Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quarta-feira, 24 de maio de 2023

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Antoine de Saint-Exupéry escritor francês

"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino”.

FELPUDA

Em certo município do interior de MS, chamou atenção determinada contratação de empresa feita pela prefeitura, a fim de prestar serviços de locação de estrutura para eventos, recebendo, por 12 meses, total de R$ 1,9 milhão. Na cidade, que é de pequeno porte, o que se ouve entre o pessoal mais antenado é que, no ato de assinatura do contrato, uma das canetas tinha tom “laranja”. Ainda, quem fez a gentileza de emprestá-la só exigiu que fosse chamado, no distante gabinete onde está instalado, para, depois de tudo arrumadinho, usufruir a festa. Essa gente…

Loves

Pesquisa feita com 1.981 pessoas no Estado sobre as intenções de compras para o Dia dos Namorados (12 de junho) mostrou que 60,27% vão presentear na data, enquanto 55,07% vão comemorar. O comércio espera movimentação de R$ 371,21 milhões, volume de vendas 56% maior que no ano passado, e gasto médio de R$ 431,65, sendo R$ 234,17 para mimos e R$ 197,48 para “comes e bebes”. Entre os que não vão presentear, a maioria (59,72%) disse estar solteira, 15,88% não comemoram e 8% afirmaram estar sem dinheiro.

Com desconto

O que deve deixar os comerciantes atentos é que 68,26% dos entrevistados informaram que pagarão à vista, mas esperam descontos. Outros 30,65% disseram que pretendem parcelar, e 8,45% querem, para concretizar o negócio, bom atendimento como atrativo principal. O trabalho foi realizado entre os dias 21 e 27 de abril pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS e pelo Sebrae-MS, em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Bonito, Corumbá, Ladário e em Três Lagoas.

Mato Grosso do Sul também contribuiu para impulsionar o Mapa do Turismo Brasileiro, o qual registrou, neste ano, a atualização de 2.477 municípios e 335 regiões turísticas que têm vocação ou são impactados pelo setor de viagens no País. Desde o ano passado, a plataforma está disponível para cadastramento de novos destinos. O Ministério do Turismo informou que, proporcionalmente, as regiões Sudeste e Sul registram mais da metade dessas localidades, com dados atualizados no sistema. Quanto aos estados, Espírito Santo contabilizou quase 90% de todos os municípios inseridos no mapa, seguido por Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com mais de 75%.

Maria Cristina Pierro Scaff ao lado dos filhos Karla, Vanessa e Bruno/ Arquivo pessoa

Monica Salgado/ Rodrigo Zorzi
 

No palco

Após um período “de molho” politicamente falando, figurinha voltou à cena e está instalada em confortável cadeira. O retorno se deu graças a uma fada madrinha, hoje em posição de destaque no cenário nacional. Sua reestreia teria um objetivo: deverá ser forte cabo eleitoral nas eleições de 2024.

Chegando

A delegada aposentada Sidneia Tobias foi nomeada pelo governo de Eduardo Riedel para coordenar o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), com a missão de expandir as ações para todo o Estado. Nas eleições de 2020, ela disputou a Prefeitura de Campo Grande pelo Podemos e, entre os 14 concorrentes, obteve a 5ª maior votação, ficando à frente, inclusive, de outros postulantes: três deputados estaduais, um ex-vereador e ex-secretários estadual e municipal.

Misturados

O que seria considerado inimaginável na política em tempos não tão distantes, hoje é uma realidade nessas plagas de cá. O PSDB não era um simples adversário, mas sim um inimigo feroz contra o PT. Hoje, caminham juntos e até dividem espaço no governo estadual. Agora, é o MDB que se junta à sigla. Ao que tudo indica, as rivalidades, convenientemente, foram superadas. Vale ressaltar que, no auge, os então governadores André Puccinelli (emedebista) e José Orcírio Miranda dos Santos (petista) digladiavam-se cotidianamente. Agora, terão de conviver no mesmo ninho tucano. Dinâmica, sim, a dinâmica...

