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Amor

Crise no relacionamento agora chega com três anos

Crise no relacionamento agora chega com três anos

Reuters

24/03/2011 - 23h27
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A famosa “crise dos sete anos” foi substituída pela “pane dos três anos”, que ocorre quando os casais começam a não dar mais valor ao parceiro, segundo aponta uma nova pesquisa inglesa.

Ganho de peso, avareza, roncos e restos de unhas cortadas espalhadas pelo piso do banheiro são alguns dos itens que corroem a paixão, levando o relacionamento ao declínio. Os dados são de um estudo encomendado pela Warner Brothers para promover o lançamento da comédia “Hall Pass” nos cinemas britânicos.

A pesquisa, que reuniu 2.000 ingleses adultos em relacionamentos sérios, identificou a marca dos 36 meses como o período de pico dos níveis de estresse no relacionamento. Os resultados apontam para uma nova tendência dos casais de buscarem certa independência, com algumas noites livres e férias longe do parceiro – recursos utilizados para manter vivo o clima de romance.

“A jornada de trabalho cada vez mais longa combinada às preocupações com as finanças estão claramente deixando consequências nos relacionamentos modernos. Vemos uma tendência de aumento no número de casais que tiram férias separadamente para tentar reavivar a chama da paixão”, disse Judi James, especialista em opinião pública que supervisionou o estudo.

Na pesquisa, foram comparadas as respostas dos participantes em relacionamentos mais recentes – definidos como aqueles iniciados há menos de três anos – aos casados ou em relacionamentos mais longos.

Um total de 67% dos entrevistados disse que pequenos desconfortos aparentemente inofensivos no início do namoro geralmente se transformam em irritações maiores por volta do trigésimo sexto mês do relacionamento.

Mais da metade dos britânicos entrevistados (52%) que se encontrava em relacionamentos recentes disse que mantinha relações sexuais pelo menos três vezes por semana, em comparação a apenas 16% daqueles em relacionamentos mais longos.

Os resultados sugerem que, com o avanço da idade, o clima de romance cede lugar às praticidades do dia a dia, apoiadas pelo fato de que 55% das pessoas ocupadas e em relacionamentos mais longos admitiram que atualmente precisassem “agendar” o horário do romance.

O relatório também mostra que casais no início do relacionamento podem esperar por uma média de três elogios por semana por parte do parceiro – este número cai para apenas um elogio semanal na marca dos três anos.

O prognóstico piora com o passar do tempo. Três em cada 10 entrevistados que se encontravam em um relacionamento há mais de cinco anos disseram que nunca recebiam um elogio do parceiro.

76% dos entrevistados responderam que “o espaço individual é importante” em um relacionamento, apontando para um aumento nas atividades sem a companhia do parceiro.

Um terço (34%) do grupo de participantes em um relacionamento há mais de três anos relatou ter pelo menos duas noites livres por semana para se dedicar a interesses próprios, enquanto que 58% dos entrevistados do mesmo grupo disseram que tiram férias regularmente sem o parceiro.

Segundo a pesquisa, as 10 principais causas do fim da paixão entre os casais são:


1. Ganho de peso e falta de exercícios
2. Avareza
3. Horário de trabalho incompatível socialmente
4. Higiene pessoal precária
5. Contato excessivo ou escasso com familiares
6. Ausência de clima de romance - incluindo sexo e carinhos
7. Consumo de álcool em excesso
8. Ronco e outros hábitos desagradáveis durante o sono
9. Desleixo com o vestuário, incluindo peças íntimas velhas
10. Mau uso do banheiro
 

Folia

Corumbá quer mostrar que faz o melhor carnaval para garantir verba

Apoio financeiro da prefeitura às escolas de samba somou R$ 808 mil, liberados ainda no ano passado

11/02/2026 13h15

Ensaio tecnico na avenida foi uma prévia do desfile das escolas de samba

Ensaio tecnico na avenida foi uma prévia do desfile das escolas de samba Foto: Divulgação

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A cidade mais carnavalesca do interior do Brasil lançou uma programação oficial do carnaval, a partir do dia 6 de fevereiro, com o proposto muito além de fazer uma grande festa: superar os carnavais dos anos anteriores para provar que não tem concorrente no Estado e na região Centro-Oeste e merece mais apoio financeiro - e respeito.

As lideranças políticas da cidade e os carnavalescos não se pronunciaram, mas estão indignados com a decisão do Governo do Estado de dobrar os repasses (R$ 2,6 milhões) para as seis escolas de samba de Campo Grande e reduzir pela primeira vez o valor (R$ 900 mil) destinado às dez agremiações corumbaenses.

“É desmerecer o nosso carnaval, que sempre foi e será o melhor”, disse um dirigente de escola de samba. “Só pode ser politicagem”, protestou. O presidente da Liesco (Liga Independente das Escolas e Samba de Corumbá), Zezinho Martinez, não comentou sobre a redução da verba destinada pelo Estado, sem justificativas, e preferiu agradecer o dinheiro liberado.

