Correio B

Correio B+

Empreendedorismo B+: Entrevista com Vanessa Bellinni e a luta pelo reconhecimento feminino no país

Empresária lança livro, celebra a primeira edição do Woman Awards Brasil e reforça o papel da mulher como protagonista da própria história.

Continue lendo...

Vanessa Bellinni, empresária e comunicadora, tem trilhado uma trajetória marcada pelo compromisso com o empoderamento feminino. À frente de projetos como o DONA e do recém-realizado Woman Awards Brasil, ela conversou com o Caderno B+ com exclusividade e defende a visibilidade das mulheres e o fortalecimento do coletivo feminino como parte essencial para o desenvolvimento social.

“Trazer essa premiação em sua primeira edição ao Brasil é mais uma conquista para todas as mulheres do nosso país”, afirma sobre o Woman Awards Brasil, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo em março. “Celebrar as conquistas das mulheres nesse espaço, que é o palco da democracia, tem um significado muito importante.”

Vanessa acredita na força do coletivo e na responsabilidade contínua de lutar contra as desigualdades. “A força do coletivo feminino move o mundo. A mulher é líder nata, tem muita resiliência e sofreu muito até ocupar os lugares que hoje estamos. Ainda há muitas barbáries contra mulheres nos noticiários. Isso me indigna. Não há tempo para descanso.”

Essa motivação também impulsionou a criação do programa DONA, que nasceu de um projeto pessoal. “O programa nasceu originalmente para ser um livro de autoficção, já com a missão de ajudar outras mulheres no seu despertar. Primeiro coloquei de pé o projeto audiovisual, depois virou série no Prime Video, chegando a 108 países e só agora virou um livro”, conta.

Agora, Vanessa celebra o lançamento da obra DONA – Como se tornar dona da sua vida, voltada ao fortalecimento feminino em múltiplas dimensões. O livro será lançado no Brasil em 25 de maio pela Editora Heloísa Belluzzo e apresentado oficialmente na Feira Internacional do Livro em Lisboa, em junho.

“O livro apoia o despertar em outras mulheres, para que cada uma se sinta dona de suas escolhas, capaz de criar seu próprio caminho para alcançar seus objetivos”, explica. A publicação aborda temas como autoestima, saúde mental, prazer, maternidade, intuição, empreendedorismo e liderança, e inclui um ciclo de práticas de 21 dias com exercícios e meditações.

Ao refletir sobre sua trajetória, Vanessa destaca a importância da confiança em si mesma e da força feminina que carrega desde a infância. “Caminha que Deus põe o chão”, resume, citando uma das frases que escreveu para os filhos e pendurou no quarto deles.

Mãe de Davi e Alice, ela concilia a maternidade com os projetos profissionais, sempre buscando o diálogo dentro de casa. Conta que costuma explicar aos filhos o propósito do seu trabalho e o impacto que ele tem tanto na vida de outras pessoas quanto na da própria família. Mesmo sabendo que ainda são pequenos, acredita que a verdade é essencial na educação.

A mensagem final que ela deixa às mulheres é direta: “Assuma-se protagonista da sua vida. Acredite na sua intuição, nos seus sonhos, e saiba que nunca é tarde para recomeçar. Ninguém segura uma mulher segura.”

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA PARA O CORREIO B+:

CE - Como foi estar à frente do Woman Awards Brasil e ver tantas mulheres incríveis sendo reconhecidas?
VB -
 Um dos projetos mais bonitos da minha carreira, trazer essa premiação em sua primeira edição ao Brasil é mais uma conquista para todas as mulheres do nosso país, e eu quero ver cada vez mais mulheres sendo reconhecidas e ocupando os espaços que merecem.

Celebrar as conquistas das mulheres na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, tem um significado muito importante, pois é lá o palco da democracia e do desenvolvimento do país, foi muito especial.

CE - O que mais te inspirou a criar o programa DONA?
VB -
 O programa nasceu originalmente para ser um livro de autoficção, já com a missão de ajudar outras mulheres no seu despertar, mas a realidade foi um pouco diferente. Primeiro eu coloquei de pé o projeto audiovisual, e  nasceu o programa DONA, eu transformei os capítulos, em episódios.

Depois virou uma série no Prime Vídeo, e só agora virou um livro! DONA nasceu da minha vontade de encontrar diariamente a minha melhor versão, e e inspirar outras mulheres a sentir sede de conhecimento e sentirem a transformação em suas vidas, em todos os âmbitos. Profissional, Pessoal, Familiar, Espiritual e Amoroso.

CE - Como é pra você ser mãe e ao mesmo tempo tocar tantos projetos grandes?
VB -
 Ser mãe sempre foi o primeiro projeto e o mais desejado da minha vida, desde muito nova sonhava em ser mãe, hoje, sou abençoada com um casal e me sinto muito honrada por ser mãe do Davi e da Alice. Filhos são herança do Senhor.

