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Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 31 de julho e 02 de agosto. Uma semana próspera.

Sob a regência do Dez de Ouros, a semana promete prosperidade, reconhecimento e a sensação de que esforços do passado começam a revelar seus resultados. A carta convida a olhar para as próprias conquistas com gratidão e a construir bases sólidas.

26/07/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 31 de julho e 02 de agosto. Uma semana próspera.

A energia do Tarô da semana entre 31 de julho e 02 de agosto. Uma semana próspera. Foto: Divulgação

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Dez de Ouros: a verdadeira riqueza é aquilo que permanece

Nesta semana, o Tarô nos conduz pela energia do Dez de Ouros, uma carta que fala sobre abundância, realização e tudo aquilo que conseguimos construir ao longo do tempo.

Depois de uma longa jornada de aprendizados, desafios e escolhas, esse arcano surge como um convite para reconhecer as conquistas, valorizar as raízes e refletir sobre o legado que estamos criando.

O Dez de Ouros é uma das cartas mais associadas à prosperidade dentro do Tarô. Ele representa a recompensa por um caminho percorrido com dedicação, responsabilidade e perseverança.

Diferentemente de uma riqueza que chega de forma rápida ou inesperada, a abundância desse arcano nasce da construção paciente. É o resultado de sementes plantadas no passado que agora começam a revelar seus frutos.

Essa carta fala sobre a satisfação de olhar para a própria trajetória e perceber que cada esforço teve um propósito. Um projeto que amadureceu, uma carreira construída com experiência, uma relação fortalecida pelo tempo, uma vida organizada com mais segurança.

O Dez de Ouros simboliza aquele momento em que compreendemos que as maiores conquistas não acontecem de um dia para o outro: elas são edificadas com escolhas consistentes.

Mas o verdadeiro significado dessa carta vai muito além da prosperidade material. O Dez de Ouros fala sobre herança. E herança não é apenas aquilo que recebemos ou deixamos em forma de bens, dinheiro ou propriedades.

A maior herança que uma pessoa pode transmitir está nos valores que compartilha, nos ensinamentos que oferece e na maneira como escolhe viver.

Na imagem tradicional do arcano, vemos uma família reunida ao redor de um homem mais velho, símbolo de experiência e sabedoria. Ele representa alguém que construiu uma história e agora contempla aquilo que permanece depois de tantos anos de trabalho.

Sua maior riqueza não está apenas no patrimônio acumulado, mas nos vínculos criados e na continuidade de tudo aquilo que aprendeu. Ele não deixa apenas uma casa ou uma herança financeira para seus descendentes. Ele deixa uma história. Deixa exemplos. Deixa princípios. Deixa a sabedoria adquirida ao longo da caminhada.

O Dez de Ouros nos lembra que toda construção verdadeira precisa ter raízes. Assim como uma árvore forte depende de uma base profunda para crescer, uma vida próspera precisa estar apoiada em valores sólidos. Segurança financeira, sucesso profissional e conquistas materiais têm seu valor, mas ganham um significado muito maior quando estão conectados a um propósito.

Por isso, essa carta também traz uma reflexão importante: qual é o tipo de riqueza que estamos buscando? Porque existe uma diferença entre ter e ser.

Podemos acumular bens, reconhecimento e conquistas, mas, se esquecermos das relações que nos nutrem, da nossa saúde emocional e daquilo que dá sentido à nossa caminhada, a abundância perde sua essência.

No amor, o Dez de Ouros fala sobre aquilo que permanece. É a carta dos vínculos que criam raízes, dos encontros que ultrapassam o encanto inicial e encontram força na confiança, na parceria e no desejo de construir uma história compartilhada.

Por sua ligação com família, compromisso e continuidade, esse arcano é tradicionalmente associado ao casamento e às uniões duradouras. Para quem vive uma relação, pode indicar uma fase de consolidação dos sentimentos, planos para o futuro e a construção de uma base sólida a dois.

Para quem está aberto ao amor, revela a possibilidade de encontrar alguém com quem seja possível não apenas viver uma paixão, mas construir um caminho em conjunto, baseado em respeito, segurança e afinidade de valores.

No campo profissional, essa carta representa reconhecimento e consolidação. Ela fala de uma trajetória construída com experiência, dedicação e competência. É um excelente momento para perceber que todo conhecimento adquirido ao longo dos anos possui valor. Muitas vezes, aquilo que parecia apenas uma etapa da caminhada revela-se uma preparação para algo maior.

O Dez de Ouros também favorece projetos de longo prazo, empreendimentos sustentáveis e decisões profissionais pensadas não apenas para o presente, mas para o futuro. Ele lembra que o sucesso verdadeiro não acontece apenas por uma conquista isolada, mas pela capacidade de construir algo que resista ao tempo.

