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Diálogo

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Leia a coluna desta quinta-feira (23)

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Alvin Toffler - escritor americano

Uma das definições de sanidade é a capacidade de diferenciar o real do irreal. Em breve precisaremos de uma nova definição”.

Felpuda

Depois de ter carro apreendido pela Polícia Militar, o proprietário, revoltado que só, decidiu se vingar e publicou em suas redes sociais uma foto em que segurava arma de cano longo, com dizeres sobre sua “vontade” de atirar nos policiais. A postagem viralizou e chegou ao conhecimento da corporação, que saiu à caça do “Indiana Jones” tupiniquim. O dito-cujo foi localizado e preso. Na delegacia, “afinou”: disse que fez as ameaças por ter ficado nervoso com a apreensão do veículo e explicou que a foto era de uma caçada que fez com um amigo no ano passado.

Pura seda

Quem participou do jantar oferecido pelo senador Nelson Trad Filho (PSD) a prefeitos, vice-prefeitos e outros integrantes da classe política, ontem, saiu convencido de que ele é o “ungido” de Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, para ser o segundo nome da chapa majoritária ao Senado. Os discursos de ambos foram recheados de trocas de gentilezas, com recordações de caminhadas que têm juntos desde 2018 e da confiança mútua. Os comentários eram de que mais uma peça foi movida no xadrez das eleições de 2026.

Combinaram? 

No rega-bofe, porém, não havia nenhum representante do PP, partido que defende que a segunda vaga ao Senado deveria ser da sigla. O governador Eduardo Riedel não esteve presente porque, segundo Reinaldo Azambuja, estava atendendo a mãe, que havia sofrido uma queda. Do Progressistas, quem quer porque quer ser o indicado é o deputado Gerson Claro, presidente da Assembleia de MS. Ainda durante o jantar, o que mais se ouvia era o questionamento: “Combinaram com a senadora Tereza Cristina?”, liderança maior do PP.

Previsão

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2026 de Dourados, segundo maior município de MS em população e na economia, prevê receita de R$ 2,15 bilhões, valor 10,8% maior que o Orçamento deste ano. A peça foi encaminhada à Câmara Municipal pela secretária municipal de Fazenda, Suelen Nunes Venâncio, e entregue à presidente daquele Poder, vereadora Liandra Brambilla.

Fatias

De acordo com a LDO, os órgãos que mais receberão recursos são Saúde (R$ 540.318.660,06) e Educação (R$ 295.000.000,00). A Assistência Social tem despesas orçadas em R$ 38.160.000,00. Já para a Cultura o valor destinado é de R$ 2.143.000,00, e o setor de Esporte vai contar com R$ 7.472.500,00. Segundo Suelen Nunes Venâncio, o interesse do Poder Executivo é aumentar essa previsão no Orçamento de 2027.

Dra. Vanessa Loureiro e Rosana Gonçalves Gome

 

Victor Niskier, Antonia Leite Barbosa e Thiago Pellegrini

Derrubado

Com 17 votos favoráveis e 8 contrários, vereadores derrubaram veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto estabelecendo que o sexo biológico será o único critério para definir o gênero dos competidores em disputas esportivas oficiais realizadas em Campo Grande. A proposta veda a participação de transexuais em equipes que correspondam ao sexo oposto ao de nascimento. Para tentar barrar o projeto, o Executivo alegou que a medida é de competência da União.

Argumento

Os autores da proposta, vereadores Rafael Tavares e André Salineiro, ambos do PL, defenderam que “esta lei não busca excluir atletas transgêneros do esporte, mas assegurar igualdade de condições nas competições, incentivando a criação de categorias específicas para esses competidores, se necessário”. O argumento ganhou eco junto à maioria dos parlamentares, que rejeitaram a justificativa da chefe do Executivo. A Câmara Municipal fará a promulgação da lei.

Dividido

Nesta votação, alguns pontos chamaram atenção. Um deles foi a divisão do placar do PP, partido da prefeita, pois dois vereadores foram favoráveis ao veto e dois contra a decisão da “chefa”. Já Marcos Trad (PDT), arquirrival de Adriane Lopes, votou pela manutenção do veto, assim como seu sobrinho Otávio Trad. Os três integrantes do PT também votaram a favor da decisão da prefeita.

