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Literatura

Escritor Antônio Torres faz palestra hoje, a partir das 19h30min, na ASL

Membro da Academia Brasileira de Letras e agraciado com o Prêmio Jabuti, escritor baiano faz palestra como o destaque do Chá Acadêmico deste mês; exposição da Confraria Sociartista e Movimento Concerto da UFMS estão no programa

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O escritor Antônio Torres, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), premiado, entre outras láureas, com o Prêmio Machado de Assis, concedido pela ABL, e o Prêmio Jabuti – e condecorado pelo governo francês por seus livros traduzidos na França com o Chevalier des Arts et des Lettres – é o palestrante do Chá Acadêmico deste mês na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), excepcionalmente hoje, em função do feriado de Corpus Christi.

O Chá Acadêmico é tradicionalmente realizado na última quinta-feira de cada mês. O evento de hoje faz parte do projeto ABL na ASL: Palestras Imortais, realizado pela ASL em parceria com a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), por meio da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul (FCMS), com o objetivo de difundir, estimular e valorizar a leitura e a educação no Estado.

A palestra, a partir das 19h30min, será presencial, com entrada franca e traje esporte, no auditório da ASL, localizada na Rua 14 de Julho, nº 4.653, nos Altos do São Francisco, em Campo Grande.

O tema escolhido por Antônio Torres para a sua fala é “Eu Venho Lá do Sertão... E Posso lhe Agradar” e, segundo o autor baiano, “trata-se de um passeio por um velho cenário, há muito tempo considerado um terreno exaurido para a criação literária, volta a ter uma forte presença no imaginário nacional, com resultados surpreendentes. Como é o caso de ‘Torto Arado’ [2019], romance de Itamar Vieira Júnior [seu conterrâneo] que tem ao fundo o sertão baiano da Chapada Diamantina”.

Para o imortal, ocupante da cadeira fundada por Machado de Assis (1839-1908) na ABL, a mesma que já teve Jorge Amado (1912-2001) e Zélia Gattai (1916-2008) como titulares, “esse é só um exemplo do quanto a literatura brasileira vem se revigorando pelas veredas da temática sertaneja”.

O presidente da ASL, Henrique de Medeiros, reafirmou a importância do projeto ABL na ASL: Palestras Imortais para a cultura de Mato Grosso do Sul, “abrindo ainda mais caminhos para a discussão literocultural”.

Após Antônio Torres, o ciclo do ABL na ASL terá prosseguimento com palestras até novembro, em Mato Grosso do Sul, dos imortais da ABL Ana Maria Machado, Godofredo de Oliveira Neto e Ricardo Cavaliere. Pela ASL, os imortais que ainda participarão das Rodas Acadêmicas até novembro serão Ana Maria Bernardelli, Elizabeth Fonseca, Henrique de Medeiros, Lenilde Ramos, Raquel Naveira, Rubenio Marcelo, Sérgio Cruz e Sylvia Cesco. 

UFMS E CONFRARIA

O Chá Acadêmico deste mês vai dar continuidade a mais dois projetos que a ASL vem programando em sua sede, um desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e outro com a Confraria Sociartista.

O projeto Arte na Academia, com a Confraria, realiza exposições de artes visuais durante as rodas e chás acadêmicos. Já o projeto Música Erudita e suas Fronteiras, realizado em parceria com a UFMS, está inserido no projeto Movimento Concerto e apresenta recitais de música erudita. E ainda: o músico Otávio Neto, um dos mais prestigiados multi-instrumentistas de MS, também vai marcar presença no momento de confraternização do encontro de hoje.

ANTÔNIO TORRES

Nascido em Sátiro Dias, no sertão da Bahia, a 200 km ao norte de Salvador, em 1940, Antônio Torres descobriu a vocação literária na escola rural da sua infância, na qual se lia poesia e textos em prosa em voz alta todo dia. Logo, passou a escrever as cartas das pessoas do lugar e a recitar poemas em praça pública no Dia da Bandeira (19/11) e no Sete de Setembro, além de ajudar o padre a celebrar a missa – e em latim. Esse tempo ficou gravado em sua memória e marcaria o seu destino de escritor.

Sua estreia literária se deu em 1972, com o romance “Um Cão Uivando para a Lua”, que causou um grande impacto na crítica e no público. De lá para cá, publicou 19 livros, entre os quais se destacam : Trilogia Brasil (“Essa Terra”, “O Cachorro e o Lobo” e “Pelo Fundo da Agulha”), publicada a partir de 1976; “Meu Querido Canibal” (2000); “Querida Cidade” (2021), seu 12º romance; e o livro de contos “Meninos, Eu Conto” (2003), que está na 15ª edição.

