Correio B

GASTRONOMIA

Conheça diversas possibilidades de preparo da costelinha

Veja também acompanhamentos para os preparos deste suculento corte da carne de porco, a proteína mais consumida no planeta, e aprenda uma receita que leva milho

Continue lendo...

Proteína mais consumida ao redor do mundo, a carne de porco é muito procurada por seu sabor e sua versatilidade. Além disso, algo que poucas pessoas sabem é que a carne de porco é um alimento muito saudável, rico em vitaminas do complexo B em minerais como fósforo, ferro e até mesmo colágeno.

Então, por que não consumir com mais frequência esse corte delicioso da carne suína que é a costelinha de porco? Confira, a seguir, diversos acompanhamentos para a costelinha de porco e a melhor forma de prepará-los.

Para arrematar esse verdadeiro brainstorm gastronômico, aprenda a fazer uma receita da costelinha suína que leva milho, páprica e tomate-cereja.

Para as medidas da sugestão de hoje, você vai gastar mais ou menos uma hora e meia para um rendimento de quatro porções. E viva a costelinha!

Arroz e purês

Ao procurar um bom acompanhamento para a costelinha de porco, o arroz e o purê não podem ser deixados de lado: são bases gostosas que vão complementar seu prato.

Veja como os dois itens podem ser bons amigos da costelinha suína.

  • Arroz à grega: a tradicional receita de arroz à grega feita com pimentão, cenouras e uva-passa. Um prato colorido para acompanhar a costelinha de porco.
  • Purê de abóbora: um purê cremoso de abóbora que fica uma delícia acompanhando carnes, principalmente a de porco.
  • Arroz com laranja: para aqueles que preferem os sabores mais agridoces, essa é a receita de arroz ideal e fica ainda melhor com uma costelinha coberta no molho honey.
  • Purê de couve-flor: esse purê cremoso vai oferecer um sabor distinto à sua refeição. Vale a pena conferir.
  • Arroz ao vinho branco: fácil de preparar e com um sabor sofisticado, esse arroz ao vinho branco é uma delícia que combina muito com uma boa costelinha feita no vinho.
  • Purê de cenoura: um purê cremoso feito com cenouras, manteiga, leite, cebolinha e caldo de legumes.
  • Arroz com lentilha: nozes carameladas, bacon em cubos e lentilha cozida são alguns dos ingredientes que fazem desse arroz uma receita tão gostosa.
  • Purê de batatas com alho: um ótimo acompanhamento para a costelinha de porco, esse purê tradicional de batatas conta com o sabor adicional e os nutrientes do alho.
  • Arroz com amêndoas e passas: a crocância das amêndoas e o sabor agridoce das passas fazem dessa receita uma boa escolha de acompanhamento para a costelinha de porco.
  • Purê de inhame: um purê de inhame supercremoso é repleto de sabor e de nutrição.

Batata e mandioca

Receitas que levam batata ou mandioca também costumam ser populares quando falamos de acompanhamentos para costelinha de porco, pois são sabores complementares que enriquecem o gosto da carne suína.

Veja a seguir receitas de acompanhamentos com batata e mandioca.

  • Mandioca frita: uma das primeiras coisas que costuma vir à mente quando pensamos em acompanhamento para costelinha de porco é a mandioca. Precisa de argumento melhor?
  • Batata em conserva: essas batatas bolinhas bem temperadas e armazenadas em conserva são uma forma simples e prática de obter um acompanhamento para a costelinha.
  • Rocambole de mandioca com carne-seca: um acompanhamento diferente, essa receita consiste em um rocambole feito de mandioca e recheado com carne-seca.
  • Mix de batatas: combinando batatas comuns e batata-doce, essa receita aromática ainda leva alecrim e alho.
  • Costela com mandioca: uma receita de forno que é um bom exemplo de como essa combinação fica deliciosa, mesmo usando ingredientes simples.
  • Batatas laminadas: uma batata que se divide em camadas, essa receita se destaca pela textura deliciosa da batata assada em fatias.
  • Refogado de mandioca e carne-seca: a mandioca cozida também é uma forma maravilhosa de consumir esse alimento. Que tal experimentar esse refogado com carne seca?
  • Batata delícia: a verdadeira definição de batata crocante por fora e macia por dentro, essa receita vale muito a pena experimentar.
  • Mandioca ao forno com queijo meia cura: uma receita muito fácil de preparar. A mandioca e o queijo meia cura se complementam em sabor, formando um bom acompanhamento para qualquer prato.
  • Batata-doce frita: chips de batata-doce, perfeitos para quem gosta de crocância e de sabor agridoce.

