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Conhecida por atingir filhotes, cinomose também pode acometer cães adultos

Contagiosa, a doença pode ser prevenida com a vacinação em filhotes e em cachorros adultos

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Com fama de doença que atinge principalmente filhotes, a cinomose, na verdade, também pode surgir em cães adultos, motivo para o cuidado redobrado com os animais de estimação.  

Causada pelo vírus da família Paramixovírus, do gênero Morbillivirus, a cinomose recebeu a fama de atingir filhotes por serem eles os mais vulneráveis à doença. No entanto, qualquer animal, que não esteja com a vacinação em dia, pode correr o risco de ser contaminado pelo vírus.

Por ser altamente contagioso, o vírus da cinomose pode chegar em nossas casas da mesma forma que o novo coronavírus, por exemplo, em superfícies contaminadas.  

“Cachorros soltos na rua podem ser um risco para os animais que ficam com o fucinho no portão e durante os passeios também. A cinomose não pega em seres humanos, mas é extremamente contagiosa entre os cães”, alerta a médica veterinária Mônica Souza.  

A melhor forma de prevenção é a vacinação em filhotes e anualmente em cães adultos. “Sugiro que todo mundo faça a vacinação, ela é a grande aliada contra a cinomose. As vacinas importadas são as mais indicadas por terem uma eficácia maior. Quando filhotes, após 45 dias de nascimento, são três doses”, ressalta.

Durante a idade adulta, os cachorros precisam ser vacinados anualmente para reforçar o sistema imunológico.  

Casos

Os casos de doenças virais em animais tendem a aumentar durante o inverno, ainda mais em período seco. “Recentemente, atendi alguns animais com sintomas de cinomose, um Chow Chow de 10 meses e um outro, um Lhasa Apso de seis meses. Estão tendo mais casos na cidade, então é bom o tutor ficar em alerta em relação a carteira de vacinação dos animais”, frisa.

Com a pandemia, os animais também podem se estressar, por exemplo, com as mudanças na rotina. “É importante cuidar da imunidade do animal, que pode cair por outros motivos e até por causa de alterações na rotina, como a pandemia ou uma mudança de casa. Dessa forma, eles podem ficar mais suscetíveis a ação do vírus, por isso, a prevenção é tão importante”, ressalta.  

Sintoma

Na primeira fase da doença, os sintomas podem ser semelhantes aos de uma gripe ou a um problema intestinal.  

O vírus se replica nas células sanguíneas e sistema nervoso central do animal.

Na primeira fase, o cão pode ter sintomas oftálmicos, como secreção nos olhos e conjuntivite severa, seguido de problemas respiratórios, como secreção nasal, tosse e pneumonia.  

Além disso, o animal também pode apresentar quadro de diarreia e vômito, além de pústulas abdominais e a pele das patas ressecadas e descamadas.  

“A diarreia pode até passar despercebida, assim como a coriza. O tutor pode achar que é apenas um resfriado. O olho costuma ficar remelando e fica com uma casquinha em volta do nariz”, pontua a médica.  

Na fase mais tardia da doença, acontece o acometimento do sistema nervoso central, que é quando o animal passa a ter o andar desorientado e tremores musculares que podem evoluir para crises de convulsões. “Nesta fase da doença, o tratamento fica ainda mais complicado”, explica.  

O tratamento pode curar a doença, mas caso ela avance até a fase neurológica há chances de existirem sequelas, como tremores. Posteriormente, é possível que o animal tenha uma melhor qualidade de vida com de terapias alternativas, como sessões de fisioterapia e acupuntura.

Por ser muito contagiosa, o ideal é que a casa onde teve o caso seja desinfectada com produtos indicados para a eliminação do vírus.  

“Eu aconselho que o tutor espere até um ano até a adoção de outro cachorro para morar na mesma residência, após um caso de cinomose. Após esse período, o ideal é que o filhote só seja levado para a residência após receber todas as doses da vacina e, caso seja adulto, que ele também receba a dose anual de imunização da cinomose para evitar outro caso da doença”, frisa.