Aniversariantes

Leandro Olegário Caminha,

Maria Luiza d’Ávila Stuhrk,

Severina da Silva,

Maria Dulce (Madú) Machado Koim,

Maria Auxiliadora Vianna Alvarenga,

Artemia Gimenez da Cunha,

Milady Pedroso Grincevicus,

Geraldo de Almeida Silva,

Edoy Augusto Monteiro,

Dr. Luiz Roberto Peralta Marti,

Nelson Keigo Otsuka,

Felipe Di Benedetto,

Jorcy Barbosa de Oliveira,

Mario Angelo Ajala,

Edison da Silva Torres,

Enéias Crispiniano da Rocha,

Dr. Jacy de Souza Freire,

Daniella Alves de Arruda,

Paulo Jacques Monteiro Leite,

José Antônio Nogueira de Oliveira,

Dalta Tinoco de Araujo,

Sonia Maria Grincevicus Vareiro,

Dr. João Ricardo Filgueiras Tognini,

João Bosco de Barros Wanderley Neto,

Ivanilde Atallah,

Gabriela Renata Gimenes Couto,

Natel Henrique Farias de Moraes,

Maria Luiza Barros da Costa Souza,

Ana Lúcia da Silva,

Mario Ubirajara Hofke,

Dilson Cabral Fai,

Amanda Evelyn Dias de Barros,

Dr. Luiz Paulo dos Reis,

Macalé Batista,

Naercio Geraldo,

Maria Auxiliadora Freire,

Silvio Mori,

Valdinei Alves Paniagua,

Luciano Medeiros Barbosa Rodrigues,

Dr. João de Lima Couto,

Igor Ramires Roque,

José Pereira da Cruz,

Mário Antônio dos Santos,

Samuel Echeverria Brites,

Maria Auxiliadora Lopes Puccini,

Ernesto Pereira Borges Neto,

Zuleica Loubet de Rosa,

Margareth Alves Ferreira,

André Ribeiro da Silva,

João Batista Gonçalves,

Célia Regina Silveira,

Aurea de Almeida Freitas,

Rafael Cândia,

Osmar Alves Pereira,

Rosely Coelho Scândola,

Márcia Sodré,

Robson Teixeira dos Santos,

Alfonso Vaitti,

Volnei Abreu Ávila,

Elthon Santos Teixeira,

Maria Auxiliadora Targino de Araújo,

Domingos Alex Lopes de Araújo,

Maria Dolores Lau de Souza,

José Paulo de Magalhães Padilha,

Ademar da Silva Nantes,

Rubens Pozzi Barbirato Barbosa Filho,

Dr. Alfeu Duarte de Souza,

Ari Marcio Gomes de Oliveira,

Ruy Valim de Melo Junior,

Jurema Gomes de Oliveira,

Maria Eliza Marques Soares Nucci,

Carlos Eduardo Dal Fabbro,

Douglas Gonçalves de Castro,

Maira da Silva Santos,

José Anizio de Oliveira,

Cruz Matsuzo Furuse,

Jair Grasel,

Sonia Maria Mendonça Lima,

José Hildo Ferreira de Almeida,

Cristiane Farias de Carvalho Aleixo,

Hélio Fortunato Pereira,

Elione de Souza Amorim,

Honorá Dutra de Araujo Figueiredo,

Marco Aurélio de Sá Baptista,

Etelvino Alves Pereira,

Alcyr Moreira Fernandes,

Telma Aparecida Teixeira,

César Thadeu Moraes de Alencar,

Juliana Romeiro Boniotti,

Edlaine Raimundo,

Marcus Vinicius Crepaldi,

Evanyr Chaves de Oliveira,

Otávio Rosa Mendes,

Jarbas Ferreira Rica,

Marcos Roberto Ogasawara,

Shirley Mara Freitas Jorge,

Vagner Franchi de Souza,

Marcelo Olassar Ramires,

Adriana Paula Nantes Nascimento,

Alexandre Dal Bem,

Angela Biasi Ferlin Cavalheiro,

Vera Lucia Zenerati Gomes,

Angela Ceni Ferri Raymundi,

Ivany Moraes Fumis,

Andriela de Paula Queiroz,

Luzia Cristina Herradon Pamplona,

Luiz Daniel Grochocki.

(Colaborou Tatyane Gameiro)


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Moda Correio B+

Entre Costuras & Cultura: As redes sociais estão deixando todo mundo igual?

Nunca tivemos tanto acesso à informação e, paradoxalmente, nunca parecemos tão semelhantes.