Legumes e saladas

Saladas e legumes são fontes de nutrição que não podem faltar em qualquer refeição, não é mesmo?

Acompanhe esse rol de sugestões de receitas saborosas e nutritivas para utilizar como acompanhamento para a costelinha suína.

  • Salada de conchas e palmito: uma salada com macarrão tipo concha, recheado com palmito, abobrinha e iogurte natural.
  • Trouxinhas de couve recheadas: repleta de cores e sabores, essas trouxinhas de couve são recheadas com peito de peru, pimentão, palmito, ricota e curry, tudo acompanhado de um bom molho de beterraba.
  • Gratinado de couve-flor: couve-flor e queijo é uma combinação muito gostosa. Tente uma receita com iogurte natural, leite, queijo branco e queijo parmesão ralado.
  • Farofa rápida de beterraba: que tal uma farofa de beterraba para acompanhar a textura macia e molhadinha da costelinha de porco?
  • Salada de nhoque com rúcula, tomates, erva-doce e lentilhas: as massas caem muito bem como acompanhamento para a costelinha. Vai ainda melhor com molho pesto e, se possível, com batatas menos úmidas.
  • Salada de repolho: a coleslaw, como se chama em inglês essa salada, é um acompanhamento tradicional para a costelinha de porco. A salada de repolho é refrescante e levemente cítrica.
  • Palmito: oriundo da pupunha e de outras palmeiras, o palmito sempre rende uma salada com sabor e aroma únicos.
  • Suflê de couve-flor e escarola: um suflê à base dos dois itens pode surpreender como acompanhamento para a costelinha de porco.
  • Quiche de brócolis: uma quiche também é uma boa opção de receita com legumes para servir de acompanhamento – nesta opção, contando com todos os nutrientes do brócolis.

Molhos

Um bom molho é capaz de modificar totalmente sua experiência ao comer.

Oferecendo suculência, sabor e refrescância, os molhos a seguir são a escolha ideal de acompanhamento para a costelinha de porco.

  • Costelinha de porco ao molho barbecue: o barbecue caseiro é o acompanhamento perfeito para cobrir toda a sua costelinha de porco e garantir que ela esteja bem temperada.
  • Molho honey: para os amantes de sabores agridoces, o molho de mel é perfeito como acompanhamento para a costelinha.
  • Molho mostarda: muito simples de fazer, o molho de mostarda oferece um sabor mais cítrico para sua receita.
  • De mostarda e mel: e que tal combinar mostarda e mel para uma receita de molho deliciosa? Eis é um clássico que supera as expectativas.
  • Tártaro: o molho tártaro, apesar de ser muito utilizado em peixes e aves, também vai bem com outros tipos de carnes, como a suína.
  • De pimenta caseiro: para quem gosta de receitas mais picantes, complementar a costelinha com algumas colheres de molho de pimenta pode ser uma delícia.
  • Molho de maracujá: agridoce e levemente cítrico, o maracujá no molho é perfeito para quem quiser variar nos sabores e nos temperos.
  • Molho de limão, parmesão e manjericão: três itens que se unem de forma harmoniosa no molho feito com iogurte natural.
  • Molho da mama: o tradicional molho de tomate não poderia faltar, não é mesmo?
  • Molho cremoso de alho e manjericão: o alho é um ingrediente maravilhoso para temperar qualquer carne, enquanto o manjericão oferece um aspecto mais aromático para a receita. Mais uma boa opção de molho cremoso para acompanhar a costelinha de porco. (Com Assessorias)

Costelinha com milho-verde

Divulgação

Ingredientes

  •  1 kg de costelinha de porco picada;
  •  3 dentes de alho picados;
  •  2 colheres (café) de páprica doce;
  •  1 colher (sobremesa) de sal;
  •  ½ colher (café) de pimenta-do-reino;
  •  3 colheres (sopa) de óleo;
  •  3 espigas de milho-verde
  • cortadas em pedaços;
  •  80 gramas de cebolas em pétalas;
  •  1 litro de água;
  •  6 tomates-cereja;
  •  1 colher de sopa de cheiro-verde.

