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Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
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Anuncia Gimenes Ayala,
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Gustavo Kiotoshi Shiota,
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José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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