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DANÇA

Festival América do Sul Pantanal começa com espetáculos de dança

A partir desta quarta-feira, o Festival apresenta oito espetáculos de criadores do Estado, de São Paulo, do Rio de Janeiro, da Bolívia e do Paraguai

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É como se fosse um festival paralelo movimentando ainda mais a concorrida agenda do Festival América do Sul Pantanal (Fasp). 

Diversificada e potente, a programação de dança que o Fasp anunciou para a sua 16ª edição, a partir desta quarta-feira (25), em Corumbá e Ladário, tem brilho suficiente para concorrer com as grandes atrações musicais que costumam dominar o interesse dos visitantes e do público local.

Até o dia 29, serão oito espetáculos de criadores – grupos, companhias e solistas – de diferentes regiões do Estado, do País e, fazendo jus ao nome do festival, da América do Sul. Todas as apresentações são gratuitas.

PLATAFORME-SE

O espetáculo “Derive-se”, do programa Plataforme-se, é uma das atrações regionais, no sábado (28), às 15h, no Jardim da Independência. O programa Plataforme-se é um “espaço de criação, experimentação e difusão das produções em dança e videodança”, a partir de Campo Grande.

Funcionando também de modo virtual, a plataforma foi idealizada por Ralfer Campagna e Jackeline Mourão, em 2017. 

A dupla de artistas promove ações a partir da tríade corpo, câmera e cidade. A primeira iniciativa resultou no espetáculo-intervenção “Deriva”, uma criação com perspectiva de ocupação e interação, explorando as questões fronteiriças da cidade. Além de “Deriva”, três videodanças foram criadas como desdobramento deste trabalho de rua.

Em 2019, o Plataforme-se realizou o projeto-piloto “CTA – Corpos Transeuntes em Ação”, em que sete intérpretes foram provocados a performar a cidade, desenvolvendo criações de 1 minuto de duração a partir de “dispositivos externos”. 

Em 2020, em meio à pandemia, o projeto lançou a série “Fronteiras”: histórias e vidas dançadas de oito artistas de diferentes regiões do Brasil que se encontram em Salvador (BA) no ano de 2019.

LÍDIA POR TÁRSILA

O espetáculo “Delírios – Traços Dançantes em Lídia Baís”, que acontece na sexta-feira (27), às 19h, na Escola Estadual Leme do Prado (Ladário), prestigia uma das homenageadas do Festival em 2022, a artista plástica sul-mato-grossense que dá nome ao espetáculo. “Delírios” foi idealizado pela bailarina, coreógrafa, atriz, artista circense e professora Társila Bonelli, de Dourados.

Társila é pós-graduada em Dança e Consciência Corporal na Faculdade Metrocamp, de Campinas (SP), formada em Direito e licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). 

Ela também é formada em Balé Clássico pela Academia Anna Pavlowa, com conhecimento em vários estilos de dança, entre os quais jazz, dança moderna, contemporânea, sapateado e dança de salão.

A dançarina desenvolve, há mais de 15 anos, uma pesquisa que busca o diálogo da dança com outras linguagens, especialmente o teatro e o circo. Társila trabalhou ainda como professora e bailarina em várias academias de Dourados e outras cidades do Estado.

“SILÊNCIO BRANCO”

A Ginga Cia. de Dança apresentará no domingo (29), às 19h15min, no Clube Corumbaense, “Silêncio Branco”. O espetáculo trata de um tema tão exasperante quanto onipresente: a violência contra a mulher. Ao longo dos seus 35 anos de existência, a companhia abordou inúmeras vezes, em suas produções, o universo feminino.

Com “Silêncio Branco”, a Ginga enfrenta o que considera o seu maior desafio, “apresentar com arte e dança uma realidade de objetificação da mulher que culmina em agressões e feminicídios”. 

Chico Neller, diretor da companhia, conta que o processo de coleta de dados e pesquisa foi extremamente difícil e um dos maiores enfrentamentos de sua carreira profissional.