Sua premiada obra, que passeia por cenários urbanos, rurais e históricos, tem várias edições no Brasil e traduções em muitos países, da Argentina ao Vietnã. Torres é membro da ABL, na qual ocupa a Cadeira 23, fundada por Machado de Assis; da Academia de Letras da Bahia (ALB), onde sucedeu João Ubaldo Ribeiro (1941-2014); da Academia Petropolitana de Letras; da Academia Contemporânea de Letras (São Paulo); e é sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. 

ADRIANA, LUCIANA E LÚCIA 

Três integrantes da Confraria Sociartista participarão da exposição de artes visuais deste mês, explorando diferentes linguagens sob o tema Paisagens e Colagens que Vibram e Iluminam.

Adriana Teixeira, artista visual e grande admiradora dos pintores expressionistas e modernistas, traz em suas obras temáticas relacionadas ao afeto, à família, à amizade e à maternidade. A figura feminina é recorrente em suas telas e é comum aparecerem circundadas por flores e folhagens na composição de seus trabalhos.

Luciana Rondon, artista visual, psicóloga e escritora, tem pinturas presentes no livro “No Mundo Encantado de Luciana” e já expôs em diversas instituições e mostras de artes.

Lúcia Monte Serrat é formada pela Escola de Belas Artes de Curitiba, mestre em Educação e professora. Seus trabalhos de pintura percorrem diversos caminhos, desde figuras femininas a pinturas carregadas de densidade e cores vibrantes. Além de exposições, participou da publicação de livros sobre as artes visuais em Mato Grosso do Sul.

JOEL MENDES

Realizado em parceria com a ASL, o projeto Movimento Concerto, iniciativa da UFMS, com sua vertente Música Erudita e suas Fronteiras, traz, no programa, o violonista Joel Mendes relendo a obra de Marco Pereira, Fernando Deghi e João Pernambuco.

Com licenciatura em Música pela UFMS e atualmente lecionando violão pela Divisão de Esporte, Arte e Cultura (Deac) da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (Reme), Mendes iniciou seus estudos de violão aos 11 anos de idade e foi integrante da Orquestra de Violões de Campo Grande (OVCG).

Estudou com Marcelo Fernandes e Anderson Francellino e participou de vários cursos e masterclasses com renomados violonistas, entre eles: Paulo Porto Alegre, André Simão, Luciano Moraes, Edelton Gloeden, Ana Cristina Tourinho, Edmauro de Oliveira, Gilson Antunes, Fabio Zanon, Turíbio Santos, Pedro Jesus e Henrique Annes.

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diálogo

Candidato que já sentou no trono e que ainda nem conquistou a cadeira... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta sexta-feira (3)

04/09/2026 00h01

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Hilda Hilst - escritora brasileira

"Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais”

Felpuda

Candidato que já sentou no trono e que ainda nem conquistou a cadeira de reeleição está mirando novamente poltrona da presidência da Assembleia de MS. A impressão é de que alguns enxergam o Legislativo estadual como um feudo, com direito a trono, súditos e território demarcado. O curioso é que, primeiro, é preciso ganhar a eleição, depois, conquistar os votos dos colegas e, só então, pensar na presidência. Mas, na política, há quem goste de contar os bois antes mesmo de comprar a fazenda. E isso, às vezes, não apresenta bom resultado.

Cautela

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Campo Grande chegou a 92,7 pontos em agosto, alta de 4,3% em relação a julho, mas ainda abaixo dos 100 pontos que separam otimismo de pessimismo. A percepção sobre a economia permanece cautelosa (34 pontos).

Mais

Ainda com relação ao índice de confiança, verificou-se que o comércio de bens duráveis registrou 95 pontos, avanço de 5,9%, e apresentou o melhor desempenho. Os dados são do Sistema Comércio MS e do Instituto de Pesquisa Fecomércio.

Maria Olga Mandetta, Fabiana Jallad e Dr. Hélio Mandetta
Helena Augusta e Tete Conde

Fora de foco

A oposição do PT ao governador Riedel ainda parece procurar rumo dentro da Assembleia. Os discursos em plenário, em vez de apresentar críticas consistentes, muitas vezes soam como comentários só para “causar”. Até agora, nenhum dos “tiros” petistas conseguiu atingir alvo que produza maior repercussão política. E há uma curiosidade: quando o assunto é eleição, Lula aparece em quase toda conversa. Já o candidato Fábio Trad parece ter sido esquecido pelos próprios companheiros. Vai vendo...

