Correio B

EM CAMPO GRANDE

Com show gratuito, Paulo Simões celebra 50 anos do hino afetivo "Trem do Pantanal"

Com show gratuito e versão inédita em Campo Grande, apresentação no Sesc Teatro Prosa marca início de retrospectiva da carreira e reforça a canção como símbolo cultural sul-mato-grossense

Continue lendo...

Um dos maiores clássicos da música brasileira com raízes no Centro-Oeste completou meio século em 2025 e a celebração será em grande estilo. Amanhã, o cantor e compositor Paulo Simões sobe ao palco do Sesc Teatro Prosa para o show “Trem do Pantanal – 50 anos”, apresentação gratuita que marca o início de uma retrospectiva de sua trajetória artística.

Com procura intensa, os ingressos se esgotaram em tempo recorde, mas o público ainda tem uma chance de acompanhar o espetáculo por meio de uma lista de espera, que será aberta às 18h, no próprio local.

O show promete reunir canções que ajudam a contar a história da música sul-mato-grossense, com destaque para “Trem do Pantanal”, composição que atravessou décadas e fronteiras até se consolidar como um verdadeiro “hino afetivo” do Estado.

Para a ocasião, Simões prepara uma versão inédita da música, gravada ao vivo no Teatro do Mundo, em 2023, além de arranjos especiais que dialogam com diferentes momentos de sua carreira.

“Nós estamos caprichando para vocês comemorarem conosco os 50 anos daquela música que o público fez chegar até aqui”, afirma o artista, que se apresenta acompanhado por um time de músicos experientes: Gilson Espíndola (direção musical e violão), Romário Amorim (violões), Luciano de Sá (baixo), Marcellus Anderson (acordeom), Miguelito Barrera (bateria) e Layne Paes (backing vocal).

Nascida no trem

Com Geraldo Roca, Paulo Simões compôs a canção durante uma viagem de trem a Santa Cruz de la Sierra, na BolíviaCom Geraldo Roca, Paulo Simões compôs a canção durante uma viagem de trem a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia - Foto: Divulgação

A história de “Trem do Pantanal” começa em 1975, durante uma viagem de trem rumo a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Foi nesse trajeto que Paulo Simões e Geraldo Roca compuseram os primeiros versos da canção, inicialmente batizada de “Todos os Trilhos da Terra”.

Em cerca de meia hora, ainda dentro do vagão, surgiu a base de uma música que ganharia novos significados ao longo do tempo.

Inspirada na história de um amigo que precisou fugir da repressão durante a ditadura militar brasileira, a canção narra a trajetória de um “fugitivo da guerra”. Apesar disso, o público passou a ressignificá-la e interpretá-la como uma espécie de ode ao Pantanal e à cultura sul-mato-grossense.

Com o passar dos anos, “Trem do Pantanal” ultrapassou o contexto original e tornou-se um marco da música brasileira.

A primeira gravação foi feita pela cantora Diana Pequeno, em 1982, mas foi na voz de Almir Sater que a canção ganhou projeção nacional. No mesmo período, também foi interpretada por Sérgio Reis, ampliando ainda mais seu alcance.

Hoje, a música soma mais de 100 regravações, incluindo versões de artistas como Maria Bethânia, Ivan Lins, Michel Teló e Sandy e Junior. Em 2001, foi eleita, por votação popular, a canção mais representativa de Mato Grosso do Sul, consolidando-se como um “hino não oficial” do Estado.

Caminho trilhado

Curiosamente, a trajetória até o reconhecimento não foi imediata. Em sua primeira apresentação, no teatro O Tablado, no Rio de Janeiro, a música não teve boa recepção.

Posteriormente, ao ser inscrita em um festival em Mato Grosso do Sul, foi desclassificada sob a alegação de conteúdo “subversivo”, reflexo do contexto político da época.

Décadas depois, o cenário é completamente diferente. A canção não apenas conquistou o público como passou a integrar o repertório simbólico do Estado, sendo executada em eventos culturais e esportivos, muitas vezes em substituição ao próprio hino oficial.

Para os compositores, o sucesso inesperado reforça a capacidade da arte de ganhar novos significados. A música que nasceu de uma experiência pessoal e política acabou se transformando em um retrato emocional coletivo, atravessando gerações.

O artista

A carreira de Paulo Simões é marcada pela versatilidade e pela capacidade de dialogar com diferentes estilos. Nascido no Rio de Janeiro e criado em Campo Grande, o artista construiu uma obra que equilibra tradição regional e influências urbanas.

“Trem do Pantanal” se popularizou nacionalmente na voz de Almir Sater - Foto: Divulgação

Ao longo das décadas, firmou parcerias importantes com nomes como Almir Sater e Renato Teixeira, com quem compôs sucessos como “Sonhos Guaranis” e “Comitiva Esperança”. Também trabalhou com artistas como Zezé Di Camargo e Luciano e Sérgio Reis, ampliando o alcance de suas composições.