A ideia de ouvir as vítimas para entender os casos, além das estatísticas alarmantes, foi especialmente difícil. “Precisávamos nos aproximar dos sentimentos, estar ao lado delas para conseguir melhor representar essas emoções. 

Além disso, enfrentei a acusação de que, por ser homem, eu não tinha ‘o lugar de fala’ para montar o espetáculo. Entendo que as mulheres precisam ser mais ouvidas, mas isso só se reduzirá quando todos estivermos envolvidos”, defende Neller.

BALLET DE NITERÓI

Entre as atrações nacionais está a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói (CBCN), que leva a Corumbá o espetáculo “Presença na Ausência”, no sábado (28), às 19h15min, no Clube Corumbaense.

Fundada em 1992, por iniciativa de um grupo de bailarinos de Niterói, a CBCN, bancada pela prefeitura da cidade, foi a sexta companhia pública de dança a ser criada no País e tornou-se um dos mais importantes centros da dança contemporânea. 

Em janeiro de 2012, a companhia foi reconhecida como “Bem Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro”. Conta em seu quadro artístico com trinta bailarinos selecionados por concurso.

MARIA EUGÊNIA

Outra atração nacional é o espetáculo “Planta do Pé”, da bailarina Maria Eugênia, de São Paulo, que será apresentado na sexta-feira (27), às 18h30min, no Porto Geral. Maria Eugênia também apresentará “Cabeção pelo Mundo”, uma performance que será realizada em diferentes locais e horários, quarta e quinta-feira (25 e 26) e sábado e domingo (28 e 29).

A dançarina e pesquisadora é filha do músico e brincante Antonio Nóbrega e da escritora, encenadora e brincante Rosane Almeida. 

Ao lado dos pais, Maria Eugênia, aos sete anos de idade, passou a circular pelo País e a aprender diversas danças populares brasileiras. 

Aos nove, iniciou as participações em espetáculos que seriam aclamados. Criou a Companhia Soma em 2008, com a qual já se apresentou por diversos países da Europa.

A artista possui licenciatura em História (PUC-SP) e integra a equipe pedagógica de programas da Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Instituto Brincante e do Instituto Singularidades.

BOLÍVIA

Uma das atrações internacionais do Fasp é a boliviana Academia de Danças Folclóricas (Adaf), que se apresenta na quinta-feira (26), às 18h, no Mirante do Porto Geral. 

Os artistas da companhia de La Paz, capital da Bolívia, compartilham em suas apresentações “os segredos desta província inca, o país dos aymaras, berço da divindade inca Pachamama”.

O repertório da Adaf é composto de emblemas que representam “a imagem” boliviana, marcada por cores fortes e referências a forças míticas, em que se misturam ritos pré-colombianos e cristãos. 

Em meio à diversidade das criações, é possível conhecer os “caporales”, dança típica do Carnaval, e a “diablada”, uma das expressões mais tradicionais de dança e música da Bolívia, que, de modo exótico, mistura as “forças do inferno e as forças dos anjos”, segundo anuncia a divulgação da Academia.

PARAGUAI

A outra atração internacional é a Cia. Danza Bethania Joaquinho, do Paraguai, que apresenta o espetáculo “Lost and Found” (“Perdidos e Achados”, na tradução literal do inglês), sábado (28) e domingo (29), às 19h, no Clube Corumbaense. 

Sob a direção da artista que lhe dá nome, o grupo dedica-se à dança contemporânea.

Ex-bailarina do Ballet Nacional do Paraguai e do Ballet Stagium, de São Paulo, Bethania Joaquinho é bailarina profissional e coreógrafa, professora de balé clássico, jazz e dança contemporânea. O acesso gratuito às produções do grupo é uma das prioridades de Bethania.

A cada ano, além dos projetos que envolvem todo o coletivo, a companhia tem a temporada do seu “Ciclo de Criação”, em que os integrantes desenvolvem seus próprios processos criativos, dos quais resultam obras de pequeno formato com muita experimentação de linguagem.

