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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz e ex-paquita Stephanie Lourenço

"Foi uma aventura realizar um sonho de criança que foi trabalhar ao lado da Xuxa e fazer parte desse universo".

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Stephanie Lourenço está no documentário “Pra sempre paquitas” disponível na Globoplay. Na produção, a curitibana reflete sobre sua trajetória como assistente da apresentadora Xuxa aos 12 anos, e conta como foi enfrentar a LGBTfobia nos bastidores do Projac no seu último ano como Paquita, e também fala sobre o apoio que recebeu dos fãs ao se assumir 20 anos depois.

Stephanie começou sua carreira de atriz atuando nos filmes “Xuxa Requebra”, “Popstar” e “Xuxa e os Duendes”. Depois disso, aos 16 anos, estudou artes cênicas na Inglaterra. Desde então, fez vários cursos, como a Oficina de Atores da Globo e no estúdio Ivana Chubbuck, em Los Angeles.

Em seu currículo artístico constam os longas “Ciclo”, de Ian SBF, e "O Último Animal", do diretor português Leonel Vieira. Em breve, Stephanie poderá ser vista em “Morfina” e “O Rei da Internet”, que têm estreia prevista para 2025.

Já no teatro, a artista atuou no espetáculo “O que meu Corpo Nu te Conta?”, em 2022 sob a direção de Marcelo Varzea. Durante o processo para a produção, ela assumiu sua bissexualidade.

Ativista pelos direitos dos animais tendo, inclusive, trabalhado em ONGs, Lourenço idealizou e lançou o curta-metragem “Emilio” em muitos festivais. A obra reflete sobre o aprisionamento de chimpanzés em circos e zoos.

Atualmente, a artista de 37 anos trabalha no desenvolvendo de seu segundo projeto autoral: um curta-metragem inspirado no processo teatral da peça “O que meu Corpo Nu te Conta?”. A obra vai abordar o vício em remédios prescritivos de maneira lúdica.

Stephanie é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em conversa com o Caderno ela fala sobre escolhas, carreira, próximos trabalhos e do documentário "Pra sempre Paquita" da Globoplay.

A atriz Stephanie Lourenço é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Muraca - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você entrou para o time das assistentes de Xuxa com apenas 12 anos. O que acha que ganhou e o que perdeu começando a trabalhar ainda muito nova?
SL - 
Foi uma aventura sair de Curitiba para o Rio para realizar um sonho de criança que foi trabalhar ao lado da Xuxa e fazer parte desse universo. Fiz amizades que levarei para a minha vida e carrego comigo muitas experiências e o orgulho de fazer parte do imaginário de tanta gente que cresceu com as Paquitas.
O lado negativo foi ter sido exposta muito nova a um ambiente despreparado para lidar com crianças/pré-adolescentes. Isso faz com que você tenha que amadurecer à força por não ter a sua infância respeitada.

CE - Quais os principais ensinamentos que ser Paquita te trouxe no âmbito pessoal e no profissional?
SL - 
Ter largado a minha vida muito segura em Curitiba para viver essa loucura maravilhosa no Rio de Janeiro me fez ser uma pessoa mais corajosa tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. A disciplina rígida desde cedo ajudou a moldar quem sou hoje profissionalmente.  Sinto que com a casca que criei ali muito nova hoje consigo lidar melhor com algumas questões delicadas da profissão.

CE - Nessa trajetória de 3 anos como Paquita, qual o momento mais marcante pra você e por que?
SL -
 Além do dia da minha escolha, que foi uma experiência surreal, acho que a primeira vez que subi ao palco com a Xuxa e minhas colegas no Criança Esperança em 1999. Foi algo único. Aquele público imenso vibrando com a gente, estar ali ao lado do meu ídolo de infância, com figurino, dançando músicas com as quais eu cresci, foi emocionante. Outra coisa que posso contar foi a primeira vez que nós fomos à Casa Rosa, que era a casa da Xuxa. Foi depois de um ensaio. Chegamos lá e ela fez pipoca para a gente e ficamos conversando. Parece algo bobo, mas comer pipoca com a Xuxa enquanto tentava fingir costume não foi uma tarefa fácil.

