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Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 9 de março de 2023

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Mario Quintana - poeta brasileiro


"Se eu pudesse, pegava a dor, 
colocava a dor dentro de um 
envelope e devolvia ao remetente".


FELPUDA


Figurinha que chegou a ser lembrada até como possível ocupante de vaga em chapa à majoritária 
nas eleições passadas talvez tenha acreditado ser uma grande estrategista política. E foi por isso que acabou metendo os pés pelas mãos e, pensando em colher rosas, ficou mesmo com o abacaxi para descascar. 
Suas articulações caminham para o fracasso e, perante o prezado eleitor, ele ficará como aquele que não prestou atenção em sua verdadeira função. Assim sendo...

 


Xadrez


Com o PT no comando do País, as articulações de Mato Grosso do Sul com vistas às eleições municipais de 2024 e às gerais de 2026 começam a ser estudadas no xadrez político. Na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, uma das prováveis chapas deverá ser formada pelos deputados estaduais Pedro Kemp e José Orcírio dos Santos. Ambos, aliás, já disputaram, em ocasiões diferentes, a cadeira do Paço, mas sem sucesso.


Cadeira


Com relação às eleições gerais, quando estarão em jogo o governo, o Senado e as vagas de deputados estaduais e federais, o atual deputado federal do PT Vander Loubet tem sinalizado que pretende disputar uma das duas cadeiras do Senado, que estarão disponíveis com o fim dos mandatos de Nelson Trad Filho e de Soraya Thronick. Outro postulante é o ex-governador Reinaldo Azambuja, com quem o petista quer “jogar junto”.

 

Pedrossian Neto, Mara Caseiro e Londres Machado
Maria Lucia Souza


Confronto


Como a guerra entre bolsonaristas e lulistas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul começa 
a ficar acirrada, são esperados para a próxima semana intensos debates sobre a ameaça que o presidente Lula teria feito, de que não liberaria os valores das emendas aos deputados federais que apoiam o pedido de criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar os episódios de 8 de janeiro. Os parlamentares estaduais vão entrar na briga, pois a manobra daquele governo afeta as bandas de cá, uma vez que Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, ambos do PL, assinaram o documento.


Musculatura


Há quem garanta que as articulações do chefe da Casa Civil, Eduardo Rocha, vêm aumentando a musculatura política do governador Eduardo Riedel. O fato de ter sido deputado estadual e secretário de Governo na segunda administração do ex-governador Reinaldo Azambuja o credencia para trabalhar pelo fortalecimento do municipalismo, e obviamente isso reflete em dividendos políticos para o tucano.


Sem moleza


Três servidores foram designados para compor a Comissão Permanente de Sindicância na Assembleia Legislativa de MS, conforme ato do presidente Gerson Claro, com vigência até 29 de fevereiro do ano que vem. Caberá a eles conduzirem os procedimentos para apuração sumária de irregularidades. A referida comissão foi criada em junho de 2019.