09/08/2026 15h00

Entre Costuras & Cultura: As redes sociais estão deixando todo mundo igual?

Entre Costuras & Cultura: As redes sociais estão deixando todo mundo igual? Foto: Divulgação

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Basta abrir o Instagram ou o TikTok para perceber um fenômeno curioso: pessoas que vivem em cidades, países e culturas completamente diferentes parecem vestir exatamente as mesmas roupas. A mesma calça, o mesmo tênis, a mesma bolsa, a mesma paleta de cores e até a mesma forma de posar para uma foto.

Nunca tivemos tanto acesso à informação e, paradoxalmente, nunca parecemos tão parecidos.

Os algoritmos têm um papel importante nesse processo. Eles entendem aquilo que chama nossa atenção e passam a entregar, repetidamente, versões muito semelhantes do mesmo conteúdo.

Aos poucos, deixamos de descobrir referências diversas e passamos a consumir uma estética padronizada, que acaba sendo reproduzida por milhões de pessoas ao redor do mundo.

Não há nada de errado em buscar inspiração. A moda sempre foi construída a partir de influências. O problema surge quando a inspiração substitui a identidade.

É comum encontrar pessoas que compram roupas porque “todo mundo está usando”, sem se perguntar se aquela peça realmente conversa com sua personalidade, seu estilo de vida ou seus valores. O guarda-roupa fica cheio, mas a sensação de não ter o que vestir continua.

É justamente nesse ponto que a consultoria de imagem faz diferença.

Ao contrário do que muitos imaginam, ela não existe para criar um estilo novo, muito menos para transformar alguém em uma cópia de uma tendência. Seu papel é ajudar cada pessoa a reconhecer quem é, compreender a mensagem que deseja transmitir e traduzir isso por meio da imagem.

Quando conhecemos nosso estilo, fazer escolhas fica mais simples. Compramos com mais consciência, consumimos menos por impulso e construímos um guarda-roupa que faz sentido para a nossa rotina e para a nossa essência.

Ser autêntico também significa respeitar aquilo que faz parte da sua história. A cultura em que você cresceu, sua profissão, seus objetivos, seu momento de vida e até suas preferências pessoais contam uma história que nenhuma tendência consegue reproduzir.

Provavelmente o maior luxo dos nossos tempos não seja vestir o que está em alta, mas ter clareza suficiente para escolher aquilo que realmente nos representa.

Porque tendências passam. Algoritmos mudam. Mas uma imagem construída com autenticidade permanece.

A seguir, 5 dicas para manter sua autenticidade em tempos de algoritmos

1. Inspire-se, mas não copie

Salvar referências é ótimo. Antes de comprar ou reproduzir um look, pergunte-se: eu realmente usaria isso ou estou apenas seguindo uma tendência?

2. Conheça o seu estilo

Seu estilo deve refletir sua personalidade, rotina, objetivos e valores. Quando você sabe quem é, as escolhas se tornam mais conscientes e naturais.

3. Faça compras com intenção

Antes de adquirir uma peça, pense se ela combina com o que você já possui e se faz sentido para sua vida. Um guarda-roupa coerente vale mais do que um armário cheio de tendências passageiras.

4. Valorize o que faz você único

Sua história, profissão, cultura, biotipo e preferências são parte da sua identidade. A moda deve evidenciar essas características, e não escondê-las atrás de uma estética padronizada.

5. Busque orientação profissional

A consultoria de imagem não existe para dizer o que você deve vestir, mas para ajudá-lo a descobrir como traduzir sua essência por meio da imagem. Quando a aparência comunica quem você realmente é, vestir-se deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma forma autêntica de expressão.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de 'Fúria' na Netflix

"Está sendo maravilhoso. A comunidade das artes marciais também está se sentindo bem representada. Fúria, da Netflix está demais"

09/08/2026 13h00

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de 'Fúria' na Netflix

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de 'Fúria' na Netflix Foto: Divulgação

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O ator Gabriel Chadan atualmente integra o elenco de Fúria, série que estreou na Netflix em 29 de julho, na qual interpreta Tanque, campeão de MMA e parceiro de Malamute, personagem vivido por MC Cabelinho.

