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ENTREVISTA

"Cinco Perguntas" com Claude Troisgros

À frente do “Mestre do Sabor”, o chef celebra a visibilidade da tevê aberta
19/05/2020 14:26 - Geraldo Bessa/TV Press


 

Claude Troisgros se orgulha em diminuir a distância entre a França e o Brasil através da comida. Cozinhando na tevê há mais 15 anos em diversos programas no GNT, o “chef” ganhou fama e prêmios ao investir na exótica mistura de ingredientes brasileiros, como caju, jiló, mandioca e açaí, com clássicos franceses, como foie gras e caviar. Agora o momento é de conquistar as massas. Desde o ano passado, ele comemora um aumento na própria popularidade e na de seus restaurantes por conta da repercussão do “Mestre do Sabor”, disputa gastronômica que acaba de ganhar uma segunda temporada na Globo. Gravada entre dezembro de 2019 e março deste ano, parte do segundo ano do “reality” teve de se adaptar a um esquema de segurança especial por conta da pandemia de Covid-19. “No meio dos trabalhos, ficamos sem plateia devido ao coronavírus. Particularmente, senti falta porque gosto de conversar com a plateia, ver as reações diante dos ingredientes que os ‘chefs’ estão cozinhando. Mas sei que foi a melhor decisão. Adaptação é inevitável neste momento”, ressalta.

Natural da pequena cidade francesa de Roanne, Claude já era um “chef” respeitado quando decidiu aceitar um convite para levar seu jeito descontraído de cozinhar para o vídeo. Em 2004, seu sotaque e dicas culinárias invadiram a programação do GNT e não saíram mais. À frente de mais de 22 temporadas do “Que Marravilha!”, ele já desafiou diversos famosos, ensinou suas receitas a anônimos e fez viagens pautadas pela gastronomia. Mesmo do alto de toda essa experiência, aos 63 anos, ele é só modéstia na hora de definir sua participação no “Mestre do Sabor”. “Estou no programa para aprender. Os competidores selecionados são incríveis e a troca profissional é muito rica”, valoriza.

P - Depois de anos na tevê paga, que mudou na sua vida depois de estrear em uma emissora aberta?

R - Senti uma movimentação estranha (risos). A televisão tem um poder de alcance realmente incrível. Já tinha um contato ótimo com o público por conta dos programas no GNT e isso se intensificou bastante depois da primeira temporada do “Mestre do Sabor”. Senti um público novo nos meus restaurantes, são pessoas que fazem questão de ir falar comigo e sempre citam o programa. Essa resposta é muito boa.

P - Tem espaço para novidades nesta segunda temporada do “Mestre do Sabor”?

R - Sempre tem. E a televisão precisa disso para chamar um público maior. Agora, o programa conta com uma nova etapa, muito esperada pelos espectadores, mestres e candidatos, que é a repescagem. É uma prova que aumenta a dinâmica da produção e surge como mais uma possibilidade para os participantes estarem na final.

P - A segunda temporada começou a ser gravada pouco tempo depois da final do primeiro ano do “reality”. Como foi voltar aos estúdios de forma tão rápida?

R - A estrutura do programa é bem complexa. Então, foi uma forma da gente garantir uma segunda temporada utilizando a mesma equipe e cenários. Estava todo mundo muito envolvido com o projeto e foi bem divertida essa volta ao trabalho. Tenho muito prazer em apresentar o “Mestre do Sabor”.

P - Qual sua fase preferida?

R - A degustação. É um momento em que não conhecemos muito os participantes e começamos a entender a personalidade deles pelo sabor dos pratos, pelas técnicas utilizadas, a escolha de um prato regional ou não, entre outros detalhes. É uma brincadeira muito legal ter de avaliar e analisar as pessoas a partir da comida.

P - Seu próximo restaurante, a ser inaugurado em São Paulo, terá como chef executiva a Carol Albuquerque, candidata da primeira temporada de “Mestre do Sabor”. Como foi essa aproximação?

R - Dos muitos presentes que o “Mestre do Sabor” me trouxe, posso destacar algumas amizades. Uma delas é com Carol Albuquerque, que eu já conhecia, pois ela era da equipe da “chef” Helena Rizzo. Quando a primeira temporada de “Mestre” terminou, a Carol me procurou com uma ideia interessante para um programa de tevê e cheguei a ajudá-la com algumas reuniões. A ideia do programa não foi em frente, mas nossa parceria se consolidou quando a convidei para ser “chef” executiva do Chez Claude, que vou inaugurar em São Paulo assim que as coisas estiverem mais tranquilas.

 

Felpuda


As definições no que se relaciona aos nomes para a disputa eleitoral vêm ocorrendo aqui e acolá. Pré-candidato que sonha comandar cidade o interior poderá deixar de ver o seu sonho realizado. É que o dito-cujo terá de enfrentar as lembranças de rumoroso caso que se tornou escândalo depois da denúncia de uma servidora. Há quem garanta que é só a campanha começar para a história ser contada capítulo por capítulo. Afe!