Aniversariantes


Mara Lúcia Potrich Dolzan,
Luiz Humberto (Beto) Pereira,
Dr. Laércio Arruda Guilhem,
Dr. Luiz Gonzaga Mendes Marques,
Djalma Santana,
Wilton Paulino Júnior,
Jorge Toshio Fujimoto,
Maria Madalena Freitas Moraes,
Orivaldo Gonçalves de Mendonça,
Neusa Higa Mourão,
José Affonso Passos,
Osmiro Candido de Siqueira,
Júlio Aparecido Maiolino,
Orlando Vargas,
Luis Ricardo Bernhard,
Rogerio Monção Oliveira,
Thiago Moser Pereira,
Noel Antonio Soares,
Ademir Antonio Schumacher,
Militão Adão Rodes,
Vitor Anibal Delgado,
Cândida Andrade e Jurgielewicz,
Ana Maria Pedra,
Viviane Borghetti Zampieri Filinto da Silva,
Antonio Osmanio Martins de Lima,
Dr. Adalberto Arão Filho,
Renato Mattosinho,
Valter Mangini,
Márcia Regina Toledo Possik,
Ricardo Justino Lopes,
Maria Vicência Modesto Campos,
José Nivaldo Catanante,
Ivete Martins Santana Pereira,
Militão Antônio Andrade,
Antônio Luiz Carille,
Valdete de Barros Martins,
Terezinha Maria Coelho Neto,
Francisco Cardoso de Freitas Júnior,
Lucas Lázaro Gerolomo,
Mário Nelson Souto,
Solange Alves de Oliveira,
Dr. Juvenal Alves Corrêa Neto,
Migues Ximenes,
João Batista de Almeida,
Dr. Acir Ochove,
Juliana Miranda Rodrigues 
da Cunha Passarelli,
Dr. João Daniel Leal,
Claudete Fogolin,
Rosaney Nepomuceno de Souza,
Odete de Melo Franco,
João Antônio Assis,
Auxiliadora Nunes,
Edilson Ferraz de Oliveira,
Leila Maria Rocha,
Carolina Mendes Almeida,
Loire Vieira Santana,
Eunice de Souza Campos,
João Roberto Alves,
Marli Lima de Figueiredo,
Paulo Bernardo Silva,
Mário Ocampos,
Vander Pinesso,
Anna Vitória dos Santos Marques,
Wanderley Benhur da Silva,
Elida Carmo Dias,
Dr. Alex Leite de Mello,
Robson Costa Lopes,
Gabriela Chaia Pedrossian,
Dr. Yukihide Hirose,
Dra. Daniela de Oliveira Rodrigues,
Maria Lúcia de Souza Araújo,
Elton José da Silveira Nantes,
Ênio João Meireles de Barros,
Pedro Martins de Oliveira,
Marco Aurélio Modesto Campos,
Klerysson Fernandes Rosa,
Victor Hugo Soares,
Cândido da Silva,
Osmar da Silva Mello,
Adriano Barros Vieira,
Eduardo Tiosso Junior,
José Carlos das Virgens,
Paulo Coelho Palermo,
Jarenil Flores dos Santos,
Ruth Andrade Vieira Botelho,
Vilma Paulovich de Castro,
Everson Rodrigues Aquino,
Clenir Afonso Farkas,
Rubião Numa Giancristofaro,
Nádia Oliveira Teixeira,
Dra. Ana Marta Simões da Silva Flores,
Vanessa Mara Marchioretto,
Crescência de Souza Costa,
Silvia Macedo,
José André Rocha de Moraes,
Tânia Marisa Dantas da Silva Vieira de Matos,
José Martins Ferreira Junior,
Cleuza Maria Rorato,
Hugo Ricardo Lincon de Oliveira Cenedese,
Leonardo Queiroz Trombine Leite,
Ana Maria Mustafá de Souza,
Milton Ferreira Lima,
Dauter Ribeiro Cardozo,
José Gilson Rocha,
Cecília Lopes de Lima,
Maria Emília Vieira Mello,
Melissa Ramires de Assis.


Colaborou Tatyane Gameiro

Gastronomia Correio B+

Dia 22/09 celebramos o Dia Mundial da Banana: que tal uma Banana Caramelizada com Cachaça e Canela?

Para a semana, o B+ com o Divino Fogão oferecem e ensinam uma receita simples e deliciosa com essa fruta tão importante e consumida no mundo.

20/09/2026 12h00

Dia 22/09 celebramos o Dia Mundial da Banana: que tal uma Banana Caramelizada com Cachaça e Canela?

Dia 22/09 celebramos o Dia Mundial da Banana: que tal uma Banana Caramelizada com Cachaça e Canela? Foto: Divulgação

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Essa semana celebramos a fruta mais consumida pelos brasileiros e uma das mais importantes para a segurança alimentar do planeta. O país é um dos maiores produtores mundiais de banana, que tem seu dia comemorado no dia 22, onde ela se destaca também na agricultura familiar, e as mais populares no Brasil são a nanica, prata, da terra e ouro. Para a semana, o B+ com o Divino Fogão oferecem e ensinam uma receita simples e deliciosa com essa fruta tão importante e consumida no mundo.

BANANA CARAMELIZADA COM CACHAÇA E CANELA

Ingredientes:

  • 10 bananas-prata maduras, porém, firmes 
  • 100 gramas de açúcar 
  • 50 gramas de manteiga 
  • 80 ml de cachaça 
  • 1 colher de chá de canela em pó 
  • Suco de 1/2 limão 
  • 50 ml de água 

Modo de preparo:

Comece cortando as bananas ao meio, no sentido do comprimento. Em seguida, derreta a manteiga em uma frigideira grande, acrescente o açúcar e deixe cozinhar até formar um caramelo claro. Adicione a água cuidadosamente e misture.

