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Capa B+: Entrevista exclusiva com o Chef e empresário Franco Ravioli que estreia novo quadro na TV

"Vou ter um quadro no programa 'Cultura e Design' que se chama 'Sabor e Design' na TV Cultura".

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Na semana em que comemoramos o Dia da Pizza, o Correio B+ conversou com o empresário e Chef dono do título de melhor pizza de São Paulo, Franco Ravioli.

Franco é formado em economia e no ano de 1986, após sair do Banco Francês e Brasileiro lançou a famosa Pizza Bros. na rua Oscar Freire que em pouco tempo se tornou um grande case de sucesso, na verdade foi o seu primeiro endereço gastronômico.

"Trabalhei com 16 anos na fábrica do meu pai por um ano. Depois, já na faculdade de economia, comecei  a estagiar por bancos e meu último trabalho antes de abrir a Pizza Bros foi no Banco Francês e Brasileiro. Dali fui aconselhado pelo meu chefe a abrir um negócio próprio, pois ele dizia que eu não servia pra trabalhar em grupo, e que eu teria que comandar e não ser comandado. Foi então que abri junto a três sócios meu primeiro negócio na Rua Oscar Freire. O local era tão pequeno que não cabia os quatro sócios dentro da pizzaria. Era uma pizzaria para viagem. Em 1986 não se falava em "delivery" no Brasil", relembra ele que logo após inaugurou sete casas com o mesmo nome.

Há 38 anos no mercado de restaurantes e consultorias, o Chef "formado na família" com receitas clássicas e com raízes Toscanas foi convidado a participar da construção e lançamento como consultor do restaurante Foglia Forneria. Foglia ganhou o prêmio de Melhor Pizza de São Paulo pela Comer e Beber, da Veja São Paulo em 2022/2023.

"Pensar que entre 10.000 locais entre pizzarias, fornerias e restaurante que fazem pizzas, ganhar este prêmio máximo, foi sem dúvida muito importante pra mim. Após 36 anos no mercado de pizzaria e bater na trave algumas vezes, isso vai ficar pra sempre marcado na minha vida profissional", conta Franco.

A comunicação também encanta esse economista/Chef que estreia na renomada TV Cultura um quadro no programa 'Cultura e Design' o 'Sabor do Design'.
 
"Fui convidado a participar de um programa onde tenho um quadro que irá para o ar em breve. Será a 4a temporada na TV Cultura. O programa se chama Cultura e Design e meu quadro se chama Sabor do Design onde cozinho e conto minhas histórias junto a gastronomia. Falo de como a gastronomia está inserida na minha vida e como ela está inserida de modo geral na vida das pessoas", conta ele.

Franco também é membro da Fic Brasile, Federação Italiana de Cozinheiros e Chef Consultor do Foglia Forneria grande sucesso gastronômico na capital paulista.

Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, o Chef conversou com o nosso Caderno, e falou sobre a comemoração do Dia da Pizza essa semana (dia 10 de julho), carreira, segredos da melhor pizza de São Paulo, do filho Lorenzo que participou do Masterchef  e sua estreia na TV Cultura com fotos e making of assinados pelo fotógrafo Glauco Epov.

O Chef e empresário Franco Ravioli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Glauco Epov - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves

CE - Como você se apaixonou pela gastronomia, são 38 anos, certo?
FR - 
Sim. Aliás, um pouco mais. Em casa são 54 anos. Profissionalmente 38. Nasci em uma família apaixonada pela cozinha. Desde pequeno os encontros sempre passaram pela cozinha e todos irmãos sempre foram "escalados" para ajudar na preparação dos pratos. Eu, caçula, sempre gostei de ajudar e logo comecei ir para o fogão. 

CE - Antes de trabalhar na área pensou em fazer outra coisa?
FR - 
Sim. Trabalhei com 16 anos na fábrica do meu pai por um ano. Depois, já na faculdade de economia, comecei  a estagiar por bancos e meu último trabalho antes de abrir a Pizza Bros foi no Banco Francês e Brasileiro.

Dali fui aconselhado pelo meu chefe a abrir um negócio próprio, pois ele dizia que eu não servia pra trabalhar em grupo, e que eu teria que comandar e não ser comandado. Foi então que abri junto a três sócios meu primeiro negócio na Rua Oscar Freire. O local era tão pequeno que não cabia os quatro sócios dentro da pizzaria. Era uma pizzaria para viagem. Em 1986 não se falava em "delivery" no Brasil. 

CE - Como os cases de sucesso começaram Franco?
FR - 
Depois de muita insistência em não admitir fechar a pizzaria, as pessoas começaram a se sentar nas três mesinhas que tínhamos na calçada em frente à entrada da pizzaria. Modéstia à parte a pizza era boa e o boca a boca aliado a muito trabalho, começou a movimentar e fazer sucesso. 

De três mesas passamos a seis e depois a doze mesas. Depois fizemos fila dupla e por fim dezoito mesas na calçada. Isso nos trouxe muita visibilidade e coragem para montar um outra casa, já com uma outra estrutura. 

