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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Lucas Queiroga, que leva o Nordeste para a "A Nobreza do Amor"

"Dar vida ao Ciço é como voltar para casa, mas com uma trilha sonora nova. Ele é a alma das festas, aquele cara que traz a alegria no som da sanfona e a sabedoria de quem conhece a terra."

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O público das 18h já tem um novo motivo para sorrir. Após conquistar os telespectadores com sua poesia e carisma em Mar do Sertão e No Rancho Fundo, o ator e poeta paraibano Lucas Queiroga está de volta à tela da TV Globo. Na nova trama de Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., Lucas dá vida a Ciço, um sanfoneiro cheio de malandragem que promete ser o coração das festas locais.

Funcionário da fazenda do Coronel Casemiro (Cássio Gabus Mendes), Ciço não domina apenas o fole da sanfona, mas também a arte da persistência amorosa. Seu grande objetivo? Conquistar o coração de Mundica (Samantha Jones) e, finalmente, subir ao altar.

Para o ator, o personagem é um encontro com suas próprias raízes e ele não esconde a alegria de retornar ao gênero da "fábula nordestina" que tanto domina.

"Dar vida ao Ciço é como voltar para casa, mas com uma trilha sonora nova. Ele é a alma das festas, aquele cara que traz a alegria no som da sanfona e a sabedoria de quem conhece a terra. Estou feliz demais em emprestar minha veia do improviso para esse personagem que, além de músico, é um eterno apaixonado. O Ciço é um presente que une minhas grandes paixões: atuar e a música e a poesia que é ser nordestino".

Aos 35 anos, Lucas Queiroga é o que podemos chamar de artista completo. Além de marcar presença na teledramaturgia, ele brilha na música e na literatura. compositor de peso, já teve canções gravadas por nomes como Elba Ramalho e Juliette. Em sua discografia, conta com o álbum Lukete Me e o EP Visse & Verso. Nos palcos, roda o país com o show de poesia A Rima me Deu Rumo.

Com Ciço, Lucas reafirma seu lugar como um dos rostos mais autênticos da nova geração da TV brasileira, garantindo que o humor e a sensibilidade nordestina continuem brilhando no horário nobre.

A Rima Me Deu Rumo

Com o espetáculo “A Rima me Deu Rumo”, o artista transcende o status de "fenômeno do Instagram" (onde seu poema Pantim já ultrapassa 10 milhões de visualizações) para entregar uma performance visceral que mistura poesia falada, sanfona, percussão e uma boa dose de teatralidade.

Longe de ser um recital estático, o show é uma viagem sensorial. Lucas é acompanhado por dois destaques da música brasileira: Gledson Meira e Helinho Medeiros. Conhecidos por rodarem o mundo na banda de Chico César, os “doutores em música” criam a moldura sonora perfeita para que os versos de Lucas dancem entre o riso, a memória e a reflexão existencial. "É um espetáculo que brinca com ritmos e visita temas profundos com a leveza de quem conversa na calçada de casa", define o artista.

O roteiro é um passeio pela trajetória do ator, incluindo: “Pantim”, hit das redes sociais; "Tu soi", homenagem ao mestre Jessier Quirino, além de "Mascote" e "Prisão", que revelam a maturidade lírica do ator e poeta. A prova de que a rima realmente deu o rumo certo são os palcos por onde o projeto já passou.

Da reinauguração do histórico Theatro Santa Roza, em João Pessoa (PB), ao aclamado Festival de Inverno de Garanhuns, em Pernambuco, passando pela FLIFS (BA) e Fliparaíba (PB), Lucas prova que a poesia paraibana é pop, contemporânea e necessária.

Lucas é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala de carreira, escolhas e atuais trabalhos e estreias. 

