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Diálogo

Em município do interior de MS, prefeitos de gestões passadas, vereadores... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (18)

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Mario Benedetti - escritor uruguaio

Mas existe verdadeiramente outro rumo? Na verdade, só existe a direção que tomamos. O que poderia ter sido já não conta”

Felpuda

Em município do interior de MS, prefeitos de gestões passadas, vereadores e secretários empregaram filhos, cônjuges, cunhados e sobrinhos, numa grande farra de nepotismo. A “tchurminha do trem da alegria” chegou a receber recomendação do Ministério Público para frear tais ímpetos, mas isso entrou em um ouvido e saiu pelo outro, ficando constatado o cambalacho. Resultado: eles foram condenados ao pagamento de multa civil equivalente a 12 vezes o valor da remuneração à época e proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por quatro anos.

Destino

A Assembleia de MS publicou decreto que aprova o Plano de Aplicação do Fundersul, cujos investimentos eram feitos pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Mais

A definição para aplicação é do Conselho de Administração, no valor total de R$ 1,019 bilhão para 2026. Desse valor, 73% serão destinados a obras e serviços, num total de R$ 744,2 milhões previstos.

O Dr. Julio Croda, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, está entre 107 pesquisadores brasileiros cujas produções científicas são mencionadas em documentos de governos, organizações internacionais e entidades da sociedade civil. O levantamento foi divulgado pela Agência Bori, em parceria com a plataforma internacional Overton. A Agência Bori é uma plataforma brasileira de divulgação científica, e a Overton é a maior base internacional de dados, que identifica os estudos que foram mais usados como referência. Segundo o relatório, a produção dos pesquisadores foi identificada em mais de 33 mil documentos de políticas públicas no mundo.

Fabiana Saba, Sandra Coutinho e Sil Curiati

 

Andrea Ernani e Paulo Wincheski

Sabatina

Está prevista para hoje a ida da secretária de Finanças da Prefeitura de Campo Grande à Câmara Municipal, não mais na qualidade de convidada, e sim convocada pelos vereadores, que vão “sabatiná-la” sobre a real situação econômica do Município. Ela criou um problema político para a prefeita Adriane Lopes, por não ter comparecido, no dia 6, para falar sobre o tema, mesmo tendo mandado o secretário-adjunto como seu representante.

"Escuro"

Essa ausência foi considerada como desrespeito do Executivo para com o Legislativo e, em consequência, o mau humor dos vereadores aumentou, até mesmo entre alguns integrantes da base aliada da prefeita. Isso porque a população tem cobrado a Câmara Municipal sobre soluções de inúmeros problemas, sendo o principal os inúmeros buracos em todas as regiões da Capital e, segundo alguns vereadores, não se pode “ficar no escuro” sobre o que será feito.

Risco

Certos vereadores têm dito que, embora haja até boa vontade em auxiliar a prefeita, está sendo muito difícil “encarar” a população que anda insatisfeita. Eles dizem que a cobrança é feita diretamente a eles e, por mais que façam apelo à administração, a solução esbarra na alegação das dificuldades financeiras. Falam até que, a continuar assim, a prefeita Adriane Lopes poderá ver diminuir sua base aliada na Casa de Leis.

ANIVERSARIANTES

Dr. Roberto Alberto Nachif
Dra. Ilzia Doraci Lins Scapulatempo
Maria Angélica Serrano Machado
Adelaide Maria de Paula Noronha
Luciana Garcia Gabas Coelho
Lacy Coelho Barbosa
Nair Barbosa Carvalho
Dra. Rosângela Graça da Cunha
Selma Maria de Jesus Coelho
Ricardo José Santullo
Lauriane Laiz Cruz Siqueira
Luiz Felipe Cruz Siqueira
Manoel Cordeiro Damião
Antonio Divino Monteiro
Adaildo Ribeiro dos Santos
Eloisa do Carmo Rego de Almeida
Tavane Ferraresi
Edson Zardine Suppo
Nelson Lopes
Elvis Emerson Soares Rocha
José Mendes Fontoura Neto
Sônia Maria Jordão Ferreira Barros
Ubertina Lopes Brandão
Eurides Noda Aoki
Nilson Feitosa
Roberto Mira
Vivian Alvarenga Fogaça
Darcy Freire
Flávio Queiroz
Urubatam Helou
Amaury Barbosa Lima Worms
Marcelo Desidério de Moraes
Sônia Garib
Marcela Alcantara de França
Kalil Abrão Filho
Krisshinna Félix Cavana
Eli de Oliveira Dosso
Sandra Oliveira da Silva Brum
Ana Gláucia Godoy
Juarez Canhete Costa
Luiz Carlos Sobral Pettengill
Mário Márcio Ferreira da Silva
Mário Roberto Ferreira da Silva
Silvânia Barbosa dos Santos
Masami Kudo
Marlene de Souza Schwab
José Audax César Oliva
Sílvia Handa Conte
Rodrigo Cunha dos Santos
Vanderley Serrou Camy
José Destefani
Idemar de Castro Paula
Wagner Bernardes Junior
Márcia Mello Gabino
Elaine Paula de Oliveira
Fausto Estrada Rios
Cristhian Souza Belote
Maria de Fátima Rocha
Erny Ernesto Goelzer
Luciano Zamboni
Osvaldo da Silva
Leonice Gasparine
Telma Maria Barbosa
Margarida Bezerra da Silva
Francisco Guedes
Katiuscia Mendes de Moraes
Janete Miranda Pinheiro
Wilson Augusto dos Santos
João Zuder de Souza
Dra. Sandra Helena Gonsalves de Andrade
Zuleica de Oliveira
Regismar Melo Silva
Airton Gaidargi Bogue
Rosane Lemos de Jesus Fonseca
Lourisvaldo Barbosa da Silva
Maria Vilma Lima de Andrade
Antonio Carlos Carreira
Bruno Roberto Petry
Carla Muller
Adriana Bittencourt
Josemar dos Santos Holsbach
Luiz Carlos Morais Vilhagra
Keila Vânia Fernandes Jara Oshiro
Fábio de Souza Silva
Marlene Anderson da Silva
Gabriel Sanches Filho
Rodrigo de Souza Soares
Daniele Cristina do Nascimento
Júlio César Gerevini Junior
Taiane Backes Motta
Rudmar Klabond
Eunice Veríssimo Baruta
Sueli Akemi Nishimura Shimabuco
Susana Mara Espinha Spinelli
José Roberto dos Santos Gomes
Bruno Marini
Magali Santos Pinto de Arruda
Janice Arguello Vanni
Katia Yamaga
Érica Thome Marzabal
Dênis Marney de Castro e Silva
Edna de Barros Manzoni
Astrogilda Maria Machuga
Elisângela de Oliveira Campos
Helena Fernandes
João Felipe Menezes Lopes
Fernando Ribeiro Sanches
Kamila Barbosa Nunes Trindade
Luciana Rodrigues Nepomuceno
Márcia Cristina dos Santos Alves Elsenbach

*Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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