Correio B

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

CG=HQ

Novos lançamentos, premiações e destaques em eventos de peso põem no mapa o trabalho de quadrinistas de Campo Grande, que, cada vez mais, apuram suas graphic novels com temáticas locais, desde a geografia natural à urbe caótica

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Você já ouviu falar em Dudu Azevedo ou em Fabio Quill? Os dois autores integram o pelotão de frente da produção contemporânea de histórias em quadrinhos na Capital. E ambos estão cheios de novidades para o mês de maio.

Vencedor do 1º Prêmio Ipê de Literatura, com a HQ “Sonhos Selvagens”, Azevedo estará com o novo trabalho na Feira Motim, em Brasília, neste fim de semana (6 e 7 de maio), ao lado de mais de 100 autores de vários estados do país.

Fabio Quill lança a graphic novel, também inédita, “A Ausente Ordem das Coisas”, premiada pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC/MS), no dia 10, no Sesc Cultura.

E não são apenas os prêmios e um reconhecimento que, pelo menos entre os entendidos na arte sequencial dos quadrinhos, já vai bem além das fronteiras sul-mato-grossenses. Eles também trazem algo mais em comum no combustível criativo com que preenchem as páginas dos álbuns.

Os quadrinistas vêm apurando, com afinco e inventividade, as tramas e os traços de seus trabalhos recentes a partir de temáticas locais, seja pela geografia natural ou por um viés mais relacionado aos desvãos simbólicos e existenciais, embora não somente, da urbe caótica e errática. 

COISAS DO QUILL

Um mundo fantástico se apresenta no lançamento do artista visual, escritor e muralista Fabio Quill. Em “A Ausente Ordem das Coisas”, um grafiteiro é engolido por uma mulher enquanto colore os muros da cidade.

A partir disso, uma sequência de acontecimentos o conduz a um universo surreal onde lendas preparam-se para um iminente conflito, mesclando as mais variadas referências da cultura pop, das mitologias antigas e até mesmo de Mato Grosso do Sul.

Em uma obra repleta de metáforas, Quill leva o leitor a uma viagem por um mundo fantástico onde tudo acontece de forma rápida, intensa e com riqueza visual, graças ao traço original do autor.

A história acontece em três atos – “Sentidos”, “Advento” e “Contemplação” – e, por vezes, chama atenção do leitor ao apresentar situações e personagens familiares.

“Este livro, assim como o nosso imaginário, é composto de referências, arquétipos e influências. Essas diversas facetas que nos compõem e nos atravessam são sempre próximas, familiares, como quem a gente ama, o que gostamos de ler, ouvir, assistir, consumir, e também aquilo que se faz presente mesmo sem a gente querer”, explica.

Esses elementos, que parecem familiares e que fazem parte do imaginário coletivo, podem ser percebidos principalmente pelo público sul-mato-grossense. Apesar de ser paulistano, Quill mora em Campo Grande desde 2017 e se inspira em elementos da cultura regional também para essa nova história.

As árvores do Cerrado e a guavira estão ali, junto de elementos da cultura pop, e a lenda urbana da Bruxa da Sapolândia, que aterrorizou gerações de crianças campo-grandenses de 1970 a 1990, também inspira uma personagem que promete estremecer o leitor.

AVUÁ 

A HQ “A Ausente Ordem das Coisas” é o primeiro trabalho da Avuá Edições, um selo editorial criado para potencializar a produção literária sul-mato-grossense e idealizado por Fabio Quill e pela preparadora de texto Mayara Dempsey.

O prefácio leva a assinatura do escritor Henrique Komatsu, que já foi parceiro de Quill em trabalhos anteriores e foi indicado ao prêmio Jabuti em 2021, com o livro de contos “Ototo”.

A obra será lançada no dia 10, no Sesc Cultura, às 19h, com bate-papo com os envolvidos na produção do livro. A mediação fica por conta do jornalista Daniel Rockenbach, organizador do grupo de leitura Vórtice Literário. 