Modo de Preparo

Primeiramente, tempere as costelinhas de porco com o alho, o sal, a pimenta-do-reino e o óleo.

Em fogo baixo, adicione as costelinhas, coloque metade da água, tampe a panela e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, aos poucos, até secar toda a água da carne.

Quando secar e começar a pegar coloração, continue misturando até que a carne fique dourada e acrescente o milho-verde e o restante da água.

Misture tudo e deixe cozinhar novamente até que o milho fique cozido e a carne macia. Deixe secar e, se for necessário, adicione mais água para terminar o cozimento do milho.

Quando estiver quase seco, adicione as cebolas em pétalas e os tomates-cereja. Para a montagem, em um refratário médio, adicione as costelinhas e os milhos. Se preferir, salpique cheiro-verde ou alecrim para decorar.

 

Assine o Correio do Estado

diálogo

Foi dada a largada da campanha eleitoral nas redes sociais... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (24)

24/08/2026 00h02

Continue Lendo...

François La Rochefoucald - escritor francês

"A verdadeira coragem está em fazermos
sem testemunha o que seríamos
capazes de fazer diante de todo mundo".

Felpuda

Foi dada a largada da campanha eleitoral nas redes sociais, que prometem ser o carro-chefe da propaganda,
e também nas ruas. Alguns candidatos estão irreconhecíveis nos "santinhos", como se tivessem descoberto
as fontes da "formosura" e da "juventude". Outros apostaram nos jingles, alguns de qualidade bastante duvidosa. Há ainda os que, para não correr riscos, preferiram a segurança da imagem estática, acompanhada de uma rápida biografia. É a campanha deste ano mostrando que, na política, vale quase tudo para chamar a atenção do eleitor. E, pelo jeito, criatividade não faltará...

Ponto

Na Assembleia Legislativa, a jornada dos servidores ganhou uma pitada de flexibilidade. Agora, a critério da chefia imediata, o horário poderá variar, desde que respeitada a jornada mínima prevista. A mudança promete
adaptar o expediente às necessidades de cada setor.

Mais

Ou quem sabe às necessidades de cada chefe. Afinal, ninguém conhece melhor a rotina da repartição do que quem manda nela. O novo formato também revoga um anexo do antigo ato que disciplinava a questão.
No papel, é modernização, nos corredores, campanha eleitoral.

Marcelo Alfredo Kroetz e Renata de Rezende Kroetz
Bruna Floriano

Abelhas

Nos meios políticos, já se comenta que boa parte dos candidatos de hoje pode estar apenas ensaiando os primeiros passos rumo à cadeira de prefeito da Capital em 2028. Afinal, 2027 será o ano de aquecimento
para uma eleição que promete movimentar o tabuleiro municipal.

No atual cenário, a prefeita Adriane ainda não teria um nome claramente competitivo para entrar no páreo.
E, sem um candidato forte, o Paço Municipal poderá se transformar numa espécie de pote de mel, atraindo políticos de A a Z.

Cobrança

O deputado José Teixeira levou à tribuna da Assembleia Legislativa de MS um problema que afeta diretamente quem depende da saúde pública: a dificuldade de conseguir vagas nos hospitais. Integrante da base aliada do governador, Teixeira fez questão de deixar clara sua posição. Disse que a crítica não significa
rompimento, mas a necessidade de buscar uma solução. Afinal, quando o problema envolve saúde,
a cobrança não deveria ter partido. E vaga hospitalar continua sendo urgência que não pode esperar. Só!