PROGRAMAÇÃO

16º Festival América do Sul Pantanal (Fasp) – Dança.

 

> “Cabeção pelo Mundo” –

Maria Eugênia (SP)

> Em diferentes locais e horários, nos dias 25, 26, 28 e 29 de maio.

 

> Academia de Danças Folclóricas (Bolívia)

> Mirante do Porto Geral – 26/05, às 18h.

 

> “Planta do Pé” – Maria Eugênia (SP)

> Porto Geral – 27/05, às 18h30min.

 

> “Delírios” – Társila Bonelli (Dourados)

> Escola Estadual Leme do Prado (Ladário) – 27/05, às 19h;

> “Derive-se” – Plataforme-se (Campo Grande);

> Jardim da Independência – 28/05, às 15h;

 

> “Presença na Ausência” >Companhia de Ballet da Cidade de Niterói (RJ)

> Clube Corumbaense – 28/05, às 19h15min.

 

> “Silêncio Branco” – Ginga Cia. de Dança

> Clube Corumbaense – 29/05, às 19h15min.

 

> “Lost and Found” – Cia. Danza Bethania Joaquinho (Paraguai)

> Clube Corumbaense – 28/05 e 29/05, às 19h.

Entre Costuras & CuLtura - Moda Correio B+

Quando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiência

As grandes marcas compreenderam algo fundamental: elas não vendem apenas produtos, elas vendem histórias, experiências e emoções.

21/06/2026 15h00

Quando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiência

Quando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiência Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, acreditamos que o luxo estivesse no objeto, na etiqueta da marca ou no valor da compra. Mas o luxo contemporâneo parece estar nos conduzindo para outro lugar.

Recentemente, a influenciadora digital Elisa Zarzur compartilhou em suas redes sociais a experiência de escolher seu vestido de noiva na Dior, em Paris. O conteúdo rapidamente chamou a atenção do público, não apenas pelo vestido, mas por tudo o que envolvia aquele momento.

Mais do que uma prova de roupa, o que se viu foi um ritual cuidadosamente construído. A atmosfera acolhedora, o atendimento impecável, a expectativa criada em torno da escolha e, principalmente, as emoções compartilhadas transformaram aquela experiência em algo memorável.

O vestido, naturalmente, possui sua importância, mas o que permanece na memória não é apenas o tecido, o corte ou a assinatura do estilista. O que fica é a forma como alguém foi recebido, acolhido e conduzido ao longo daquela jornada.

As grandes marcas compreenderam algo fundamental: elas não vendem apenas produtos, elas vendem histórias, experiências e emoções.

A sensação de exclusividade, o cuidado com cada detalhe e o sentimento de ser visto, compreendido e valorizado criam uma conexão muito mais duradoura do que qualquer objeto.

Essa lógica ultrapassa o universo da moda e se estende por todo o mercado premium.

Os melhores hotéis não vendem apenas hospedagem; oferecem hospitalidade. Os grandes restaurantes não servem apenas refeições; criam lembranças. As maisons de luxo não comercializam apenas produtos; constroem universos de desejo capazes de despertar emoções e gerar pertencimento.

Quando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiênciaQuando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiência - Divulgação Vogue

Hoje, o produto é apenas uma parte da equação,a verdadeira diferenciação está na experiência.

Em um mundo cada vez mais acelerado, automatizado e impessoal, o luxo passou a ser aquilo que não pode ser reproduzido em escala: o tempo dedicado, a atenção genuína, o cuidado com os detalhes e a capacidade de transformar uma simples compra em uma história que será lembrada por muitos anos.

Por fim, deixo aqui uma reflexão: 

quando recordamos os momentos mais especiais da nossa vida, lembramos do que compramos ou de como nos fizeram sentir?

Como criar uma experiência verdadeiramente memorável

1. Personalize cada interação

Pessoas gostam de se sentir únicas. Chamar alguém pelo nome, conhecer suas preferências e antecipar necessidades cria conexão imediata.

