Correio B

registro histórico

Escritora reúne mais de 500 fotografias e preserva em livro a memória do Hospital São Julião

Obra assinada pela escritora, compositora e musicista reúne mais de 500 fotografias e preserva a memória da instituição que ajudou a romper as barreiras do preconceito com a hanseníase

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Escritora, musicista, compositora e ativista cultural, a ocupante da cadeira de número 31 na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), Lenilde Ramos, assina agora uma obra que nasce para imortalizar o legado do Hospital São Julião, instituição com 85 anos de histórico fundamental para romper localmente as barreiras do preconceito com a hanseníase: doença infecciosa crônica antigamente chamada de lepra. 

Batizado de “Hospital São Julião – 85 anos (1941-2026) Álbum Histórico”, esse livro com mais de 500 registros fotográficos está à venda na Livraria Leitura, que fica localizada no Shopping Campo Grande, tendo a sua renda revertida à instituição.

Esse projeto pôde ser concretizado após o resultado de décadas de pesquisa e organização de documentos para a construção de uma narrativa que possuísse a capacidade de revelar a dimensão humana dessa trajetória. 

Efetivamente, a produção em si levou cerca de um ano e meio, mas o trabalho de Lenilde teve início muito antes disso, fruto de uma pesquisa por um acervo com quatro mil fotografias e documentos que traçam uma verdadeira linha cronológica.

Segundo a intelectual, foram mais de três décadas de estruturação para que a história do Hospital São Julião fosse contada da melhor forma possível. 

“O pioneiro nesse caminho foi Lino Villachá (1938-1994), paciente hanseniano, poeta e cronista, que escreveu cinco livros relatando suas memórias, revelando personagens e registrando o trabalho que transformou a estrutura física e a vida de tantas pessoas. Convivi com ele durante 25 anos, mergulhei em seus escritos e hoje dou continuidade à sua obra”, expõe ela. 

Livro à venda na Livraria Leitura terá a sua renda revertida para o Hospital São JuliãoLivro à venda na Livraria Leitura terá a sua renda revertida para o Hospital São Julião - Foto: Divulgação/Hospital São Julião

HISTÓRIA 

Ao longo das 140 páginas os leitores poderão acompanhar, por meio de 530 fotografias, um passeio legítimo pela trajetória do hospital, desde sua gênese ainda como um leprosário, até tornar-se um centro de referência em saúde, com o registro de datas importantes, personagens históricos e de como era o trabalho de voluntários, profissionais de saúde e colaboradores na construção de uma nova realidade para Mato Grosso do Sul. 

Historicamente, o ponto de virada para tornar-se referência nasce ainda no chamado Asilo Colônia São Julião, ocupado por pessoas que ficavam internadas em uma área isolada da cidade, onde centenas viviam em meio a precariedade, abandonados sem a devida assistência médica e as respectivas medicações adequadas para tratar uma condição que até então era envolta por medo e preconceito. 

O espaço de isolamento tornou-se um local de reabilitação, cuidado e educação, quando surgiu o Hospital São Julião, que ampliou a atuação e tornou-se referência ao longo dos anos não apenas no atendimento à hanseníase.

Além de contar com centro cirúrgico, este hospital oferece atendimento à população: escola, centro oftalmológico, estruturas de reabilitação, ações sociais e iniciativas voltadas à educação, cultura e inclusão.

FIGURAS IMPORTANTES

Inevitavelmente o álbum tem como fio condutor a vida da conhecida Irmã Silvia Vecellio, figura que é parte importante da história sul-mato-grossense e que completou 95 anos no dia 19 de agosto deste ano, ocasião em que o Hospital São Julião celebrou a data em que “o mundo ganhou a mulher que fez da própria existência uma missão e deixou em Mato Grosso do Sul um legado que atravessa gerações”. 

Silvia Vecellio nasceu no dia 19 de agosto de 1931, na cidade de Auronzo di Cadore, ao norte da Itália, uma vila alpina cercada por picos rochosos que impulsionaram a irmã ainda jovem a se dedicar ao alpinismo.

A prática lhe ensinou, desde cedo, a superar grandes desafios e manter a visão para além dos picos e montanhas que aparecem à nossa frente. 

Irmã Sílvia começou sua vida religiosa e ingressou no instituto Filhas de Maria Auxiliadora, que fica na cidade italiana de Turim. Esse seria um dos primeiros passos da jovem que, à época, já sonhava em trabalhar com populações indígenas do então Estado de Mato Grosso. 

O mês de setembro de 1959 marca a chegada de Irmã Sílvia ao Brasil, chegando ao País para lecionar em Campo Grande como professora no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, quando a jovem já demonstrava estar além do seu tempo e indicava à época que a educação em si estaria para além dos livros. 