O lançamento é aberto ao público, e “A Ausente Ordem das Coisas” estará à venda durante o evento, além de outras publicações de Fabio Quill.

ACESSO

“A Ausente Ordem das Coisas” é um projeto incentivado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC/MS), e 210 cópias serão distribuídas a professores e a bibliotecas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. 

“Acreditamos que essa é uma maneira de democratizar o acesso à literatura para todos e também de valorizar as histórias em quadrinhos como boas opções de leitura, uma vez que esse é um gênero importante e tão presente na vida das pessoas”, pontua Quill.

A HQ está em pré-venda pelo site catarse.me/a_ausente_ordem_das_coisas_, no qual é possível encontrar ainda outras obras de Fabio Quill, como “Janela da Alma”, “Onírica”, “Amálgama” e “A Casa Baís”. 

Essas últimas renderam ao artista indicações ao Prêmio HQMIX, um dos mais importantes do quadrinho nacional, em 2020 e em 2022, chegando a ser finalista. “A Ausente Ordem…” tem 120 páginas em cores e capa em brochura.

SONHOS DO DUDU

Se você já deixou algum sonho para trás por conta da rotina, a história em quadrinhos 
“Sonhos Selvagens” pode ser uma boa opção de leitura. Escrita e ilustrada por Dudu Azevedo, traz um encontro entre o quati Simão, o lobo-guará Tobias e a pomba-asa-branca Joana, que receberam características humanas ao ganharem vida por meio do traço do artista.

A história narra uma noite em que os três amigos decidem se encontrar, depois de Joana passar um ano fora da cidade. Em uma conversa longa que só uma amizade verdadeira consegue proporcionar, eles compartilham experiências de vida de quem está passando pela fase dos trinta e poucos anos e precisa lidar com as demandas da vida adulta.

Entre os temas discutidos estão o mal estar do fim da juventude e a repressão que o mercado de trabalho traz, com o abandono de sonhos, sobretudo para quem sempre planejou trabalhar com arte, como eles.

“Sonhos Selvagens”: a história de um trio de amigos na busca por seus caminhos possíveis

No tempo em que se passa a história de “Sonhos Selvagens”, a nova HQ do quadrinista Dudu Azevedo, o quati Simão, o lobo-guará Tobias e a pomba-asa-branca Joana têm empregos formais. Mas Simão sonhava em ser desenhista, Tobias é um músico frustrado e Joana é uma pintora que teve de deixar as telas de lado para trabalhar em uma agência de publicidade.

Ambientada em Campo Grande, a HQ começa com o desenho de um outdoor onde está estampada a frase “Campo Grande, a cidade do tamanho de seus sonhos”, uma provocação que conduz a conversa dos amigos e que até o fim da noite pode salvar suas almas.

O local do encontro é um prédio residencial antigo na Avenida Afonso Pena, o coração da capital sul-mato-grossense.

“Embora os personagens estejam física e temporalmente confinados ao prédio na avenida, a história nos leva também pelos caminhos da imaginação e das memórias dos personagens, criando uma diversidade de cenários e composições visuais que dão ritmo ao diálogo”, explica Dudu.

“Sonhos Selvagens”, segundo o autor, é uma história sobre a sensação de encurralamento, mas, principalmente, sobre como a imaginação, a capacidade de sonhar e o olhar transformador são as chaves para a construção de caminhos possíveis em espaços que parecem não ter saída.

PRÊMIO E MOTIM

A graphic novel chega aos leitores já com um ótimo incentivo à leitura: ela foi a vencedora do 1º Prêmio Ipê de Literatura, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur). “Ter um quadrinho como principal premiado mostra como esse gênero está crescendo e merece cada vez mais destaque no estado”, pontua Dudu Azevedo.

Durante neste fim de semana, nos dias 6 e 7, “Sonhos Selvagens” estará na Feira Motim, em Brasília. O evento, que é uma feira colaborativa de arte impressa, é um dos mais importantes do mercado dedicado a publicações independentes e reúne, desde 2014, grandes produtores de quadrinhos, livros, revistas, zines e afins.

