Correio B

Saúde

Especialistas alertam para os efeitos da desidratação e dão dicas para manter o consumo de líquidos

Mesmo com temperaturas mais baixas, organismo continua perdendo água; especialistas alertam para os efeitos da desidratação e dão dicas para manter o consumo de líquidos durante o inverno

Continue lendo...

Quando as temperaturas caem, é comum que alguns hábitos da rotina mudem. A alimentação pode ficar mais voltada para pratos quentes, a atividade física pode ser reduzida e até o consumo de água tende a diminuir. O problema é que, enquanto a percepção de sede costuma ser menor nos dias frios, a necessidade de hidratação do organismo permanece.

A sensação de que o corpo precisa de menos água durante o inverno pode levar muitas pessoas a passar horas sem beber líquidos.

No entanto, a água continua sendo indispensável para o funcionamento adequado do organismo e deve fazer parte da rotina diariamente, independentemente da estação do ano ou da prática de exercícios físicos.

Mesmo no frio, o organismo perde água continuamente. A eliminação ocorre por diferentes vias, como a respiração, a transpiração e os processos metabólicos.

A exposição ao ar mais seco, característica de muitos períodos de temperaturas baixas, também pode contribuir para uma maior perda de umidade pelas vias respiratórias.

Segundo Carolina Sommer, diretora-executiva e responsável pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da Equaliv, marca premium de suplementos da farmacêutica Althaia, a redução da ingestão de água durante o inverno é um comportamento recorrente que merece atenção. 

A questão não está apenas em matar a sede. A hidratação adequada participa de diferentes processos do organismo e está relacionada à manutenção do bem-estar, da concentração, da disposição, do funcionamento muscular e da recuperação corporal.

“Quando a reposição não acontece de forma correta, podem surgir sintomas como dores de cabeça, fadiga, queda de disposição, cãibras, ressecamento da pele e até alterações no funcionamento intestinal”, explica Carolina.

SINAIS DE DESIDRATAÇÃO

Um dos principais motivos para o consumo de água cair durante o inverno é justamente a redução da sensação de sede.

Em dias quentes, a transpiração e o aumento da temperatura corporal fazem com que a necessidade de beber água seja percebida com maior facilidade. No frio, porém, essa percepção pode ser menor.

Isso não significa que a necessidade fisiológica de líquidos desapareça.

A sede é um mecanismo importante de sinalização do organismo, mas não deve ser utilizada como o único indicador para determinar quando beber água. Esperar sentir muita sede pode fazer com que a pessoa passe períodos prolongados sem se hidratar adequadamente.

Para o nutricionista e pesquisador Pedro Perim, a hidratação ainda é subestimada no cotidiano. Segundo ele, o cuidado com o consumo de líquidos não deveria estar associado somente à prática de exercícios ou a situações em que a perda de água é mais evidente.

De acordo com Perim, a desidratação pode ter consequências que vão além da sensação de sede e também merece atenção quando o objetivo é preservar a massa muscular. “Hoje, sabemos que a hidratação é um fator que influencia inclusive na perda de massa muscular. E isso é muito mais comum do que imaginamos”, explica.

O especialista também chama atenção para o fato de que a sede já pode representar um sinal de que o organismo está começando a necessitar de reposição hídrica.

“O impacto metabólico da desidratação começa simplesmente a partir do fato de sentirmos sede, isso já é um sinal de desidratação”, afirma.

MUDANÇAS NO INVERNO

A relação entre frio e hidratação envolve mecanismos fisiológicos. Com temperaturas mais baixas, alterações no organismo e na atuação do hormônio antidiurético, conhecido como ADH, podem contribuir para que a percepção de sede seja diferente.

Ao mesmo tempo, o ambiente pode favorecer a perda de água. O ar frio costuma ser mais seco e, durante a respiração, o organismo aquece e umidifica o ar que entra nos pulmões. Parte dessa água é eliminada posteriormente na forma de vapor.

Os banhos quentes, outro hábito comum durante o inverno, também entram nessa equação. A água em temperaturas muito elevadas pode remover parte da proteção natural da pele, contribuindo para o ressecamento. Embora o banho não seja a principal fonte de perda hídrica do organismo, o hábito pode agravar a sensação de pele seca típica dos períodos frios.

