Correio B

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta terça-feira, 07 de novembro de 2023

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Jorge amado - escritor brasileiro

Temos olhos de ver e olhos 
de não ver, depende do estado 
do coração de cada um”.


FELPUDA

A possibilidade de certo partido cair no colo de sigla que já definiu rumos para a próxima campanha eleitoral começa a causar apreensão em alguns filiados. 

A situação estaria no estilo “por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. Daí o certo escanteio de figurinha que até então vinha reinando. Por falar nisso, luz de alerta teria se acendido depois que, internamente, naquele partido começou a ciranda de apresentações de nomes para pré-candidaturas, a maioria com pouco ou nenhum peso político. Escoladas sobre escolhas erradas no passado, lideranças nacionais deverão entrar em campo e colocar ordem na sigla.

Afinal, política realmente não é para amadores.

Inéditos

Um espaço virtual que disponibiliza serviços inéditos aos criadores de abelhas de todo o Brasil está sendo apresentado 
pela Embrapa. Trata-se do Infobee.

Mais

O espaço traz os resultados de pesquisas nas áreas de apicultura e meliponicultura (atividade de criação de abelhas nativas sem ferrão), além de cursos, vídeos, animações e aplicações web. 

Até o dia 14 de novembro, o Congresso Nacional estará iluminado na cor azul em apoio ao Novembro Azul, mês de conscientização sobre a saúde do homem, em especial para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. O movimento teve origem na Austrália em 2003 e foi inspirado no Outubro Rosa, que alerta o público feminino a respeito do câncer de mama. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o mais comum e responde por 28,6% das mortes por neoplasias malignas no sexo masculino. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos por conta da doença, de acordo com dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Marianne Cogo
Ana Lucia Alves de Arruda Pereira e Emerson Belaus Pereira

 

“Pirão”

O ano pré-eleitoral nem chegou ao fim e quem pensava que os confrontos seriam entre os possíveis pré-candidatos conclui que se enganou. Brigas ferrenhas, com denúncias de ambos os lados, vêm acontecendo em diversos municípios, envolvendo prefeitos e vereadores. Muitos estão seguindo a tese popular de “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E durma-se com um barulho desses!

Definidos

Os dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul estão com candidatos a prefeitos definidos pelo PP para o pleito de 2024, e o trabalho é apenas conversar com outros partidos para a formação do arco de alianças. Na cabeça das chapas estarão Adriane Lopes, de Campo Grande, e Alan Guedes, de Dourados. Diferentemente do que ocorre em outras localidades, o Progressistas descartou abrir mão para o PSDB.

Adversários

Embora aliado do PP na administração estadual, o PSDB caminha para ser seu adversário em Campo Grande e em Dourados, na disputa pelas prefeituras. Composição a essa altura é praticamente impossível, até porque o deputado federal Beto Pereira é o nome para ser submetido à avaliação nas urnas pelos campo-grandenses. Em Dourados, ainda não se chegou a um nome viável, mas crescem as apostas sobre a possibilidade de o vice-governador Barbosinha deixar o Progressistas e “pousar” 
no ninho tucano para a disputa.