CE - Você ganhou a melhor pizza de São Paulo, conta o segredo pra gente?
FR - 
Sim, eu e minha equipe do Foglia Forneria ganhamos em 2022 pelo júri da revista Veja e pelo júri popular também. Mas não foi fácil. Batalhei isso desde a Pizza Bros.

Eu e Lorenzo meu filho, fomos para o laboratório e após seis meses de testes chegamos em uma massa que agradou muito as pessoas. Isso foi fundamental para o sucesso da casa. O segredo é muito trabalho e persistência. 

CE - Como foi receber esse prêmio Franco?
FR - 
Realmente foi muito emocionante. Pensar que entre 10.000 locais entre pizzarias, fornerias e restaurante que fazem pizzas, ganhar este prêmio máximo, foi sem dúvida muito importante pra mim. Após 36 anos no mercado de pizzaria e bater na trave algumas vezes, isso vai ficar pra sempre marcado na minha vida profissional.

Aí que percebemos da importância dos pequenos detalhes, do capricho e do profissionalismo que temos que colocar em prática todos os dias. Mais do que o prêmio, ter a responsabilidade de agradar o paladar de cada cliente que deve sair sorrindo e satisfeito para sempre ter o desejo de retornar à Forneria. 

CE - Você é um chef apaixonado por comunicação?
FR - 
Sim! Adoro visitar cada mesa de clientes que entra na Forneria. Tenho por costume conversar e sugerir pratos. Na realidade gosto de conversar de todo e qualquer assunto com clientes e amigos que vem no Foglia. Sempre participei de programas de rádio e televisão quando convidado. Cheguei a fazer programa de rádio pelo telefone ( risos ) .   A meu ver comunicação é o caminho de tudo. 

CE - Seu filho também gosta da gastronomia?
FR - 
Lorenzo gosta muito. Sagrou-se o primeiro Masterchef Jr Brasil em 2015 e não parou mais. Sempre esteve comigo desde pequeno nas minhas casas. Ajudava onde podia. No bar, cozinha e forno. Sempre apaixonado pela cozinha. Fez seu primeiro penne al pomodoro aos 6 anos é o fogão era seu brinquedo preferido. Hoje divide comigo a consultoria e chefia do Foglia Forneria. 

CE - Como foi a sua entrada na TV? E como é o seu quadro na Cultura?
FR - 
Fui convidado a participar de um programa onde tenho um quadro que irá para o ar em breve. Será a 4a temporada na TV Cultura.

O programa se chama Cultura e Design e meu quadro se chama Sabor do Design onde cozinho e conto minhas histórias junto a gastronomia. Falo de como a gastronomia está inserida na minha vida e como ela está inserida de modo geral na vida das pessoas. Cozinho e faço pratos de família e infância. Me divirto muito e o público gosta de participar pois percebe que o que cozinho é factível e interessante para s diversão e alimentação de todos. Esse projeto deverá crescer e tomar outros caminhos pelo Brasil. 

CE - Como é uma massa perfeita para o Franco?
FR - 
A massa perfeita não existe. O que temos que fazer é o mais proveitoso possível. Sempre digo que nós brasileiros entendemos muito de cozinha e por consequência do paladar. Somos um país de gosto especial apesar das carências e distâncias.

Sabemos o que é bom e o que nos conforta. Porém, a massa tem que ser "al dente" e fresca. Produzida no mesmo dia. Os molhos devem ser leves e de raiz, com produtos de primeira linha. Isso já garantirá uma boa performance no resultado do prato finalizado. 

CE - O que o Franco gosta de comer? Pizza?
FR - 
Muita pizza! De manhã, tarde e noite. Saída do forno, fria ou mesmo gelada! E no Brasil temos diversas pizzas boas. Gosto também de panini (sanduíches típicos italianos) com pães produzidos na Forneria. Aliás, meu processo de criação vem da composição de um bom panino. Dali tiro ideias para novas coberturas de pizza. Mas curto todo tipo de comida. Acho que o equilíbrio de temperos pode definir um prato como bom ou ruim. 

CE - Qual o segredo de sucesso do Foglia?
FR - 
Boas receitas, aquelas que agrada à todos aliado a uma casa aconchegante onde o cliente se sinta em casa tanto com a escolha de um bom prato ou uma boa pizza, e a beleza de uma casa que lembra uma sala de almoço ou jantar.

Tudo isso se funde em três ambientes deliciosos. Um Deck charmoso, um salão bem decorado e um mezanino para pequenas festas com uma super adega. Nós nos preocupamos com todos. Não há uma idade específica no Foglia. Lá todo mundo tem que se sentir bem! 

CE - Como será o Dia da Pizza?
FR - 
Muito animado! Teremos lançamento de 4 pizzas diferentes. Na verdade será a Semana da Pizza! De 08 a 14 de Julho. Os clientes e amigos receberão cortesia (surpresa) nestes dias. Uma verdadeira Festa! 

CE - Qual a sua maior inspiração?
FR - 
Tenho várias! Filhos, família, desejo de crescer e me aventurar! Porém, sempre é e será ver as pessoas tendo o prazer de comer e beber em meu restaurante! Isso pra mim é fantástico! Sinto realmente muito prazer e vontade de criar mais sabores, cores e perfumes dentro da gastronomia!
 

 

 

 

 

 

 

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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