Responsável por levar o cinema para dentro da sala de aula, estimulou suas alunas a refletirem sobre questões filosóficas e sociais e, aos domingos, passou a visitar comunidades periféricas de Campo Grande.

Justamente uma dessas visitas, feita ao Educandário Getúlio Vargas em 1964, ligaria a história de Irmã Sílvia às pessoas que viviam no chamado Asilo Colônia São Julião, já que os filhos desses internados traziam consigo cartas e fotografias de um local que até então era pouco falado.

Como bem esclarece Lenilde Ramos, a relação dela com o Hospital São Julião vai muito além da pesquisa documental, com sua vida se entrelaçando a trajetória da instituição, o que por sua vez torna o trabalho de resgate histórico também uma forma de revisitar suas origens. 

Lenilde foi estudante do Colégio Auxiliadora e Irmã Silvia foi sua professora. Aos domingos, a mestra a levava em visitas à periferia e, daí em diante, a aluna teve o privilégio de acompanhar a construção deste grande sonho.

Em 1970, ao completar 18 anos, a discípula se apresentou como voluntária no projeto de reconstrução do leprosário e, ao longo de 56 anos, participou desse trabalho em diversas funções: professora, secretária e animadora cultural.

“Irmã Silvia sempre atuou com pulso firme em um lugar classificado como um ‘depósito de doentes’. Ela trouxe médicos, profissionais e trabalhadores de diversas áreas para transformar aquela realidade, sempre com pensamento empreendedor, nunca sob o aspecto meramente assistencial. Foi uma grande gestora que fez tudo em silêncio, sem personalismo, por isso, esse álbum também é uma homenagem a ela”, afirma a autora.

Lenilde tornou-se jornalista, a partir de quando o recolhimento da memória de pacientes e trabalhadores do hospital começou a ser feito com mais interesse. A morte de Lino Villachá, em 1994, foi o ponto que marcou a tomada para si da responsabilidade de prosseguir com esse registro. Logo em 2011 lança seu primeiro livro,

“História sem Nome”, na tentativa de manter registro da realidade da hanseníase e a transformação do hospital.

O antigo leprosário deu lugar a um hospital aberto a mais de 20 especialidades que atendem todo o Mato Grosso do Sul, com um saldo de 574 mil procedimentos realizados ao longo de 2025.

É referência em hanseníase e oftalmologia, responsável por 92,55% das cirurgias nessa área, realizadas no Estado. Atua com destaque nas Residências de Clínica Médica e Oftalmologia, classificada entre as cinco primeiras pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Em uma área de 240 hectares, a unidade não deixa de abraçar o que está compreendido dentro de suas potencializadas, como o compromisso com o meio ambiente, parte do organograma da instituição, o que coloca o local como o primeiro Hospital Lixo Zero do Brasil e da América Latina. 

“O conteúdo deste álbum histórico mostra o fruto da vocação missionária de Irmã Silvia Vecellio, a tenacidade com que ela e seus fiéis aliados lutaram por essa obra, a revolução que esse trabalho operou, inicialmente com o tratamento da hanseníase e hoje, com a assistência médica em geral. E, o mais importante, sem perder o espírito humanitário que sempre fez parte dessa trajetória”, diz Carlos Melke, presidente do São Julião.

Diálogo

Mesmo votando a favor por livre pressão, os aliados criticam a oposição... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (26)

26/10/2026 00h01

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Winston Churchill - estadista britânico

"Os homens tropeçam por vezes na verdade,
mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa
o seu caminho, como se nada tivesse acontecido”.

Felpuda

Mesmo votando a favor por livre pressão, os aliados criticam a oposição, alegando que ela quer mesmo “é jogar a prefeita Adriane Lopes num buraco bem fundo” com a criação da CPI do Tapa-Buraco. A referência irônica está relacionada aos incontáveis buracos espalhados por todas as ruas de Campo Grande. E a tal operação tapa-buraco não está valendo nadica de nada, porque eles continuam abertos e, a cada dia, sendo “promovidos” a crateras. Enfim, maioria acha que tudo não passa de pano de fundo para tentar driblar a indignação da população. Dá licença, vai!...

Virando pó

Rodovias sob jurisdição do Estado estão esfarelando com as chuvas que castigam o MS neste outubro, em índices recordes de precipitação bem acima do normal, segundo dados meteorológicos. No Cone-Sul, situação é tão caótica que os motoristas viraram cinegrafistas.

Mais

Nas redes sociais são postados dezenas de vídeos, denunciando a buraqueira em longos trechos das estradas que, justamente nesta época, deveriam dar suporte logístico aos produtores rurais. O governo já anunciou a “recuperação paliativa dos pontos críticos”. Mas...

