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Diálogo

Comissão de Legislação Participativa vai discutir, em audiência pública na... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (16)

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Khalil Gibran - escritor libanês

Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores”.

Felpuda

Comissão de Legislação Participativa vai discutir, em audiência pública na Câmara Federal, um “mexidão” de ideias que faria o gênio da lâmpada maravilhosa ficar escondido de tanta vergonha. Alguns parlamentares estarão reunidos hoje, para debater sobre a conexão entre a ufologia, o uso da Lei de Acesso à Informação e seus potenciais impactos na soberania nacional. O autor da proposta da reunião é o deputado Chico Alencar, do Psol. Políticos mais irônicos estão dizendo que o colega deve estar achando que extraterrestres estão se unindo com o presidente Trump para “resgatar” o ex-presidente Bolsonaro em um disco voador.

Pesos-pesados

As eleições de 2026 trarão o PL e o PP como os partidos mais pesos-pesados na disputa. As duas agremiações terão em suas fileiras as principais lideranças políticas de MS.

Mais

Nomes como o do governador Riedel, da senadora Tereza Cristina e da prefeita da Capital, Adriane Lopes. Sem contar que a maioria dos 44 prefeitos tucanos deverão ingressar no PL.

Entre os meses de julho e novembro, as águas mornas e calmas do litoral sul da Bahia se transformam em palco de espetáculos das baleias jubarte. O município de Prado, em especial, é um dos pontos mais privilegiados para a observação dessas gigantes dos mares. Saltos impressionantes, esguichos poderosos e cantos misteriosos fazem parte do show que oferecem aos visitantes. Elas percorrem milhares de quilômetros, desde as águas geladas da Antártida até o litoral brasileiro, em busca de águas mais quentes para acasalar, procriar e amamentar seus filhotes. Durante esse período, é comum vê-las interagindo, saltando, batendo as nadadeiras e exibindo comportamentos curiosos.

Maria Elisa Naglis com a neta Lorena Ferzeli

 

Zulma Marques Alvares e Algemiro Claro Alvares, que comemoram 65 anos de casamento hoje

Caneta

Depois de anunciar a saída de base aliada da administração de Eduardo Riedel, o PT continuava, todo faceiro, flanando nos cargos que desde o início do governo, em 2023, eram ocupados por seus indicados. Como ninguém se mexia para limpar as gavetas, o governador moveu a caneta e exonerou os secretários executivos petistas, nomeando os substitutos. Outras demissões estão a caminho, segundo se sabe.

Ilusão

A maioria das demissões atingiu os indicados pelas duas principais lideranças do PT, o deputado federal Vander Loubet e o parlamentar estadual José Orcirio. Eles, que viveram momentos de “amor político” no ninho tucano, acreditavam que poderiam repetir a fórmula nas eleições de 2026, exigindo, porém, que Riedel, para ter o PT no seu palanque, apoiasse uma provável tentativa de reeleição de Lula. Deu no que deu...

Escolha

A declaração do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, de que caberá a Azambuja a definição de quem será o candidato na segunda vaga ao Senado pelo partido, aumenta a tensão entre os principais interessados: Gerson Claro (PP) e Nelson Trad Filho (PSD). O PL não deverá bater o martelo tão rápido na escolha de um nome para formar a chapa dos liberais, que não deverão ter candidato próprio e, sim, apoiar a reeleição do governador Riedel que, assim como a senadora Tereza Cristina, participará da escolha.

ANIVERSARIANTES

Livia Vollkopf
Edil Afonso Albuquerque
Dra. Viviane Almeida Nogueira Orro
Johnny Guerra Gai
Regina Helena de Souza Campos Martins
Humberto Rezende Pereira Filho
Dr. Amantino Soares Rocha
Marcus Vinicius Romero Nobre Leal
Eliza Maria Albuquerque Palhares
Maria de Fátima Targino Viegas
Vera Lucia de Brito Martins
Edy Assis de Barros Amaral
Antônio Sérgio Ribeiro Arruda
Safira Ribeiro da Rocha
Afif Queder
Reinaldo da Rosa Silveira
Mabel Regina Menezes Kaczan
Maria Aparecida Ortiz
Nivia de Paula Moraes Oliveira
Jaime Batalha Filho
Alessandra Fortes Rodigheri
Eduardo Alcântara
Moema Borges de Oliveira Lima
Wilson Cabral Tavares
Gabriela Dória
Juber Nantes Coelho Junior
Pedro Alves de Oliveira
Pe. Wilson Gualberto dos Santos
Tereza Nunes da Silva
Cândida Maria Corrêa Pereira Prates
Fabrina Antônia Almeida de Macedo Coelho
Rhaiza Rejane Neme de Matos
Elisabete Aparecida Nogueira Queiroz Campos
Tânia Maria Nóbrega
Maria Aparecida Gil Alvarenga Flor
Nilton Luciano dos Santos Junior
Robson Borges Batalha
Maria Tamae Yamakawa Takamura
Daniela Domingos Alves
Marco Antonio Guimarães Falcão
Jamilson Name
Baltazar Soares da Silva
Dra. Georgiana Silva Nascimento Zahran
Adélia Garcia Rocha
Maria Aparecida Martins de Souza
Aparecida Marcílio Gamba
Dr. Paulo Roberto Santos Azambuja Gomes Rea Junior
Dr. João Siqueira
Maria Gichek Salimon
Antônio de Castro
Adalberto Silva de Oliveira
Carlos Augusto Georges
Edison Lorenzetti
Aida Fonseca Vieira
Dr. Roosevelt Louback de Carvalho
Cristiane Soares
Maria de Fátima Costa Torres
Clarindo Santos de Rezende
Francisco Assis Borges
Elias Londres
Maria Salete Nascimento
Dr. Clébio Pereira Vasconcellos
Kelly Cristina Silva Nakasone
Dr. Miguel Duailibi Neto
Meire Carolina Santos
Janice Nascimento
Ivo Meireles Bueno
Jaime dos Santos
Rosemeire Aparecida Dolce
Silmo César Paulon
Luiza Vieira Conde
Maria Lúcia Ferreira
Valtedon Martins de Novaes
Márcia Brandão de Lima
Dr. Renate Vogl Hargesheimer
Maria Aparecida Bica
Luciene Margot de Araújo Silva Teles
Pedro de Souza Pinto Neto
Walquiria Carvalho Capusso
Luiz Hidenoi Moroto
Dr. Carlos Roberto Moreira
Cristina Barbosa dos Santos
Elza Coelho da Silva
Ana Rosa Pedrosa Vera Martins
Davi da Silva Cavalcanti
Kátia Katsumi Arakaki
Luiz Roberto Silveira Maia
Horácia Doxinha Rafael Tamasato
Paola Gianotto Braga
Gislene Silva Lima Corrêa
Josilene Paulon Tosta Canteiro
Alcione Maria Peixoto
Kátia Denise Pereira Miranda
Guilherme Rohwedder Neto
Leila Abrão
Geisla Marques Alves
Ronaldo Silveira Cobianchi
Luis Henrique de Aguiar Lima Pereira
Aline Arrais de Sá Leal
Guilherme Jiro Tsuge
Michel Cordeiro Yamada
Rafael Kenny Kiatake
Lúcia Taniguchi Takeuti
Vantuir Antonio Grasseli

*Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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