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Confira a receita de um sucesso intercontinen

Confira a receita de um sucesso intercontinental: torta de maçã

Uma receita europeia que foi apropriada pelo cardápio dos EUA e, de lá, tornou-se um sucesso intercontinental; sim, hoje é dia de aprender a fazer uma deliciosa apple pie

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Do vasto leque das receitas criadas na Europa que, com os movimentos migratórios, foram exportadas para os EUA, a torta de maçã foi criando o seu próprio caminho até figurar como protagonista.

Sem desconhecer a origem no Velho Continente, a apple pie, mais que uma guloseima para todas as horas, é um símbolo nacional em território norte-americano.

Na sugestão para a sua aventura do sabor de hoje, a receita da torta de maçã que você tem a oportunidade de aprender a dominar segue o protocolo do método made in USA, uma receita imbatível, de prestígio interplanetário, mas que cala fundo na alma do Tio Sam.

Além da patente gastronômica, forjada em um preparo que faz a receita parecer poesia, o seu consumo, embora onipresente no dia a dia, marca algumas celebrações bem tradicionais no calendário dos EUA, como o dia de Ação de Graças, o Thanksgiving no inglês.

Principal feriado do país, a celebração tem data móvel, sempre na última quinta-feira de novembro, e neste ano cai no dia 23.

Nessa data, a torta de maçã sempre está à mesa, ao lado do peru assado, também uma tradição secular para as comemorações de Ação de Graças por lá.

E, sim, essa variedade de torta possui o seu próprio dia, 13 de maio, quando se celebra o National Apple Pie Day – Dia Nacional da Torta de Maçã.

Quando algo é muito característico de seu país, os norte-americanos costumam dizer “as american as apple pie”, expressão que, traduzida para o português, significa “tão americano quanto a torta de maçã”.

ORIGEM

Ninguém sabe, a rigor, onde surgiu a receita. Países como a Holanda, a Suíça e a Alemanha ostentam, cada um ao seu modo, com variações, preparos que são muito apreciados dentro e fora de suas próprias fronteiras. Na Alemanha, a apfelkuchen é tão popular quanto o strudel.

No Brasil, o máximo de uma eventual nacionalização da receita, se é que assim se pode afirmar, pode talvez ser encontrado na cucas, que são bem comuns especialmente na Região Sul. Mas a cuca, de origem alemã, pode levar, além de maçã, outras frutas, como por exemplo figo, pêssego, goiaba, etc, ou ainda uma mistura de todas essas.

A mistureba, aliás, está na “origem da origem” oficial da torta de maçã. Por meio de documentação comprovada, a Inglaterra leva a melhor na primazia. Séculos antes de as primeiras sementes da fruta terem encontrado o solo norte-americano, os britânicos já saboreavam esse tipo de torta.

A mais antiga receita de torta de maçã de que se tem notícia foi impressa na Inglaterra em 1381. No rol de ingredientes, estão listados, além da própria maçã, especiarias, figo, uva-passa, pera, açafrão e um tipo de crosta de pastelaria.

HERÓI DA MAÇÃ

De qualquer modo, os Estados Unidos acabaram se tornando um dos maiores produtores da fruta no mundo. E isso se deve, em parte, a um personagem curioso da história dos EUA: Johnny Appleseed (1774-1845). 

O pioneiro, cujo nome de nascimento é John Chapman, foi uma figura folclórica e uma espécie de herói nacional, que se tornou lendário ainda em vida ao percorrer o meio oeste do país semeando o fruto e ensinamentos místicos espiritualistas.

Vegetariano, protetor dos animais e pacifista, Appleseed, com seu jeitão de hippie pré-vitoriano, protagoniza uma lenda, segundo a qual o herói andava descalço sobre a terra e jogava sementes de maçã no chão. Ele teria viajado milhares de quilômetros plantando árvores de maçã e construindo viveiros para macieiras.

DIFERENÇAS

Ao contrário do passo a passo consolidado pelos norte-americanos, a receita europeia, de modo geral, se avançou de uma verdadeira salada de frutas para um preparo mais depurado e recomenda ingredientes e detalhes no preparo que não foram abraçados pela América.

A manteiga, por exemplo, para os chefs europeus, deve estar na temperatura ambiente, e não gelada. Também se usam, na massa, algumas colheres de rum e um pouco de fermento.

A maçã, em vez de cortada em pedaços, deve ser cortada em fatias bem finas. Para finalizar, não pode faltar o açúcar de confeiteiro, que é polvilhado por cima quando a torta já estiver fria.

Na Europa, evita-se, ainda, o blend de diferentes tipos de maçã. Nos EUA, uma combinação de dois ou mais tipos – verde, fuji, gala, etc – não é rara de se encontrar. O jeito dos europeus fica para uma próxima. Agora, ao trabalho e bom apetite!