Palanque

Aproveitando o debate sobre a dificuldade de conseguir vagas nos hospitais, o deputado José Orcírio
fez um aparte. A manifestação, porém, foi recebida com certa ironia. Em conversas reservadas, alguns
colegas classificaram o comentário como um verdadeiro "óbvio ululante". Ou seja: nada que já não fosse de conhecimento de quem acompanha a realidade da saúde pública. Mas, na política, até alerta é usado como palanque por adversário. Principalmente em ano eleitoral.

ANIVERSARIANTES

  • Rosa Maria Pedrossian,
  • Dr. Marcelo de Castro Fortes,
  • Luzia Abes Bello,
  • Leonardo Arthur Marchini Veiga,
  • Paulina Severino de Souza Xavier,
  • Paulo Ezio Cuel,
  • Najla Mameri Faria,
  • Alberto Benedito da Silva,
  • Laércio Kiomido,
  • Ivone Nimer,
  • Antônio de Barros Filho,
  • Ovalto Rodrigues,
  • Dorival Fernandes,
  • Neize Borges dos Santos,
  • Tânia Cristina Moraes Gaviglia,
  • Atílio Hermann,
  • Eny Godoy Beltran,
  • Júlio Marcondes Netto,
  • Jorge Helito Mendes,
  • Maira Alves de Oliveira,
  • Irene Gonçalves da Cruz,
  • Lise Helena Muller Martins,
  • Alexandre Alves Corrêa,
  • Ari Paes Corrêa Junior,
  • Larissa Weiber de Oliveira,
  • Dra. Cristiane Gregori Mazzafera Iunes,
  • Graciett Ishy Cândia,
  • Jenifh de Souza Andrade,
  • Dr. Roberto Bezerra do Nascimento,
  • Alexandra Maria Favaro,
  • Lúcia Ferreira Falcão,
  • Stela Laura Teixeira Coelho Villalva,
  • Carlos Pinto de Almeida,
  • Luiz Tadeu Filartiga,
  • Cássia Sena de Azevedo,
  • Guttemberg de Castro Martins,
  • Valdevino da Silva Lima,
  • Andréa Quadros,
  • Enilda Gonçalves Duque,
  • Nélio Diniz,
  • Givanildo Eleu de Paula,
  • Janaina Oliveira Ribeiro,
  • Joel Vilas Boas Granges,
  • Tito Livio Canton,
  • Francismar Vidal de Arruda,
  • Dr. Gianfranco Gomes dos Santos,
  • Luiz Augusto de Moraes,
  • Daniel Marques Gomes Dias,
  • Gracia Maria Hosken Soares,
  • Clory Martinez Silva,
  • Cristina Rocha do Vale,
  • Marcelo Dutra Ferreira,
  • Antônio Mário da Silva,
  • Célia Maria Garcia,
  • Ana Maira Flôres,
  • Gisele Martins,
  • Maria Cristina dos Santos,
  • Neli Fontana Faria,
  • Helena Carlona Hitz,
  • Arlindo Fernando dos Santos Vale,
  • José Carlos de Souza Moreira,
  • Mara Lúcia do Nascimento,
  • Lia Monteiro,
  • Vera Lúcia Fernandes Xavier
  • Rossatti,
  • Kele Cristina Leite de Melo,
  • Oraci Maria Garcez,
  • Edna Gonçalves da Silva,
  • Marcelo Seiki Inamine,
  • Leonor Vieira de Azevedo,
  • Maria Helena Batista,
  • Ivone Saraiva,
  • Maria Beatriz Soares,
  • Élcio Manzano Gonçalves Moleiro,
  • Vicinio Vieira Jardim,
  • Ricardo Alexandre Ledesma Fonseca,
  • Juaribe Gonçalves Lanzarine,
  • Fernando Canedo da Silva,
  • Claudete de Sena Cabral,
  • Conceição dos Santos Leal,
  • Altair Pereira de Souza,
  • Isabel Cristina Nolasco Rodrigues,
  • Rosimeyre Alves Rodrigues,
  • Arnaldo Vicente Filho,
  • Cláudio Antônio Lima de Freitas,
  • Márcia Ferreira,
  • Ewangela Aparecida Pereira
  • da Cunha,
  • Jefferson Siqueira dos Santos,
  • José Francisco Sampaio Júnior,
  • Dra. Nely Nakao Iha,
  • Vanessa de Pina Lopes,
  • Karine Todeschini Vieira,
  • Joycelene Yamada,
  • Mônica Macedo das Neves,
  • Jayme Antônio Barbosa,
  • Isabel Cristina Lemos,
  • Anne Caroline Charles Pinto de Carvalho,
  • Liliane Vilanova Rodrigues,
  • Áurea Rezende Gatto,
  • Elizete dos Santos Balta,
  • Jaqueline Silveira da Silva,
  • Mariângela Hertel Cury,
  • Rosana Maciel da Cruz Costa,
  • Josiane Vargas de Carvalho,
  • Ruggiero Piccolo,
  • Maria Aparecida Barros de Almeida,
  • Carolina Maciel Nogueira,
  • Ronaldo Ferreira Pereira.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Inspirado em seu livro Elis & Eu, documentário recupera a mãe, amiga e dona de casa além da cantora