O ator e músico Lucas Queiroga é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Baia - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Lucas, o Ciço chega com uma energia diferente dos seus papéis anteriores. Como você define a "malandragem" dele e o que o público pode esperar desse sanfoneiro?
LQ -
A malandragem do Ciço vem da sobrevivência. É a maneira que ele tem de agir para se safar do que não gosta. Na minha interpretação, ele não gosta de cortar cana e de pegar no pesado, o interesse dele está na sanfona, é onde ele sorri, é quando ele encontra Mundica, por quem é apaixonado.

Ela, que tem essa atitude também de não aceitar o que foi imposto, de querer explorar o mundo. Acho que Ciço também tem isso e, na verdade, ele queria tocar sanfona e passear com Mundica.

CE - Quais características do Lucas você mais emprestou para o Ciço?
LQ -
Eu acho que ser espirituoso, sou assim também. Eu empresto ao Ciço o meu estudo da linguagem do interior, nossas expressões, nossas gírias. Ciço, por trabalhar em um engenho e ser um homem de campo, cabe demais tudo isso e eu ando floreando os textos dele com coisinhas do tipo.

CE - Você sente que existe uma responsabilidade maior em representar o Nordeste sem cair em estereótipos?
LQ -
Sim, existe essa responsabilidade de não cair em estereótipos ao mesmo tempo que a gente se enquadra nesse lugar, do personagem, por ser um nordestino do campo e tudo mais. Estou amando fazer o Ciço, amei fazer Mar do Sertão e No Rancho Fundo, com personagens que estão nesse lugar também. Existe uma responsabilidade quando a gente assume esses papéis, eu me sinto no conforto, no lugar certo.

Sim, eu posso fazer isso, eu consigo, eu tenho propriedade para isso. Mas também quero buscar outros caminhos, quero fazer um advogado, um médico que mora em São Paulo e é um grande profissional, sem a trama precisar explicar como ele chegou até ali. Sim, quero fazer um bandido, quero desafios onde a minha linguagem, meu sotaque esteja ali, sem ser nesse lugar do homem do campo. Poder retratar o Nordeste das diversas formas que ele é.

CE - Desta vez, o foco sai um pouco do repente e vai para a sanfona. Como foi sua preparação técnica para passar essa verdade de um músico de fazenda no vídeo?
LQ -
Caramba, a sanfona foi um grande desafio! Eu nunca tinha tocado sanfona na vida e é um avião. São três instrumentos em um: um fole, um piano e um baixo. Os três ao mesmo tempo. É como acelerar, pisar na embreagem e passar a marcha.

No começo foi muito difícil, mas eu vejo essa evolução como um grande presente que o personagem me deu e eu tenho melhorado, tenho gravado cenas com a sanfona, gravando no orgânico mesmo e estou muito feliz por ter aceitado esse desafio, assustador a princípio, mas que estou aprendendo. Eu toco sanfona todos os dias, para que Ciço tenha uma familiaridade maior com esse instrumento. Até o final da novela, vou estar fazendo meus forrós por aí.

CE - Trabalhar com nomes como Cássio Gabus Mendes e sob o texto de Duca Rachid é um peso enorme.
LQ -
Como é a troca de experiências nos bastidores da fazenda do Coronel Casemiro?
É uma grande responsabilidade está ao lado de Cássio Gabus, em texto de Duca e ao lado de grandes atores e atrizes. Na preparação da novela, olhei ao redor e me assustei com o tanto de gente incrível que tinha ali, lembro que pensei: caramba, olha onde você está, você vai aprender muito nessa novela, ao redor dessas pessoas incríveis.

E é exatamente isso que tem acontecido, eu tenho aprendido, estou sempre atento e observando essas pessoas em cena, é um grande presente. Eu tenho contracenado muito com Cyria Coentro, que é uma rainha do que faz. Com Samantha Jones, que também é uma atriz incrível, espirituosa, de expressões espontâneas e jogar com ela está muito gostoso e vai dar muito caldo. Estou muito feliz com isso.

