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DANÇA

Festival América do Sul Pantanal começa com espetáculos de dança

A partir desta quarta-feira, o Festival apresenta oito espetáculos de criadores do Estado, de São Paulo, do Rio de Janeiro, da Bolívia e do Paraguai

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É como se fosse um festival paralelo movimentando ainda mais a concorrida agenda do Festival América do Sul Pantanal (Fasp). 

Diversificada e potente, a programação de dança que o Fasp anunciou para a sua 16ª edição, a partir desta quarta-feira (25), em Corumbá e Ladário, tem brilho suficiente para concorrer com as grandes atrações musicais que costumam dominar o interesse dos visitantes e do público local.

Até o dia 29, serão oito espetáculos de criadores – grupos, companhias e solistas – de diferentes regiões do Estado, do País e, fazendo jus ao nome do festival, da América do Sul. Todas as apresentações são gratuitas.

PLATAFORME-SE

O espetáculo “Derive-se”, do programa Plataforme-se, é uma das atrações regionais, no sábado (28), às 15h, no Jardim da Independência. O programa Plataforme-se é um “espaço de criação, experimentação e difusão das produções em dança e videodança”, a partir de Campo Grande.

Funcionando também de modo virtual, a plataforma foi idealizada por Ralfer Campagna e Jackeline Mourão, em 2017. 

A dupla de artistas promove ações a partir da tríade corpo, câmera e cidade. A primeira iniciativa resultou no espetáculo-intervenção “Deriva”, uma criação com perspectiva de ocupação e interação, explorando as questões fronteiriças da cidade. Além de “Deriva”, três videodanças foram criadas como desdobramento deste trabalho de rua.

Em 2019, o Plataforme-se realizou o projeto-piloto “CTA – Corpos Transeuntes em Ação”, em que sete intérpretes foram provocados a performar a cidade, desenvolvendo criações de 1 minuto de duração a partir de “dispositivos externos”. 

Em 2020, em meio à pandemia, o projeto lançou a série “Fronteiras”: histórias e vidas dançadas de oito artistas de diferentes regiões do Brasil que se encontram em Salvador (BA) no ano de 2019.

LÍDIA POR TÁRSILA

O espetáculo “Delírios – Traços Dançantes em Lídia Baís”, que acontece na sexta-feira (27), às 19h, na Escola Estadual Leme do Prado (Ladário), prestigia uma das homenageadas do Festival em 2022, a artista plástica sul-mato-grossense que dá nome ao espetáculo. “Delírios” foi idealizado pela bailarina, coreógrafa, atriz, artista circense e professora Társila Bonelli, de Dourados.

Társila é pós-graduada em Dança e Consciência Corporal na Faculdade Metrocamp, de Campinas (SP), formada em Direito e licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). 

Ela também é formada em Balé Clássico pela Academia Anna Pavlowa, com conhecimento em vários estilos de dança, entre os quais jazz, dança moderna, contemporânea, sapateado e dança de salão.

A dançarina desenvolve, há mais de 15 anos, uma pesquisa que busca o diálogo da dança com outras linguagens, especialmente o teatro e o circo. Társila trabalhou ainda como professora e bailarina em várias academias de Dourados e outras cidades do Estado.

“SILÊNCIO BRANCO”

A Ginga Cia. de Dança apresentará no domingo (29), às 19h15min, no Clube Corumbaense, “Silêncio Branco”. O espetáculo trata de um tema tão exasperante quanto onipresente: a violência contra a mulher. Ao longo dos seus 35 anos de existência, a companhia abordou inúmeras vezes, em suas produções, o universo feminino.

Com “Silêncio Branco”, a Ginga enfrenta o que considera o seu maior desafio, “apresentar com arte e dança uma realidade de objetificação da mulher que culmina em agressões e feminicídios”. 

Chico Neller, diretor da companhia, conta que o processo de coleta de dados e pesquisa foi extremamente difícil e um dos maiores enfrentamentos de sua carreira profissional.

A ideia de ouvir as vítimas para entender os casos, além das estatísticas alarmantes, foi especialmente difícil. “Precisávamos nos aproximar dos sentimentos, estar ao lado delas para conseguir melhor representar essas emoções. 

Além disso, enfrentei a acusação de que, por ser homem, eu não tinha ‘o lugar de fala’ para montar o espetáculo. Entendo que as mulheres precisam ser mais ouvidas, mas isso só se reduzirá quando todos estivermos envolvidos”, defende Neller.