Na sequência, coloque as bananas e cozinhe até dourarem dos dois lados. Acrescente o suco de limão e a canela. Depois, adicione a cachaça e deixe cozinhar até que o álcool evapore e se forme um molho caramelizado. Sirva as bananas ainda quentes, regadas com o próprio molho.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 21 e 27 de setembro. Embates e situações para tomar atitudes.

O Cinco de Paus traz uma semana de embates e situações que exigem atitude. A tensão pode incomodar, mas também revelar caminhos, testar limites e estimular mudanças.

20/09/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 21 e 27 de setembro. Embates e situações para tomar atitudes.

A energia do Tarô da semana entre 21 e 27 de setembro. Embates e situações para tomar atitudes. Foto: Divulgação

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O Cinco de Paus rege uma semana de movimento, tensão e confronto de forças. Sua energia é dinâmica, provocadora e inquieta. Nada parece completamente estável e, justamente por isso, torna-se difícil permanecer à margem do que acontece.

Diferenças vêm à tona, posições se chocam e somos chamados a encontrar maneiras mais conscientes de lidar com o conflito, transformando a tensão em impulso para avançar.

A simbologia da carta combina especialmente com o céu deste período. O Sol entra em Libra, signo associado ao equilíbrio, à diplomacia, às relações e à necessidade de considerar o outro.

Ao mesmo tempo, a Lua Cheia em Áries acende a individualidade, a iniciativa, a coragem e o desejo de agir sem esperar que todos concordem. É o encontro de duas forças complementares, mas nem sempre confortáveis: o eu e o nós.

O Cinco de Paus surge justamente nesse intervalo entre essas duas necessidades. De um lado, existe a vontade de defender o próprio território, dizer o que se pensa e lutar pelo que se deseja.

De outro, existe a consciência de que nenhuma relação, parceria ou projeto se sustenta quando apenas uma pessoa tem espaço para existir. O desafio da semana está menos em eliminar os conflitos do que em descobrir o que eles estão revelando.

Nos Arcanos Menores, o número cinco introduz uma quebra na estabilidade. O quatro representa uma estrutura já estabelecida, uma forma que encontrou algum tipo de organização. O cinco chega para movimentá-la.

É o ponto em que aquilo que parecia resolvido começa a ser experimentado pela realidade. Por isso, os cincos do Tarô costumam carregar algum grau de tensão, crise, mudança ou desconforto. Não necessariamente porque algo deu errado, mas porque permanecer exatamente como estava deixou de ser suficiente.

Na numerologia, o cinco está ligado ao movimento, à liberdade, à experiência e à descoberta. É um número que não gosta de ficar confinado. Entre o quatro, que organiza, e o seis, que procura uma nova harmonia, o cinco funciona como passagem.

Ele provoca a mudança necessária para que uma estrutura possa ser revista. Seu lado luminoso está na capacidade de experimentar, improvisar, adaptar-se e descobrir novas possibilidades. Seu lado desafiador aparece quando a necessidade de movimento se transforma em inquietação, impulsividade ou dispersão.

É interessante pensar nisso diante de uma Lua Cheia. Ela simboliza um momento de culminação e visibilidade: aquilo que vinha crescendo chega a um ponto de maior intensidade. Em Áries, essa intensidade ganha uma qualidade direta.

O que estava sendo contido pode querer sair. O que estava sendo adiado pode exigir atitude. O que incomodava silenciosamente pode finalmente encontrar palavras. Há uma espécie de urgência no ar, como se determinadas questões já não aceitassem permanecer apenas no território das intenções.

Por isso, o Cinco de Paus não precisa ser interpretado como uma carta de briga. Seria uma leitura estreita demais. Na imagem tradicional, vemos personagens envolvidos em uma disputa, mas não existe ali necessariamente um vencedor ou um derrotado.

Cada um segura seu bastão e participa de uma movimentação coletiva. É quase como se todos estivessem testando forças, experimentando posições, descobrindo até onde podem avançar.