O ator e músico Lucas Queiroga é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Baia - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O improviso é uma marca registrada do seu trabalho na poesia. Você tem liberdade para improvisar falas nos roteiros de A Nobreza do Amor?
LQ -
Os textos são maravilhosos, não precisa a gente inventar. Porém, eu sou do improviso, eu carrego esse estudo e essa bandeira da nossa linguagem, do nosso sotaque, através da poesia que eu faço em paralelo à novela.

Então, sim, vou floreando algumas falas, colocando expressões, colocando alguma sacada, alguma piadinha, sem fugir da intenção do texto que é maravilhosa, mas eu tenho feito isso e estou recebendo esse abraço de toda a equipe.

CE - Aos 35 anos, você é visto como um artista completo (música, literatura, TV). Em qual dessas frentes você se sente mais vulnerável e qual é o seu "porto seguro"?
LQ -
Eu me sinto vulnerável em todas as frentes. Na música, na poesia e na atuação, porque respeito muito esses lugares e esse sentimento não é me colocando para baixo e sim dentro do respeito e no interesse, na vontade de melhorar sempre, a todo momento. Ganhar mais experiência, crescer com tudo isso para que eu possa oferecer mais em todas essas frentes.

Receber um título de poeta é uma coisa que eu respeito muito. O músico, o compositor, respeito muito. O ofício de ator, respeito muito. Então, estou dentro desse cercado, desses três caminhos, com muito respeito e com muita vontade de ser melhor a cada dia e explorar o melhor de mim.

CE - Depois de Mar do Sertão e No Rancho Fundo, o público desenvolveu um carinho muito grande por você. Como lida com esse assédio nas redes sociais e nas ruas?
LQ -
É uma alegria muito grande quando me deparo com mensagens de carinho, quando alguém me reconhece na rua e fala sobre o trabalho desenvolvido. Lava a alma, sabe? É muito gratificante ouvir a pessoa dizendo como aquilo chegou nela, como bateu, como contagiou, o que gerou de emoção. Eu me interesso muito em saber disso e fico muito feliz.

Esse carinho é um pontapé, um empurrão. Mostra que o que eu faço interessa, contagia, tem função, tem fundamento. O artista precisa disso, ainda mais quando se carrega esse respeito a todo momento. Então, é um combustível, é uma lenha que se coloca e eu adoro esse carinho, sou muito feliz por esse trajeto, reflete o que conquistei até o momento.

Para quem era engenheiro ambiental e largou tudo para ser artista, com 28 anos, isso importa muito. O meu ofício, a minha função é em prol da sociedade e a comunicação com ela muito me interessa.

Música

Projeto "Afroafetos" chega hoje às plataformas digitais unindo música, poesia, moda e artes visuais

Projeto sul-mato-grossense e coletivo, "Afroafetos" chega hoje às plataformas digitais unindo música, poesia, moda e artes visuais em uma celebração da arte preta, LGBTQIA+ e periférica

21/05/2026 09h30

Além de música, poesia e moda, projeto Afroafetos envolve artes plásticas, que ajudam a compôr a identidade visual do coletivo

Além de música, poesia e moda, projeto Afroafetos envolve artes plásticas, que ajudam a compôr a identidade visual do coletivo Foto: Manu Komiyama

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Entre sons que atravessam o soul, o pagodão baiano, o R&B e a MPB, existe um fio condutor que costura o primeiro álbum de Silveira Soul: o afeto. Não o afeto simplificado ou romantizado, mas aquele construído como resistência, acolhimento e reencontro de identidade.

Hoje, o cantor e compositor sul-mato-grossense lança oficialmente “Afroafetos”, trabalho que nasce da música, mas ultrapassa as fronteiras do som para se tornar manifesto artístico, político e coletivo.

Natural de Corumbá, no interior de Mato Grosso do Sul, Silveira canta desde os 13 anos, quando começou no coral da igreja.