BALLET DE NITERÓI

Entre as atrações nacionais está a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói (CBCN), que leva a Corumbá o espetáculo “Presença na Ausência”, no sábado (28), às 19h15min, no Clube Corumbaense.

Fundada em 1992, por iniciativa de um grupo de bailarinos de Niterói, a CBCN, bancada pela prefeitura da cidade, foi a sexta companhia pública de dança a ser criada no País e tornou-se um dos mais importantes centros da dança contemporânea. 

Em janeiro de 2012, a companhia foi reconhecida como “Bem Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro”. Conta em seu quadro artístico com trinta bailarinos selecionados por concurso.

MARIA EUGÊNIA

Outra atração nacional é o espetáculo “Planta do Pé”, da bailarina Maria Eugênia, de São Paulo, que será apresentado na sexta-feira (27), às 18h30min, no Porto Geral. Maria Eugênia também apresentará “Cabeção pelo Mundo”, uma performance que será realizada em diferentes locais e horários, quarta e quinta-feira (25 e 26) e sábado e domingo (28 e 29).

A dançarina e pesquisadora é filha do músico e brincante Antonio Nóbrega e da escritora, encenadora e brincante Rosane Almeida. 

Ao lado dos pais, Maria Eugênia, aos sete anos de idade, passou a circular pelo País e a aprender diversas danças populares brasileiras. 

Aos nove, iniciou as participações em espetáculos que seriam aclamados. Criou a Companhia Soma em 2008, com a qual já se apresentou por diversos países da Europa.

A artista possui licenciatura em História (PUC-SP) e integra a equipe pedagógica de programas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Instituto Brincante e do Instituto Singularidades.

BOLÍVIA

Uma das atrações internacionais do Fasp é a boliviana Academia de Danças Folclóricas (Adaf), que se apresenta na quinta-feira (26), às 18h, no Mirante do Porto Geral. 

Os artistas da companhia de La Paz, capital da Bolívia, compartilham em suas apresentações “os segredos desta província inca, o país dos aymaras, berço da divindade inca Pachamama”.

O repertório da Adaf é composto de emblemas que representam “a imagem” boliviana, marcada por cores fortes e referências a forças míticas, em que se misturam ritos pré-colombianos e cristãos. 

Em meio à diversidade das criações, é possível conhecer os “caporales”, dança típica do Carnaval, e a “diablada”, uma das expressões mais tradicionais de dança e música da Bolívia, que, de modo exótico, mistura as “forças do inferno e as forças dos anjos”, segundo anuncia a divulgação da Academia.

PARAGUAI

A outra atração internacional é a Cia. Danza Bethania Joaquinho, do Paraguai, que apresenta o espetáculo “Lost and Found” (“Perdidos e Achados”, na tradução literal do inglês), sábado (28) e domingo (29), às 19h, no Clube Corumbaense. 

Sob a direção da artista que lhe dá nome, o grupo dedica-se à dança contemporânea.

Ex-bailarina do Ballet Nacional do Paraguai e do Ballet Stagium, de São Paulo, Bethania Joaquinho é bailarina profissional e coreógrafa, professora de balé clássico, jazz e dança contemporânea. O acesso gratuito às produções do grupo é uma das prioridades de Bethania.

A cada ano, além dos projetos que envolvem todo o coletivo, a companhia tem a temporada do seu “Ciclo de Criação”, em que os integrantes desenvolvem seus próprios processos criativos, dos quais resultam obras de pequeno formato com muita experimentação de linguagem.

PROGRAMAÇÃO

16º Festival América do Sul Pantanal (Fasp) – Dança.

 

> “Cabeção pelo Mundo” –

Maria Eugênia (SP)

> Em diferentes locais e horários, nos dias 25, 26, 28 e 29 de maio.

 

> Academia de Danças Folclóricas (Bolívia)

> Mirante do Porto Geral – 26/05, às 18h.

 

> “Planta do Pé” – Maria Eugênia (SP)

> Porto Geral – 27/05, às 18h30min.

 

> “Delírios” – Társila Bonelli (Dourados)

> Escola Estadual Leme do Prado (Ladário) – 27/05, às 19h;

> “Derive-se” – Plataforme-se (Campo Grande);

> Jardim da Independência – 28/05, às 15h;

 

> “Presença na Ausência” >Companhia de Ballet da Cidade de Niterói (RJ)

> Clube Corumbaense – 28/05, às 19h15min.

 

> “Silêncio Branco” – Ginga Cia. de Dança

> Clube Corumbaense – 29/05, às 19h15min.