Aniversariantes

Marianne Cogo,
Janete Ramos Vollkopf, 
Antonio José Angelo Motti, 
Rodrigo Bogamil Quirino, 
Thomaz Queiroz,
Eleanor Cristina Coelho, 
Clara Maria Meira Machado Leal,
José Benedito Batista,
Milton Cesar Montanheri Marques,
Luiz Carlos Pereira Leite, 
Sonya da Silva Baptista,
Luiz Raphael Gomes da Silva,
Elias da Silva Oliveira,
Aécio Pereira Junior,
André Luiz Borges Netto, 
Odila Maria Piva,
Maria Terezinha Moraes 
Cunha Gomes,
Adalberto Muller,
Rui Garcia Prado,
Jácomo Dagostin,
Iveth Agrinfo Fernandes 
Moreira de Oliveira,
Luciane Garcia Marun, 
Gabriel Nogueira Cubel,
Francisco Cubel Filho,
Maiko Macêdo Topal,
Neuza Aparecida Borges,
Daniel de Faria,
Janaína Alves Ocampos,
Juvino Godoy,
Américo Zeolla Junior,
Nicole Esperandio Jordão,
Neusa Amorim Anache,
Cláudia Inácio Ribeiro,
Angela Carla Gonçalves,
Luiz Carlos Coelho,
Tatiane Motta,
Israel Alves Pereira,
Marley Fonseca Araujo,
Luiz Antonio Tobaru Tibana,
Carlos Henrique Amador Souza,
Jurema Rezende Ramos,
Regina Lúcia Fernandes Vilanova,
Maria Aparecida da Silveira Braga,
Maria Auxiliadora da Costa Ochove,
Max Lázaro Trindade Nantes,
Kirlian de Souza Brum,
Marcelo Azevedo Santos,
Hélio Loureiro de Almeida,
Angela Emília Anchieta Curado,
Joan Carvalho,
Maria Aparecida dos Santos,
Wildes Scarselli,
Samir Jorge,
Daniel Doreto,
Othar Rodrigues Barbosa Melo,
Almir Arakaki,
José Aurélio Garcia,
Maria Bernadete Santana da Silva,
Débora Maria de Souza,
Antônio Vicente Carvalho,
Nicéa Maria Machado Ferreira,
Izabel Mitiko Minami,
Rosa Maria Flores Gonçalves,
Diomedes Santos Barreira Filho,
Felisberto Clos Baptista,
Marcos Milkem Abdala,
Fernando Espinala da Silva,
Maria Creuza Pinto Bachega, Leodeia Sampaio da Silva,
Priscila Elizabete Procópio,
Viviane Ramos Escobar,
Regiane Maria Leite da Fonseca,
Tatiana Balzan,
Nivaldo Nunes,
José Ricardo Nunes,
Vanda Pereira de Araújo,
Albaniza de Aguiar Lima,
Olívio Mello Cavalcanti,
Antônia de Fátima de Freitas Avalos,
Emerson Luiz Vicari,
Paulo Afonso Franco Freitas,
Margit Janice Streck,
Moacir Pedroso Dias,
Juliana Pinto Pires de Oliveira Escandolhero,
Luiz Gonzaga Pereira da Silva,
Alexandra Nazario da Cruz,
José Elias de Moura Júnior,
Renato Falcão Ferreira,
Fabio Cesar Miquilino,
Dr. Eduardo Luis Galacini, 
Marco Antonio Cunha,
José Zulim Neto, 
Camila Amorim Oliveira,
Alfeu Coelho Pereira Junior,
Dorival Cordeiro,
Ivanir Biassi,
Érico Nunes Rodrigues,
Janaina Caldeiran de Matos,
Eduardo José Dantas Coelho,
Vanilton Barbosa Lopes,
Jardel Luis Castro Guimarães,
José Callegari,
Rosana Penachio Cury,
Hugo Mituo de Oliveira,
Arthur Azambuja Santos,
Danielle Espindola de Sá,
Soraia Silva Hattge,
Uilma Pires Lago,
Fernando Bacarin.

Colaborou Tatyane Gameiro

Diálogo

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (15)

15/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Margaret Thatcher - Política britânica

"Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas quem você é, você não é”.

FELPUDA 

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando revés na Justiça Eleitoral. Em vez  de apresentar propostas e mostrar ao eleitor o que pretende fazer na Câmara Federal, caso seja eleito, prefere se perder em intrigas e tentativas de desestabilizar adversários, segundo político que conhece bem os bastidores. A estratégia, pelo visto, tem sido mais de conversa do que de conteúdo. Detalhe: o dito-cujo, a cada eleição, tenta conquistar um mandato, mas nunca consegue. Como se vê, discurso inflamado nem sempre é suficiente para convencer o eleitor.

DiálogoFoto: Reprodução

Disponível gratuitamente para toda a população, a AEDO – Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos – feita em cartório pode ser consultada, via CPF do falecido, pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, diretamente na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A iniciativa, que busca ajudar as pessoas que atualmente aguardam na fila por transplante de órgão, pode ser solicitada digitalmente em qualquer um dos Cartórios de Notas do Brasil. O interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o cidadão e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta do Sistema Nacional de Transplantes. É possível ainda escolher qual órgão deseja doar –medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas, Pela legislação vigente, quem autoriza a doação em caso de morte encefálica é a família, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO esta manifestação de vontade fica registrada dentro de uma base de dados acessada pelos profissionais da Saúde, que terão em mãos a comprovação do desejo do falecido para apresentar à família no momento do óbito. A plataforma está acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Diálogo Mônica, Marcela e Eduardo Riedel - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Dra Juliana Lusvarghi - Foto: Arquivo Pessoal

Termômetro

A sucessão da prefeita Adriane começa a entrar no radar político de Campo Grande com vistas a 2028, embora a movimentação mais efetiva deva ocorrer a partir de 2027. Ainda não se sabe  se os partidos que hoje integram o arco de alianças do governador Riedel estarão novamente do mesmo lado. Algumas figuras já andam assanhadas e ensaiam colocar o bloco na rua. A eleição deste ano poderá servir para medir força e espaço dos candidatos. 