Moda Correio B+

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Enraizado na memória, reimaginado para o presente.

04/04/2026 18h00

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. Foto: Divulgação

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Houve um tempo em que o Rio não apenas inspirava a moda brasileira, ele a conduzia. À frente do calendário, com o mar como pano de fundo e a leveza como linguagem, o Fashion Rio não era só um evento, era atmosfera, identidade e movimento. E então, silêncio, mas toda pausa carrega intenção.

O primeiro movimento é recomeçar. Quando o Fashion Rio surgiu no início dos anos 2000, foi sob a visão de Eloysa Simão que ele ganhou forma e direção. Mais do que criar um evento, ela estruturou uma plataforma que posicionou o Rio de Janeiro como polo criativo da moda brasileira, um contraponto complementar à força industrial que se consolidava em São Paulo com o São Paulo Fashion Week.

O Rio falava outra língua, uma língua solar, autoral e sensorial. Ali, nomes como Oskar Metsavaht (Osklen), Lenny Niemeyer, Blue Man e Patricia Viera ajudaram a construir uma identidade que misturava sofisticação e natureza, urbano e orgânico. Desfiles ao ar livre, integração com a paisagem, uma estética que não separava moda de estilo de vida, mas o tempo exige ajustes.

Mudanças no mercado, reposicionamentos estratégicos e a concentração de investimentos em São Paulo fizeram com que o Fashion Rio entrasse em um hiato. Não foi um fim, foi um intervalo. Um espaço necessário para recalibrar propósito em um cenário que já não era o mesmo.

Recomeçar não é ausência, é preparação! Então chegamos ao segundo movimento: Resistir. Mesmo fora do calendário oficial, a essência do Fashion Rio nunca desapareceu. Ela resistiu na estética brasileira, na valorização do feito à mão, na narrativa de uma moda que não se separa da cultura. Projetos como o Rio Moda Rio surgiram como tentativas de reativar essa energia. Mais do que eventos, eram sinais: o Rio ainda tinha algo a dizer, e tinha!

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. - Divulgação

A moda brasileira começou a olhar mais para dentro: sustentabilidade, ancestralidade, brasilidade como potência e não como clichê. O que antes era cenário passou a ser discurso, e o que era estilo virou posicionamento. Resistir, aqui, não foi permanecer igual, foi evoluir sem perder essência. E então, finalmente, chegamos ao terceiro movimento: Retornar.

Em 2026, o Fashion Rio retorna sob a direção de Paulo Borges, desta vez, não como origem, mas como gesto de rearticulação. Sua entrada marca um novo capítulo, trazendo a experiência de quem consolidou o São Paulo Fashion Week como referência internacional, mas o desafio aqui é outro: não construir do zero, e sim reinterpretar um legado. Não se trata de repetir o passado, mas de traduzi-lo para o presente.

O novo momento aponta para uma moda mais consciente, mais conectada com território, diversidade e impacto. O Rio volta não só como cenário, mas como protagonista de uma narrativa que mistura cultura, arte, sustentabilidade e economia criativa.

Se antes o Fashion Rio era sobre imagem, agora é também sobre mensagem. Se antes era sobre tendência, agora é sobre identidade. Retornar não é nostalgia. É direção.

No fim, assim como no vestir, eventos também comunicam quem somos e para onde vamos. O Fashion Rio ressurge em um momento em que a moda brasileira busca coerência entre discurso e prática, entre estética e propósito, e talvez essa seja sua maior força agora.

A pergunta já não é se o Fashion Rio ainda tem relevância, a pergunta é: estamos prontos para enxergar o Rio e a moda brasileira sob essa nova luz?

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Gabriela Rosa - Consultora de Imagem e Estilo - Divulgação

 

Saúde Correio B+

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

04/04/2026 16h30

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde Foto: Divulgação

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

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