As vias respiratórias também podem sofrer com o clima seco. Nariz, garganta e outras estruturas ficam expostos continuamente ao ar, e a baixa umidade pode aumentar o desconforto, especialmente em ambientes fechados.

Por isso, manter uma rotina de hidratação é importante mesmo quando a temperatura não provoca aquela sensação de calor e sede intensa característica do verão.

EXERCÍCIOS

Existe uma associação frequente entre hidratação e atividade física. É comum lembrar de beber água antes, durante e depois de uma corrida, caminhada ou sessão de academia. No entanto, o consumo adequado de líquidos é uma necessidade diária para todas as pessoas.

A água participa de funções essenciais do organismo e está presente em processos relacionados à circulação, digestão, regulação da temperatura corporal e ao funcionamento celular. Por isso, não é necessário esperar uma atividade física ou uma situação de calor intenso para prestar atenção ao consumo.

Carolina Sommer reforça justamente essa ideia. Para ela, a hidratação precisa ser encarada como parte da rotina, e não como uma medida pontual adotada apenas em determinados momentos.

“A hidratação costuma ser lembrada apenas durante a atividade física, mas ela é fundamental em todas as fases do dia e para pessoas com diferentes estilos de vida”, afirma.

Isso significa que pessoas que trabalham sentadas, estudam, passam boa parte do dia em ambientes fechados ou não praticam exercícios também precisam manter uma ingestão adequada de líquidos.

O mesmo vale para quem passa muito tempo em locais climatizados. Ambientes com ar-condicionado podem apresentar umidade reduzida, o que contribui para o ressecamento das mucosas e da pele. Nesses casos, manter uma garrafa de água por perto pode ajudar a transformar o consumo em um hábito mais automático.

ELETRÓLITOS

Manter a hidratação não significa apenas repor água. Em determinadas situações, especialmente quando há perdas maiores de líquidos, também pode ser necessário repor eletrólitos, como sódio, potássio, magnésio e cloreto. Esses minerais participam de funções importantes do organismo, incluindo o equilíbrio de líquidos, a atividade muscular e a transmissão dos impulsos nervosos.

Em situações comuns do dia a dia, para uma pessoa saudável que mantém uma alimentação equilibrada, a água e os alimentos geralmente são suficientes para atender às necessidades de hidratação e de minerais. Por isso, bebidas com eletrólitos não precisam substituir a água como rotina para toda a população.

A situação muda quando existe uma perda significativa de líquidos. Exercícios prolongados ou de alta intensidade, transpiração intensa, episódios de vômitos ou diarreia e exposição prolongada a determinadas condições ambientais podem aumentar a perda de água e sais minerais. Nesses casos, a reposição de eletrólitos pode ter um papel mais importante.

A atenção também é válida para quem pratica atividade física durante o inverno. A temperatura mais baixa pode fazer com que a transpiração seja menos perceptível, mas isso não significa necessariamente que ela deixe de ocorrer. Dependendo da intensidade e da duração do exercício, o corpo continua eliminando água e eletrólitos pelo suor e pela respiração.

O sódio merece destaque nesse processo porque é um dos principais eletrólitos perdidos no suor. Ele ajuda a manter o equilíbrio de líquidos no organismo e participa do funcionamento dos músculos e do sistema nervoso.

Em atividades prolongadas, a reposição adequada de líquidos e eletrólitos pode ser importante para evitar consequências relacionadas à perda excessiva de água e sais.

Outro ponto importante é evitar o excesso. Consumir bebidas esportivas ou suplementos de eletrólitos sem necessidade pode representar ingestão adicional de sódio, açúcares ou outros componentes que não são indispensáveis para uma pessoa que apenas precisa manter a hidratação habitual.

MEDICAMENTOS

Pedro Perim chama atenção ainda para o uso de medicamentos análogos de GLP-1, como a semaglutida e tirzepatida. Segundo o nutricionista, esses medicamentos podem alterar a percepção de sede e, consequentemente, fazer com que algumas pessoas reduzam a ingestão de líquidos.