Até o fim de 2026, o ator também estreia na superprodução Ben-Hur, que será lançada pelo Disney+ e pelo Univer Vídeo. Ao mesmo tempo, Chadan está no ar na reprise de Avenida Brasil, da TV Globo, e também pode ser visto em Juacas, produção original da Disney que passou a integrar o catálogo da Netflix em junho.

Ao longo da carreira, o ator já soma em seu currículo produções como Malhação, Amor à Vida, Liberdade, Liberdade, A Lei do Amor e DNA do Crime, além de projetos para diferentes plataformas de streaming.

Paralelamente à atuação, Gabriel também construiu uma carreira na música. Ex-vocalista da banda Fulanos e Ciclanos, hoje atua como diretor artístico e produtor musical, assinando conceitos criativos, shows, videoclipes e projetos de identidade artística para artistas como Terra Blanco, Ney Matogrosso, Tonny Gordon e Winnit.

Além da música, outro aspecto importante em sua vida é a relação com o esporte. Desde a infância, sonhava em ser jogador de futebol. Hoje, o ator mantém uma rotina de treinamento físico que ajuda na preparação de seus personagens, como foi o caso de Tanque, da série Fúria.

Fora dos estúdios, o ator também vive um papel que considera transformador: o de pai. A paternidade trouxe uma nova perspectiva sobre carreira, propósito e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, tornando-se uma dimensão importante de sua identidade e da forma como enxerga a arte, o trabalho e o futuro.

Hoje, Gabriel Chadan representa uma geração de artistas que não se limita a uma única linguagem. Ele atua, dirige, produz, compõe, cria e desenvolve projetos sempre em busca de narrativas que dialoguem com pessoas reais.

Gabriel é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala sobre carreira, escolhas, personagens e estreias.

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de O ator Gabriel Chadan é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Rangel - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Fúria acaba de estrear na Netflix. Como está sendo para você acompanhar o lançamento da série e ver esse trabalho chegar ao público?
GC - 
Está sendo maravilhoso. A resposta do público tem sido ótima, venho recebendo mensagens de vários lugares do Brasil e do mundo. A comunidade das artes marciais também está se sentindo bem representada.

E é uma satisfação imensa, porque o processo foi muito duro, exigiu muito da gente fisicamente e psicologicamente. E tudo o que a gente faz é para esse momento, para que a obra e essas histórias cheguem às pessoas, emocionem, contem histórias e abram questões. Fúria, da Netflix, tá demais.

CE - Em Fúria, você interpreta Tanque, um lutador de MMA e parceiro de Malamute, personagem vivido por MC Cabelinho. O que mais chamou sua atenção nesse personagem quando recebeu o convite para integrar o elenco da série?
GC -
 Primeiro, o nível técnico, profissional e físico que ele tem enquanto atleta. Por ele ser um campeão de MMA, que representa a maior academia do Brasil na série, eu já entendi que esse cara era um super lutador, uma máquina, um tanque.

Então, o meu primeiro foco, no início das preparações, foi chegar nesse momento, nesse corpo, nessa habilidade, principalmente porque a luta do Tanque e do Malamute é a primeira luta da série.

Então, tinha uma importância muito grande. A partir daí, fui entendendo o personagem e decupando essa história interna, as emoções e as nuances que ele poderia ter durante a história toda.

CE - Interpretar um lutador de MMA deve ter exigido uma preparação física intensa. Como foi esse processo e quais foram os maiores desafios?
GC -
 Sim, foi uma preparação física muito dura, de segunda a sexta-feira, das nove às seis horas da tarde. Fizemos com a equipe do Piter Lee, americano, que cuidou das coreografias das lutas com os lutadores profissionais e a gente.

Além de todo o trabalho que se fazia fora do ambiente de preparação da série, como treinamentos diários na academia, recuperação e fisioterapia. Então, foram dois meses intensos, com muito trabalho, muita coreografia, muitos detalhes técnicos específicos, muita dor, mas também muito cuidado.
Grandes profissionais, uma estrutura incrível que a Zola e a Netflix forneceram para todos os atores e atletas.

Além de uma equipe multidisciplinar pessoal que eu tenho, com o nutricionista Lucas Souza, que preparou uma alimentação específica para esses meses de trabalho, tanto para aguentar o ritmo dos treinos quanto para chegar à forma estética que o personagem precisou.