Capa B+: Entrevista exclusiva com a ex-paquita Stephanie Lourenço - Divulgação

CE - No documentário “Para sempre Paquitas”, do Globoplay, você fala sobre sua sexualidade reprimida na época.  Como é hoje poder falar do assunto? 
SL -
 É libertador. Agora sinto que posso ser eu mesma. Tinha uma parte minha que sem perceber reprimi por muitos anos. Falar sobre isso me conecta a pessoas que muitas vezes estão passando ou passaram por uma situação similar à minha e nós nos ajudamos mutuamente.

CE - Aliás, como é hoje sua relação com as redes sociais e com os fãs, já que naquela época esse contato mais perto não existia?
SL - 
Naquela época nos comunicávamos por cartas. Eu tentava ler todas e respondia com uma carta padrão ou uma foto assinada para a pessoa saber que a mensagem tinha chegado a mim. Mas hoje é muito mais fácil. A minha comunicação com os fãs é muito mais fluida. Na medida do possível a gente troca ideias, muitos deles desabafam comigo, principalmente a respeito da LGBTfobia que passam.

Me sinto honrada por depositarem essa confiança em mim. Só tenho instagram. Não dou conta de ter mais de uma rede social. Tento usar para divulgar meu trabalho, fazer alguns contatos e falar sobre coisas que acredito serem relevantes. Mas, obviamente, muitas vezes acabo perdendo a mão e passo mais tempo online do que gostaria. Adoro ver memes antes de dormir.

CE - Ter sido paquita abre (ou fecha) portas ainda hoje?
SL -
 Hoje, acho que profissionalmente não faz tanta diferença, mas as pessoas quando ficam sabendo que trabalhei com a Xuxa geralmente ficam curiosas e sempre acabam dividindo memórias de infância comigo. As pessoas com 30+ (rs).

Lançamento do documentário "Para Sempre Paquitas" - Divulgação

CE - Na série, vemos muito debate sobre a pressão estética que as paquitas sofriam na época e como isso mexia com a autoestima de vocês. Hoje, com 37 anos, como Stephanie Lourenço lida com a própria vaidade e com a cobrança da sociedade?
SL -
 Gostaria de lidar melhor com isso. Ainda sou muito crítica com minha autoimagem, assim como muitas pessoas, principalmente mulheres da minha geração. Às vezes acho fútil, mas entendo que o buraco é muito mais embaixo. Trabalho diariamente para ser mais desapegada com a minha aparência, mas sei que isso é resultado de anos de revistas que depreciavam a nossa imagem e de um trabalho que me exigia estar sempre em um padrão quase inalcançável.

CE - Depois de sair do grupo, você passou a se dedicar a estudar teatro e tem já vários filmes e peças no currículo. Em que momento se descobriu interessada em atuar? 
SL -
 Sempre quis ser atriz, desde muito pequena, mas me apaixonei pela idealização da profissão. Com o tempo fui descobrindo o que realmente significa o trabalho. E conforme eu fui estudando e trabalhando, ser atriz se tornou muito mais atrativo do que aquela ideia superficial e vaidosa que eu tinha.

CE - Além de atuar, você produziu e dirigiu um curta e está no processo para seu segundo trabalho atrás das câmeras. Como escolhe seus projetos? Pensa em investir mais na carreira de diretora?
SL -
 Em ambos os trabalhos também fiz/farei parte como atriz. Isso vem de uma necessidade do mercado de produzir seus próprios projetos. Mas também de uma necessidade criativa de se expressar ali naquela obra, por menor que seja, deixar a sua marca, a sua mensagem. Escolho no momento o que está mais próximo a mim, já que os dois filmes são autoficção. Mas gostaria de me arriscar mais em territórios talvez não tão familiares. E sim, quero me aventurar mais vezes no roteiro e direção.