 

> “Lost and Found” – Cia. Danza Bethania Joaquinho (Paraguai)

> Clube Corumbaense – 28/05 e 29/05, às 19h.

UM BRINDE A 2026

Especialista ajuda a escolher os melhores vinhos e espumantes para a ceia de Ano Novo

Não erre na hora de comprar as bebidas para um brinde ao novo ano inesquecível

31/12/2025 10h00

A poucas horas de 2026, não erre na hora de brindar!

A poucas horas de 2026, não erre na hora de brindar! Divulgação

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Com a chegada do Ano Novo, o momento do brinde à meia-noite ganha protagonismo nas ceias e confraternizações. 

O simbolismo de brindar em agradecimento ao ano que termina e as boas vindas ao novo ciclo que começa requer os melhores produtos, que combinem com a ceia e tragam boas lembranças e bons desejos. 

Para começar o novo ciclo com escolhas certeiras à mesa, o sommelier e representante da Vinícola Domus Mea e Alambique Valmar, Vinícius Oliveira, traz dicas de vinhos e espumantes que harmonizam com os pratos tradicionais da virada e cabem em diferentes orçamentos. 

Segundo o especialista, o segredo está em equilibrar sabores e apostar em bebidas que valorizem a refeição sem sobrepor os pratos. 

“As festas de fim de ano costumam reunir carnes variadas, churrasco e sobremesas mais doces. Por isso, o desafio é harmonizar os vinhos com cada tipo de prato”, afirmou ao Correio do Estado

Então, fique atento às dicas: 

Para as aves, como o Peru e o Chester, por serem aves magras, a recomendação são vinhos de corpo leve a médio. Entre os brancos, o Chardonnay oferece uma ótima estrutura para complementar o tempero das aves, enquanto o Sauvignon Blanc traz frescor, ideal para o clima quente de Mato Grosso do Sul. 

“Deixo a dica para os vinhos Chardonnay ou Sauvignon Blanc da Vinícola Domus Mea, por serem excelentes vinhos, com ótimo custo benefício e representação em Campo Grande”, sugeriu Vinícius. 

Entre os vinhos tintos, as recomendações do especialista são os Pinot Noir ou Gamay, por terem poucos taninos e não interferirem no sabor delicado da carne. 

Já para as carnes suínas, como o pernil e o lombo, o ideal é harmonizar com vinhos de perfil mais frutado. 

“O Tannat, com sua estrutura e notas frutadas características da uva, cria um contraste interessante com a suculência do pernil”, explicou. “Outras opções são vinhos de Tempranillo ou Merlot”. 

Com relação ao tradicional churrasco, carnes como costela e picanha e até mesmo linguiças, por terem boa concentração de gordura, a dica é apostar em vinhos mais encorpados e de boa acidez. 

“Cabernet Sauvignon, Syrah ou o Malbec harmonizam perfeitamente com o sabor defumado da brasa”, afirmou o especialista. 

Para a sobremesa, a orientação é clara: o vinho deve ser tão doce quanto o prato. Por isso, Espumantes Moscatel ou Vinho do Porto são escolhas certeiras. 

E no bolso?

Quando o assunto é o brinde da virada, o Brasil se destaca como referência mundial em espumantes, oferecendo alta qualidade e preços competitivos. 

As dicas do sommelier para os diferentes bolsos são as seguintes: 

Entre os valores acessíveis, de R$ 30 a R$ 60, as recomendações são o Salton Brut, Aurora Procedências ou Casa Perini Aquarela (Moscatel), que oferecem um ótimo custo-benefício para festas com muitos convidados por serem “frescos e fáceis de agradar”. 

Nos valores intermediários, entre R$ 70 a R$ 130, os destaques são para o Chandon Réserve Brut, Domus Mea Brut ou Brut Rosé, Casa Valduga 130 Brut - ícone nacional premiado - ou Pizzato Fausto Rosé, que “elevam o nível da celebração”. 

Para os bolsos mais abertos, entre os acima de R$ 180 se destacam o Cave Geisse Terroir Brut, espumante brasileiro considerado um dos melhores do mundo, o Ferrari Maximum (italiano) ou o Champagne Veuve Clicquot. 

Recomendações

Vinicius destaca duas vinícolas com ligação direta com Mato Grosso do Sul: a Vinícola Domus Mea, cujo um dos sócios proprietários é nascido no Estado e possui representação comercial na Capital; e a Vinícola Terroir Pantanal, que lançou recentemente seus primeiros rótulos produzidos no distrito de Camisão. 

