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Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante

O corpo muda, a rotina muda, as prioridades também. Então, por que o guarda-roupa não mudaria?

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Tenho pensado muito sobre a forma como nós, mulheres, nos relacionamos com a moda depois dos 40. Talvez porque eu também esteja vivendo essa fase e perceba, na prática, que algumas coisas mudam. O corpo muda, a rotina muda, as prioridades também. Então, por que o guarda-roupa não mudaria?

Depois de tantos anos trabalhando com moda, entendi que estilo tem muito menos a ver com seguir regras e muito mais com reconhecer quem somos em cada fase da vida.

Quanto mais conseguimos alinhar nossa imagem à nossa realidade, aos nossos objetivos e, principalmente, à nossa identidade, mais confortáveis e felizes tendemos a nos sentir com a própria aparência.

Pode ser que você já tenha ouvido que determinadas roupas deveriam ser abandonadas depois de certa idade. Eu nunca gostei muito dessa lógica. Para mim, a pergunta não deveria ser “tenho idade para usar isso?”, mas “isso ainda representa quem eu sou?”.

Aos 40, podemos olhar para uma tendência e decidir se ela faz sentido para nós, sem a obrigação de parecer mais jovem e sem a necessidade de parecer mais séria. A questão é entender se aquela escolha conversa com a mulher que somos hoje.

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante - Divulgação

Provavelmente é por isso que o estilo fica ainda mais interessante nessa fase. Estamos mais conscientes de quem somos, mais seguras das nossas escolhas e, muitas vezes, também mais independentes financeiramente. Isso nos permite trocar quantidade por qualidade, prestar mais atenção ao caimento, aos tecidos, às proporções e investir em peças que realmente funcionam para a vida que levamos.

No fim, amadurecer o estilo é também ganhar liberdade. Não tente se vestir para parecer mais jovem, mas também não escolha uma roupa apenas porque ela parece “adequada para a sua idade”. Vista aquilo que representa a mulher que você é hoje. Para mim, essa é uma das formas mais bonitas de elegância.

5 dicas para colocar em prática

1. Edite seu guarda-roupa: mantenha principalmente aquilo que representa seu corpo, sua rotina e sua vida hoje.

2. Esqueça o número da etiqueta: caimento e proporção importam muito mais do que o tamanho escrito na peça.

3. Faça o teste da tendência: antes de comprar, pergunte: “Eu usaria isso se não estivesse na moda?”. A resposta pode evitar muitas compras por impulso.

4. Use os acessórios a seu favor: um sapato, uma bolsa, uma joia ou um cinto podem atualizar uma produção sem a necessidade de renovar o armário inteiro.

5. Fotografe os looks que funcionam: crie uma pasta no celular com as combinações em que você se sente bem. Com o tempo, ela se transforma em um arquivo pessoal de estilo, feito por você e para você.

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante - Divulgação

 

DENGUE

Conheça 6 plantas que podem ajudar contra o mosquito da dengue

Citronela, alecrim e manjericão possuem substâncias estudadas contra mosquitos, enquanto a famosa crotalária ganhou espaço nos jardins por outra razão; entenda o que realmente funciona

06/09/2026 09h30

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardim

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardim Divulgação

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Ter algumas plantas espalhadas pelo quintal, varanda ou perto das janelas pode fazer mais do que deixar a casa bonita e perfumada. Espécies conhecidas pelo aroma intenso possuem compostos naturais estudados pela capacidade de afastar mosquitos e outros insetos.

Citronela, alecrim e manjericão estão entre elas. Uma revisão sistemática publicada na Revista Fitos, periódico científico ligado à Fiocruz, analisou pesquisas sobre substâncias de origem vegetal utilizadas como repelentes naturais e identificou compostos associados à ação repelente nessas plantas.

De acordo com o levantamento, alecrim e citronela foram as espécies que apresentaram maiores evidências de ação repelente, enquanto manjericão e cravo-da-índia se destacaram pela ação inseticida.