“O impacto metabólico da desidratação começa simplesmente a partir do fato de sentirmos sede, isso já é um sinal de desidratação. Outro ponto importante é na era dos medicamentos análogos de GLP-1, que promove uma redução da sensibilidade da sede”, afirma.

O especialista menciona ainda uma incidência elevada de desidratação moderada entre usuários desses medicamentos. Por se tratar de medicamentos que devem ser utilizados com acompanhamento profissional, qualquer alteração relacionada à ingestão de água, à alimentação ou a sintomas deve ser discutida com o profissional responsável pelo tratamento.

Diálogo

O patrimônio declarado por alguns candidatos nas eleições deste ano... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (19)

19/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Hermann Hesse - Escritor alemão

"A paz não é um estado primitivo paradisíaco, nem uma forma de convivência regulada pelo acordo. A paz é algo que não conhecemos, que apenas buscamos e imaginamos. A paz é um ideal”.

FELPUDA

O patrimônio declarado por alguns candidatos nas eleições deste ano apresenta curioso sobe e desce que merece, no mínimo, uma boa conferida. Há casos em que bens aparecem, desaparecem ou mudam de valor de uma eleição para outra. Nada de irregular, evidentemente, desde que tudo esteja devidamente declarado e possa ser explicado. Também chama atenção quando determinados bens parecem preferir permanecer longe do nome do candidato. Como declaração de patrimônio não é horóscopo, o eleitor merece saber exatamente o que está lendo, não é mesmo?

Diálogo

Escolinha

Entre março e julho deste ano, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul realizou 23 atendimentos técnicos a prefeituras, câmaras e autarquias para orientar gestores sobre a correta aplicação da legislação. Total de 15 municípios apresentaram demandas.

Mais

As principais dúvidas são sobre emendas impositivas, licitações, atos de pessoal, contratos e obras. A iniciativa integra a atuação preventiva do TCE-MS, que busca reduzir falhas administrativas e fortalecer a gestão dos recursos públicos antes da adoção de medidas de fiscalização.

Diálogo Adriana Estivalet e Henrique de Medeiros Filho - Foto: Miguel Palácios

 

Diálogo Mariam Osman - Foto: Divulgação

Só promessas

Os candidatos de todos os matizes, pelo menos neste início de campanha, não apresentam grandes novidades em suas propostas. Os da esquerda prometem corrigir o que consideram errado; os da direita defendem o que entendem ser a fórmula certa de administrar; e outros trabalham para preservar o espaço que já ocupam ou mirando cargo futuro, caso a urna lhes seja desfavorável. Ideias novas, até agora, parecem estar em falta. O velho desejo de chegar ao poder, esse continua mais vivo do que nunca.

Sem pressa

A ausência de Eduardo Riedel no debate promovido pela FM Morena e pelo Portal Primeira Página não teria sido, segundo aliados, “fuga” nem “desrespeito”. Conversa é que o governador pretende participar de apenas dois debates, ambos na segunda quinzena de setembro. A estratégia seria evitar transformar o palanque em escada para adversários interessados apenas em atacá-lo. A explicação é que, perto da eleição, o confronto tende a ter outro peso e outro endereço.

Destino

O projeto que define a aplicação dos recursos do Fundersul em 2026 tramita na Assembleia Legislativa de MS, com previsão de R$ 1,04 bilhão para investimentos. Do total, R$ 751,92 milhões, ou 72%, serão destinados a obras rodoviárias, incluindo pavimentação, restauração, implantação e conservação. Outros R$ 260,23 milhões, equivalentes a 25%, serão repassados aos municípios. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo, da Mesa Diretora. Agora, o texto será analisado pelas comissões da Casa.