A feira deve reunir, na edição deste ano, mais de 150 expositores de todo o País, e Dudu estará entre eles para apresentar aos visitantes, além do novo trabalho, outras de suas publicações.

A HQ “Sonhos Selvagens” tem 120 páginas coloridas. A capa leva a assinatura da artista campo-grandense Lívia Tinoco, com uma releitura do trio de amigos. A edição traz prefácio de Fabiana Gibim, da editora Sobinfluência (SP), e um posfácio escrito pelo autor e compositor João Benitez, parceiro de produção artística de Dudu.

No fim da edição, há uma galeria de fanarts dos personagens principais criadas por artistas de Mato Grosso do Sul, como Fabio Quill, Eliane Fraulob, Gabriel Quartin, Fernando Freitas e a já citada Lívia Tinoco. Para adquirir “Sonhos Selvagens”, basta entrar em contato com o autor pelo Instagram: https://www.instagram.com/azevedudu.

CONHEÇA DUDU

Mais conhecido como Dudu, Eduardo Azevedo é autor independente de quadrinhos, ilustrador, designer e pesquisador da imagem do programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ele desenha desde que se entende por gente e publica quadrinhos desde 2018, tendo exposto seus trabalhos em diversas mostras culturais, como Festival de Inverno de Bonito, Festival Campão Cultural, Feiras ZineDie, CCXP e Miolo(s). Dudu já venceu alguns prêmios, como o Leia MS e o Prêmio Ipê de Literatura. 

Suas principais produções, até o momento, são a história em quadrinhos “Biografia Não Autorizada de Minha Avó (Que Viveu em Marte)” (2020), o curta animado “Interiores” (2021), disponível no Itaú Cultural Play, e a novela gráfica “Sonhos Selvagens” (2023).

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

"Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos"

20/09/2026 15h12

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em 'Ben Hur' da Record TV Foto: Divulgação

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Gustavo Falcão é um dos destaques do filme ‘Elize: Sombras de Uma Mulher’, que estreou no dia 22 de julho na Netflix. Dando vida a Heitor, melhor amigo de Marcos Matsunaga, ele mergulhou na complexidade emocional de seu personagem, um homem que caminha entre as sombras e a luz. Ele revela: “Heitor é um personagem que representa uma área cinzenta.

O maior desafio foi retratar seu lado animalesco e instintivo, mantendo sua humanidade. Ele é perigoso e sedutor, sempre observando ao seu redor, pronto para capturar novas oportunidades. É esse estranhamento que eu busquei transmitir ao público”.

Além do filme, Gustavo também está presente na nova adaptação de 'Ben Hur', que estreia em outubro na Univer, e em seguida na RecordTV. Nela interpreta Élio, o governador romano da Judeia. "Élio é extremamente hedonista e adora o poder. Ele é um político habilidoso, que sabe que a roda da política gira rapidamente, e esse conhecimento o torna ainda mais astuto e perigoso", comenta.

Ele descreve seu personagem como alguém que tem prazer em explorar os meandros do poder e que, por isso, se destaca em meio ao ambiente de tensões entre romanos e judeus. "A liberdade criativa que tive nesta produção foi uma experiência deliciosa, permitindo-me dar vida a um personagem sarcástico e multifacetado."

Natural de Recife, Falcão destaca a importância de sua terra natal em sua trajetória. "Cresci em um ambiente cultural rico, onde artistas como Ariano Suassuna e Francisco Brennand foram grandes influências. A cena artística pernambucana me moldou e me deu as bases para a carreira que tenho hoje", afirma. Ele começou sua trajetória profissional em 1995, com a peça "Os Biombos", de Jean Genet, dirigida por Antonio Cadengue. "Esse foi meu primeiro contato com o palco e uma experiência transformadora", relembra.