Então, foi um trabalho mágico. E o maior desafio era que, no momento em que a câmera me filmasse, o público visse imediatamente um lutador e que, ao ver as cenas de luta, se sentisse emocionado, adrenalizado, como se estivesse assistindo a uma luta real.

E eu recebi diversas mensagens e feedbacks falando: “Ah, mas eu tava torcendo como se fosse uma luta”. Então, acredito que a gente tenha chegado num lugar muito bacana.

CE - Até o fim do ano você também estreia em Ben-Hur, uma superprodução do Disney+ e do Univer Vídeo. As gravações já começaram? O que você pode adiantar sobre o seu personagem?
GC -
 Sim, as gravações já começaram. Produção gigantesca, grandes profissionais da área do cinema e das produções de séries no Brasil, além de um elenco incrível.

Então, o público pode esperar um grande épico, grandes cenas de ação, muita emoção, com essa história que é um dos maiores clássicos da literatura mundial. Eu faço o personagem Romulus. Ele é um tribuno romano que tem uma índole duvidosa e costuma fazer um trabalho que não necessariamente serve aos outros, mas especificamente a si mesmo. Isso é o que eu posso falar agora.

E já garanto para vocês: vai ter muita emoção, muita adrenalina, e eu aposto que esse trabalho vai surpreender todo mundo.

CE - A série será inspirada em um dos maiores clássicos da literatura e do cinema, né? O que esse projeto representa para a sua carreira?
GC -
 Representa um momento muito lindo. Primeiro, porque é meu primeiro trabalho com esse grupo, e estou me sentindo muito feliz, muito bem-quisto e muito realizado artisticamente.

É a maior produção da casa até o momento, um investimento gigantesco, não só de dinheiro, mas de tempo e de pessoas.

E representa um momento muito lindo na minha carreira. 2026 está sendo um ano muito legal. E todo esse momento que eu venho passando na minha carreira tem sido ótimo. E, como ator, poder representar um grande épico, um grande clássico da literatura, é uma honra, um sonho.

Quando a gente começa a fazer teatro, quer fazer os grandes clássicos: Tchekhov, Shakespeare. Então, todas essas obras que fizeram parte da história do mundo, ainda mais numa grande produção como essa, me deixam muito realizado.

Entrevista exclusiva com o ator Gabriel Chadan destaque no elenco de O ator Gabriel Chadan é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Théo Dorè - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você já passou por novelas, séries e diferentes plataformas de streaming. Como enxerga essa diversidade dentro da construção da carreira?
GC -
 Eu acredito que essa diversidade é um ponto-chave na trajetória de qualquer artista, seja ele da música, das artes plásticas, do teatro, da direção ou de qualquer outro estilo.

E a minha busca sempre foi nesse sentido, de aperfeiçoar cada vez mais todas as ferramentas para que a expressão tenha a liberdade para fluir. Desde que comecei a carreira artística, seja como músico ou como ator especificamente, sempre desejei transitar e ter as formas mais potentes de me comunicar e de contar essas histórias.

Cada uma delas — o teatro, as novelas, as séries, os filmes — tem a sua especificidade, o seu detalhe e a sua forma. E nós, enquanto atores, temos que nos adaptar e entender o que cada linguagem pede para que as histórias sejam contadas da melhor forma possível.

O grande objetivo do que a gente faz é a expressão. Então, isso é algo que eu tenho desde o início. No começo é mais difícil chegar nesse lugar, mas eu venho alimentando e trabalhando isso cada vez mais e vou levar até o final. Seja nas obras das artes cênicas, escrevendo minhas poesias, compondo as minhas canções ou dirigindo outros artistas. É sobre se expressar… A arte é sobre se expressar.

CE - Além da atuação, você também atua como diretor artístico e produtor musical. De que forma a música influencia também no seu trabalho como ator?
GC -
 Tudo que o ator vive, o artista vive. De certa forma, abastece a sua criatividade e o seu trabalho. E poder trabalhar com grandes artistas da música durante os períodos em que eu não estou filmando, além de renovar a minha energia criativa, dar vazão à minha expressividade, faz com que cada artista desses, como Terra Blanco, Ney Matogrosso, WINNIT e Jeff.e, me abasteça de forma muito generosa para que eu saia de cada trabalho mais amadurecido, mais animado, mais reflexivo.