Anos depois, a voz potente e a presença de palco o levaram aos principais festivais culturais do Estado, como Festival de Inverno de Bonito, Festival América do Sul, MS ao Vivo, Sesc Cultura e Som da Concha. Também abriu shows para artistas como Liniker, Majur, Iza, Dudu Nobre e Rico Dalasam. Agora, transforma toda essa trajetória em seu primeiro álbum autoral.

“Afroafetos” nasce como um espetáculo afrofuturista e multidisciplinar. O projeto reúne música, poesia, moda, dança, artes visuais e audiovisual para imaginar novas possibilidades de existência preta no Brasil. Em vez de narrativas centradas apenas na dor histórica, a obra aposta no protagonismo, na ancestralidade e na construção de futuros possíveis sem opressão racial.
“‘Afroafetos’ já se tornou um coletivo. Nós temos diversas linguagens artísticas envolvendo todo o ‘Afroafetos’. Tem artes plásticas, poesia dentro do álbum. Tem essa coisa de se juntar e agregar arte”, explicou Silveira.

O lançamento oficial acontece após uma audição especial realizada na Casa de Cultura de Campo Grande na sexta-feira, em uma noite marcada por emoção, espiritualidade e senso de comunidade.

O evento reuniu referências afro-brasileiras, banhos energéticos, símbolos ligados às religiões de matriz africana e uma atmosfera de celebração coletiva que refletia exatamente o espírito do projeto.

“É muito bom quando a gente encontra ouvidos e olhos atentos para nossa arte. Não importa se eu não tenho um grande público, o que importa para mim é ter pessoas observando o que a gente está fazendo com o ‘Afroafetos’, como a gente está se aquilombando, se reorganizando para fazer uma arte com essência”, declarou o artista durante a pré-estreia.

REENCONTRO DA IDENTIDADE

Com cinco músicas e duas poesias, “Afroafetos” foi gestado ao longo de pelo menos cinco anos. Algumas composições nasceram em parceria com amigas que hoje integram o coletivo artístico criado em torno do projeto. O processo de construção, segundo Silveira, também foi uma forma de reencontro consigo mesmo.

“É um álbum muito diverso. Quem ouvir vai entender que a gente passeia por muitas sonoridades. Tem pagodão baiano, black music, várias referências. Eu cresci ouvindo isso, então, tem essa pluralidade. É o que nós somos”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o futuro imaginado pelo afrofuturismo, o álbum mantém conexão direta com a ancestralidade negra e com os afetos construídos em comunidade. Essa dualidade aparece tanto nas letras quanto na estética visual e sonora do trabalho.

“‘Afroafetos’ surge como um grito que pretende não só expor uma produção artística autoral, mas também contar uma história através da ancestralidade e dos afetos que cercam a vivência de um homem preto e gay no Brasil”, resumiu o cantor.

As músicas falam sobre amor, desejo, pertencimento, liberdade e identidade. Em uma das poesias apresentadas no evento de pré-lançamento, versos como “Ser afetada, afeminada, com fome de mundo” e “É tudo sobre o amor e o amor sabe dizer o nosso nome” sintetizam a proposta do projeto: transformar vulnerabilidade em potência.

PROJETO COLETIVO

Embora o álbum carregue o nome de Silveira Soul, o artista faz questão de enfatizar que o projeto pertence a muitas mãos. Durante a audição, ele citou uma a uma as pessoas envolvidas na construção de “Afroafetos”, reforçando o caráter coletivo da obra.

“‘Afroafetos’ não sou só eu. Esse álbum está carregando o meu nome, mas não sou só eu. Somos vários, e eu quero que isso se multiplique muito”, disse.

Entre os nomes envolvidos estão as poetas Maria Carol e Afroqueer, integrante do ColetivA De Trans Pra Frente, as artistas visuais Lua Maria e Erika Pedraza, a estilista Jéssica Rabelo e o produtor musical Ton Alves. O projeto ainda envolve audiovisual, figurino, artes plásticas e performances.