ANIVERSARIANTES 

  • Eduardo Coletto Figueiredo, 
  • Ana Luiza Leal,
  • Niutom Ribeiro Chaves Junior,
  • Jéssica Alencar,
  • Rudel Espíndola Trindade Júnior, 
  • Dr. Mário Akatsuka Júnior, 
  • Airton Edison de Araujo Filho,
  • Emanuely Vilalba das Virgens,
  • Benedito Ramão Mansilha,
  • Honorio de Oliveira,
  • Reginaldo Silva Santos,
  • Zenilda da Costa Leite,
  • Ir. Sílvia Vecellio Pais, 
  • Gislaine Aparecida Loubet Brum, 
  • Marcia Gisele Silva Hisano,
  • Inah Maria Corrêa da Costa,
  • Nedy Gonçalves Mastrageli,
  • Ricardo Colombo Ferreira,
  • Flávia Anache Marsiglia Cavalcanti Garcia, 
  • Silvia Garcia Arguello,
  • Ivan da Cruz Pereira,
  • Milton Fernandes Sena,
  • Valéria Caldas Chedid, 
  • Letícia Alves,
  • Edson Paulino Dutra,
  • Kamary José Santos Silva,
  • Neuza Barrozo de Almeida,
  • Jeany Graciela Bichofe,
  • Marcos Roberto Lopes,
  • Takashiro Asato,
  • Bruna Medeiros Gonçales,
  • Dra. Klissia Pires Souza, 
  • Manoel Martins Vieira,
  • Paulo Celso Pinheiro Saraiva,
  • Iza Leite Barbosa,
  • Anete Serra Reinbold,
  • Dra. Ângela Maria Dias Queiroz, 
  • Márcia Maria Orro Gonçalves,
  • Antonio Dias Pedroso,
  • Antônia Rosa Holland,
  • Licínio Lanteri de Almeida,
  • Zeni Fratine Campos,
  • Genise Molina Filartiga,
  • Claudio Cericatto,
  • Flauzino Gonçalves Costa,
  • Rodrigo Possari, 
  • Luiz Fernando Borges dos Santos,
  • Neide Maria de Barros Chagas,
  • Elka Batista de Souza,
  • Clarice Gomes de Almeida,
  • Marco Aurelio Ronchetti de Oliveira,
  • Maria Helena Vieira Pinheiro,
  • José Carlos da Silva Corrêa,
  • Tereza Cristina Fonseca,
  • Carolina Débora da Silva,
  • Air da Silva Ramalho,
  • Abigail Marques Souza,
  • José Lima Martins,
  • Antônio Matias de Souza Neto,
  • Ana Luiza de Carvalho,
  • Michelle Barcelos Alves Silveira,
  • João Xisto Rivas Arguelho,
  • Emileide Lucineia da Costa,
  • Regina Célia Oshiro,
  • Ailson Elias de Oliveira,
  • Carlos Flag Rocha,
  • Jeronimo Ricardo de Melo Falcão,
  • Luiz Marques da Silva,
  • Gilberto Kodjaoglanian Di Giorgio, Allyson Britto Motomiya,
  • Carlos Romanini Bernardo,
  • Sonia Maria Ferreira Barrueco,
  • Luiz Carlos Moraes Laburu,
  • Roberto Wachsmuth Rios,
  • Milena Aparecida de Oliveira Gatto,
  • Fernando Antônio de Oliveira Santos,
  • Ulysses Pereira de Almeida Neto,
  • Adão Pereira dos Reis,
  • Vânia Leila Farias Parizze,
  • Marluci Dutra Ferreira,   
  • Ariely Garcia Moreno Lima,
  • Cacilda Kimiko Nakashima, 
  • Daniel Radünz,
  • Gleydson Pinto Machado,  
  • Dejacyr Cespedes de Souza,
  • Apolianário Portela Moreira,
  • Rosane Moreira Lopes,
  • Eraldo Olarte de Souza,
  • Gerson Luiz Martins,   
  • Fausto Luiz Rezende de Aquino,
  • Wellington Miyazato,
  • Cléa dos Santos Almeida,
  • Renata Duarte Jacomo,
  • Fernando Antonio Alves da Rocha,
  • Flávio Cerzósimo Souza,
  • Neusa Jordão Costa,
  • Valéria Rodrigues de Lacerda,
  • Fernanda Suares Rocha Martins,
  • Nancy Raquel Orue Pinasso,
  • Larissa Lelaine Ferraz Gomes,
  • Glaucia Helena Santana,
  • André de Godoy Sant’ana,
  • Roseli Romero,
  • Gilmar Monteiro Pereira,
  • Maria Aparecida Dias Pereira,
  • Welder Augusto Kemp, 
  • Ney Fuzeta Peres,
  • Glicio Mariano de Paula,
  • Rodrigo Soto Tschinkel,
  • Soraya Danielli Hammoud Brandão.