Com 31 anos de carreira, ele continua conectado com sua comunidade e está atualmente desenvolvendo um projeto especial lá. "Estou trabalhando na adaptação para o cinema da vida do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com meu irmão e a REC Produtores", compartilha. "Queremos filmar grande parte da história no Recife, trazendo à tona não só a figura de Cícero, mas também a riqueza cultural da nossa cidade", enfatiza.

Em novelas o ator de 50 anos deixou sua marca como Faísca em "As Filhas da Mãe", onde encarnou um surdo mudo com uma sensibilidade própria, além de interpretar Jonas em "Cobras & Lagartos", um jovem dividido entre a religiosidade e a malandragem de sua família. "Ambos os papéis exigiram um equilíbrio delicado entre drama e humor, e me permitiram explorar áreas muito diferentes da atuação", destacou.

Gustavo também é um diretor ativo, tendo liderado montagens como "Partiu 90!" e a remontagem de "A Máquina". "Dirigir essas peças foi um processo enriquecedor que ampliou minha visão sobre a atuação e a colaboração entre os elencos", enfatiza ele. Além disso, dirigiu e roteirizo o curta metragem ‘30 Moedas’ ao lado de Marcos Arzua Barbosa, a produção narra um embate no meio do mar entre dois personagens de classes sociais distintas e orientações ideológicas deformadas pela corrupção política, religiosa e social sistêmica dos tempos atuais.

"Criar um ambiente onde a arte possa florescer e impactar a vida das pessoas é uma missão que me motiva profundamente", completa.

Gustavo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno, ele fala sobre papéis, carreira e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabí Souza - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você tem 31 anos de carreira, como você vê sua trajetória até agora?
GF - 
Vejo minha trajetória profissional repleta de realizações, mas também olho em frente. Ao mesmo tempo, penso no passado e também no futuro. Percebo que construí uma carreira sólida e realizei trabalhos diversos e muito especiais em tantas frente, mais de uma centena de projetos em cinema, teatro, tv, audiolivros, arte e educação, atuando, produzindo, dirigindo, dando aulas e oficinas - mas também miro o que ainda desejo fazer.

Depois de tanto tempo de estrada - e o percurso de um artista é inevitavelmente dinâmico, repleto altos e baixos, de recomeços e redescobertas - tenho muita consciência do que já fiz e vivi, mas também do que ainda quero viver e fazer.

CE - Além de atuar em diferentes frentes do audiovisual, você tem um trabalho junto ao Lunático. Pode falar mais dele?
GF -
 O Lunático é um espaço cultural que fundei no Rio em 2007 com minha companheira e parceira Juliana Féres, dedicado ao ensino e difusão das mais diversas manifestações culturais, em vários formatos - cursos, oficinas, exposições, palestras, mostras, espetáculos…

Hoje estamos em 17 instituições de ensino do Rio de Janeiro com aulas de circo, tecido acrobático, cinema, teatro, stop Motion. É gratificante compartilhar continuamente vivências artísticas com quase trezentas crianças e adolescentes e promover a transformação que a arte provoca na vida delas.

CE - Fala mais sobre o seu personagem em 'Ben hur'?
GF -
 Élio é o governador romano da região que compreende a Judéia, cuja capital é Antioquia, uma das maiores cidades do Império Romano no oriente naquele tempo (séc. I). Devido às agitações provocadas pela resistência dos judeus, que não aceitam se submeter às regras de Roma - especialmente as religiosas - Élio se transfere para Jerusalém a fim de acompanhar mais de perto a questão.

Ele é uma personagem que tem fascínio pelo poder, e um gosto particular pelos jogos políticos. A relação com Pôncio Pilatos, funcionário do império responsável pela região da Judeia, por exemplo, se sustenta em uma tensão constante de colaboração e rivalidade.

Élio é estratégico, astuto e gosta de ser sarcástico. Gosta de submeter seus antagonistas, gosta de levar vantagem e se dar bem em tudo que faz. Gosta também de aproveitar ao máximo os prazeres, inclusive os carnais, que advém de sua posição. 