E tem ainda uma flor que ficou especialmente famosa quando o assunto é dengue: a crotalária. Diferentemente das plantas aromáticas, porém, a explicação para a presença dela nessa lista está na capacidade de atrair outros visitantes para o jardim.

Veja o que se sabe sobre algumas das plantas que ganharam fama no combate aos mosquitos:

1. Citronela

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimCitronela é considerada a mais famosa contra os mosquitos

Citronela é a mais famosa contra mosquitos

Não é por acaso que a citronela virou praticamente sinônimo de planta repelente. De acordo com a revisão publicada na Revista Fitos, pesquisadores identificaram o citronelal como uma das principais substâncias da planta relacionadas à ação repelente.

A mesma pesquisa, que reuniu resultados de diferentes estudos científicos, apontou a citronela entre as espécies com as maiores evidências de ação repelente analisadas.

O aroma cítrico característico ajuda a explicar por que derivados da planta são tão utilizados em produtos associados ao afastamento de insetos.

Como plantar ?

Prefere sol pleno e solo fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica. Pode ser cultivada diretamente no jardim ou em vaso grande, já que forma touceiras e cresce bastante. Faça regas regulares, mantendo o solo úmido, mas sem encharcar. Em vasos, nunca deixe água acumulada no pratinho.
 

2. Alecrim

Conhecido principalmente como tempero, o alecrim também ganhou espaço nas pesquisas sobre repelentes

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimO alecrim pode ser uma das plantas com maior ação repelente

de origem vegetal.

Segundo pesquisas, duas substâncias presentes na planta chamam atenção: o eucaliptol e o beta-cariofileno. Elas aparecem entre os compostos associados à atividade repelente identificados na revisão científica.

Ao analisar os estudos disponíveis, os pesquisadores colocaram o alecrim, ao lado da citronela, entre as plantas com maiores evidências de ação repelente. E a vantagem é que a espécie pode cumprir várias funções dentro de casa: deixa o ambiente aromático, pode ser cultivada em vasos e ainda vai direto para a cozinha.

Como plantar: escolha um lugar que receba bastante sol, de preferência pelo menos algumas horas de luz direta diariamente. O alecrim gosta de solo leve e com boa drenagem e não tolera excesso de água. Em vaso, espere a camada superficial do substrato começar a secar antes de regar novamente.

3. Manjericão

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimO manjericão possui substâncias repelentes

O manjericão pode sair da horta para entrar nessa conversa.

Pesquisadores identificaram o linalol entre os principais componentes relacionados à ação contra insetos.
Os estudos analisados indicaram principalmente atividade inseticida para a planta.

Ou seja, além de garantir folhas frescas para molhos, massas e saladas, o manjericão possui substâncias que despertam interesse científico quando o assunto é controle de insetos.

Como plantar: pode ser iniciado por sementes ou mudas e gosta de calor e boa luminosidade. Use um substrato fértil e mantenha a terra levemente úmida, sem encharcar. Retirar as flores quando começam a surgir ajuda a planta a direcionar energia para a produção de folhas, caso o objetivo também seja utilizá-las na cozinha.

4. Lavanda

A lavanda é conhecida pelas flores roxas e pelo perfume intenso, mas seus compostos aromáticos também

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimRecentemente a lavanda foi incluída entre as plantas repelentes

despertam interesse quando o assunto são mosquitos.

Um estudo publicado em 2026 no Journal of Medical Entomology, periódico científico da Entomological Society of America, incluiu a lavanda entre seis plantas ornamentais avaliadas por pesquisadores justamente para investigar seu potencial de repelência.

A pesquisa analisou lavanda, capim-limão, alecrim rasteiro, gerânio com aroma de citronela, sálvia-branca e mil-folhas.O trabalho reforça o interesse da ciência em descobrir até que ponto os compostos liberados naturalmente por plantas aromáticas podem interferir no comportamento dos mosquitos.