Ingredientes 

Massa

  • 2 ½ xícaras de farinha de trigo;
  • 1 colher (chá) de sal;
  • 1 colher (chá) de açúcar;
  • 200 gramas de manteiga sem sal gelada cortada em pedaços;
  • De ¼ a ½ xícara de água gelada.

Recheio

  •  ¼ de xícara de farinha de trigo; 
  • Suco de 1 limão siciliano;
  • 1,5 kg de maçã;
  • 1 xícara de açúcar;
  • 1 colher (chá) de canela em pó;
  • ½ colher (chá) de sal;
  • 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal cortada em pedaços pequenos.

Modo de Preparo:

Em um processador de alimentos, junte a farinha, o sal e o açúcar. Bata para misturar os ingredientes. Adicione a manteiga e volte a bater até que a mistura pareça uma farofa grossa, com pedaços de manteiga do tamanho de uma ervilha.

Borrife ¼ de xícara de água gelada e bata até que a massa esteja ainda como uma farofa, mas que grude quando pressionada com os dedos. Se necessário, coloque mais água gelada, mas aos poucos, uma colher por vez.

Cuide para não mexer demais a massa. Divida a massa ao meio, fazendo dois discos. Cubra com filme plástico e deixe na geladeira por pelo menos uma hora.
Recheio

Coloque o suco do limão em uma tigela grande. Descasque e corte as maçãs em pedaços e, na medida em que for cortando, coloque no suco de limão. Adicione o açúcar, a farinha, a canela, o sal e a manteiga em pedaços. Mexa bem para misturar todos os ingredientes.

Montagem

Preaqueça o forno a 220ºC. Abra o primeiro disco de massa em uma superfície polvilhada com farinha de trigo e transfira a massa para uma forma de torta de aproximadamente 23 cm. Deixe sobrar um pouco para fora.

Coloque as maçãs e aproximadamente ¼ de xícara do caldo que formou. Abra o segundo disco de massa e coloque por cima. Para selar os dois discos de massa, pressione a borda com os dedos. Faça alguns furos pequenos na massa.

Coloque no forno por 20 minutos a 220º C. Depois, baixe para 180º C e asse por mais uma hora aproximadamente. Fique de olho: se a massa começar a escurecer demais, coloque um papel-alumínio por cima. Retire do forno e deixe a torta descansar por algumas horas para que os líquidos que sobraram se acomodem.

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Diálogo

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (15)

15/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Margaret Thatcher - Política britânica

"Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas quem você é, você não é”.

FELPUDA 

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando revés na Justiça Eleitoral. Em vez  de apresentar propostas e mostrar ao eleitor o que pretende fazer na Câmara Federal, caso seja eleito, prefere se perder em intrigas e tentativas de desestabilizar adversários, segundo político que conhece bem os bastidores. A estratégia, pelo visto, tem sido mais de conversa do que de conteúdo. Detalhe: o dito-cujo, a cada eleição, tenta conquistar um mandato, mas nunca consegue. Como se vê, discurso inflamado nem sempre é suficiente para convencer o eleitor.

DiálogoFoto: Reprodução

Disponível gratuitamente para toda a população, a AEDO – Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos – feita em cartório pode ser consultada, via CPF do falecido, pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, diretamente na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A iniciativa, que busca ajudar as pessoas que atualmente aguardam na fila por transplante de órgão, pode ser solicitada digitalmente em qualquer um dos Cartórios de Notas do Brasil. O interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o cidadão e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta do Sistema Nacional de Transplantes. É possível ainda escolher qual órgão deseja doar –medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas, Pela legislação vigente, quem autoriza a doação em caso de morte encefálica é a família, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO esta manifestação de vontade fica registrada dentro de uma base de dados acessada pelos profissionais da Saúde, que terão em mãos a comprovação do desejo do falecido para apresentar à família no momento do óbito. A plataforma está acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Diálogo Mônica, Marcela e Eduardo Riedel - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Dra Juliana Lusvarghi - Foto: Arquivo Pessoal

Termômetro

A sucessão da prefeita Adriane começa a entrar no radar político de Campo Grande com vistas a 2028, embora a movimentação mais efetiva deva ocorrer a partir de 2027. Ainda não se sabe  se os partidos que hoje integram o arco de alianças do governador Riedel estarão novamente do mesmo lado. Algumas figuras já andam assanhadas e ensaiam colocar o bloco na rua. A eleição deste ano poderá servir para medir força e espaço dos candidatos. 