23/08/2026 13h30

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli Foto: Reprodução

Continue Lendo...

É difícil imaginar que ainda exista uma Elis Regina a ser descoberta. Sua voz, seus discos, suas entrevistas, seus encontros históricos e até suas contradições foram revisitados tantas vezes que a impressão é de conhecermos tudo sobre uma das artistas mais importantes da música brasileira.

Elis & Eu parte justamente do que ficou fora desse registro: não tanto a cantora que o Brasil conhece, mas a mulher que existia quando o palco desaparecia.

O documentário, dirigido por André Bushatsky, estreia em 25 de agosto no Universal+ e foi inspirado em Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe, livro de João Marcello Bôscoli.

A produção combina imagens raras de arquivo, dramatizações e depoimentos de pessoas que atravessaram diferentes momentos da vida de Elis, entre elas Wanderléa, João Bosco e César Camargo Mariano, além de recuperar registros de Rita Lee, Tom Jobim, Milton Nascimento e Ronaldo Bôscoli.

A atriz Lílian Menezes interpreta Elis nas recriações, enquanto Antônio Menqui e Victor Constantino vivem João Marcello em diferentes idades.

É importante, porém, uma distinção que o próprio João Marcello faz questão de estabelecer: ele não realizou o documentário. Bushatsky leu o livro, procurou o autor e decidiu transformar aquelas lembranças em uma obra cinematográfica.

João não participou da elaboração do roteiro, das escolhas de depoimentos ou das decisões artísticas e só assistiu ao filme depois de pronto.

“A minha contribuição foi fazer o livro”, resume em um papo para o Caderno B+. Para ele, essa distância acabou tornando a experiência ainda mais inesperada. Memórias que durante décadas existiram apenas dentro de sua cabeça passaram a ter uma representação visual.

Não existe, por exemplo, registro da mãe encontrando o filho na praia ou do episódio em que, depois de roubar a carteira de Elis, o menino foi expulso de casa e acabou vivendo por algum tempo em uma barraquinha. Ver algo alusivo a essas lembranças transformado em cinema foi, segundo ele, profundamente emocionante.

O filme também acrescentou histórias que nem João Marcello conhecia. Ele cita o depoimento de Wanderléa, que reorganizou lembranças esparsas de sua infância, e relatos ligados a momentos da trajetória musical de Elis que ampliaram sua própria percepção. 

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

É justamente essa soma de olhares que faz o documentário ultrapassar o livro sem tentar substituí-lo.

Mas o que mais interessa a João é aquilo que essa combinação permite revelar sobre a mãe. Elis Regina foi extensamente registrada como artista.

Existem entrevistas, apresentações, fotografias, gravações e relatos suficientes para reconstruir praticamente cada etapa de sua carreira. Dentro de casa, a documentação é muito menor.

E essa diferença importa porque, para João Marcello, a vida doméstica não era uma dimensão separada da artista. Era parte daquilo que alimentava sua criação.

