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Capa B+: Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora da TV Bandeirantes Pâmela Lucciola

"Estou muito feliz de poder voltar ao Melhor da Noite, programa que me abriu portas em rede nacional desde a minha primeira participação em 2023".

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Com uma carreira marcada por autenticidade, empatia e compromisso com uma televisão plural, Pâmela Lucciola vem se consolidando como uma das comunicadoras mais relevantes da TV brasileira. Natural de Itabuna (BA), a jornalista iniciou sua trajetória na TVE Bahia, onde apresentou o programa TVE Revista, e criou uma conexão genuína com o público.

Em 2018, assumiu o Band Mulher, primeiro programa da TV aberta nordestina dedicado às mulheres, tornando-se também sócia da atração e responsável pelo conteúdo. Durante essa fase, valorizou a diversidade, os direitos femininos e a construção de um espaço relevante para vozes historicamente silenciadas.

Atualmente, Pamela segue à frente do Melhor da Noite na Band, experiência que reforça sua presença nacional e permite ampliar sua comunicação, combinando jornalismo de qualidade com conteúdos de entretenimento e cultura. Sobre essa fase, ela comenta:  _"Estou muito feliz de poder desenvolver projetos que conectem jornalismo, entretenimento e diversidade cultural, sempre com um olhar empático e próximo do público."_

Além do trabalho na TV, Pamela mantém engajamento em cultura, moda e representatividade. Recentemente, lançou sua segunda collab com a marca baiana Boah, integrando comunicação e moda como formas de expressão. Também apresenta o Band Folia, levando o Carnaval da Bahia para todo o país, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura nordestina.

Sobre ser referência como mulher nordestina na televisão, ela destaca: _"Não sinto peso, mas sim responsabilidade. Saber que minha trajetória pode abrir portas para outras pessoas me motiva a dar o meu melhor todos os dias."_

Com presença firme e escuta generosa, Pâmela Lucciola segue redefinindo o significado de comunicar na televisão brasileira, consolidando uma trajetória marcada por relevância, autenticidade e protagonismo.

A jornalista e apresentadra Pâmela Lucciola é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Cadernos ela fala sobre carreira, representatividade e estar em rede nacional na TV Bandeirantes.

A jornalista e apresentadora Pâmela Lucciola é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Duda Portella - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Pâmela, você tem uma trajetória sólida na TV e agora assume o comando do “Melhor da Noite”. Como tem sido esse momento de transição e o que o público pode esperar dessa nova fase?
PL -
 Estou muito feliz de poder voltar ao Melhor da Noite, programa que me abriu portas em rede nacional desde a minha primeira participação em 2023, agora como titular na apresentação junto ao Felipeh Campos e todo elenco. O momento tem sido de tirar as ideias do papel e colocar em produção, estamos preparando um programa que seja interessante para o público na faixa horária noturna, com jornalismo de qualidade, que é o forte da Band, misturado ao entretenimento comprometido com a diversidade cultural do nosso país. 

CE - Você foi a primeira mulher nordestina a comandar um programa diário em rede nacional na Band. Que peso e responsabilidade esse marco carrega pra você? 
PL -
 Não sinto peso, mas sim a responsabilidade, pq sei que de onde eu vim tem muitos outros profissionais capacitados e talentosos em busca dessa mesma oportunidade que vivo: de mostrar meu trabalho para todo Brasil. Isso me estimula a dar o meu melhor, pq sei que a minha atuação e presença podem abrir portas pra outras pessoas! 

CE - Sua comunicação é marcada por empatia e escuta. Como você enxerga o papel da televisão — especialmente a ao vivo — nesse momento em que o público busca mais conexão e verdade?
PL -
 Fico feliz que chegue para o público uma comunicação que sim, eu escolhi fazer com empatia e escuta. Afinal são escolhas, desde a forma que você conduz uma entrevista ou faz um comentário, que comunicam essa verdade e a conexão que todos nós buscamos. Quero falar de questões reais que afetam a vida dos brasileiros de forma leve mas que também provoque o pensamento do público. Acho que em tempos de IA, a busca é pelo toque de sensibilidade que pode transformar a vida das pessoas. 