Favoráveis

As investigações da Operação Antivírus, que apurou suspeitas em contratos do Detran-MS, continuam produzindo decisões favoráveis a investigados. Agora, o MPMS se manifestou pela absolvição do deputado Gerson Claro, da acusação de corrupção passiva. A apuração remonta ao período em que ele comandava o Detran-MS e envolve contratos da autarquia. Entre eles está negócio de R$ 7,416 milhões firmado sem licitação.

Em análise

A Câmara Municipal de Campo Grande começou a analisar a proposta da Lei Orçamentária Anual de 2027, que prevê receitas e despesas de aproximadamente R$ 7,7 bilhões. O projeto, encaminhado pelo Executivo, estima crescimento de 10,67% em relação aos R$ 6,9 bilhões previstos para este ano. Agora será definida a relatoria e aberto o prazo para que os vereadores apresentem emendas. É justamente nessa fase que começam as disputas por recursos para obras e serviços.

Aniversariantes

  • Cleuza Vasconcellos,
  • Marithê Cogo,
  • Fernando Santos Gonçalves,
  • Geovanna da Silva Coutinho Lanzarine,
  • Silvia Rafaela Bergottini,
  • Joselina Nunes Neves,
  • Olga Tila Menegale Silva,
  • Ludovico Adami,
  • Leonildo Franchin,
  • Matheus Bechuate Corrêa Peralta,
  • Lourival Ribeiro de Souza,
  • Valmir Messias de Moura Fé,
  • Rosalvo Santos da Silveira,
  • Alaor Suriano Maia,
  • Cynthia Folley Coelho,
  • Jary Ferreira de Almeida,
  • Jaime Candido,
  • Venezito Kioshi Muta,
  • Martins Alves de Oliveira,
  • Douglas Sanches Tiburcio,
  • Maria Celeste Vale do Espírito Santo,
  • Dra. Soraya Saad Sayegh,
  • Dr. Nilo Genaro Klafke,
  • Alcira Rodrigues dos Santos Correa,
  • Dra. Ivone Weber Prieto,
  • Antônio Maria Nunes Rondon Filho,
  • Etiene Garcia da Cunha,
  • Wilkens Pereira Leite,
  • Teóphilo Barboza Massi,
  • Helen Cristie Messias,
  • Luiz Henrique Mujica,
  • Maricelma Vila Maior Zapata,
  • Maria Neide Araujo Silva,
  • Gabriel Arruda da Costa,
  • Jaqueline Maidana da Silva,
  • Elza Castro Andrade,
  • Ana Cláudia Ferreira Stapani,
  • Denize Silva de Oliveira,
  • Robson de Araujo Martins,
  • Sebastião Ivo,
  • Nivaldo Mota,
  • Alice Maira de Almeida,
  • Maria Josefina Borghette Zampieri,
  • Vivian Ferreira Chaves,
  • Dr. Lauro Takeshi Miyasato,
  • Eni Nantes Martins,
  • Fernanda Gonçalves Pereira da Silva Wanderley,
  • João Mujica,
  • Aparecido Camilo de Oliveira,
  • Luiz Paulo Contrin Guimarães,
  • Mauro José Ocampos,
  • Conceição Gamarra,
  • Rogério de Avelar,
  • Camila Pompeo dos Santos,
  • Adolpho Figueiredo,
  • Joyce de Almeida Pires,
  • Delson Monteiro Ferreira,
  • Cleide Alves de Almeida,
  • Gladys dos Santos Azuaga,
  • Roney Jorge Kalil Pinheiro,
  • Darlene Saab Guedes,
  • Marina de Souza Mello,
  • Gregório Otoni de Camargo,
  • Tereza Terumi Taniguchi,
  • Auci Corrêa Fernandes,
  • Flávia Renata Menezes Polon,
  • Patrícia Costa Anache,
  • Carlos Alberto Rodrigues Morruda,
  • Fabiane Romeiro Salvian,
  • Gilson Rodolfo Martins,
  • Ângela Maria Ferreira Rodrigues,
  • Iria dos Santos Loreto,
  • Jorge Bertulino de Marco,
  • Gilberto de Mattos Rizzo,
  • Renato Lacerda Cesar,
  • Vera Lúcia Andrade,
  • Masuko Gonda,
  • Ana Maria de Menezes,
  • Dr. Nelson Neves de Farias,
  • Edilo Francisco Trentin,
  • Paula dos Santos Nobre,
  • Nádia Eunice da Silva,
  • Catarina Florêncio,
  • Esperanza Rojas Orozco,
  • Cleonice Franca Gouveia,
  • Ângela Hitomi Yabusame,
  • Nelson Vieira Lopes,
  • Manoel Henrique Lopes Zequini,
  • João Carlos Brum Farias,
  • Nina Negri Schneider,
  • Altair Leonel da Silva,
  • Helena Corrêa da Costa,
  • Aristides José Ortiz,
  • Marcos Antônio Volpato,
  • André Luiz Trindade de Souza,
  • Emmanuel Olegário Macedo,
  • Leize Oliveira de Britto,
  • Emerson Chaves Furlaneto,
  • Livia Pereira de Souza Rosa,
  • Ronaldo Cesar Miranda Ramos,
  • Luiz Carlos Barbosa Torres,
  • Flávio Antonio de Oliveira,
  • Luiz Wagner Couto de Souza,
  • Dirce Rosa Puerari,
  • Fábio Alves Monteiro,
  • Guilherme Frederico de Figueiredo Castro,
  • Jakeline Rodrigues de Andrade Girardi.