Capa B+: Entrevista exclusiva com a ex-paquita Stephanie Lourenço - Divulgação

CE - Em paralelo à carreira artística, você é ativista ambiental e já trabalhou em ONGs animais. Como começou essa sua paixão e como você tem se dedicado à causa atualmente?
SL -
 Eu sempre amei animais, mas comia carne. Até que um dia eu assisti na internet um filme chamado “Terráqueos” e outros vídeos que denunciavam não só a pecuária, como a indústria farmacêutica, cosmética, da moda e entretenimento. Aquilo virou uma chave em mim.

No dia seguinte, acordei vegetariana e uma semana depois estava trabalhando em uma ONG de direitos animais e com o tempo me tornei vegana. Depois fui trabalhar em uma agência de notícias de direitos animais. “Emílio”, o primeiro curta que idealizei, retrata uma relação de amizade entre uma mulher e um chimpanzé que mora em um santuário que resgata primatas vítimas de circos e zoológicos. Seria incrível produzir mais obras que juntem a minha paixão pelo audiovisual e os direitos animais. Sinto que assim poderia contribuir para a causa.

CE - Quais os sonhos de Stephanie Lourenço?
SL -
 Profissionalmente sonho em trabalhar fora do Brasil, além de me consolidar como atriz também no meu país. Fora isso, sonho em viajar e ter muitos bichos resgatados.  

CE - E depois do sucesso do documentário “Para sempre paquitas”, já tem algo novo a caminho?
SL - 
Agora estou envolvida neste curta autoral que vou dirigir e roteirizar, além de atuar. É a adaptação para o cinema de um texto que escrevi e apresentei no teatro na peça “O que meu corpo nu te conta?” que aborda a dependência em remédios prescritivos. Quero produzir teatro voltado para a comunidade LGBT (principalmente pessoas lésbicas e bissexuais) e também pretendo me aventurar como atriz fora do Brasil.

“Foi uma aventura realizar um sonho de criança que foi trabalhar ao lado da Xuxa e fazer parte desse universo” - Divulgação

 

 Stephanie Lourenço - Foto: Muraca

 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

"Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos"

20/09/2026 15h12

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV Foto: Divulgação

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Gustavo Falcão é um dos destaques do filme ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’, que estreou no dia 22 de julho na Netflix. Dando vida a Heitor, melhor amigo de Marcos Matsunaga, ele mergulhou na complexidade emocional de seu personagem, um homem que caminha entre as sombras e a luz. Ele revela: “Heitor é um personagem que representa uma área cinzenta.

O maior desafio foi retratar seu lado animalesco e instintivo, mantendo sua humanidade. Ele é perigoso e sedutor, sempre observando ao seu redor, pronto para capturar novas oportunidades. É esse estranhamento que eu busquei transmitir ao público”.

Além do filme, Gustavo também está presente na nova adaptação de 'Ben Hur', que estreia em outubro na Univer, e em seguida na RecordTV. Nela interpreta Élio, o governador romano da Judeia. "Élio é extremamente hedonista e adora o poder. Ele é um político habilidoso, que sabe que a roda da política gira rapidamente, e esse conhecimento o torna ainda mais astuto e perigoso", comenta.

Ele descreve seu personagem como alguém que tem prazer em explorar os meandros do poder e que, por isso, se destaca em meio ao ambiente de tensões entre romanos e judeus. "A liberdade criativa que tive nesta produção foi uma experiência deliciosa, permitindo-me dar vida a um personagem sarcástico e multifacetado."