Para fechar, o especialista reforça algumas dicas consideradas “coringa” para o Réveillon: 

  • Atenção à temperatura das bebidas - por ser um estado muito quente, recomenda-se que os espumantes e vinhos brancos sejam servidos bem gelados (entre 6ºC e 8ºC). “A dica é colocar em um balde de gelo. Os tintos podem ir para a geladeira por 20 minutos antes de servir para chegarem aos 16ºC, temperatura ideal para o serviço”, explicou. 
  • Ter um espumante “coringa” - para o especialista, se for possível comprar apenas um tipo de vinho para a noite toda, a recomendação é o Espumante Brut, já que ele “limpa o paladar, combina da entrada à sobremesa e é o símbolo máximo da celebração”. 

RÉVEILLON

Simpatias, tradições e promessas: o que os brasileiros fazem para começar o ano com o pé direito

Da lentilha na ceia ao pulo das sete ondas, costumes atravessam gerações e ganham novos significados a cada réveillon

31/12/2025 09h30

Entre cores, sementes e promessas, brasileiros mantêm vivas as tradições que transformam a virada do ano em um ritual de fé e esperança.

Entre cores, sementes e promessas, brasileiros mantêm vivas as tradições que transformam a virada do ano em um ritual de fé e esperança. Divulgação: Gabriel Monteiro/Riotur

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A virada do ano vai muito além dos fogos de artifício e dos abraços à meia-noite. Para muitos brasileiros, o réveillon é também um momento de fé, esperança e tradição, marcado por simpatias, rituais e pequenos gestos simbólicos que carregam o desejo coletivo por um ano mais próspero, leve e feliz.

Em Campo Grande e em diversas regiões do país, práticas populares atravessam gerações e continuam vivas, misturando crenças religiosas, heranças culturais e até influências de matrizes africanas, indígenas e europeias.

Lentilha, romã e uva: comer também é acreditar

Na ceia, alguns alimentos têm lugar cativo não apenas pelo sabor, mas pelo significado. A lentilha, por exemplo, é associada à fartura e à prosperidade. Comer ao menos uma colher do grão logo após a meia-noite é um ritual comum em muitas famílias.

A romã também aparece entre as simpatias mais populares. Guardar três ou sete sementes na carteira durante o ano seguinte é, segundo a crença, uma forma de atrair dinheiro e estabilidade financeira. Já as uvas seguem a tradição espanhola: comer 12 uvas, uma para cada mês, simboliza pedidos e bons presságios.

Vestir o ano que se deseja viver

A escolha da roupa também é parte essencial do ritual da virada. O branco, tradicionalmente associado à paz, purificação e novos começos, continua sendo a cor mais utilizada. Mas outras tonalidades ganharam espaço e passaram a representar desejos específicos:

  • Amarelo: prosperidade e dinheiro
  • Vermelho: amor e paixão
  • Verde: saúde e renovação
  • Azul: tranquilidade e equilíbrio
  • Rosa: afetos e relações duradouras
  • Lilás: espiritualidade e transformação

Além das roupas, até a cor da roupa íntima entra na lista de simpatias, um detalhe discreto que carrega grandes expectativas.

Pular ondas e fazer pedidos

O tradicional pulo das sete ondas, comum em praias de todo o Brasil, tem origem nas religiões de matriz africana e representa pedidos à Iemanjá, rainha do mar. Cada onda pulada corresponde a um desejo. Mesmo longe do litoral, muitas pessoas adaptam o ritual, fazendo pedidos simbólicos à meia-noite.

Dinheiro no pé, fé no coração

Outra simpatia bastante conhecida é colocar uma nota de dinheiro ou uma moeda dentro do sapato ou sob o pé direito no momento da virada. O gesto simboliza o desejo de caminhar ao longo do novo ano com estabilidade financeira.

Promessas, cartas e novos começos

Além das simpatias tradicionais, práticas mais recentes também ganham espaço. Escrever metas, queimar papéis com aquilo que se deseja deixar para trás ou montar quadros de visualização com sonhos e objetivos são formas contemporâneas de transformar o réveillon em um ritual de renovação emocional.

Para muitos, mais do que acreditar literalmente nos ritos, o importante é o significado: começar o ano com esperança, intenções claras e um olhar mais positivo para o futuro.

No fim das contas, entre sementes, cores e ondas, o réveillon segue sendo um dos momentos mais simbólicos do calendário, quando o tempo se renova e a fé, em suas mais diversas formas, se transforma em promessa de dias melhores.

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