CE - Vindo do jornalismo, como foi encontrar seu próprio tom como apresentadora e, ao mesmo tempo, preservar essa essência de repórter curiosa e observadora?
PL -
 Eu venho e não saio do jornalismo, mas desde sempre estive mais por dentro do jornalismo cultural e do entretenimento comprometido com a qualidade da informação. Acho que o perfil do apresentador é definido pela própria personalidade da pessoa, afinal não somos atores, não estou ali representando. Sempre fui curiosa, observadora, questionadora, e são essas características que me movem na minha profissão. 

CE - Você começou sua trajetória na TVE Bahia e depois foi sócia e apresentadora do “Band Mulher”. O que aprendeu nesses projetos regionais que leva até hoje pra rede nacional?
PL -
 Na TVE aprendi a valorizar a nossa cultura e nossa diversidade. Moramos em um país com dimensões continentais, não dá pra achar que São Paulo e Rio são os únicos parâmetros. No Band Mulher aprendi a usar a comunicação e o espaço na tv aberta para munir mulheres com informações importantes no combate à violência de gênero e educar homens a quebrar padrões machistas que também trazem para eles diversos prejuízos. 

CE - Nos seus programas, a presença feminina sempre foi um pilar forte. Como você enxerga o avanço — e os desafios — da mulher na comunicação brasileira?
PL -
 Acho que já avançamos bastante mas o caminho ainda é longo. Temos que ter cuidado com as armadilhas que nos fazem retroceder, principalmente quando querem nos fazer acreditar que só tem espaço pra uma por vez, incitando a rivalidade feminina. Se somos um país constituído majoritariamente por mulheres, nada mais justo que também sejam nós mulheres contando nossas histórias. 

A jornalista e apresentadora Pâmela Lucciola é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Duda Portella - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - A representatividade nordestina sempre esteve muito presente na sua trajetória. O que significa, pra você, ocupar esse espaço e levar um sotaque e uma visão de mundo pro horário nobre?
PL -
 Significa muito! Perdemos muito tempo exigindo um sotaque “neutro” para comunicar em um país que tem uma diversidade de chiados, formas de falar, expressões, gírias… pq reduzir tudo isso a uma coisa? A gente cresce com a diversidade e ganha com uma tv que gera identificação e aproxima o público. Como dizia o grande Ariano Suassuna, não troco meu “oxente” pelo “ok” de ninguém. 

CE - Além da TV, você acabou de lançar sua segunda collab com a marca baiana Boah. Como nasceu essa parceria e de que forma moda e comunicação se conectam na sua vida?
PL -
 Eu sou da comunicação e a moda é uma ferramenta forte que também comunica. A roupa que você usa na tv para apresentar um programa já passa uma mensagem mesmo que você ainda não tenha falado nada. Notei muito cedo que queria unir as duas coisas e que usaria a moda como expressão da minha personalidade. A oportunidade de criar com marcas autorais é maravilhosa, é meu momento de brincar de estilista, e fico muito feliz que as coleções que já lancei em collab tenham sido muito bem aceitas! 

CE - Você fala bastante sobre saúde mental, propósito e autenticidade. Como mantém o equilíbrio em meio à rotina intensa da televisão e das redes sociais?
PL - 
Olha, eu tento manter o equilibro, como a maior parte das pessoas, as vezes é possível, as vezes não. E não tem segredo, é atividade física, boa alimentação, boas noites de sono e cuidados com a exposição demasiada na internet. 

CE - Na sua visão, o que diferencia a televisão feita no Nordeste da produção de outros grandes centros, como São Paulo e Rio?
PL -
 A diferença maior está em menos investimento nas regiões fora dos grandes centros, o que implica em produções mais reduzida. Gente com talento e capacidade para fazer tem espalhado por todo Brasil, é o dinheiro que fica concentrado e que nos obriga a sair, muitas vezes, das nossas cidades em busca de passos maiores nas grandes metrópoles. 

CE - Como é dividir a vida com alguém que também vive a arte, como o Russo Passapusso? Essa troca criativa influencia sua forma de comunicar?
PL -
 Nós brincamos que ele é um cantor que queria ser jornalista e eu uma jornalista que queria ser cantora. Rs. Nos completamos em muitos quesitos mas também provocamos um no outro inquietudes necessárias nas nossas profissões. 

CE - Olhando pra frente, que tipo de projeto ainda te desafia? Existe algo que você ainda queira experimentar dentro ou fora da TV?
PL - 
Tenho muitos planos e olhando lá na frente meus olhos e coração apontam para um programa onde o Brasil se sinta representado em toda sua diversidade.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

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25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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