Elis gostava, segundo ele, do termo “dona de casa”. Em determinado período, mesmo tendo condições financeiras para manter ajuda permanente, passou meses cuidando pessoalmente da casa na Serra da Cantareira: lavava roupa, limpava e se envolvia com a rotina doméstica.

Olhando para trás, João interpreta esse movimento não como uma interrupção da carreira, mas quase como um mergulho.

“A artista se alimenta muito da figura como um todo. A Elis é uma figura, é uma mãe, é uma amiga, tem o trabalho dela e tem a face pública. Essa face pública é a mais conhecida”, explica. A oposição entre a grande profissional e a mulher que cuidava da casa, portanto, talvez diga mais sobre a maneira como costumamos olhar para mulheres extraordinárias do que sobre Elis. Para ela, aparentemente, uma dimensão alimentava a outra.

Há ainda uma Elis que João Marcello gostaria particularmente de preservar: a mulher forte sem que força significasse necessariamente dureza.

Ele se lembra de episódios em que a mãe descobriu que amigos enfrentavam dificuldades financeiras e os ajudou sem transformar o gesto em notícia.

Recorda a história contada por Aldir Blanc de que Elis, antes de uma apresentação em um ginásio — quando toda a tensão estaria naturalmente concentrada no espetáculo — ainda encontrou tempo para passar pelo hospital, visitar a mãe do compositor, cantar e rezar com ela.

Já adulto, João ouviu de Lenine outra lembrança: em Recife, Elis reuniu compositores para conversar sobre a importância de protegerem seus direitos.

São histórias pequenas diante da dimensão pública de sua carreira, mas talvez justamente por isso sejam reveladoras. João cresceu em uma casa em que, como ele próprio descreve, “o poder todo estava na mão da Elis”. E o aprendizado que ficou não foi o de associar poder à violência ou à opressão.

A mãe podia ser firme, rígida, organizada, dizer palavrões e desconcertar quem estivesse perto dela, mas também era capaz de gestos de afeto enormes e inesperados. Ele encontrou uma definição especialmente bonita para essa combinação: “uma força quente”.

“Eu senti que você não precisa necessariamente ter força e essa força machucar as pessoas que estão ao lado”, diz. Na infância, aquela potência era tamanha que se transformava também em sensação de proteção.

João conta que, mesmo quando viu Elis sair de casa desacordada no dia de sua morte, sua primeira reação foi acreditar que nada poderia acontecer. “Elis Regina não morre”, pensou. A constatação posterior de que nem aquela força poderia torná-la invulnerável é uma das memórias mais dolorosas que carrega.

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

Talvez seja por isso que, tantos anos depois, a preocupação com a permanência da mãe continue presente. João Marcello admite que uma de suas inquietações sempre foi impedir que Elis fosse esquecida.

O documentário, assim como o livro, é mais uma peça nessa transmissão de memória, agora alcançando também públicos que não viveram sua época.

E ele observa com especial entusiasmo quando artistas de gerações muito posteriores se aproximam de Elis. Na conversa, a recente homenagem da cantora espanhola Rosalía em seu show no Rio de Janeiro é recebida quase com euforia.

Para João, cada artista internacional que menciona ou canta sua mãe representa uma possibilidade de que aquela voz atravesse mais uma fronteira e encontre uma geração diferente.

“A Elis Regina é uma das últimas joias a serem descobertas pelo planeta no campo da música. E será, em algum momento”, afirma.

Depois de tantas Elis — a intérprete revolucionária, a estrela da televisão, a artista politicamente inquieta, a parceira de Tom Jobim, a voz que transformava uma canção assim que começava a cantá-la —, Elis & Eu propõe acrescentar outra sem diminuir nenhuma das anteriores.

A mãe. A amiga. A mulher que escrevia cartas, protegia compositores, lavava a própria casa, cuidava de quem amava e depois subia ao palco. Talvez não seja exatamente uma nova Elis. É a parte dela que o público teve menos oportunidades de conhecer.

Elis & Eu estreia em 25 de agosto, exclusivamente no Universal+, disponível por Prime Video, Claro TV+, Vivo TV, Meli+ e UOL Play.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).