“Vamos fazer o melhor carnaval, esse é o propósito de todos os envolvidos, seja a prefeitura ou as escolas, e os ensaios técnicos (realizados no domingo e na segunda-feira) mostraram que todos se prepararam com muito afinco para fazer um grande espetáculo para os corumbaenses e turistas”, disse o carnavalesco.

O apoio financeiro da prefeitura às escolas de samba somou R$ 808 mil, liberados ainda no ano passado, possibilitando a compra antecipada de material em São Paulo para confecção das fantasias e carros alegóricos e contratação de mão de obra. Os onze blocos oficiais, que desfilam no sábado, receberam R$ 320 mil.

Ensaio tecnico na avenida foi uma prévia do desfile das escolas de sambaConcurso de Fantasias: Valdir Gomes é "hors-concours" / Foto: Silvio de Andrade 

O que vai rolar?

O circuito da passarela do samba, na Avenida General Rondon, Rua Frei Mariano e Praça Generoso Ponce, está pronto para os sete dias de carnaval na cidade, com arquibancadas, palco e camarotes. Os ensaios técnicos organizados pela prefeitura e Liesco fazem a aferição do sistema de som digital e proporcionam às escolas os ajustes para os desfiles.

A programação oficial abriu no dia 6, com o festival de sambas enredos dos blocos, e nesta quarta-feira terá o concurso de marchinhas e a saída do Blocos Sandálias de Frei Mariano. Na quinta-feira à noite, acontecerá o tradicional Festival de Fantasias, no Clube Corumbaense, com R$ 85 mil de premiação. No sábado, o evento Casario Folia, no porto geral, e desfile dos blocos oficiais.

O domingo e a segunda-feira são destinados ao desfile das escolas de Samba. No primeiro, dia passam pela avenida a Vila Mamona, A Pesada, Major Gama, Acadêmicos do Pantanal e Caprichosos. No segundo, Imperatriz, Estação Primeira, Império do Morro, Marquês de Sapucaí e Mocidade da Nova Corumbá. A apuração das notas será no dia 18.

Fechando a programação, a terça-feira é reservada para o carnaval cultural, na passarela do samba, com apresentações do corso (desfile de carros enfeitados), cordões carnavalescos, pastorinhas e blocos de frevo e dos palhaços, a partir das 20h. No mesmo dia, haverá Casario da Folia, no porto geral, e carnaval inclusivo, no Jardim da Independência.

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TURISMO

Região leste de Campo Grande vai abrigar a primeira vinícola a ser implementada na Capital

Com a implementação da Rota Bioceânica, diversos empreendimentos voltados ao lazer rural têm sido instalados na BR-262, na região leste de Campo Grande; entre as novas investidas, se destaca a primeira vinícola a ser implementada na Capital

11/02/2026 10h00

Mariana Piell

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A menos de 10 quilômetros da área urbana de Campo Grande, a paisagem muda aos poucos e as avenidas largas da capital dão lugar a estradas contornadas por eucaliptos e, entre os espaços de mata nativa e sítios familiares, começam a surgir condomínios residenciais, empreendimentos logísticos e projetos de turismo rural. 

A região leste, antes discreta na expansão da cidade, está em transformação, impulsionada pelo movimento trazido pela Rota Bioceânica, caminho rodoviário que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Paraguai, Argentina e Chile.

FRONTEIRA DE EXPANSÃO

Com a duplicação da BR-262, na saída para Três Lagoas – trecho que integra a rota e também compõe a chamada Rota da Celulose –, a região passou a atrair investidores interessados no potencial de valorização da área.

Vinícola foi iniciada há apenas 50 dias, com o plantio das parreiras - Foto: Mariana Piell

Francisco Maia, proprietário da vinícola Quinta de São Francisco, percebeu nesse contexto a oportunidade de criar um empreendimento que unisse agricultura, bem-estar e turismo.

“A cidade toda se desenvolveu para a saída de Cuiabá, saída de São Paulo, saída de Aquidauana e a saída de Três Lagoas ficou quieta. Então começou agora o momento dos empreendimentos de condomínio”, afirma Francisco.

Parte da Rota Bioceânica, a BR-262 tem se desenvolvido rapidamente - Foto: Gerson Oliveira / Arquivo Correio do Estado

“Com a Rota Bioceânica, a gente entende que vai ser uma grande oportunidade dos empreendimentos imobiliários acontecerem na região”, complementa.

Essa percepção não é isolada. A BR-262, que corta Mato Grosso do Sul de leste a oeste, tornou-se um dos principais vetores de desenvolvimento urbano e econômico de Campo Grande.

Além da ampliação de condomínios de alto padrão, a região tem recebido novas estruturas voltadas à logística, ao lazer e, mais recentemente, à produção de experiências ligadas ao campo, como a vinícola Quinta de São Francisco, primeiro empreendimento da capital voltado à produção de vinho.

PIONEIRA

Instalada em uma área de cerca de 40 hectares, a vinícola ainda está em fase inicial, com dois hectares já plantados das variedades Sirrah, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.