Essa é uma das grandes mensagens da carta: nem todo confronto é uma guerra.

Há conflitos que nascem da competição, mas também há conflitos que produzem criatividade. Uma ideia é contestada e, justamente por isso, fica melhor. Uma pessoa apresenta uma opinião diferente e obriga outra a rever sua certeza.

Uma negociação se complica e, no processo, revela uma solução que ninguém havia considerado. Uma relação chega a um ponto de tensão e finalmente permite que duas pessoas digam aquilo que vinham evitando.

O problema começa quando a disputa deixa de ser instrumento de transformação e passa a ser uma finalidade. O Cinco de Paus pode alimentar a necessidade de provar que se está certo, vencer uma discussão ou conquistar espaço apenas para demonstrar força.

Sob sua influência, é fácil confundir posicionamento com confronto. Também é possível interpretar qualquer resistência como uma ameaça, quando, às vezes, ela está apenas mostrando que existe mais de uma maneira de olhar para determinada questão.

A entrada do Sol em Libra oferece justamente o contraponto. Libra lembra que ter razão não é a única questão em jogo. Existe também a qualidade da relação, a consequência das palavras e a capacidade de construir algo que contemple mais de uma perspectiva.

Mas Libra, quando levado ao excesso, pode cair na tentativa de evitar qualquer desconforto, adiar decisões ou silenciar desejos para preservar uma aparência de harmonia. E é aí que Áries aparece para lembrar: equilíbrio não significa silêncio.

Áries ensina Libra a se posicionar; Libra ensina Áries a considerar o outro.

O Cinco de Paus coloca as duas perguntas na mesma mesa: “O que eu realmente quero?” e “Como podemos fazer isso juntos?”. Talvez essa seja uma das questões mais importantes da semana. Nem sempre será possível agradar todo mundo.

Nem toda negociação produzirá unanimidade. Algumas escolhas inevitavelmente provocarão resistência. O equilíbrio libriano não precisa significar a eliminação das diferenças; pode significar encontrar uma maneira justa de conviver com elas.

No amor, o Cinco de Paus coloca diferenças em evidência e pode trazer à tona tensões acumuladas. Em relações estáveis, o conflito pode indicar a necessidade de rever acordos e encontrar novas formas de convivência.

O cuidado é não transformar a relação em disputa: quem cede mais, quem tem razão? Olhar além do confronto ajuda a compreender o que cada pessoa está tentando defender.

Para quem está solteiro, a carta pode indicar desafios na conquista e a atração pelo que parece difícil de alcançar. Mas é importante distinguir conexão de conquista: o que existe além da adrenalina da disputa?

No trabalho, a energia da carta pode ser fértil. Opiniões diferentes, disputas de espaço e a necessidade de defender uma ideia podem provocar soluções melhores. Uma boa ideia não precisa sair intacta de uma discussão para continuar sendo boa. Às vezes, precisa justamente ser questionada para ganhar consistência.

Também pode haver competição por reconhecimento, visibilidade ou protagonismo. O desafio é não transformar toda oportunidade em disputa pessoal. Existe uma diferença entre competir para crescer e competir para diminuir o outro.

O primeiro movimento amplia habilidades; o segundo consome energia tentando impedir que alguém avance. O Cinco de Paus favorece a troca, a criação e a capacidade de defender uma posição sem se tornar prisioneira dela.

Na carreira, o Cinco de Paus convida a sair do terreno conhecido e aceitar desafios que coloquem suas capacidades à prova. Pode haver concorrência, inclusive em um processo seletivo, mas a disputa também pode estimular criatividade, aprimorar habilidades e abrir novas oportunidades. O importante é não encarar o desafio apenas como um confronto, mas como uma chance de descobrir do que você é capaz.

Vale observar também a relação entre dinheiro e competição. Alguma compra está sendo feita para acompanhar o padrão de outras pessoas? Algum gasto nasce da necessidade de provar alguma coisa?

Na vida cotidiana, essa energia pode aparecer de maneiras muito menos dramáticas do que a imagem da carta sugere. Uma discussão no trânsito, uma conversa que esquenta, pessoas interrompendo umas às outras, um grupo tentando decidir algo sem que ninguém queira abrir mão da própria opinião.