Para Silveira, essa construção coletiva também é uma forma de resistência cultural em Mato Grosso do Sul, estado historicamente marcado pela predominância do sertanejo na cena musical.

“Eu faço uma música popular, mas diferente do comum aqui. Existe barreira, mas acredito no meu público e na minha arte. Fazer isso aqui é, sim, resistência”, pontuou.

AFETO AFRO

A coordenadora do projeto, Jéssica Rabelo, define Afroafetos como um espaço de acolhimento e reconstrução afetiva entre pessoas pretas, LGBTQIA+ e periféricas.

“Nós, pessoas pretas, não fomos ensinadas a amar e a contemplar por meio do amor. E na Afroafetos a gente conseguiu amar. Amar por meio da verdade, da constância e até da raiva”, declarou, emocionada, durante o evento.
Segundo ela, o projeto funciona como um “novo quilombo”, onde arte, espiritualidade e afeto caminham juntos.

“Todas as vezes que a gente se encontra é uma grande oração. A gente ri, chora, dança e cria um universo paralelo quando chega a qualquer lugar dessa cidade”, afirmou.

A dimensão coletiva também impactou profundamente o produtor musical Ton Alves, responsável pelos arranjos do álbum. Ele conta que inicialmente se impressionou pela potência vocal de Silveira, mas que acabou sendo conquistado pelas pessoas e pela proposta do projeto.

“O Afroafetos me impactou de várias formas. Não só musicalmente, mas pelas pessoas. Engloba literatura, teatro, dança, artes plásticas, religião de matriz africana. Tudo entrou no caldeirão e formou o Afroafetos”, disse.
Ton também lembrou a apresentação de abertura para Liniker como um momento simbólico.

“A gente não tinha 1% do orçamento daquela artista e entregou 250%. Aquilo me fez entender que o Afroafetos é muito mais do que música”, afirmou.

ARTE DE MS

Ao falar sobre o conceito do álbum, Silveira destaca que o afrofuturismo presente na obra parte da realidade de Mato Grosso do Sul e das experiências negras periféricas locais.

“É muito louco imaginar onde nossos objetos e acessórios já chegaram. Estarmos onde jamais imaginamos estar. O resgate vem muito disso: acreditar novamente no nosso potencial e reencontrar nosso valor”, afirma.

A ideia de territorialidade aparece como um elemento central do projeto. Em meio a uma realidade cultural frequentemente dominada por referências externas, o artista defende a valorização da produção preta local.

“Aqui a gente é devorado todos os dias por culturas e artes que não são as nossas. Então, quando a gente faz música, moda ou arte, a gente quer fazer o melhor possível. Isso é o mínimo. O máximo ainda está por vir”, pontuou.

Essa valorização também passa pela construção de referências positivas e pelo incentivo à criação artística dentro das próprias comunidades.

“A gente quer fazer arte, viver de arte, consumir arte, mas também criar. E para isso a gente precisa de incentivo”, reforçou o cantor.

Produzido de forma independente, “Afroafetos” foi viabilizado com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (Fmic), ligado à Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.

Segundo Silveira, o apoio foi fundamental para que o projeto alcançasse a dimensão desejada. “Foi um investimento crucial para que a grandiosidade desse projeto acontecesse”, destacou.

Além do álbum, o coletivo prepara um documentário e uma série de vídeos mostrando os bastidores do processo criativo. A intenção é de revelar o cotidiano da construção artística para além do palco. “Muitas vezes as pessoas só veem o show, mas existe muita coisa acontecendo no dia a dia que faz parte desse processo”, disse o cantor.

A expectativa agora é de que o trabalho reverbere para além das fronteiras de Mato Grosso do Sul. “É o melhor trabalho da minha vida até aqui. A gente não fez só música, despertou outros talentos também. E agora vamos deixar isso reverberar pelo mundo”, declarou.

O álbum “Afroafetos”, de Silveira Soul, está disponível nas plataformas digitais a partir hoje.