2. Cuide dos detalhes invisíveis

Muitas vezes, o que encanta não é o que está à vista, mas aquilo que foi pensado antes mesmo de ser solicitado.

3. Invista no atendimento humano

Tecnologia agiliza processos, mas empatia, escuta e atenção continuam sendo insubstituíveis.

4. Crie momentos, não apenas entregas

Uma compra, uma refeição ou uma hospedagem podem se transformar em experiências quando existe emoção envolvida.

5. Faça as pessoas se sentirem importantes

O maior luxo dos nossos tempos talvez seja justamente este: ser visto, ouvido e valorizado de forma genuína.

Quando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiênciaQuando o luxo vai além do produto: o que a escolha do vestido de Elisa Zarzur fala sobre experiência - Divulgação

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 23 e 28 de junho. Momento de boas parcerias e conquistas.

Sob a regência do Três de Ouros, o período é marcado por construção e prosperidade. A carta favorece especialmente a vida profissional, indicando reconhecimento, aperfeiçoamento, boas parcerias e conquistas que se constroem por meio da colaboração.

21/06/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 23 e 28 de junho. Momento de boas parcerias e conquistas.

A energia do Tarô da semana entre 23 e 28 de junho. Momento de boas parcerias e conquistas. Foto: Divulgação

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O Três de Ouros inaugura uma semana marcada pela construção de bases sólidas. É uma carta que fala sobre crescimento consistente, expansão, ganhos financeiros e criação de oportunidades favoráveis. Também favorece o reconhecimento na carreira, o fortalecimento da reputação profissional e o início de projetos que ainda passarão por aperfeiçoamentos, mas que já demonstram grande potencial de sucesso.

Na ilustração da carta do Três de Ouros, vemos um artesão dedicado ao seu trabalho enquanto dialoga com um monge e um arquiteto sobre a construção de um templo. Cada personagem desempenha um papel essencial: um executa, outro inspira e o terceiro planeja. Nenhum deles, sozinho, seria capaz de concluir a obra.

Seu principal ensinamento é simples: ninguém constrói algo verdadeiramente grandioso sozinho.

Esta é a carta da colaboração inteligente. Ela mostra que diferentes talentos, experiências e perspectivas, quando reunidos em torno de um objetivo comum, produzem resultados muito maiores do que qualquer esforço individual seria capaz de alcançar.

É uma semana para trocar ideias, ouvir opiniões, aceitar contribuições e reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado. “Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é um sucesso.” (Henry Ford)

À medida que suas habilidades se desenvolvem e seus projetos ganham dimensão, saber pedir ajuda deixa de ser um sinal de fraqueza e passa a ser uma demonstração de sabedoria. O artesão representado na carta domina sua arte, mas confia ao arquiteto a visão do projeto e aos demais colaboradores aquilo que não lhe cabe realizar.

O verdadeiro crescimento acontece quando compreendemos que dividir responsabilidades fortalece, em vez de diminuir, nossa contribuição.

Vale refletir: o que pode ser delegado, compartilhado ou automatizado para que você concentre sua energia naquilo que realmente faz de melhor? Em quais áreas insistir em fazer tudo sozinho tem consumido tempo, energia e comprometido seus resultados?

Construir uma obra sólida não depende apenas de trabalhar mais, mas de direcionar seus talentos com consciência, propósito e ao lado das pessoas certas.

O Três de Ouros também anuncia uma fase rica em aprendizado. Novos conhecimentos, habilidades e experiências surgem para impulsionar seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Mais do que adquirir informações, a carta convida você a colocá-las em prática com dedicação, disciplina e comprometimento. O sucesso nasce justamente da combinação entre talento, estudo e trabalho consistente.

Outro aspecto importante desta energia é a humildade. O ego perde espaço para a cooperação. Todos têm algo a ensinar e algo a aprender. Quando existe abertura para o diálogo, respeito pelas diferenças e disposição para construir em conjunto, os obstáculos deixam de ser barreiras e se transformam em oportunidades de evolução.