Cadeiras

Se for reeleito, o governador Riedel poderá entrar na disputa por uma das vagas ao Senado em 2030. A cadeira que estará em jogo será a da senadora Tereza Cristina, com o final do seu mandato. Ela, por sua vez, também poderá entrar na disputa pelo Governo de MS. Assim, as eleições deste ano já produzem reflexos sobre a montagem do cenário de 2030. Como na política ninguém costuma olhar apenas para a próxima curva...

Responsa

Está nas mãos dos irmãos Fábio e Marcos Trad, hoje em partidos de esquerda, parte importante da responsabilidade de ampliar o espaço político da família nestas eleições. Fábio disputa o Governo, enquanto Marcos busca uma vaga na Câmara dos Deputados. O senador Nelson Trad Filho, por sua vez, desistiu do confronto direto e agora integra uma chapa majoritária como suplente. Se os dois irmãos não obtiverem sucesso nas urnas, o legado político da família poderá sofrer um forte revés. A eleição, portanto, servirá para medir a força do sobrenome.

ANIVERSARIANTES 

  • Leni Fernandes, 
  • Déo José Rimoli Filho,
  • Neiba Ota,
  • Marcus Vinicius Saucedo Perez, 
  • Dalila Felix Damian Miragaia, 
  • Adirson Moreno Peixoto,
  • Gete Ottano da Rosa,
  • Francisca Cosma de LIma Cordeiro,
  • João Yossimitu Chimabuco,
  • José Pereira de Viveiros,
  • Oilson Rizzo,
  • Paulo Cesar Coelho,
  • Rodrigo Seabra Gomes,
  • Josefina Antonia Toledo da Silva,
  • Julianne de Souza Espindola,
  • Cleusa Araujo Clark,
  • Yassuo Noguchi,
  • Silvia Kozima,
  • Gilza Nuria Marroni,  
  • Paulo Sergio França,
  • Jurandir Calixto da Cruz,
  • Osny Duarte Ribeiro,
  • Carlos Hamilton Pereira,
  • Dr. José Rizkallah, 
  • Dr. Jorge Eduardo Rodrigues,
  • Mauro Antônio Zaionc, 
  • Eliane Del Greco Michelazzo,
  • Roberto Pinheiro de Lima,  
  • Wilson Marques Barbosa,     
  • Ana Cecília Mascarenhas Moreira,
  • Vanir Pato dos Santos,
  • Ricardo Ferreira,
  • Sueli Higa, 
  • Orlando Costa Marques Leite,
  • Rochelle Costa,
  • Vanildo Neves Barbosa,
  • Raimundo Nonato Teixeira,
  • Lecir Regenold Martins, 
  • João Pereira Guimarães Neto,
  • Gislene Maria de Macedo,
  • Maurilio Nicomedes da Cunha,
  • Neuza Maria Trindade Benites,
  • Luiza Miyahira,
  • Eliane Novaes Guimarães,
  • Hélio Arthur Bacha,
  • Alex Addor,
  • Nelson Buianain Filho, 
  • Arides Gonçalves Gattis,
  • Dr. Victor Hugo Andrade de Oliveira,
  • Cleber José Ferreira Aguilar,
  • João Nunes,
  • Ramão Barbosa de Souza,
  • Josias dos Santos Rosa,
  • Cleiton Alves Rodrigues,
  • Roberto de Paula Almeida, 
  • Vera Brum,
  • Dr. Aristóteles Ferreira,
  • Maria Cristina Andrade Lopes,
  • Wilson Gomes,
  • Anibal do Nascimento Reis,
  • Maria Antonieta Assunção,
  • Silvio Bezerra Silva,
  • Edison Nepomuceno,
  • Rosiane Nogueira Escobar,
  • Hilda Silveira Gomes,
  • Marisa Mendes Gonçalves,
  • Orcílio Pereira de Queiroz,
  • Dácio Barbosa,
  • Antônio Cotrim Júnior,
  • Dra. Jussara Toshie Hokama, 
  • Elsi Abussafi dos Santos,
  • Márcio César Gonzaga,
  • Pedro Sorrilha Nantes,
  • Sérgio Adalberto Oliskovicz,
  • Hudson Oliveira,
  • Maria de Lurdes Teófilo Tavora,
  • Pedro Paulo Batista,
  • Carmem Fonseca,
  • Soraia Aparecida Chrun Silva,
  • Cristina Xavier da Silva,
  • Emanuel Kilkner Xavier Correa,
  • Altair Carvalho de Oliveira,
  • César Glauco dos Santos Braga,
  • Hans Edgar Bacahenheimer Aguilera,
  • João Edson Vitti,
  • Arnaldo Oscar Drews,
  • João Sguissardi da Rosa,
  • Milton dos Santos de Souza,
  • Roseli Douxera Aquino,
  • José Carlos Oliveira Junior,
  • Manoel Afonso, 
  • Janete Bellini D´Oliveira,
  • Plinio de Arruda Junior,
  • José Carlos Sena,
  • Zito Manuel da Silva,
  • Fabiano Battiston,
  • Oscar Aparecido Santana,
  • Waldelino Pereira Fernandes,
  • Alexandre Rodrigues Favilla,   
  • Nailor Holsback Pereira,          
  • Ayrton Assunção Matos Júnior,     
  • Cassiano Zambam Biglia,
  • Jair de Almeida Serra Neto,
  • Laralice da Rocha Aidar,
  • Jucyliana Cristine Arantes,
  • Mozart Stefani, 
  • Taís Gouvêa Assunção, 
  • Lourdes Peres Benaduce,
  • Roberta Moreschi,
  • Samanta Viki Ramos,
  • Marlene Meneses de Almeida.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Cidade Afeto