Na carreira, essa carta fala sobre reputação. Sobre o nome que construímos. Sobre aquilo que as pessoas associam à nossa presença e ao nosso trabalho. O maior patrimônio profissional não é apenas um cargo ou uma posição, mas a confiança que conquistamos ao longo da jornada.

No dinheiro, o Dez de Ouros é um dos arcanos mais favoráveis do Tarô. Ele representa segurança financeira, prosperidade e a sensação de que os recursos conquistados trazem tranquilidade. Pode indicar bons resultados vindos de investimentos, planejamento e escolhas feitas com inteligência.

.No Tarô, os números 10 representam momentos de conclusão, mas também de passagem. É quando percebemos que uma etapa foi cumprida e que estamos prontos para iniciar outra levando conosco tudo aquilo que aprendemos.

O Dez de Ouros chega nesta semana como um convite para olhar para a própria vida com gratidão. Para reconhecer as vitórias, honrar as raízes e lembrar que todo sucesso verdadeiro precisa estar conectado ao coração.

A pergunta que essa carta nos faz é: Quando olharem para a sua história no futuro, o que você gostaria que permanecesse?

Talvez seja uma conquista profissional. Talvez seja uma obra criada. Talvez seja uma família mais unida. Talvez seja simplesmente a lembrança de alguém que espalhou amor, generosidade e sabedoria por onde passou.

Porque, no fim, o maior legado não é aquilo que acumulamos. O Dez de Ouros nos ensina que a vida mais próspera é aquela em que conseguimos construir algo que continue iluminando caminhos, mesmo quando já não estivermos mais presentes para vê-lo crescer. O Dez de Ouros não pergunta apenas: “O que você conquistou?” Ele pergunta: “O que continuará existindo depois de você?”

Como um arcano do elemento Terra, ele fala sobre tudo aquilo que permanece: uma carreira construída ao longo dos anos, investimentos inteligentes, uma casa que representa segurança, relações duradouras e os frutos de escolhas feitas com responsabilidade.

O Dez de Ouros nos lembra que toda grande construção começa com pequenas escolhas repetidas ao longo do tempo. Uma árvore centenária um dia foi apenas uma semente. Da mesma forma, uma carreira sólida, uma família fortalecida ou uma vida equilibrada são resultados de raízes que foram cuidadas durante anos.

Essa carta chega como um sinal positivo de conclusão e realização. Ela mostra que você pode estar entrando em uma fase em que começa a reconhecer o valor de tudo aquilo que conquistou. Existe uma sensação de recompensa: a percepção de que o esforço valeu a pena.

O Dez de Ouros traz a mensagem de que a verdadeira abundância nasce quando conseguimos unir segurança e gratidão. É o momento de olhar para aquilo que existe e reconhecer: “Eu construí algo importante.”

Ele também fala sobre uma relação mais tranquila com o futuro. Quando essa carta aparece, existe uma sensação de proteção, como se a vida estivesse mostrando que você possui recursos internos e externos suficientes para seguir adiante. Não significa que todos os desafios desaparecem, mas que existe uma estrutura capaz de sustentar os próximos passos.

A imagem do arcano também nos conecta com família, ancestralidade e pertencimento. O Dez de Ouros lembra que fazemos parte de uma história muito maior do que a nossa própria existência. Carregamos sonhos, valores, aprendizados e até marcas daqueles que vieram antes de nós. Existe uma força especial em reconhecer nossas raízes.

O Dez de Ouros nos convida a olhar para o futuro com confiança e a lembrar que as maiores construções da vida exigem tempo. Nem tudo precisa acontecer imediatamente. Algumas das coisas mais valiosas são justamente aquelas que crescem devagar: uma relação de confiança, uma carreira respeitada, uma família fortalecida, uma vida vivida com propósito.

A maior herança que deixamos ao mundo é a marca invisível das nossas escolhas, dos nossos valores e do amor que conseguimos multiplicar ao longo da nossa passagem pela Terra. Porque, no final, nosso maior legado raramente será aquilo que acumulamos. Como escreveu o filósofo e escritor Ralph Waldo Emerson: "O propósito da vida não é simplesmente ser feliz. É ser útil, honrado e compassivo; é fazer alguma diferença pelo fato de você ter vivido e vivido bem."

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Cinema Correio B+ - Especial Bonito CineSur

Paulina García e o milagre do cinema sul-americano

Homenageada do Bonito CineSur, atriz chilena fez da abertura uma defesa emocionante da arte que atravessa fronteiras sem apagar identidades

26/07/2026 08h00

Paulina García e o milagre do cinema sul-americano

Paulina García e o milagre do cinema sul-americano Foto: Divulgação

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Há homenagens que cumprem o protocolo de uma noite de abertura e há aquelas em que percebemos, enquanto acontecem, que o prêmio realmente encontrou a pessoa certa. Foi assim com Paulina García, a grande homenageada da quarta edição do Bonito CineSur, que começou na noite de sexta-feira, 24 de julho.