Sua discografia inclui um compacto, um LP, cinco CDs solo, além de coletâneas e participações em projetos coletivos. Entre eles, destacam-se os trabalhos com o grupo Chalana de Prata e o projeto Violas Pantaneiras, que reforçam sua conexão com a música regional.

Em 2017, o artista foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa, com “D de Destino”, parceria com Sater e Teixeira, um reconhecimento internacional de sua relevância artística.

Desde a infância, Paulo Simões esteve exposto a uma ampla variedade de referências musicais. Entre elas, nomes como Dalva de Oliveira, Lupicínio Rodrigues e Roberto Carlos, além de artistas internacionais como The Beatles, Bob Dylan e The Rolling Stones.

Essa diversidade de influências contribuiu para a construção de uma linguagem musical própria, que mistura o universo caipira fronteiriço com elementos urbanos e contemporâneos. O resultado é uma obra marcada por melodias sofisticadas e letras poéticas, capazes de dialogar com diferentes públicos.

Circuito musical

O show no Teatro Sesc Prosa integra um projeto maior, realizado em parceria com o Sesc-MS, que prevê um circuito musical pelas principais cidades ao longo da antiga ferrovia Noroeste do Brasil. A proposta é levar a celebração dos 50 anos de “Trem do Pantanal” a diferentes públicos, reforçando o vínculo entre música, território e memória.

Para a apresentação em Campo Grande, a orientação é que o público chegue cedo. A lista de espera será organizada por ordem de chegada a partir das 18h, e o espetáculo começa pontualmente às 19h.

>> Serviço

Show “Trem do Pantanal – 50 anos”

Local: Teatro Sesc Prosa.
Endereço: Rua Anhanduí, nº 200.
Data: amanhã.
Horário: às 19h.
Entrada gratuita (lista de espera a partir das 18h).

Assine o Correio do Estado

CAMPO GRANDE

Bazar tem camisa autografada por Neymar e 10 mil itens com 90% de desconto

Há peças de marcas famosas e luxuosas, como Calvin Klein, Guess, Michael Kors, Zara, Farm, Carter's, John John, GAP e Santa Lolla

14/04/2026 11h45

Malas também estarão à venda

Malas também estarão à venda Reprodução/Instagram @bazarvip_beneficente

Continue Lendo...

Bazar Vip ocorrerá neste sábado (18), das 13h às 17h, no Clube Estoril, localizado na rua Silvina Tomé Veríssimo, número 20, Jardim Autonomista, em Campo Grande.

Serão 10 mil itens à venda, com 90% de desconto:

  • Roupas
  • Casacos
  • Sapatos para todas as idades
  • Bolsas
  • Acessórios
  • Óculos
  • Cremes
  • Malas
  • Smartwatches
  • Brinquedos
  • Itens de decoração
  • Entre outros artigos

Os itens são femininos e masculinos, para crianças, adultos e idosos. Há peças de marcas famosas e luxuosas – Calvin Klein, Guess, Michael Kors, Zara, Farm, Carter’s, John John, GAP, Santa Lolla, entre outras.

Além disso, uma camisa do Santos FC, autografada pelo Neymar, também será leiloada no evento. As formas de pagamento aceitas são dinheiro, PIX, cartão de débito e crédito

O bazar é beneficente e o dinheiro arrecadado será destinado a instituição social Casa da União Lar de Santana.

Portanto, este fim de semana é a oportunidade para comprar roupa de marca, bonita, barata e a preços acessíveis.

Além disso, é possível garantir peças luxuosas de marca famosa pagando pouco e ainda sendo solidário.

Veja algumas peças que estarão disponíveis:

Malas também estarão à vendaCamisa autografada por Neymar
Malas também estarão à venda
Malas também estarão à venda
Malas também estarão à venda
Malas também estarão à venda

SERVIÇO

  • Data: 18 de abril de 2026 (sábado)
  • Horário: das 13h às 18h
  • Local: Clube Estoril - Rua Silvina Tomé Veríssimo, 20 - Jardim Autonomista
  • Entrada: gratuita
  • Pagamento: dinheiro, PIX, cartão de débito e crédito

Odontofobia

Ansiedade e fobias impedem consultas regulares ao dentista e podem agravar problemas

Ansiedade e fobias impedem consultas regulares no dentista e contribuem para agravamento de problemas bucais, mas técnicas de sedação ajudam a tornar o atendimento mais seguro e confortável

14/04/2026 09h00

A odontofobia é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e classificado na CID-10 como uma fobia específica

A odontofobia é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e classificado na CID-10 como uma fobia específica Freepik

Continue Lendo...

O som do motor, o cheiro característico do consultório e a lembrança de experiências desconfortáveis ainda são gatilhos suficientes para afastar milhões de pessoas do dentista.

Para muitos, o que começa como um receio pontual evolui para quadros mais complexos de ansiedade odontológica e, em casos extremos, para a chamada odontofobia – um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e indicado na Classificação Internacional de Doenças da 10ª edição (CID-10) como uma fobia específica.

Esse medo não é apenas psicológico: ele se manifesta fisicamente. Taquicardia, sudorese, tremores, sensação de pânico, vontade de chorar e pensamentos acelerados estão entre os sintomas relatados por pacientes.