Foto: Mariana Piell

O projeto, coordenado pelo gerente Júlio de Sá Marques, nasce com o propósito de criar um espaço de contemplação e vivência rural, voltado à cultura do vinho e ao turismo de experiência.

“A ideia é que a pessoa possa sentar dentro do parreiral, fazer um piquenique, colher a uva, ver como é o cultivo. É um espaço para acalmar o coração, relaxar e aproveitar o paisagismo”, explica Júlio.

Além da área produtiva, o terreno abriga uma pequena floresta nativa, onde serão criadas trilhas para caminhada e ciclismo, voltadas ao bem-estar e ao contato com a natureza. O projeto prevê ainda a construção de um lago para pesque-pague e quiosques individuais, privilegiando o descanso e a convivência em meio ao verde.

O grande destaque, contudo, será o restaurante instalado em um casarão de três andares, que está sendo reformado. Segundo o colaborador, Guilherme Giglio, o objetivo é oferecer uma estrutura completa para que o visitante passe o dia no local.

“Pretendemos também fazer horta, criação de galinhas e outros animais, para que tudo possa ser usado no restaurante de forma orgânica e autossustentável”, detalha Guilherme.

“O casarão vai ter mesas com vista para a região, mesas cobertas com uva, tudo pensado para criar um ambiente gostoso, onde a pessoa venha almoçar e queira ficar, passar a tarde, comemorar um aniversário ou até realizar um casamento”, complementa.

Quando estiver em pleno funcionamento, a Vinícola Quinta de São Francisco poderá se tornar um dos principais destinos de enoturismo de Mato Grosso do Sul. O plano é abrir o restaurante e o receptivo ao público até o fim deste ano, com as primeiras colheitas de uvas acontecendo entre 2027 e 2028.

Os visitantes poderão acompanhar o ciclo das videiras, participar de degustações, piqueniques e eventos temáticos, experimentar produtos da horta local e, no futuro, levar para casa as primeiras garrafas do vinho produzido em Campo Grande.

VINHO DE MS

O cultivo de uvas para vinhos em Mato Grosso do Sul ainda é uma novidade. Por causa da umidade do verão e da amplitude térmica do inverno, o manejo segue o modelo conhecido como “colheita de inverno”, já adotado em outras regiões do Brasil Central, como no cerrado mineiro, no noroeste paulista, e até mesmo em Mato Grosso do Sul, na vinícola Terroir Pantanal, primeira do estado, instalada em Aquidauana.

A safra nesse modelo de colheita é invertida: poda-se no verão e colhe-se no inverno, quando há insolação e menos umidade.

Os rótulos da Quinta de São Francisco serão produzidos em pequena escala, voltado ao consumo local e à experiência do visitante. Mais do que competir no mercado de vinhos, o objetivo do empreendimento é criar uma marca de identidade regional, que una o sabor do produto à vivência do local.

“O parreiral e o vinho são um complemento da experiência. Queremos que as pessoas venham aqui para conhecer o processo, viver um momento de contato com a terra e aproveitem o espaço”, explica Júlio de Sá.

ROTA DE OPORTUNIDADES

A Rota Bioceânica, eixo logístico que deve ligar o território brasileiro ao Chile, passando por Campo Grande e chegando ao porto de Antofagasta, estende-se por mais de 2.000 quilômetros.

Quando concluída, permitirá o escoamento de produtos brasileiros pelo Pacífico, reduzindo custos de exportação para a Ásia. Mas, além do peso econômico, a rota também está transformando o mapa turístico e imobiliário do Estado.

Ao fundo do parreiral, há a reserva de vegetação nativa, onde futuramente serão feitas trilhas - Foto: Mariana Piell

A perspectiva de integração internacional tem estimulado um movimento de modernização das estradas, com duplicações, novos acessos e investimentos públicos e privados.

No entorno da BR-262, especialmente entre a saída para Três Lagoas e o distrito de Rochedinho, a paisagem evidencia esse novo ciclo com condomínios luxuosos, parques ecológicos, empreendimentos hípicos e vinhedos que coexistem.

REFÚGIO

O nascimento desses projetos vem ao encontro de uma demanda crescente por lazer próximo e acessível.

Conforme explica Francisco Maia, após a pandemia, o público de Campo Grande passou a buscar mais contato com a natureza, experiências gastronômicas ao ar livre e espaços de descanso sem grandes deslocamentos. É nesse contexto que a região leste desponta como novo polo de lazer rural.

O Ecopark, por exemplo, já atrai cerca de 2 mil pessoas aos fins de semana, enquanto projetos como o Portal das Águas e a Pousada Pontal oferecem passeios, restaurantes e pequenas hospedagens integradas à natureza.

Há ainda áreas destinadas a esportes equestres, como o Clube do Laço e o Terras de São Francisco, o primeiro condomínio rural de Campo Grande projetado para atividades com cavalos.

>> Serviço

A vinícola Quinta de São Francisco tem previsão para abrir as portas ao público ainda no fim de 2026. Até lá, os trabalhos desenvolvidos na propriedade poderão ser acompanhados pelo site: quintadesaofrancisco.com.br.

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