Mas pode aparecer também de maneira muito mais construtiva: numa conversa animada, numa troca de ideias, numa aula em que todos participam, numa atividade esportiva ou numa equipe criativa em que diferentes referências produzem uma solução inesperada. Existe vida no atrito.

O Cinco de Paus nos lembra que harmonia não é ausência de diferenças. Uma orquestra não produz música porque todos os instrumentos são iguais. Uma conversa interessante não nasce quando todos concordam. Uma relação madura não depende da inexistência de conflitos, mas da capacidade de atravessá-los sem transformar diferença em ameaça.

O desafio, portanto, não está apenas no que nos confronta, mas na maneira como respondemos ao confronto. É nesse ponto que o conflito pode revelar aquilo que ainda nos limita.

A competição constante pode esconder uma necessidade de validação. A necessidade de vencer pode revelar o medo de não ser suficiente. A dificuldade de ceder pode estar ligada ao receio de perder espaço. Perceber essas estruturas internas é também uma forma de recuperar a liberdade.

Por isso, o Cinco de Paus pode ser visto como uma carta de treinamento. Os conflitos colocam você diante de habilidades que precisam ser desenvolvidas: cada divergência exige comunicação, cada disputa ensina sobre limites e cada provocação revela algo sobre o próprio temperamento.

A questão deixa de ser “como faço para ninguém me contrariar?” e passa a ser: “o que esta situação está me ensinando sobre a maneira como reajo quando sou contrariado?”

Essa mudança de perspectiva transforma a experiência.

Porque talvez não seja possível controlar o barulho ao redor. Pessoas terão opiniões. Desejos vão se chocar. Planos poderão mudar. Alguém pode discordar. Uma conversa pode sair diferente do esperado. O que está sob nosso controle é a qualidade da resposta.

A Lua Cheia em Áries pode aumentar a vontade de agir imediatamente. O Sol em Libra lembra a importância de considerar as consequências. Entre os dois, o Cinco de Paus propõe uma terceira via: não fugir do confronto, mas escolher quais batalhas realmente merecem energia.

Há uma diferença enorme entre reagir e responder. Reagir é entregar o volante ao impulso do momento. Responder é reconhecer o impulso sem necessariamente obedecê-lo. Se algo provocar irritação, observe antes de atacar.

Se uma opinião contrariar, escute antes de descartá-la. Se surgir uma disputa, pergunte o que está realmente sendo disputado. Se alguém desafiar seu espaço, perceba se é necessário lutar ou apenas reafirmar seus limites. E, principalmente, não transforme toda diferença em ameaça.

O fogo de Áries pode dar coragem para dizer o que precisa ser dito. Libra pode oferecer a medida necessária para escolher como dizer. E o Cinco de Paus lembra que, depois do choque inicial, ainda existe a possibilidade de construir alguma coisa nova.

Talvez essa seja a verdadeira sabedoria da carta para os próximos dias: não é preciso vencer todas as disputas. É possível competir pelo prazer da experiência, aprender com a resistência, defender aquilo que importa e, ao mesmo tempo, permanecer aberto àquilo que ainda não conhece.

A liberdade do cinco não está em ter todas as respostas. Está em poder experimentar. Em descobrir que uma estrutura pode ser modificada sem que tudo precise ser destruído. Em perceber que uma escolha pode nascer justamente quando uma certeza é colocada em dúvida. Nem todo conflito veio para separar. Alguns vieram para movimentar.

O Cinco de Paus não promete uma semana tranquila. Ele oferece algo diferente: a oportunidade de descobrir, no meio do movimento, quais forças realmente merecem a nossa energia e que pessoa podemos nos tornar quando finalmente aprendemos a usar essa energia a nosso favor.

Lembre-se: você não precisa vencer em tudo para ter valor. Cada um de nós possui uma combinação única de talentos. Talvez você não seja o melhor em cada habilidade que possui, mas ninguém no planeta reúne exatamente a mesma combinação de talentos, competências e capacidades que você.

Portanto, procure ser uma versão de primeira qualidade de si mesmo, em vez de uma versão de segunda qualidade de outra pessoa. Afinal, como diz uma frase atribuída a Theodore Roosevelt: “A comparação é a ladra da alegria.”

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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