Roberta Diau
Cris Vianna

Cadeiras

O governador Eduardo Riedel estuda promover mudanças na estrutura da máquina administrativa, depois de avaliar os erros e acertos do seu governo. Ele analisa a ideia de dividir algumas secretarias, o que permitiria a acomodação dos antigos aliados que deixaram o governo para concorrer às eleições e foram derrotados.

Campeã

Ainda nem foram finalizadas as prestações de contas, mas já há uma vencedora incontestável nas eleições: a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp. Até agora, recebeu pelo menos R$ 288,7 milhões em serviços contratados diretamente. Flávio Bolsonaro foi quem declarou mais gastos com ela, num valor quase três vezes superior ao informado por Lula, segundo as prestações de contas parciais. O prazo para a prestação final dos candidatos do primeiro turno termina no dia 3 de novembro. Até lá, o placar poderá mudar.

Na lista

O economista Jaime Verruck está sendo cotado para reassumir a Secretaria de Meio Ambiente, considerada uma pasta estratégica. Ele tem formação de doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial pela Universidade Complutense de Madrid, onde também obteve o Diploma de Estudos Avançados. Verruck trabalhou nas gestões de Reinaldo Azambuja e de Eduardo Riedel. Pela sua qualificação, ele conta com o apoio político de Azambuja e da senadora Tereza Cristina para assumir um cargo de peso.

Aniversariantes

  • Maria Coelho de Campos,
  • Marcelo Radaelli da Silva,
  • Meire Vilma Coelho de Campos,
  • José Carlos Barbosa (Barbosinha),
  • Mônica Corrêa Rinaldi Netto,
  • Sueli Serra Trindade Rodrigues,
  • Bruno Willian Monteiro Miranda,
  • Fábio Castro Leandro,
  • Antonio Fermiano,
  • Odair Garcia,
  • Elba Helena Cardoso de Oliveira,
  • Safira Maria de Figueredo Sousa,
  • Alcides de Lima,
  • Rodrigo Souza e Silva,
  • Anísio de Barros Mandetta,
  • Robson Gomide Alves,
  • Audy Gomes Paiva,
  • Carlos Afonso Marcondes Medeiros,
  • Márcio Lolli Ghetti,
  • Maria Aparecida Medeiros,
  • Marcílio Arnaldo de Alencar,
  • Gisele Bueno Cavalheiro,
  • Grasiele Luiza Damin Pauli,
  • Isadora Tannous De Lamônica
  • Guimarães Gregio,
  • Annye Yasunaka Herradon,
  • Tereza Abrão,
  • Pedro César da Fonte Nogueira,
  • Hatsue Utino,
  • Manoel de Andrade,
  • Alda de Souza Fontoura,
  • Elenir Rose Cury,
  • Newton de Souza,
  • Margareth Silva dos Santos,
  • Tais Ferreira,
  • Luciene de Almeida,
  • Sérgio Córdoba,
  • Ana Mafalda Espírito Santo,
  • Odete de Barros Lima,
  • José Augusto Rezek,
  • Paula Regina Burim,
  • Terezinha Chaves Gaiotto,
  • Valdir Jair da Silva,
  • Claudemir das Neves,
  • Felisberto Soei Furuguem,
  • Eleusa Tessaro,
  • Rosângela Gauna de Oliveira Rezende,
  • Celso Guimarães Dias,
  • José Maria Martins,
  • Luiz Guilherme Silva Cangussú,
  • Maristela Scholz Nunes Franco,
  • Denise Bueno,
  • Cláudio dos Santos Silva,
  • Robson Roberto Duarte Alencar,
  • Alessandro Vicente Pereira,
  • Lidiane Ferreira de Resende,
  • João José Marques de Souza,
  • Saulo de Tarso Praconi,
  • Fábio Capobianco Pereira da Silva,
  • Judite Mendonça da Costa Pereira,
  • Patrícia Soares da Rocha,
  • Júlio César Cestari Mancini,
  • Vicente Randes Pereira,
  • José Renato Miguel,
  • Gilney Tadeu dos Santos Alves,
  • Ângela Zenir do Carmo,
  • Márcio Gumiero de Souza,
  • Cassandra Maria Lopes Ferreira,
  • Dra. Christiane Maria dos Santos
  • Pereira Jucá Interlando,
  • Christian Duarte Mollinedo,
  • João Carlos Moreira,
  • Mário Duílio Evaristo Henry Neto,
  • Cristiane Elizabete da Silva Cândido,
  • Paulo César Donato,
  • Diná Elias Almeida de Lima,
  • Elaine de Araújo Santos,
  • João Marques Bueno Neto,
  • Elton Massanori Ono,
  • Mônica Vilela Barata,
  • Hudson Netto Leite,
  • Denílson de Melo Santos,
  • Giselle Amaral Rosa,
  • Flora Corrêa,
  • Hermes Henrique Moreira Maciel,
  • Elaine Cristina Alencar Cacci,
  • Igor Guilherme Dehn de Melo,
  • João Carlos Carvalho Regasso,
  • Laisa Take Ferrel,
  • Marivaldo Coan,
  • Rejane Ribeiro Fava Geabra,
  • Marcelo Penajo de Souza,
  • Silvana Maria Santos Dutra,
  • Orlando Gouveia de Matos,
  • Maria Fernanda Guerreiro Fernandes,
  • Rafael Rosa Junior,
  • Francisco Alves Filgueiros,
  • Thiago Nascimento Lima,
  • Eva Borges de Oliveira,
  • Mislene Araújo de Britto,
  • Tomás Barbosa Rangel Neto,
  • Walter da Silva Teixeira,
  • Vera Lúcia Santos Lopes,
  • Lorena Nantes Silva,
  • José Henrique Menezes Pascoal,
  • Patrícia Mello Assis,
  • Carolina Moreira,
  • Morgana Leite de Souza,
  • Marcos Duarte de Mattos.