Colaborou com Tatyane Gameiro

luto

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos

Atriz se consagrou como um dos grandes nomes da TV brasileira e teve parceria marcante com o marido, Tarcísio Meira

18/08/2026 16h05

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira Foto: Divulgação / TV Globo

Continue Lendo...

Glória Menezes, uma das grandes estrelas da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos.

Nascida em 1934, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Gloria mudou-se para São Paulo ainda criança, e cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Nesse período, montou o grupo de teatro amador Jovens Independentes. Os projetos da companhia tomaram tempo da atriz que deixou a faculdade.

Em seu primeiro espetáculo, em 1959, venceu o prêmio de atriz revelação em um festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Na televisão estreou em 1959, em Um Lugar ao Sol, e em 1962, no filme O Pagador de Promessas. O filme foi apresentado no Festival de Cannes, e ganhou a Palma de Ouro. Até hoje o primeiro filme brasileiro e sul-americano a vencer o prêmio.

Um ano depois protagonizou ao lado de Tarcísio Meira, com quem ia começar a namorar e se casar, a primeira novela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado, na TV Excelsior. Na mesma emissora, estrearam juntos A Deusa Vencida (1965) e Almas de Pedra (1966). Um ano depois foram para a Globo e o casal conquistou o sucesso em novelas como Sangue e Areia (1967), de Janete Clair, Rosa Rebelde (1969), mas também estrelaram produções separadamente como Passos dos Ventos, em que a atriz fez par romântico com Carlos Alberto, enquanto Meira atuava em A Gata de Vison, ao lado de Yoná Magalhães.

Já em Irmãos Coragem, Gloria viveu a atormentada mulher com três personalidades: a extravagante Diana, a recatada Lara e a equilibrada Márcia. Nos anos 80, estrelou em Corpo a Corpo, e Brega e Chique, ao lado de Marília Pêra, com a participação do filho Tarcísio Filho. Também protagonizou Tarcísio & Glória no seriado criado por Daniel Filho Euclydes Marinho e Antonio Calmon.

Em Rainha da Sucata, nos anos 1990, viveu a grande vilã Laurinha Figueiroa, no papel da socialite falida que fez a inesquecível cena cometendo suicídio, ao pular de um prédio. De lá, seguiu para as novelas A Próxima Vítima, Torre de Babel, Beijo do Vampiro, Senhora do Destino, Páginas da Vida e A Favorita. Nos palcos, Gloria estrelou em Navalha na Carne (1981), de Plínio Marcos, e Jornada de um Poema, na qual viveu uma paciente terminal de câncer.

Dramaturgia em luto

Também nesta terça-feira, morreu aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A morte foi anunciada em seu perfil oficial no Instagram.

A publicação que comunicou a morte homenageou a atriz e ressaltou a marca deixada por ela na cultura brasileira. "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", diz o texto. Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

A atriz começou a carreira aos 15 anos e acompanhou de perto a transformação da dramaturgia brasileira, desde os tempos do rádio até a consolidação da televisão. Ao lado de nomes como Lima Duarte, Yara Lins, Lolita Rodrigues e Vida Alves, ajudou a formar uma geração de artistas que fez a transição entre os dois meios.

Ao longo da carreira, Laura interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Entre seus trabalhos estão Mulheres de Areia, A Viagem, Pão, Pão, Beijo, Beijo e Sol Nascente. Seu último trabalho em uma novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Em 2023, aos 95 anos, a atriz ainda falava sobre o futuro profissional sem estabelecer uma despedida da televisão. "Gosto de estar com a minha gente. Em um estúdio, nada me cansa. Quero morrer trabalhando", disse em entrevista ao Estadão.

Laura era filha de portugueses e cresceu em uma família ligada às artes. O pai, comerciante e apreciador de teatro, não se opôs à escolha da filha pela profissão, mas a mãe resistiu inicialmente. Na década de 1940, segundo a atriz, havia forte preconceito contra mulheres que trabalhavam no teatro. Aos 15 anos, porém, Laura decidiu seguir o caminho que a acompanharia por mais de oito décadas.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).