Natural de Recife, Falcão destaca a importância de sua terra natal em sua trajetória. "Cresci em um ambiente cultural rico, onde artistas como Ariano Suassuna e Francisco Brennand foram grandes influências. A cena artística pernambucana me moldou e me deu as bases para a carreira que tenho hoje", afirma. Ele começou sua trajetória profissional em 1995, com a peça "Os Biombos", de Jean Genet, dirigida por Antonio Cadengue. "Esse foi meu primeiro contato com o palco e uma experiência transformadora", relembra.

Com 31 anos de carreira, ele continua conectado com sua comunidade e está atualmente desenvolvendo um projeto especial lá. "Estou trabalhando na adaptação para o cinema da vida do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com meu irmão e a REC Produtores", compartilha. "Queremos filmar grande parte da história no Recife, trazendo à tona não só a figura de Cícero, mas também a riqueza cultural da nossa cidade", enfatiza.

Em novelas o ator de 50 anos deixou sua marca como Faísca em "As Filhas da Mãe", onde encarnou um surdo mudo com uma sensibilidade própria, além de interpretar Jonas em "Cobras & Lagartos", um jovem dividido entre a religiosidade e a malandragem de sua família. "Ambos os papéis exigiram um equilíbrio delicado entre drama e humor, e me permitiram explorar áreas muito diferentes da atuação", destacou.

Gustavo também é um diretor ativo, tendo liderado montagens como "Partiu 90!" e a remontagem de "A Máquina". "Dirigir essas peças foi um processo enriquecedor que ampliou minha visão sobre a atuação e a colaboração entre os elencos", enfatiza ele. Além disso, dirigiu e roteirizo o curta metragem ‘30 Moedas’ ao lado de Marcos Arzua Barbosa, a produção narra um embate no meio do mar entre dois personagens de classes sociais distintas e orientações ideológicas deformadas pela corrupção política, religiosa e social sistêmica dos tempos atuais.

"Criar um ambiente onde a arte possa florescer e impactar a vida das pessoas é uma missão que me motiva profundamente", completa.

Gustavo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno, ele fala sobre papéis, carreira e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabí Souza - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você tem 31 anos de carreira, como você vê sua trajetória até agora?
GF - 
Vejo minha trajetória profissional repleta de realizações, mas também olho em frente. Ao mesmo tempo, penso no passado e também no futuro. Percebo que construí uma carreira sólida e realizei trabalhos diversos e muito especiais em tantas frente, mais de uma centena de projetos em cinema, teatro, tv, audiolivros, arte e educação, atuando, produzindo, dirigindo, dando aulas e oficinas - mas também miro o que ainda desejo fazer.

Depois de tanto tempo de estrada - e o percurso de um artista é inevitavelmente dinâmico, repleto altos e baixos, de recomeços e redescobertas - tenho muita consciência do que já fiz e vivi, mas também do que ainda quero viver e fazer.

CE - Além de atuar em diferentes frentes do audiovisual, você tem um trabalho junto ao Lunático. Pode falar mais dele?
GF -
 O Lunático é um espaço cultural que fundei no Rio em 2007 com minha companheira e parceira Juliana Féres, dedicado ao ensino e difusão das mais diversas manifestações culturais, em vários formatos - cursos, oficinas, exposições, palestras, mostras, espetáculos…

Hoje estamos em 17 instituições de ensino do Rio de Janeiro com aulas de circo, tecido acrobático, cinema, teatro, stop Motion. É gratificante compartilhar continuamente vivências artísticas com quase trezentas crianças e adolescentes e promover a transformação que a arte provoca na vida delas.

CE - Fala mais sobre o seu personagem em 'Ben hur'?
GF -
 Élio é o governador romano da região que compreende a Judéia, cuja capital é Antioquia, uma das maiores cidades do Império Romano no oriente naquele tempo (séc. I). Devido às agitações provocadas pela resistência dos judeus, que não aceitam se submeter às regras de Roma - especialmente as religiosas - Élio se transfere para Jerusalém a fim de acompanhar mais de perto a questão.

Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos. A relação com Pôncio Pilatos, funcionário do império responsável pela região da Judeia, por exemplo, se sustenta em uma tensão constante de colaboração e rivalidade.

Élio é estratégico, astuto e gosta de ser sarcástico. Gosta de submeter seus antagonistas, gosta de levar vantagem e se dar bem em tudo que faz. Gosta também de aproveitar ao máximo os prazeres, inclusive os carnais, que advém de sua posição. 

CE - Você também estará em 'Lá na minha terra', próxima trama das 18h. O que pode falar do seu personagem (sem dar spoilers).
GF -
 Ainda não posso revelar muito, mas aqui vai uma breve apresentação: Josias é um dos vilões da trama de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman. Comparsa de Celestina (Lilia Cabral), inicia na novela trabalhando no Jóquei paulistano, onde conhece Ismalia (Camila Morgado). Nascido em São Paulo, sempre teve de se virar pra sobreviver, nem sempre de forma lícita ou legal. 

CE - Você também teve um personagem no filme sobre Elize Matsunaga que estreou na Netflix em julho. Como foi a recepção do público a sua participação?
GF -
 Foi surpreendente a resposta de público ao meu personagem e ao filme. Sabia do potencial pelos apelos da história, o projeto tinha uma equipe e elenco incríveis e a havia uma boa expectativa. O filme ficou incrível, mas ainda assim fiquei surpreso.

O sucesso foi gigantesco. O longa ficou 3 semanas no primeiro lugar como filme mais assistido no mundo inteiro em língua não inglesa dentro da Netflix. A repercussão em torno de meu trabalho foi muito positiva, e fiquei feliz com isso, já que busquei construir um personagem complexo - denso, torpe e com um humor perverso. 

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Record TV - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - O teatro tem um papel bem importante na sua carreira. O que você destaca nesses anos?
GF -
 O teatro é fundamental pra mim. Preciso voltar a ele sempre. É o começo de tudo, e é também recomeço, me nutre de uma forma muito particular. Não dá pra ficar muito tempo longe. Ano passado tive a felicidade de fazer dois espetáculos, e completamente distintos: ‘O Pequeno Circo de Mediocridades’, uma crítica ácida à mesquinhez humana, e o ‘De Perto Ninguém é Normal’, uma comédia divertidíssima inspirado no clássico cinematográfico Arsênico e Alfazema.

CE - Além disso, você também tem uma ligação muito forte com sua terra natal e vai produzir projetos lá. O que pode adiantar deles?
GF -
 Estou o tempo inteiro pensando em maneiras de realizar projetos no Recife e em Pernambuco. No momento estou desenvolvendo um projeto sobre episódios da vida extraordinária do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com uma produtora pernambucana. Espero que possamos produzir o filme nos próximos anos.

CE - Como você vê esse ano de 2026 na sua carreira?
GF - 
Este tem sido um ano de muito movimento. Filmei a série ‘Ben Hur’, estou começando a novela ‘Lá na minha Terra’, lancei o audiolivro ‘Odisseia’ pela Cia das Letras, participei de uma mesa da FLIP como convidado pela primeira vez, dirigi diversas práticas de montagem, além da coordenação do projeto com o Lunático, meu espaço cultural, que segue em expansão.

CE - Você menciona a importância do longa 'Arido Movie' na sua carreira e como ele te levou para diferentes públicos. Pode falar mais dessa experiência?
GF - 
O ‘Arido Movie’ foi minha primeira experiência em longa-metragem, que rodamos em 2003. Então foi algo especial em minha vida e um marco em minha carreira. Até ali só tinha feito em cinema alguns curtas e tinha experiência em TV, com a novela As Filhas da Mãe, da Globo, de 2001. O Arido foi marcante, era um roteiro sensacional, primorosamente bem dirigido por Lírio Ferreira, com um super elenco.  