Como plantar: precisa de sol direto e excelente drenagem. O excesso de umidade é um dos principais problemas no cultivo, por isso prefira solo mais leve e evite regas frequentes. Em regiões quentes e úmidas, vale escolher um ponto bem ventilado e observar se a variedade de lavanda escolhida se adapta ao clima local.

5. Gerânio 

O próprio nome já entrega por que essa planta ganhou fama.

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimO gerânio possui substâncias voláteis, entre elas citronelol e geraniol

O gerânio com aroma de citronela (Pelargonium citrosum) possui substâncias voláteis, entre elas citronelol e geraniol, compostos conhecidos e estudados pela atividade repelente quando utilizados de forma concentrada.

Em 2026, pesquisadores decidiram testar a planta em condições reais. O estudo publicado no Journal of Medical Entomology avaliou o gerânio e o alecrim rasteiro durante 16 semanas em áreas urbanas e rurais. No laboratório, essas duas espécies haviam apresentado os melhores resultados qualitativos entre as seis plantas inicialmente avaliadas. Nos testes de campo, entretanto, os vasos não conseguiram reduzir significativamente a quantidade de mosquitos capturados.

A descoberta mostra que existe uma diferença entre o potencial dos compostos encontrados nas plantas e o efeito obtido simplesmente mantendo um exemplar no jardim.

Como plantar: cultive em local bem iluminado, com algumas horas de sol, utilizando substrato que não retenha água em excesso. Regue quando a superfície do solo estiver mais seca. Vasos com furos no fundo são essenciais, e podas leves ajudam a manter a planta mais cheia e estimular novas brotações.

6. E a crotalária, a famosa “flor contra a dengue”?

De flores amarelas, a crotalária ganhou fama em diferentes cidades brasileiras como uma espécie capaz de ajudar no combate à dengue.

Mas ela entra nessa história por um caminho diferente.

A explicação popular é que a crotalária favoreceria a presença de libélulas, insetos predadores que podem se alimentar de mosquitos e outros pequenos organismos. A ideia acabou estimulando o plantio da flor como uma espécie de aliada natural contra o Aedes aegypti.

Crotolária, alecrim, manjericão e outras plantas possuem compostos estudados pela ação contra insetos; algumas espécies podem unir beleza, aroma e biodiversidade no jardimEspécie capaz de ajudar no combate à dengue.

A relação ficou tão conhecida que pesquisadores do Instituto Agronômico (IAC) publicaram um documento técnico especificamente para analisar o assunto.

Segundo os pesquisadores, porém, não existe comprovação científica de que o cultivo de espécies de crotalária seja capaz, sozinho, de controlar a população do Aedes aegypti.

Isso não significa que a planta precise ser descartada do jardim. A crotalária tem importância agronômica e pode participar da biodiversidade do ambiente. O cuidado é não transformar a presença de libélulas em garantia de proteção contra a dengue.

Como plantar: a forma mais simples é por sementes, colocadas diretamente no solo em local ensolarado. A planta se desenvolve melhor em áreas abertas e com boa incidência de luz. Durante a germinação e o início do crescimento, mantenha alguma umidade no solo; depois de estabelecida, a necessidade de rega tende a diminuir. Como existem diversas espécies de Crotalaria, vale conferir qual é a mais indicada para o espaço disponível antes do plantio.

O segredo está nos compostos das plantas

A explicação para tantas plantas aromáticas aparecerem associadas aos mosquitos está principalmente na química.

A revisão da Revista Fitos identificou substâncias específicas relacionadas à ação contra insetos: citronelal na citronela; eucaliptol e beta-cariofileno no alecrim; linalol no manjericão; e eugenol no cravo-da-índia.

É também por isso que muitos estudos trabalham com óleos essenciais e extratos: nesses produtos, determinadas substâncias estão concentradas.

A própria Anvisa reconhece a existência de repelentes registrados contendo extrato vegetal ou óleo de plantas do gênero Cymbopogon, ao qual pertencem espécies associadas à citronela. A Agência ressalta, entretanto, que a eficácia depende do produto e de seu devido registro.