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Diálogo

Lideranças do PT em MS têm afirmado, de boca cheia, que haverá... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (21)

21/05/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Eleanor Roosevelt - diplomata americana

"As pessoas crescem através da experiência se elas enfrentam a vida honesta e corajosamente. É assim que o caráter é construído”.

FELPUDA 

Lideranças do PT em MS têm afirmado, de boca cheia, que haverá segundo turno nas eleições de 2026. Entre outras coisas, a aposta maior é num eventual “racha” da direita e projeções que são, digamos, um tanto quanto “estratosféricas” e carregadas de muito otimismo. Aliás, na declaração de um petista da cúpula nacional, o entendimento é que as redes sociais estariam sendo usadas pelos adversários de maneira metódica para divulgação de “preconceitos” contra Lula, que pensa em disputar a reeleição.  Se depender dessa galera, a “fatura estaria liquidada”. Sei não...

Outro rumo

A vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira poderá tentar conquistar uma das cadeiras na Assembleia Legislativa de MS.  Ela vinha tentando se viabilizar como pré-candidata ao Senado.

Mais

Isso, fiando-se numa manifestação do ex-presidente Bolsonaro de que poderia ser o nome para a disputa. Diante da indefinição, chegou a anunciar que poderia mudar de partido. Mas acabou recuando.

DiálogoFoto: Divulgação

No próximo dia 25, o Insted realizará a cerimônia que marcará sua transformação institucional, passando a ser Centro Universitário, proporcionando a oferta de bolsas de estudo, atendimentos gratuitos à população, projetos de extensão e novas oportunidades acadêmicas em Mato Grosso do Sul. A expectativa da Instituição é ampliar significativamente os programas de bolsas acadêmicas vinculadas à pesquisa, extensão universitária e monitoria, com percentuais que podem variar entre 40% e 100%, dependendo dos critérios de participação e dedicação dos estudantes. “Teremos experiência acadêmica com mais qualidade e com mais entrega à sociedade, sem deixar de lado as metodologias ativas e protagonismo dos nossos acadêmicos”, afirmou Neca Bumlai, reitora do Centro Universitário.

DiálogoDione Anache - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoDra. Eduarda Dias - Arquivo Pessoal 

“Tinta”

A moção de apoio em favor da vereadora Eliane Feitosa Tel, como era de se esperar, “levou tinta” na Assembleia de MS, sendo rejeitada por 12 votos a três, o que gerou descontentamento da trinca de parlamentares petistas, um deles protagonizando cena de incitação à violência e vociferando como se estivesse em uma briga de rua. No caso, foi o deputado José Orcírio.

À altura

O deputado Coronel David teve que responder à altura a “solicitação” do petista para que o colega do parlamento estadual desse “aviso” ao deputado federal Rodolfo Nogueira que ele iria apanhar. A moção de apoio foi apresentada por Gleice Jane à vereadora responsável por ato considerado uma agressão a Rodolfo, durante evento em Mundo Novo. Davi  disse que não poderia aprovar uma moção a quem teria praticado tal ato e que pessoas de ideologias diferentes têm é que debater no campo de ideias. Nada como viver num Estado sem problemas, né?...

Análise

Na bolsa de apostas políticas, há quem diga que o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) poderá ultrapassar o petista Fábio Trad na corrida para o governo do estado. Embora ambos estejam muito aquém de Eduardo Riedel, primeiro colocado nas pesquisas divulgadas até agora, o perfil do eleitorado de MS poderá contribuir muito para isso. Nos bastidores, a análise é que a população é conservadora e já demonstrou que não “engole” o PT. Sendo assim...