CE - Com tantos novos trabalhos chegando no final de 2026, o que você espera de 2027?
GF -
 Espero que 2027 seja um ano de ainda mais trabalho e que a gente siga com o crescimento do setor cultural, tanto em termos das políticas públicas quanto da conexão do público brasileiro com a arte que fazemos no Brasil. É para e pelas pessoas que nos assistem que fazemos o que fazemos e a arte é uma forma de um povo construir sua identidade, se conhecer e entender melhor, como indivíduo e em sua coletividade.

 

Dança Correio B+

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico.

20/09/2026 14h30

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo Foto: Sergio Bemfica

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Escola que transformou o ballet adulto em espaço de arte, acolhimento e realização celebra uma década de história com apresentação nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro.

Há dez anos, o BLA – Ballet Livre Adulto nasceu com uma proposta que ia muito além dos passos, das posições e da técnica do ballet clássico: mostrar que não existe idade para dançar, aprender, se desafiar e realizar sonhos.

Ao longo de uma década, o BLA que tem como sócias a bailarina, professora e coreógrafa Márcia Ylana, e as bailarinas Thais Natale e Larissa Santo André que construíram uma trajetória marcada pela paixão pela dança, pelo incentivo de bailarinos adultos e, principalmente, pela criação de um ambiente em que diferentes histórias se encontram em torno de um mesmo propósito: viver a experiência do ballet de maneira plena e transformadora.

Para celebrar seus 10 anos de existência, o BLA leva ao palco o clássico La Esmeralda e Divertissement, espetáculos que serão apresentados nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo.

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico. A história de amor, paixão, conflitos e preconceitos envolvendo a jovem Esmeralda ganha vida no palco por meio da dança, da música e da interpretação.

A montagem representa também um momento especial para os bailarinos do BLA.
Para um grupo formado por adultos, muitos dos quais retomaram a dança após anos de afastamento ou iniciaram a prática já na vida adulta, estar em cena em uma obra clássica de grande porte representa a realização de um sonho que, por muito tempo, pareceu distante

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloAs sócias do BLA – Thais Natale – Márcia Ylana e Larissa Santo André – Foto: Sérgio Bemfica

“O BLA nasceu para mostrar que o ballet não precisa ter idade. Cada pessoa chega com uma história, um sonho e um motivo diferente para dançar. Ao longo desses dez anos, fomos construindo uma família através da dança e provando que sempre é tempo de começar, recomeçar e se permitir viver o palco”, destaca a direção do Ballet Livre Adulto.

Mais do que uma celebração, os dez anos do BLA representam uma trajetória de dedicação, amizade, superação e amor pela dança. O grupo se tornou um espaço de encontro para pessoas que encontraram no ballet uma nova forma de expressão e também uma maneira de se reconectar consigo mesmas.

A escolha de La Esmeralda para marcar essa data especial reforça a essência do projeto que nasceu há 10 anos, sendo o primeiro espetáculo da escola a subir no palco, que agora vem com nova roupagem, elenco, maturidade e as três sócias do BLA: Márcia Ylana, Larissa Santo André e Thaís Natale que estarão entre as oito Esmeraldas do espetáculo.
  
Uma nova oportunidade para unir a tradição do ballet clássico à realidade e à potência dos bailarinos adultos.

Em cena, técnica, emoção e histórias de vida que se encontram para celebrar uma década de BLA e reafirmar uma mensagem que acompanha o grupo desde sua criação: dançar é também realizar sonhos — em qualquer idade.

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloBallet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo - Foto: Sergio Bemfica

SERVIÇO

BLA – Ballet Livre Adulto | 10 anos

Espetáculo: La Esmeralda (sábado) e Divertissement (domingo)

26/09 – 19h e 27/09 – 17h30

Teatro Ítalo-Brasileiro – São Paulo (SP)

BLA – Ballet Livre Adulto

Ingressos à venda: https://ingresso-master.com/70/la-esmeralda-divertissement-spazio-italia/



 

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