* Colaborou Tatyane Gameiro

Cinema Correio B+ - Especial

Festival de Cinema Francês reúne 21 filmes e traz artistas ao Brasil

Mostra chega a mais de 50 cidades com produções inéditas, clássicos e encontros com atores e diretores franceses

25/10/2026 14h00

Festival de Cinema Francês reúne 21 filmes e traz artistas ao Brasil

Festival de Cinema Francês reúne 21 filmes e traz artistas ao Brasil Foto: Divulgação

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O Festival de Cinema Francês do Brasil chega à sua 17ª edição entre os dias 29 de outubro e 11 de novembro, levando 21 filmes a aproximadamente 100 salas de cinema em mais de 50 cidades brasileiras.

Conhecido anteriormente como Festival Varilux, o evento mantém sua proposta de aproximar o público brasileiro da produção francesa contemporânea, combinando grandes nomes, novos talentos e clássicos que merecem ser redescobertos na tela grande.

A seleção reúne 19 produções recentes e dois clássicos, com filmes que passaram por festivais como Cannes, Veneza e Locarno. Entre os destaques está A Ilustre Desconhecida, de Marc Fitoussi, com Isabelle Huppert e Sandrine Kiberlain.

A comédia acompanha uma figurante que acredita ter encontrado sua grande oportunidade ao se aproximar de uma atriz famosa, explorando com humor as ilusões e contradições do universo das celebridades.

Outro título promissor é O Que é o Amor?, com Laure Calamy, conhecida internacionalmente pela série Dix pour cent (Dez por Cento). Na trama, um homem pede à ex-mulher a anulação do casamento religioso para poder se casar novamente.

A situação leva a família a Roma, numa viagem que coloca antigos sentimentos e novos relacionamentos à prova. O filme conquistou o Grande Prêmio do Festival de Comédia de l'Alpe d'Huez.

A programação também inclui Compostela, o Caminho da Terapia, estrelado por Alexandra Lamy, e O Beijo Elétrico, de Pierre Salvadori, uma comédia romântica ambientada na Paris de 1928. Para os admiradores de musicais e histórias clássicas, há ainda uma nova versão de O Fantasma da Ópera, dirigida por Alexandre Castagnetti, com Deva Cassel e Romain Duris, transportando o célebre mistério para a Paris contemporânea.

O festival também revisita a história do cinema francês com A Grande Escapada, comédia de Gérard Oury que completa 60 anos, estrelada por Louis de Funès e Bourvil, e a animação O Rei e o Pássaro, de Paul Grimault.

Um dos atrativos desta edição é a presença de sete convidados franceses: as atrizes Alexandra Lamy, Laure Calamy e Pauline Clément, o ator Benoît Magimel e os diretores Fabien Gorgeart, Marc Fitoussi e Pierre Salvadori.

Eles participarão de sessões especiais e debates com o público em São Paulo e no Rio de Janeiro, oferecendo a oportunidade de conhecer os bastidores de suas produções.

Mais do que uma vitrine de lançamentos, o Festival de Cinema Francês reforça uma tradição importante: a de levar ao circuito comercial brasileiro filmes que nem sempre encontram espaço nas grandes salas, mas que representam a diversidade e a vitalidade de uma das cinematografias mais influentes do mundo.

A programação completa, os cinemas participantes e os horários das sessões estão disponíveis em festivalcinefrances.com.br.

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