Cadeiras

Se for reeleito, o governador Riedel poderá entrar na disputa por uma das vagas ao Senado em 2030. A cadeira que estará em jogo será a da senadora Tereza Cristina, com o final do seu mandato. Ela, por sua vez, também poderá entrar na disputa pelo Governo de MS. Assim, as eleições deste ano já produzem reflexos sobre a montagem do cenário de 2030. Como na política ninguém costuma olhar apenas para a próxima curva...

Responsa

Está nas mãos dos irmãos Fábio e Marcos Trad, hoje em partidos de esquerda, parte importante da responsabilidade de ampliar o espaço político da família nestas eleições. Fábio disputa o Governo, enquanto Marcos busca uma vaga na Câmara dos Deputados. O senador Nelson Trad Filho, por sua vez, desistiu do confronto direto e agora integra uma chapa majoritária como suplente. Se os dois irmãos não obtiverem sucesso nas urnas, o legado político da família poderá sofrer um forte revés. A eleição, portanto, servirá para medir a força do sobrenome.

ANIVERSARIANTES 

  • Leni Fernandes, 
  • Déo José Rimoli Filho,
  • Neiba Ota,
  • Marcus Vinicius Saucedo Perez, 
  • Dalila Felix Damian Miragaia, 
  • Adirson Moreno Peixoto,
  • Gete Ottano da Rosa,
  • Francisca Cosma de LIma Cordeiro,
  • João Yossimitu Chimabuco,
  • José Pereira de Viveiros,
  • Oilson Rizzo,
  • Paulo Cesar Coelho,
  • Rodrigo Seabra Gomes,
  • Josefina Antonia Toledo da Silva,
  • Julianne de Souza Espindola,
  • Cleusa Araujo Clark,
  • Yassuo Noguchi,
  • Silvia Kozima,
  • Gilza Nuria Marroni,  
  • Paulo Sergio França,
  • Jurandir Calixto da Cruz,
  • Osny Duarte Ribeiro,
  • Carlos Hamilton Pereira,
  • Dr. José Rizkallah, 
  • Dr. Jorge Eduardo Rodrigues,
  • Mauro Antônio Zaionc, 
  • Eliane Del Greco Michelazzo,
  • Roberto Pinheiro de Lima,  
  • Wilson Marques Barbosa,     
  • Ana Cecília Mascarenhas Moreira,
  • Vanir Pato dos Santos,
  • Ricardo Ferreira,
  • Sueli Higa, 
  • Orlando Costa Marques Leite,
  • Rochelle Costa,
  • Vanildo Neves Barbosa,
  • Raimundo Nonato Teixeira,
  • Lecir Regenold Martins, 
  • João Pereira Guimarães Neto,
  • Gislene Maria de Macedo,
  • Maurilio Nicomedes da Cunha,
  • Neuza Maria Trindade Benites,
  • Luiza Miyahira,
  • Eliane Novaes Guimarães,
  • Hélio Arthur Bacha,
  • Alex Addor,
  • Nelson Buianain Filho, 
  • Arides Gonçalves Gattis,
  • Dr. Victor Hugo Andrade de Oliveira,
  • Cleber José Ferreira Aguilar,
  • João Nunes,
  • Ramão Barbosa de Souza,
  • Josias dos Santos Rosa,
  • Cleiton Alves Rodrigues,
  • Roberto de Paula Almeida, 
  • Vera Brum,
  • Dr. Aristóteles Ferreira,
  • Maria Cristina Andrade Lopes,
  • Wilson Gomes,
  • Anibal do Nascimento Reis,
  • Maria Antonieta Assunção,
  • Silvio Bezerra Silva,
  • Edison Nepomuceno,
  • Rosiane Nogueira Escobar,
  • Hilda Silveira Gomes,
  • Marisa Mendes Gonçalves,
  • Orcílio Pereira de Queiroz,
  • Dácio Barbosa,
  • Antônio Cotrim Júnior,
  • Dra. Jussara Toshie Hokama, 
  • Elsi Abussafi dos Santos,
  • Márcio César Gonzaga,
  • Pedro Sorrilha Nantes,
  • Sérgio Adalberto Oliskovicz,
  • Hudson Oliveira,
  • Maria de Lurdes Teófilo Tavora,
  • Pedro Paulo Batista,
  • Carmem Fonseca,
  • Soraia Aparecida Chrun Silva,
  • Cristina Xavier da Silva,
  • Emanuel Kilkner Xavier Correa,
  • Altair Carvalho de Oliveira,
  • César Glauco dos Santos Braga,
  • Hans Edgar Bacahenheimer Aguilera,
  • João Edson Vitti,
  • Arnaldo Oscar Drews,
  • João Sguissardi da Rosa,
  • Milton dos Santos de Souza,
  • Roseli Douxera Aquino,
  • José Carlos Oliveira Junior,
  • Manoel Afonso, 
  • Janete Bellini D´Oliveira,
  • Plinio de Arruda Junior,
  • José Carlos Sena,
  • Zito Manuel da Silva,
  • Fabiano Battiston,
  • Oscar Aparecido Santana,
  • Waldelino Pereira Fernandes,
  • Alexandre Rodrigues Favilla,   
  • Nailor Holsback Pereira,          
  • Ayrton Assunção Matos Júnior,     
  • Cassiano Zambam Biglia,
  • Jair de Almeida Serra Neto,
  • Laralice da Rocha Aidar,
  • Jucyliana Cristine Arantes,
  • Mozart Stefani, 
  • Taís Gouvêa Assunção, 
  • Lourdes Peres Benaduce,
  • Roberta Moreschi,
  • Samanta Viki Ramos,
  • Marlene Meneses de Almeida.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Cidade Afeto