Então, tudo soma, tudo sempre soma. E é algo que eu amo fazer. Eu amo música e amo ajudar os artistas a potencializarem seus talentos.

CE - O esporte sempre fez parte da sua vida e da sua rotina. Como ele contribui para a preparação dos seus personagens até hoje e para a sua vida fora dos estúdios?
GC -
 O esporte sempre fez parte da minha vida. Primeiro com o futebol, brincadeiras de criança, cavalos, subir em árvore. Movimento sempre foi algo fundamental.

Depois que eu cheguei ao Rio, em 2008, comecei a surfar. Na pandemia, encontrei a corrida, que é algo que eu amo. Na realidade, acredito fortemente que o esporte é a base essencial para qualquer sociedade, para qualquer ser humano. Ali você aprende a perder, a lidar com as frustrações, a ganhar e entende que, quando você se dedica a alguma coisa, você melhora.

Eu acredito que a gente é feito de mente, corpo e espírito. Então, a melhor ferramenta para a gente se conectar é o movimento. E isso ajuda muito o nosso psicológico, as nossas relações pessoais e também a nossa relação de trabalho. Indo direto ao ponto em relação ao ator, é fundamental, porque o instrumento de trabalho dele é o corpo, é a voz.

Então, inevitavelmente, você vai ter que trabalhar a favor deles. Ora ficando forte porque você é um atleta, ora ficando mais magro. O corpo está a favor da história. Então, o que o personagem precisar será feito. Eu tenho como inspiração grandes artistas que passaram por grandes transformações, e isso me estimula muito.

CE - Você já afirmou que a paternidade transformou a sua forma de enxergar a carreira e a vida. O que mudou na prática desde que se tornou pai?
GC -
 Sim. Mudou a minha vida completamente para melhor. Na prática, mudou a forma com que eu me relaciono com o tempo, a forma com que eu me relaciono com a vida e a responsabilidade inegociável que eu tenho sobre a educação, a criação e a segurança dessa criança.

E, de formas mais afetivas, mudou também a maneira como eu me tornei mais empático com o mundo. É um amor incondicional indescritível. E eu tenho o privilégio de ser pai de uma menina, a Gaia. Acho que, para um homem, isso é um dos maiores presentes do mundo.

Porque, através das experiências dela e do contato com ela, com a minha companheira, a Terra Blanco, eu vou tendo lições e aprendizados diários sobre a minha masculinidade, sobre como a nossa sociedade é muito mais dura e muito mais difícil para uma mulher. E como essa nossa estrutura naturaliza muito tudo isso.

Então, viver com a Gaia, curtir essas experiências e estar do lado dela me faz crescer como ser humano, como homem, como marido, como pai, como amigo, enfim. E aí, através da minha arte, consigo abrir novos questionamentos, novas informações e reinaugurar, junto com todo um movimento, novas realidades. É um grande presente. Minha filha é o maior presente da minha vida.

CE - O público acompanha um artista que atua, dirige, produz e transita por diferentes áreas criativas. Quais são os próximos desafios e o que você ainda sonha em realizar na carreira?
GC - 
Ah, são muitos, muitos, muitos. Esse ano ainda estou terminando de filmar a série Ben-Hur. Muita expectativa. É uma série que vai ser incrível, um projeto gigantesco, épico, que eu tenho o privilégio de fazer.

E, na sequência, tem alguns projetos da música em que eu venho trabalhando forte, como os novos trabalhos da Terra Blanco. Um pouco mais à frente, quero voltar a lançar músicas e projetos autorais meus novamente. Tenho a banda Fulanos e Ciclanos há 14 anos, mais de 30 faixas lançadas, clipes e participações com grandes artistas.

E, na carreira de ator, eu quero sempre poder contar boas histórias, fazer novos personagens, circular nas melhores produtoras e empresas que rodeiam esse mundo. Então, sonho muito e quero muito. E é um passo atrás do outro.

Esse ano ainda tem muita coisa para acontecer. Tenho grandes novidades para o ano que vem, mas ainda são sigilosos. Então, o que eu posso dizer é: sonhem, sonhem, porque eu estou sonhando muito e estou sonhando alto.

 

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