ANIVERSARIANTES 

Maria Elisabete (Bete) Jeronimo Dias;
Dr. Thiago Alonso Domingos;
Paloma Ujacow Martins Rodrigues;
José Alberto D´Lamônica Guimarães;
Rafael de Cristo;
Eloisa Jorge Caiado;
Daniela Marques Caramalac;
Derci de Souza Moraes;
Elizete Miranda Granze;
Lidia Almada;
Tailini Xavier;
João Batista Pereira;
Cecilio Toledo Filho;
Eduardo Silva Rocha;
Antônio de Oliveira Valadão;
Severino Leandro da Silva;
Edson Zandonadi;
Domingos Henrique Medeiros Rostey;
Gilcinei Clovis de Oliveira;
Manoel Rezende;
Deusamar Rangel da Silva;
Artur Monteiro de Barros;
José Carlos Pettengill;
Miguel Pontes Pimentel;
Adir Gaffuri;
Eduardo dos Anjos dos Santos;
Silvia Martinez;
Walter Ferraz Pinto Pacheco;
Marcos Castilho Lopes;
José Ney Mendonça Silva;
Celso de Souza Martins;
Celia Gonçalves Ferreira;
Tecilio Toledo Filho;
Alina Munhoz;
Cibele Araújo Almeida;
Sérgio Teruya;
Iara Rosana Baseggio;
Solange de Fátima Duarte Vaz da Silva;
Adão de Arruda Sales;
Juarez Augusto de Carvalho;
Eveline Muller Azevedo;
José Hindo;
Aparecido Kavano dos Santos;
Dra. Karine Casartelli Falkenburg;
Dra. Lázara Sulzer;
Ibrahim Miranda Cortada Filho;
Auzeneide Maria da Silva;
Alice da Silva Moreira;
Maria Auxiliadora Meira;
Ana Cristina Rocha Negrão;
Sônia Assis de Oliveira Souza;
Elisa Guerrieri da Silva;
Hermes dos Santos Mourão;
Rosilange Ferreira Golveia;
Maria llka Guerreiro;
Luiz Seiji Tada;
Carlos Henrique Botura;
Lúcia Daniel dos Santos;
Teobaldo Velasques;
Marcelo Batistela Damasceno;
Elizeu Ferreira D’ Anunciação;
Shirlei Paz Pereira;
Dorisney Lima de Oliveira;
Júlio Cezar Ribeiro;
José Rogério Cotrim de Medeiros;
Élio dos Santos Mourão;
Dr. Marcilio Vargas Peixoto;
Dr. Rodrigo de Mello Scalla;
Solange Aguni;
Fernando Cremonesi Ferreira;
Daltro José Ferreira;
João Pantaleão Filho;
Luiz Gomes Cabral;
Edilsom José da Silva;
Wagner Chilavier Oliveira;
Felipe Laburu;
Francisco Juarez de Souza;
Carine Andréia Previatti Alves;
Gilberto Domingos;
Venâncio Josiel dos Santos;
Irma Foscaches Medina;
Edilson Morais de Araujo;
Maria Silvia Moreira dos Santos;
Luiz Henrique Augusto Costa;
Paulo Ricardo Junqueira;
Luciana de Morais Cândido;
Agner Cristina Maldonado Silva;
Key Fabiano Souza Pereira;
Vânia Meire Moreira;
Celso Massayuki Arakaki;
Sirley Cândida de Almeida Kowalski;
Ednéia Aparecida Santos Lisboa;
Patricia Zanatta Aranha Coneglian;
Luiz Carlos Silva;
José Evaristo de Freitas Pereira;
Lisandra Moreira Martins;
Heraldo Medeiros de Oliveira;
Marcelo Nogueira da Silva;
Ivan Figueiredo Chaves;
Daniel Florentin de Novaes;
José Garcez da Costa;
Laércio Araújo Souza Neto;
Astolfo Lopes Cançado Júnior;
Luiz Eduardo Lopes;
Neusa Maria Faria da Silva;
Luis Henrique de Sousa Rodrigues;
Edgar Martins Veloso;
Fernanda Lanteri de Almeida;
Luísa Mendonça Nunes.

Colaborou Tatyane Gameiro

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