ANIVERSARIANTES

Cláudia Mazza Anache
Paulo Sérgio Domingos Hernandes
Lúcia Martins Coelho Barbosa
Naur Souza Barbosa Junior
Márcia de Araújo Stanzione
Anibal Arce Torres
Olga Brandão
Filemon Medina da Silva
Elson Silva Jara
Paulo Júlio de Souza
Rui Minoru Watanabe
Maria de Lourdes Pinho Soares
Neida Gomes Machado
Antônio Carlos Camponez Petenatti
Marisa Castro Alves Sá
Ana Carolina Pimentel
Ederson Costa de Assis
Vanildo Ribeiro
Maria Abdul Ahad
Arilson Nascimento Targino
Yasmin Ali Omais
Maria Auxiliadora de Barros
Flávia Ocampos Guimarães
Anna Ribeiro Gomes Rodi
Nawalle Nahas Curado
Gilvan Alves Farias
Leny Cunha
Ricardo Ferraz de Camargo
Mateus Alves Chaves
Milene Hernandes Moretti
Nacyr Gomes Proença
Rosemary Matias Coelho
Carlos Alberto Diniz Laburu
Lúcio Franco de Sá Fernandes
Dr. João Cláudio dos Santos
Andréa Ribeiro de Barros
Sérgio Issao Wassano
Ana Helena Catelan Munró
Vanessa Fernandes da Silva
Rodrigo Vargas
Jaime Rodrigues Pinheiro
Cyntia Cristina Camacho Braga
Maria Helena Loureiro da Costa
Simone Scarselli
Leila Nery Miranda
Hudson Shiguer Kinashi
Getúlio dos Santos Mourão
Alfredo José Salomão
Yukiko Shinzato
Darlete Lindesley Barbosa da Cruz
Vitória Alice Vieira de Lima
José Carlos Mendonça
Ursula da Costa Tôrres
Yeda Lima de Souza
Renata Barbosa Cruz
Eulinda da Silva Miranda
Lidia Maria Barros de Lima
José Lincoln Furuguem
Ursula Filártiga Henning
Mayara Areco Pereira
Aline Amaral Pereira
Elton Flávio Montovani dos Reis
Roberto Carlos Meireles Peralta
Edy Cristina Pereira
Juscelino Antonio Correa
Luciene Oliveira Mara
Débora Margarida Quintanilha Gomes
Edna Sanae Yodono Garcia
Kamila de Carvalho Bignardi
Adriano Dias Ferreira Dutra
Rafael Ailton Teixeira Gomes
José Carlos Costa
Carlos Maurício Dias Dantas
Deise Moreira da Costa
Helio Tokuji Higa
Ana Paula Quintela de Paiva
Leticia Maria Pereira Villela
Emílio da Costa Feliz
João Marcos Kintschev Tiburcio
Edesio Calderon Correa
Carlos Casagrande Poleis
Felipe Augusto Dias
Hilarion Gregor Chaparro
Edson Panes de Oliveira Filho
Devair Gonçalves Galdino
Patrícia Baez Furtado de Mendonça
Tertuliano Marcial de Queiroz
Anastácio Dalvo de Oliveira Ávila
Eliselle Lopes Ribeiro de Assis Franco
Jorge Elias Hatchwell de Almeida Junior
Elzy de Oliveira e Souza Gonçalves
Wilson Castro de Sá
Eunice Novais Pereira
Demilson de Santi
Reginaldo Costa de Albuquerque
Paulo Henrique Xavier de Souza
Carlos Henrique Serafim
Edmundo Pereira Calado
Maria Silvia Martins Maia Ricci
Fernando Vigano
Janainna Enedina Teruel
José Lázaro Ribeiro
Lucas Pasquali Vieira
Túlio Cassiano Garcia Mourão
Marielva Araújo da Silva
Onercilene Ricarte de Oliveira
Rosângela Maria Gomes Araújo
Sérgio Augusto Guedes

*Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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