* Colaborou Tatyane Gameiro

Saúde integrativa

Autocuidado vai além do espelho e une saúde, beleza e bem-estar em encontro

Evento Além da Aparência, promovido pela nutricionista Luanna Caramalac, reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir a relação entre alimentação, estética, imagem, autoestima e qualidade de vida

03/09/2026 08h30

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane Orro

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane Orro Divulgação

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Promovido pela nutricionista funcional e integrativa Luanna Caramalac no Dia do Nutricionista, que foi celebrado nesta segunda-feira, o evento Além da Aparência reuniu cerca de 30 mulheres no Instituto LCM, no The Place Corporate, e marcou também os cinco anos de atuação da instituição na Capital.

A proposta do encontro foi discutir uma mudança percebida em diferentes áreas relacionadas à beleza: a procura crescente por resultados mais naturais, individualizados e menos associados à transformação radical da aparência.

No talk, porém, a conversa foi além dos procedimentos estéticos e trouxe uma reflexão sobre aquilo que sustenta a imagem que aparece externamente.

“Estamos vivendo um momento em que as pessoas buscam cada vez mais o cuidado de dentro para fora”, resumiu Luanna durante a abertura da conversa.

Para a nutricionista, a alimentação não deve ser compreendida apenas como uma ferramenta para emagrecer ou modificar o corpo. Sua atuação profissional parte de uma visão mais ampla, que considera a relação entre nutrição, prevenção, qualidade de vida e as necessidades individuais de cada paciente.

MAIS DO QUE DIETA

Ao celebrar cinco anos do Instituto LCM, Luanna também compartilhou parte de sua trajetória pessoal e profissional. A nutricionista afirmou que sua compreensão sobre saúde ultrapassa a ideia de prescrever dietas ou estabelecer regras universais de alimentação.

“É a nutrição que eu acredito, que não é só uma nutrição de fazer uma dieta. É de fato ir à causa, à raiz do problema do paciente, tratar o todo”, afirmou.

Segundo ela, cada pessoa possui uma rotina, um histórico e necessidades, o que exige acompanhamento individualizado. Essa perspectiva busca afastar soluções imediatistas e aproximar o cuidado de hábitos que possam ser sustentados ao longo do tempo.

A ideia central do evento foi justamente mostrar que saúde e aparência não precisam ser tratadas como assuntos completamente separados.

Alterações na pele, no cabelo e no corpo podem levar pessoas a buscar respostas exclusivamente em produtos ou procedimentos, quando outros fatores relacionados à saúde também merecem a atenção.

Essa integração foi um dos principais pontos discutidos pelas convidadas.

BELEZA ALÉM DO ESPELHO

A empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas Thielly Prado levou ao encontro a experiência de quem acompanha diariamente mulheres em busca de mudanças na imagem.

Para ela, a transformação observada nos últimos anos vai além da procura por determinados procedimentos. Muitas clientes passaram a buscar espaços de cuidado, pausa e acolhimento.

Thielly relacionou essa mudança ao período da pandemia, quando muitas pessoas foram obrigadas a desacelerar e passaram mais tempo dentro de casa.

“Depois da pandemia, eu vi o quanto as pessoas já não estavam mais buscando somente [fazer] uma sobrancelha, uma escova ou um pé e mão. Todo mundo começou a buscar essa paz”, afirmou.

Segundo ela, o contato cotidiano com mulheres também permite perceber como questões aparentemente relacionadas à estética podem estar conectadas a outras dimensões da vida.

“Não é só sobrancelha, não é só botox, não é só harmonização. É um todo”, disse.

A profissional ressaltou que sinais percebidos externamente podem despertar dúvidas sobre alimentação, rotina e acompanhamento de saúde.