14/09/2026 15h05

Arquivo

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Ao aceitar o convite  de Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Campo Grande e da amiga   e acadêmica Theresa Hilcar para uma palestra, a memória revirou.  Não imaginava que viveria tantas emoções em dois dias. Momentos diferentes de minha vida vieram à tona. 

Marcia, minha esposa,  e eu percorremos o que foi possível da cidade, a qual estou ligado desde os anos 1970-1980, quando reunido com autores de minha geração atravessávamos o País   fazendo palestras a estudantes e professores em escolas, pátios, quadras, porões, calçadas, praças, estações ferroviárias, resistindo a um regime que tentava nos calar.

Para mim, esta ida, agora, semanas atrás, me trouxe Berlim, onde morei nos anos 1980. Acabara de me separar de  Bia, minha esposa, e ela mudara para o Mato Grosso com meus filhos. Comunicávamo-nos por telefone. Eu fazia a ligação para Daniel e André, à noite nos orelhões berlinenses. Era muitíssimo mais barato. Havia os fusos, porém os meninos me aguardavam ansiosos para transmitir tudo da  cidade deles, tão verde. Enquanto eu estava enregelado, ele ardiam de calor, e riam, não entendiam a diferença. Eu dizia: “estou com um pouquinho de neve na mão”, e eles queriam saber: “Qual  é o gosto da neve”. Berlim era gelada e gelado e Campo Grande, ardia. 

Eu acompanhava as escolas deles, dos jogos de futebol nos terrenos vagos em torno da casa na Rua da Paz, dos passeios.  Contavam dos campeonatos de futebol de salão no colégio. Estavam felizes, a cidade os acolheu. Eu me adaptava a Berlim,  eles a Campo Grande. Havia afeto. Lembro-me rindo de um “castigo” para alunos  rebeldes.  Eram trancados na biblioteca. Daniel e André faziam arrelia para serem  fechados e ali ficavam lendo. Eu sabia da Rua da Paz, onde tinham morado,  jogando futebol nas ruas de terra. Hoje avenidas asfaltadas, em bairro de classe média alta, a casa em que os meninos moravam, desapareceu.

Circulei por uma cidade dominada por um verde exacerbado que me atordoava, eu lembrando o romance “Não Verás País Nenhum”, hoje um clássico da questão ambiental. Assim  circulei em torno do cerrado conservado, milhares de árvores  me envolvendo e ouvia, sim, uvia,  todo aquele verde me  agradecendo pela imensa reserva do Cerrado.  Apego à natureza. 

Aquela época lá atrás foi a  do muro de Berlim com seus belvederes  (observatórios)  aos quais  subíamos do lado de cá, dito democrático, para  observar os “comunistas” do “lado de lá”. Como se fossem animais de zoológico. Loucuras da Guerra Fria.

Na semana passada, em   acordo entre a Academia Brasileira e a de Campo Grande  falei por duas horas para uma sala lotada. Ou seja, as academias estão  se   abrindo,  multiplicando encontros pelo País inteiro.
Terminados os autógrafos  fomos levados para o Território Ristorante, do filho de Theresa Hilcar , Diogo Wendling ,que ficara aberto para nos receber. Lá estavam os chefs e cozinheiros, fora de seus horários, em homenagem à literatura. Os matogrossenses tem ideia do tesouro raro que tem?  Calculam o valor de uma cozinha superior aos mais medalhados de São Paulo, Rio, Nova York? Diogo na cozinha se  pauta pela inovação  sem esquecer o regional.  É um olhar contemporâneo à gastronomia italiana. Marcia e eu hesitamos entre o Torteille di Ossobuco e o Entrecôte di Angus ala Grigia. Decidimos pelo Risoto Pantaneiro que leva carne seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.  Disputando palmo a palmo com os parisienses “L’Atelier” ou o “Le Perocope”, ”Le Meurice”ou o “JulesVerne”Comida é afeto. Falar é formar leitores  Campo Grande, cidade afeto.

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