Quando tenho outro grande projeto acontecendo, eu explico aos meus filhos os propósitos do meu trabalho, e o impacto que eles têm tanto nas vidas de outras pessoas, como nas nossas, e de nossa família.

Um dia eu sonhei em ser a profissional que sou hoje, então, eu alimento o sonho deles, e explico que se algum dia eu estiver ausente na vida deles, mesmo que por um dia sequer, é porque meu trabalho precisa de mim, e quando retorno, juntos matamos as saudades e falamos dos futuros deles. Sei que são pequenos para essas conversas, mas o diálogo e a verdade é a peça fundamental na educação que acredito.

Empreendedorismo B+: A trajetória de Vanessa Bellinni e a luta pelo reconhecimento feminino no Brasil - 

CE - O que te motiva a continuar lutando pelo empoderamento feminino todos os dias?
VB -
 A força do coletivo feminino move o mundo. A mulher é líder nata, tem muita resiliência, tem um amor maternal que transforma, e sofreu muito até ocupar os lugares que hoje estamos, não há tempo para descanso, se depender de mim e de tantas mulheres, não haverá retrocesso. Ainda hoje são inúmeras barbáries estampadas nos noticiários contra as mulheres, isso me indigna, todos os dias encontramos novas frentes para lutar.

CE - Quando você olha pra trás, o que diria pra Vanessa lá do começo da sua jornada?
VB -
Você não imagina a força que tem, e essa força irá te levar a lugares que nunca imaginou. Nunca deixei de confiar em você, você é mais forte, inteligente e corajosa do que imagina. Você não está sozinha, nunca esteve. Caminha que Deus põe o chão. Escrevi algo parecido para meus filhos, e deixei pendurado no quarto deles.

CE - Tem alguma mulher da sua vida – pode ser da família ou alguém que te inspirou lá no começo – que você sempre carrega como referência?
VB -
 As minhas mulheres, as minhas ancestrais, minha avó, minha mãe, minha irmã, a base familiar e o amor.

CE - Como foi pra você ver o programa DONA indo pra tantos países e impactando mulheres ao redor do mundo?
VB -
 O programa nasceu para ser um livro, virou um programa, virou uma série e agora sim no seu formato original, um livro, é algo inacreditável, sinto muito orgulho! A força da mulher brasileira é algo inspirador e se reflete na capacidade de superar desafios, ver DONA impactando ao redor do mundo, é uma onda de transformação e de despertar. e as mulheres têm produzido e contribuído com grandes talentos em diversas áreas, enriquecendo o cenário cultural e inspirando gerações. Ser parte desse movimento me abastece diariamente.

CE - O que o público pode esperar do seu novo livro "DONA – Como se tornar dona da sua vida"?
VB - 
DONA, tem como objetivo apoiar o despertar em outras mulheres e ser ferramenta de apoio para que cada mulher se sinta Deusa e Dona da sua vida. Dona de suas escolhas para criar o caminho que precisa, para alcançar seus objetivos, e seus sucessos.

Para conquistar as realizações que tanto sonha, a leitora vai desmistificar o medo do desconhecido, para descobrir na sua intuição e ancestralidade a sua missão. O livro irá passar pelos seguintes temas:

Empoderamento feminino, Auto estima, Amor próprio, Emoções, Saúde mental, Prazer, Maternidade, Coletivo feminino, Intuição Feminina, Liberdade, Solidão, Felicidade, Empreendedorismo feminino e liderança feminina.

Além disso, terão práticas de exercícios e meditação de 21 dias, propondo uma transformação radical no modo de ver e sentir o mundo à sua volta, sendo você leitora a própria mudança que deseja ver no mundo.

CE - Qual mensagem você mais quer que as mulheres levem do seu livro?
VB - 
A mulher tem uma forca interna muito poderosa, é capaz de dar a vida, que ser forca e delicadeza, liderança de apoio emocional. Ser mulher é muito poderoso. Desejo que cada leitora sinta essa força, esse amor, e mais, que o livro provoque um desejo de transformação, uma vontade genuína de serem felizes na essência, e que impulsione cada mulher a descobrir na sua intuição, sua ancestralidade, e sua missão.

CE - Se você pudesse deixar um recado direto pra mulher que tá lendo essa entrevista agora, qual seria?
VB -
 Mais que levantar bandeiras, eu quero que você leitora se assuma única e protagonista de sua vida, que você acredite na sua intuição, nos seus sonhos, nas suas crenças e que você entenda que nunca é tarde para um despertar. Somos uma geração de mulheres revolucionárias que tem transformado suas vidas, e as vidas de suas famílias, aos 40, 50 ou 60 anos. Acredite em você e na sua força, porque ninguém segura uma mulher segura.

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

Continue Lendo...

Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).