Ou seja: uma coisa é o composto presente na planta; outra é a concentração necessária para produzir determinado efeito.

Há ainda um detalhe que não pode ser esquecido por quem pretende levar essas espécies para o quintal. O prato colocado embaixo do vaso não pode acumular água.

Independentemente da planta escolhida, eliminar os criadouros continua sendo uma das principais formas de interromper a reprodução do Aedes aegypti.

Assim, citronela, alecrim, manjericão, lavanda, gerânio e até a famosa crotalária podem acrescentar aroma, cor e biodiversidade ao jardim. Algumas carregam substâncias que estão, de fato, na mira da ciência quando o assunto são os mosquitos.

Mas existe uma regra que vale para todas elas: planta no vaso, sim; água parada, nunca.

Saúde Correio B+

Conheça os cuidados e saúde capilar masculina nas estações

Fundador de marca de produtos para cuidados masculinos, fala sobre os cuidados essenciais que os homens precisam ter com os fios

05/09/2026 17h30

Conheça os cuidados e saúde capilar masculina nas estações

Conheça os cuidados e saúde capilar masculina nas estações Foto: Divulgação

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O inverno traz consigo uma prática que sempre dá prazer, principalmente nos dias mais frios, os banhos quentes, mas com eles vem também riscos para a saúde capilar, como o ressecamento e o aumento da caspa.

Já na primavera, estação que sucede os dias frios, a queda de cabelo pode se intensificar devido a fatores hormonais. Pensando na saúde capilar dos homens, que requerem cuidados especiais, Gustavo Balbi, fundador da OTO, explica como esses fenômenos se inter-relacionam e dá dicas valiosas para que homens mantenham os fios saudáveis ao longo do ano.

"Os banhos mais quentes e prolongados durante o inverno aumentam a secura do cabelo, tornando-o quebradiço e contribuindo para crises de dermatite seborreica", observa. "Já com a chegada da primavera, o corpo "reinicia" o ciclo capilar, e a queda de melatonina, hormônio que regula esse ciclo, potencializa a perda de fios". Para equilibrar, e fazer com que os fios não sofram, Balbi recomenda a redução da temperatura da água nos banhos e o uso de shampoos que limpem sem ressecar, isso visa suavizar esses efeitos nocivos.

Um erro comum no cuidado capilar masculino é a negligência com o condicionador. "Muitos homens o veem como opcional, mas essa etapa é fundamental. O shampoo abre a cutícula do fio e o condicionador é responsável por protegê-lo", explica o Balbi. Ignorar essa necessidade resulta em cabelos opacos e frágeis.

Gustavo destaca também o erro de optar por produtos genéricos, que não atendem às especificidades do cabelo masculino, como a oleosidade do couro cabeludo.

"O mercado tratou 'cabelo' como algo uniforme por décadas, mas o fio dos homens tem características próprias que exigem fórmulas específicas", alerta. Para ajudá-los é bom escolher shampoos e condicionadores adequados, o que é crucial para evitar problemas como acúmulo de oleosidade e ressecamento.

A dica sobre a frequência de lavagem é prática: "Não existe um número mágico. Um couro cabeludo oleoso pode precisar de lavagens diárias, enquanto um seco pode ser lavado apenas duas vezes por semana", explica. O excesso é algo a ser evitado, lavar muito ou a falta de cuidados diários pode levar a problemas capilares diversos.

Os cuidados não param na lavagem. Hábitos como esfregar o cabelo molhado com a toalha podem causar danos significativos. Balbi sugere trocar a fricção pelo método de pressionar a toalha contra o cabelo, o que ajuda a evitar frizz e pontas duplas.

Por fim, o especialista recomenda: "Trate o cabelo como você cuida da barba ou da pele. A saúde capilar se constrói com constância e prevenção, não apenas em momentos de crise", finaliza.

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