A intenção, segundo ela, não é transformar a aparência em um diagnóstico, mas compreender que o autocuidado pode exigir uma rede de profissionais e diferentes formas de atenção.

Da esquerda para a direita: Thielly Prado, Natália Morota, Anna Paula Abreu, Luanna Caramalac e Viviane OrroDa esquerda para a direita: Thielly Prado, empreendedora e especialista em saúde das sobrancelhas; Natália Morota, biomédica especializada em harmonização facial e rejuvenescimento; Anna Paula Abreu, cerimonialista que conduziu o evento; Luanna Caramalac, nutricionista funcional e integrativa; e a médica Viviane Orro - Foto: Divulgação

CEREJA DO BOLO

A biomédica Natália Morota, especializada em harmonização facial e rejuvenescimento, também defendeu uma abordagem que não coloque os procedimentos estéticos como única resposta para a busca por autoestima.

Com 16 anos de atuação na área da beleza, ela afirmou que passou a compreender a estética de forma diferente ao perceber o impacto que a relação de uma pessoa com a própria imagem pode ter em outras áreas da vida.

“Quando a gente transforma uma mulher, a vida dela inteira muda. Como a gente se vê, a gente começa a se comportar de outra forma”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Natália destacou que intervenções externas não substituem os cuidados básicos relacionados à saúde.

Para ela, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento profissional fazem parte de uma estrutura que sustenta os resultados buscados também na estética.

“Não adianta fazer um estímulo de colágeno se a paciente não tem nutrientes suficientes para sustentar aquilo. A estética é a cereja do bolo”, comparou.

A fala também trouxe um alerta sobre a procura por soluções rápidas para emagrecimento ou transformação corporal sem o acompanhamento adequado. A popularização de medicamentos e procedimentos não elimina, segundo as participantes, a necessidade de avaliação individual e orientação profissional.

IMAGEM QUE VESTE

A influenciadora e empresária de moda Bruna Gonçalves acrescentou ao debate a relação entre vestuário, identidade e autoestima.

Para ela, a imagem é importante na maneira como uma pessoa se apresenta ao mundo, mas não é suficiente para definir quem ela é.

“A beleza faz sentido a partir da imagem que a gente entrega quando chega a um lugar, mas quem permanece é a nossa essência”, afirmou.

Bruna relacionou o cuidado com a aparência à capacidade de reconhecer a identidade. Vestir uma roupa e se sentir bem, segundo ela, pode ser uma forma de reconhecer qualidades que já existem, e não necessariamente criar uma nova versão de si mesma.

Em sua fala, contou que momentos difíceis de sua vida também mudaram sua maneira de enxergar o autocuidado.

“A beleza externa, como eu cuido de mim por fora, me ajudou muito. Porque a beleza externa também pode refletir aquilo que está interno”, disse.

Para a empresária, a forma como uma mulher ocupa os espaços, se relaciona com outras pessoas e constrói sua presença também faz parte daquilo que pode ser entendido como beleza.

SAÚDE VEM ANTES

A médica Viviane Orro trouxe para a conversa sua experiência de mudança profissional. Atuante anteriormente na terapia intensiva e na nefrologia, ela decidiu, após a pandemia e um período de sobrecarga, fazer uma transição para a área da medicina estética e dos procedimentos faciais.

A mudança, segundo ela, também foi motivada pela necessidade de buscar mais qualidade de vida. Durante a pandemia, Viviane esteve na linha de frente da assistência médica e afirmou que o período modificou profundamente sua relação com o trabalho e com o cuidado pessoal.

“Eu precisava ter mais tempo com a minha família e mais tempo para cuidar de mim”, contou.

Na nova área de atuação, porém, ela disse ter levado consigo uma percepção construída durante os anos em que trabalhou com pacientes em situações graves: a importância de um organismo saudável e adequadamente acompanhado.

“A profissão da nutricionista é muito mais importante do que as pessoas têm exata noção. Se a gente tem um corpo nutrido, um corpo saudável, a nossa expectativa de vida muda, o nosso humor muda, a nossa energia muda”, afirmou.

Mesmo trabalhando atualmente com estética, Viviane defendeu que os procedimentos devem ocupar um lugar complementar no cuidado. “A beleza é segundo plano. A estética é segundo plano”, disse.

Para a médica, o ponto de partida precisa ser a saúde e a capacidade de uma pessoa de reconhecer a autoimagem sem transformar cada característica natural em um problema a ser corrigido. “Ela tem que olhar no espelho e falar: ‘Eu sou linda. Essas rugas são a minha história’”, afirmou.

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