CE - Você também estará em 'Lá na minha terra', próxima trama das 18h. O que pode falar do seu personagem (sem dar spoilers).
GF -
 Ainda não posso revelar muito, mas aqui vai uma breve apresentação: Josias é um dos vilões da trama de Mário Teixeira, dirigida por Allan Fiterman. Comparsa de Celestina (Lilia Cabral), inicia na novela trabalhando no Jóquei paulistano, onde conhece Ismalia (Camila Morgado). Nascido em São Paulo, sempre teve de se virar pra sobreviver, nem sempre de forma lícita ou legal. 

CE - Você também teve um personagem no filme sobre Elize Matsunaga que estreou na Netflix em julho. Como foi a recepção do público a sua participação?
GF -
 Foi surpreendente a resposta de público ao meu personagem e ao filme. Sabia do potencial pelos apelos da história, o projeto tinha uma equipe e elenco incríveis e a havia uma boa expectativa. O filme ficou incrível, mas ainda assim fiquei surpreso.

O sucesso foi gigantesco. O longa ficou 3 semanas no primeiro lugar como filme mais assistido no mundo inteiro em língua não inglesa dentro da Netflix. A repercussão em torno de meu trabalho foi muito positiva, e fiquei feliz com isso, já que busquei construir um personagem complexo - denso, torpe e com um humor perverso. 

Entrevista exclusiva com o ator Gustavo Falcão destaque em O ator Gustavo Falcão é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Record TV - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - O teatro tem um papel bem importante na sua carreira. O que você destaca nesses anos?
GF -
 O teatro é fundamental pra mim. Preciso voltar a ele sempre. É o começo de tudo, e é também recomeço, me nutre de uma forma muito particular. Não dá pra ficar muito tempo longe. Ano passado tive a felicidade de fazer dois espetáculos, e completamente distintos: ‘O Pequeno Circo de Mediocridades’, uma crítica ácida à mesquinhez humana, e o ‘De Perto Ninguém é Normal’, uma comédia divertidíssima inspirado no clássico cinematográfico Arsênico e Alfazema.

CE - Além disso, você também tem uma ligação muito forte com sua terra natal e vai produzir projetos lá. O que pode adiantar deles?
GF -
 Estou o tempo inteiro pensando em maneiras de realizar projetos no Recife e em Pernambuco. No momento estou desenvolvendo um projeto sobre episódios da vida extraordinária do pintor pernambucano Cícero Dias, em parceria com uma produtora pernambucana. Espero que possamos produzir o filme nos próximos anos.

CE - Como você vê esse ano de 2026 na sua carreira?
GF - 
Este tem sido um ano de muito movimento. Filmei a série ‘Ben Hur’, estou começando a novela ‘Lá na minha Terra’, lancei o audiolivro ‘Odisseia’ pela Cia das Letras, participei de uma mesa da FLIP como convidado pela primeira vez, dirigi diversas práticas de montagem, além da coordenação do projeto com o Lunático, meu espaço cultural, que segue em expansão.

CE - Você menciona a importância do longa 'Arido Movie' na sua carreira e como ele te levou para diferentes públicos. Pode falar mais dessa experiência?
GF - 
O ‘Arido Movie’ foi minha primeira experiência em longa-metragem, que rodamos em 2003. Então foi algo especial em minha vida e um marco em minha carreira. Até ali só tinha feito em cinema alguns curtas e tinha experiência em TV, com a novela As Filhas da Mãe, da Globo, de 2001. O Arido foi marcante, era um roteiro sensacional, primorosamente bem dirigido por Lírio Ferreira, com um super elenco.  

CE - Com tantos novos trabalhos chegando no final de 2026, o que você espera de 2027?
GF -
 Espero que 2027 seja um ano de ainda mais trabalho e que a gente siga com o crescimento do setor cultural, tanto em termos das políticas públicas quanto da conexão do público brasileiro com a arte que fazemos no Brasil. É para e pelas pessoas que nos assistem que fazemos o que fazemos e a arte é uma forma de um povo construir sua identidade, se conhecer e entender melhor, como indivíduo e em sua coletividade.