O Três de Ouros é a carta do aperfeiçoamento, mas não da perfeição. Seu convite é abandonar a cobrança excessiva e reconhecer o quanto você já evoluiu. Em vez de fixar o olhar no que ainda falta, observe o caminho percorrido e tudo o que já foi construído.

Sempre haverá espaço para crescer, aprender e se desenvolver e é justamente essa abertura para o aprendizado que torna possível a verdadeira evolução.

Pergunte a si mesmo: quais habilidades estou desenvolvendo neste momento? Tenho valorizado meu progresso ou apenas comparado minhas capacidades às dos outros? A comparação constante pode criar a falsa sensação de que nunca somos bons o suficiente, quando, na realidade, cada pessoa possui seu próprio ritmo de crescimento.

O Três de Ouros lembra que os erros fazem parte do processo. Mais do que obstáculos, eles são professores indispensáveis. Toda maestria nasce da experiência, da prática e das inúmeras tentativas que antecedem o sucesso. Errar não significa fracassar; significa aprender.

Quanto maior a disposição para experimentar, ajustar e recomeçar, maior será o domínio sobre aquilo que se deseja conquistar.

Se existe ansiedade para que determinada fase termine logo, esta carta convida à desaceleração. Talvez o Universo esteja pedindo que você extraia um ensinamento essencial antes de seguir adiante. Nem toda aprendizagem é técnica ou acadêmica.

Muitas vezes, a maior lição diz respeito à maturidade, à paciência, à confiança ou à forma como você encara os próprios desafios. O Três de Ouros sempre aponta para uma área da vida que pede refinamento, dedicação e crescimento contínuo.

Por isso, tenha paciência com o seu processo. Valorize cada pequena conquista e permita que o tempo faça sua parte.

Em muitos casos, esta carta também anuncia o início de uma nova fase de estudos, o desenvolvimento de uma habilidade ou a aquisição de conhecimentos que terão impacto duradouro no futuro. É um excelente momento para retomar projetos, investir em cursos, aprofundar competências e reencontrar a paixão por aquilo que desperta seu verdadeiro interesse.

Além do aprendizado, o Três de Ouros simboliza a capacidade de transformar ideias em realidade. Na imagem tradicional da carta, um artesão trabalha diante de um projeto arquitetônico apresentado por dois monges. O desenho da construção representa a visão que antecede a realização: primeiro nasce o planejamento; depois vêm o aperfeiçoamento, a execução e, por fim, a obra concluída.

A carta ensina que sonhos se concretizam quando há organização, dedicação e colaboração. Os melhores resultados surgem da união entre talento, preparo e trabalho coletivo. Quando cada pessoa contribui com o que tem de melhor, projetos ganham força, ideias florescem e o sucesso deixa de ser uma possibilidade para se tornar uma consequência natural.

Conhecer os próprios talentos é um passo importante. Saber no que você se destaca e reconhecer suas habilidades fortalece a confiança e revela o caminho que pode levá-lo mais longe. Mas o Três de Ouros lembra que existe um limite para aquilo que conseguimos construir sozinhos. Há momentos em que crescer significa justamente ampliar horizontes, dividir responsabilidades e permitir que outras pessoas contribuam para a realização de um objetivo maior.

Quando esta carta surge como carta regente, ela anuncia uma oportunidade de colaboração. O convite não é provar sua autossuficiência, mas compreender que alguns resultados só alcançam sua máxima expressão quando diferentes talentos trabalham em sintonia. É hora de deixar o ego de lado e abraçar um propósito coletivo.

Isso pode significar ouvir novas perspectivas, pedir orientação, compartilhar recursos ou reunir pessoas com competências complementares às suas. Pense em uma grande orquestra: cada instrumento possui sua própria beleza, mas é a harmonia entre todos que cria uma obra capaz de emocionar.