Apresentada por Reynaldo Gianecchini e Andrea Freire, a cerimônia reuniu autoridades, realizadores e convidados no Centro de Convenções de Bonito, mas foi Paulina, ao receber o Troféu Pantanal, quem deu sentido ao que o festival pretende construir: um espaço em que o cinema sul-americano possa se encontrar, se reconhecer e deixar de olhar apenas para fora em busca de validação.

Conhecida mundialmente por Gloria, filme que lhe rendeu o Urso de Prata no Festival de Berlim, Paulina construiu uma carreira dando corpo a mulheres que raramente chegam às telas sem serem simplificadas. Suas personagens têm desejo, contradições, medo, humor, passado e futuro. Talvez por isso sua emoção ao ser reconhecida no Brasil tenha sido tão verdadeira.

Conversei com ela antes da cerimônia sobre as personagens tão fortes que eterniza nas telas e sobre o quanto ainda falta para o cinema efetivamente abraçar a narrativa feminina, criando não apenas histórias de mulheres consideradas fortes, mas histórias sobre mulheres de todas as idades, com toda a complexidade que isso envolve.

Depois da homenagem, o público pôde compreender ainda melhor o que torna Paulina uma atriz tão especial. A abertura terminou com a exibição do lindo Querido Trópico, da cineasta panamenha Ana Endara, e foi difícil não sair tocado. No filme, Paulina interpreta Mercedes, uma mulher que começa a perder a memória e cria uma ligação inesperada com Ana María, a imigrante colombiana contratada para cuidar dela.

Cercadas por diferentes formas de solidão, as duas encontram uma espécie de abrigo uma na outra. É um filme delicado sobre memória, cuidado, abandono e afeto, sem transformar suas personagens em símbolos ou lições de vida.

Paulina García e o milagre do cinema sul-americanoPaulina García e o milagre do cinema sul-americano - Divulgação

Paulina está maravilhosa, passando pela confusão, pela agressividade, pelo medo e pela vulnerabilidade de Mercedes sem jamais retirar dela sua dignidade. Ao final, o filme havia emocionado o público e transformado a sessão em uma continuação natural da homenagem. Não assistimos apenas à celebração de uma trajetória, mas a uma atriz ainda em pleno domínio de sua arte, acrescentando outra mulher inesquecível à sua filmografia.

Tudo isso ecoou também em seu discurso, quando Paulina falou do cinema como uma linguagem que atravessa países sem exigir que abandonemos nossas línguas, nossos costumes, nossos antepassados ou nossa geografia. Em tempos nos quais a cultura tantas vezes parece pressionada a se tornar uniforme para circular, ouvi-la defender justamente aquilo que nos diferencia foi especialmente bonito.

Paulina chamou de "milagre" o fato de um trabalho realizado em outros países, em diferentes idiomas e ao lado de artistas de toda a América do Sul ser reconhecido ali, em Bonito. E há mesmo algo de extraordinário nisso. Falamos de países vizinhos, ligados por histórias, conflitos e afetos, mas que ainda conhecem muito pouco do cinema produzido uns pelos outros.

A abertura também relembrou Luiz Carlos Barreto e sua frase de que "um país que não produz o seu cinema é um país sem espelhos". Talvez possamos acrescentar que um continente que não assiste ao cinema de seus vizinhos também corre o risco de não reconhecer o próprio rosto.

Paulina García e o milagre do cinema sul-americanoPaulina García e o milagre do cinema sul-americano - Divulgação

A noite reuniu ainda representantes do poder público e de instituições fundamentais para a realização do festival. Estiveram presentes a vice-prefeita e secretária de Turismo de Bonito, Juliane Salvatore, representando o prefeito Josmail Rodrigues; a secretária adjunta de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Giovana Correa Ferreira; Emanuelle Ribeiro, representando a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul; Vítor Mello, diretor regional do Sesc MS, também em nome da Fecomércio-MS; Ido Michels, assessor parlamentar do deputado federal Vander Loubet; e Leda Gonçalves de Freitas, representante da Associação Amigos do Cinema e da Cultura, responsável pela realização do CineSur.

O Bonito CineSur segue até 1º de agosto com mostras competitivas de filmes sul-americanos, ambientais e sul-mato-grossenses, além de oficinas, debates, sessões infantojuvenis e encontros entre realizadores e especialistas. Mais do que exibir filmes, sua missão parece ser justamente esticar essa corda invisível citada por Paulina: aquela que une uma pessoa à outra, apesar das fronteiras.

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