 

Dança Correio B+

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico.

20/09/2026 14h30

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo Foto: Sergio Bemfica

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Escola que transformou o ballet adulto em espaço de arte, acolhimento e realização celebra uma década de história com apresentação nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro.

Há dez anos, o BLA – Ballet Livre Adulto nasceu com uma proposta que ia muito além dos passos, das posições e da técnica do ballet clássico: mostrar que não existe idade para dançar, aprender, se desafiar e realizar sonhos.

Ao longo de uma década, o BLA que tem como sócias a bailarina, professora e coreógrafa Márcia Ylana, e as bailarinas Thais Natale e Larissa Santo André que construíram uma trajetória marcada pela paixão pela dança, pelo incentivo de bailarinos adultos e, principalmente, pela criação de um ambiente em que diferentes histórias se encontram em torno de um mesmo propósito: viver a experiência do ballet de maneira plena e transformadora.

Para celebrar seus 10 anos de existência, o BLA leva ao palco o clássico La Esmeralda e Divertissement, espetáculos que serão apresentados nos dias 26 e 27 de setembro, no Teatro Ítalo-Brasileiro, em São Paulo.

Inspirado na obra Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, La Esmeralda é um dos grandes títulos do repertório do ballet clássico. A história de amor, paixão, conflitos e preconceitos envolvendo a jovem Esmeralda ganha vida no palco por meio da dança, da música e da interpretação.

A montagem representa também um momento especial para os bailarinos do BLA.
Para um grupo formado por adultos, muitos dos quais retomaram a dança após anos de afastamento ou iniciaram a prática já na vida adulta, estar em cena em uma obra clássica de grande porte representa a realização de um sonho que, por muito tempo, pareceu distante

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloAs sócias do BLA – Thais Natale – Márcia Ylana e Larissa Santo André – Foto: Sérgio Bemfica

“O BLA nasceu para mostrar que o ballet não precisa ter idade. Cada pessoa chega com uma história, um sonho e um motivo diferente para dançar. Ao longo desses dez anos, fomos construindo uma família através da dança e provando que sempre é tempo de começar, recomeçar e se permitir viver o palco”, destaca a direção do Ballet Livre Adulto.

Mais do que uma celebração, os dez anos do BLA representam uma trajetória de dedicação, amizade, superação e amor pela dança. O grupo se tornou um espaço de encontro para pessoas que encontraram no ballet uma nova forma de expressão e também uma maneira de se reconectar consigo mesmas.

A escolha de La Esmeralda para marcar essa data especial reforça a essência do projeto que nasceu há 10 anos, sendo o primeiro espetáculo da escola a subir no palco, que agora vem com nova roupagem, elenco, maturidade e as três sócias do BLA: Márcia Ylana, Larissa Santo André e Thaís Natale que estarão entre as oito Esmeraldas do espetáculo.
  
Uma nova oportunidade para unir a tradição do ballet clássico à realidade e à potência dos bailarinos adultos.

Em cena, técnica, emoção e histórias de vida que se encontram para celebrar uma década de BLA e reafirmar uma mensagem que acompanha o grupo desde sua criação: dançar é também realizar sonhos — em qualquer idade.

Ballet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São PauloBallet Livre Adulto celebra 10 anos com espetáculo La Esmeralda em São Paulo - Foto: Sergio Bemfica

SERVIÇO

BLA – Ballet Livre Adulto | 10 anos

Espetáculo: La Esmeralda (sábado) e Divertissement (domingo)

26/09 – 19h e 27/09 – 17h30

Teatro Ítalo-Brasileiro – São Paulo (SP)

BLA – Ballet Livre Adulto

Ingressos à venda: https://ingresso-master.com/70/la-esmeralda-divertissement-spazio-italia/



 

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