14/09/2026 15h05

Arquivo

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Ao aceitar o convite  de Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Campo Grande e da amiga   e acadêmica Theresa Hilcar para uma palestra, a memória revirou.  Não imaginava que viveria tantas emoções em dois dias. Momentos diferentes de minha vida vieram à tona. 

Marcia, minha esposa,  e eu percorremos o que foi possível da cidade, a qual estou ligado desde os anos 1970-1980, quando reunido com autores de minha geração atravessávamos o País   fazendo palestras a estudantes e professores em escolas, pátios, quadras, porões, calçadas, praças, estações ferroviárias, resistindo a um regime que tentava nos calar.

Para mim, esta ida, agora, semanas atrás, me trouxe Berlim, onde morei nos anos 1980. Acabara de me separar de  Bia, minha esposa, e ela mudara para o Mato Grosso com meus filhos. Comunicávamo-nos por telefone. Eu fazia a ligação para Daniel e André, à noite nos orelhões berlinenses. Era muitíssimo mais barato. Havia os fusos, porém os meninos me aguardavam ansiosos para transmitir tudo da  cidade deles, tão verde. Enquanto eu estava enregelado, ele ardiam de calor, e riam, não entendiam a diferença. Eu dizia: “estou com um pouquinho de neve na mão”, e eles queriam saber: “Qual  é o gosto da neve”. Berlim era gelada e gelado e Campo Grande, ardia. 

Eu acompanhava as escolas deles, dos jogos de futebol nos terrenos vagos em torno da casa na Rua da Paz, dos passeios.  Contavam dos campeonatos de futebol de salão no colégio. Estavam felizes, a cidade os acolheu. Eu me adaptava a Berlim,  eles a Campo Grande. Havia afeto. Lembro-me rindo de um “castigo” para alunos  rebeldes.  Eram trancados na biblioteca. Daniel e André faziam arrelia para serem  fechados e ali ficavam lendo. Eu sabia da Rua da Paz, onde tinham morado,  jogando futebol nas ruas de terra. Hoje avenidas asfaltadas, em bairro de classe média alta, a casa em que os meninos moravam, desapareceu.

Circulei por uma cidade dominada por um verde exacerbado que me atordoava, eu lembrando o romance “Não Verás País Nenhum”, hoje um clássico da questão ambiental. Assim  circulei em torno do cerrado conservado, milhares de árvores  me envolvendo e ouvia, sim, uvia,  todo aquele verde me  agradecendo pela imensa reserva do Cerrado.  Apego à natureza. 

Aquela época lá atrás foi a  do muro de Berlim com seus belvederes  (observatórios)  aos quais  subíamos do lado de cá, dito democrático, para  observar os “comunistas” do “lado de lá”. Como se fossem animais de zoológico. Loucuras da Guerra Fria.

Na semana passada, em   acordo entre a Academia Brasileira e a de Campo Grande  falei por duas horas para uma sala lotada. Ou seja, as academias estão  se   abrindo,  multiplicando encontros pelo País inteiro.
Terminados os autógrafos  fomos levados para o Território Ristorante, do filho de Theresa Hilcar , Diogo Wendling ,que ficara aberto para nos receber. Lá estavam os chefs e cozinheiros, fora de seus horários, em homenagem à literatura. Os matogrossenses tem ideia do tesouro raro que tem?  Calculam o valor de uma cozinha superior aos mais medalhados de São Paulo, Rio, Nova York? Diogo na cozinha se  pauta pela inovação  sem esquecer o regional.  É um olhar contemporâneo à gastronomia italiana. Marcia e eu hesitamos entre o Torteille di Ossobuco e o Entrecôte di Angus ala Grigia. Decidimos pelo Risoto Pantaneiro que leva carne seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.  Disputando palmo a palmo com os parisienses “L’Atelier” ou o “Le Perocope”, ”Le Meurice”ou o “JulesVerne”Comida é afeto. Falar é formar leitores  Campo Grande, cidade afeto.

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