Diante desse cenário, não é incomum que consultas sejam adiadas por meses ou até anos – mesmo quando há dor ou necessidade evidente de tratamento.

Os números reforçam a dimensão do problema. Um levantamento da Oral Health Foundation, no Reino Unido, aponta que 36% das pessoas evitam o dentista por medo. 

No Brasil, dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO) indicam que cerca de 15% da população apresenta ansiedade odontológica, enquanto aproximadamente 2% sofre com odontofobia.

Na prática, isso significa que uma parcela significativa da população mantém distância dos consultórios, o que impacta diretamente a saúde bucal.

MEDO QUE PARALISA

Na rotina clínica, o cirurgião-dentista Oscar Peixoto Ennes observa esse comportamento com frequência. Segundo ele, mesmo com os avanços tecnológicos e técnicas modernas menos invasivas, o medo ainda é um dos principais fatores que afastam pacientes.

“Muitos evitam o tratamento por receio da dor, ansiedade ou insegurança em relação aos procedimentos. Isso pode estar ligado ao desconhecimento sobre o que será feito, ao medo do pós-operatório e até ao perfil mais ansioso da sociedade atual”, explica.

O problema é que adiar consultas pode transformar situações simples em quadros mais complexos. Doenças como cáries e inflamações gengivais têm origem bacteriana e podem evoluir rapidamente quando não tratadas.

O resultado são intervenções mais longas, invasivas e, muitas vezes, mais desconfortáveis, o que acaba reforçando o ciclo de medo.

A recomendação dos especialistas é de que quanto mais cedo o problema for identificado, mais simples tende a ser o tratamento. Consultas regulares não apenas previnem complicações, como também ajudam o paciente a criar uma relação mais tranquila com o ambiente odontológico.

SEDAÇÃO COMO ALTERNATIVA

A odontofobia é um transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e classificado na CID-10 como uma fobia específica A sedação ambulatorial é uma técnica que permite que os procedimentos sejam realizados com mais conforto, reduzindo significativamente o estresse durante o atendimento - Foto: Freeik

Diante desse cenário, a sedação ambulatorial tem ganhado espaço como uma solução eficaz para pacientes que apresentam medo ou ansiedade. A técnica permite que os procedimentos sejam realizados com mais conforto, reduzindo significativamente o estresse durante o atendimento.

Em Campo Grande, por exemplo, esse tipo de serviço é oferecido por iniciativas como a Servan Anestesiologia, por meio do Serviço de Anestesia e Sedação (SAS), que leva a sedação médica para dentro de clínicas e consultórios odontológicos.

O diferencial está no acompanhamento integral de um médico anestesiologista durante todo o procedimento.

Com monitorização contínua e protocolos específicos, a sedação é indicada especialmente para intervenções de baixa e média complexidade, além de casos em que o paciente apresenta ansiedade intensa ou dificuldade de permanecer por longos períodos na cadeira odontológica.

Na prática, os resultados são perceptíveis desde o início do atendimento. “Quando é oferecido um atendimento com sedação, o paciente que chega cheio de restrições rapidamente relaxa e se torna mais receptivo”, relata o dentista.

Além de proporcionar conforto ao paciente, a presença de um anestesiologista também traz mais segurança para a equipe odontológica. Isso porque o profissional está preparado para monitorar sinais vitais e agir rapidamente em caso de qualquer problema.

“Isso traz muito conforto para o paciente, que se sente mais seguro, e também para nós, pela tranquilidade de contar com um especialista preparado para qualquer intercorrência”, afirma. Segundo o dentista, pacientes que passam por procedimentos com sedação tendem a apresentar uma recuperação mais tranquila, já que não vivenciaram altos níveis de estresse durante a intervenção.

Os benefícios se estendem ainda ao pós-operatório. “Ao final da cirurgia, o paciente está mais tranquilo, não passou por estresse durante o procedimento e, com isso, tudo transcorre melhor. A satisfação é maior e a recuperação também tende a ser diferente”, destaca Oscar.

Mais do que facilitar procedimentos específicos, a sedação tem desempenhado um papel importante na reaproximação de pacientes com o consultório odontológico. Para muitos, a possibilidade de realizar tratamentos sem sofrimento é o primeiro passo para retomar o cuidado com a saúde bucal.

Esse movimento é fundamental, especialmente diante de um cenário em que o medo ainda representa uma barreira significativa.

Ao reduzir a ansiedade e tornar a experiência mais positiva, a sedação contribui para quebrar o ciclo de adiamento e negligência.

Especialistas reforçam que cuidar da saúde bucal vai muito além da estética. Problemas não tratados podem afetar a mastigação, a fala e até a saúde geral, já que infecções bucais podem se espalhar para outras partes do corpo.

Nesse contexto, iniciativas que tornam o atendimento mais acessível e confortável ganham relevância. A sedação, aliada a uma abordagem humanizada e ao avanço das técnicas odontológicas, surge como uma ferramenta importante para transformar a relação dos pacientes com o dentista.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).