Da mesma forma, projetos verdadeiramente grandiosos raramente são fruto do esforço isolado de uma única pessoa.

Se você deseja expandir seus horizontes, talvez seja o momento de formar sua equipe. Não tenha receio de admitir que não sabe tudo — ninguém sabe. Reconhecer as próprias limitações não diminui sua competência; ao contrário, demonstra maturidade e inteligência.

Quando você identifica seus pontos fortes e aceita que outras pessoas podem suprir aquilo que lhe falta, cria espaço para que todos cresçam juntos.

O Três de Ouros ensina que a verdadeira força de um grupo está na complementaridade. Cada pessoa oferece um olhar, uma experiência e um talento únicos, enriquecendo a construção coletiva. O aprendizado deixa de ser individual e passa a ser compartilhado, fortalecendo vínculos de confiança, respeito e cooperação.

Esta carta nos lembra que grandes realizações raramente são obra de uma única mão. Elas nascem do encontro entre pessoas comprometidas com um mesmo propósito, dispostas a dividir responsabilidades, celebrar conquistas e superar desafios lado a lado. Quando cada um contribui com o melhor de si, o resultado final se torna maior, mais sólido e mais significativo do que qualquer conquista individual poderia alcançar.

Nem sempre é simples trabalhar em grupo ou chegar a um consenso sobre o caminho a seguir. Mas esta carta convida à diplomacia, à estratégia e ao equilíbrio. Talvez o meio-termo não seja apenas uma alternativa, mas a solução mais inteligente. Em vez de enxergar tudo em preto e branco, ela sugere a abertura para uma terceira via — uma nova perspectiva capaz de integrar diferenças e ampliar resultados.

O Três de Ouros representa a alegria de celebrar uma conquista sabendo que ela não foi construída sozinho. É aquele momento em que você compartilha o resultado com orgulho — inclusive nas redes sociais — e faz questão de agradecer, marcar e reconhecer cada pessoa que ajudou a transformar uma ideia em realidade.

O Três de Ouros, no amor, fala de admiração, respeito e orgulho pelo que é construído a dois. Há a sensação de pertencimento e de que cada gesto é reconhecido, fortalecendo o vínculo.

É uma carta que valoriza a parceria: o amor cresce quando há troca, apoio mútuo e compromisso em construir algo em conjunto. Mais do que acaso, trata-se de uma relação cultivada no dia a dia, em que a felicidade nasce do reconhecimento e da colaboração entre os dois.

Para os (as) solteiros (as), indica abertura para um encontro baseado em admiração e afinidade real. Alguém que enxerga seu valor de forma consistente e desperta o desejo de construir, juntos, algo com respeito, troca e crescimento mútuo.

No campo financeiro, o Três de Ouros indica que a prosperidade tende a ser construída de forma gradual e consistente. Não se trata de ganhos inesperados, mas de recompensas que surgem como consequência direta da competência, da disciplina e da qualidade do trabalho realizado.

Também favorece negociações, sociedades, clientes importantes, novos contratos, investimentos em qualificação profissional e projetos capazes de gerar retornos duradouros. Quanto mais sólida for a base construída agora, maiores serão os frutos colhidos no futuro.

O Três de Ouros, no trabalho, fala de colaboração, reconhecimento e construção conjunta de resultados consistentes. É uma carta que destaca o valor do trabalho em equipe e da troca entre diferentes habilidades, mostrando que o melhor resultado nasce quando cada um contribui com o que faz de melhor.

Ela indica um momento de crescimento profissional por meio de parcerias, projetos coletivos ou ambientes em que há cooperação e aprendizado mútuo. Aqui, o talento individual ganha força quando somado ao dos outros.

Também aponta para reconhecimento: o seu esforço tende a ser visto e valorizado, especialmente quando há comprometimento e disposição para evoluir em conjunto. É uma energia de progresso sólido, construído passo a passo, com apoio, diálogo e senso de propósito compartilhado.

O que emerge agora é um chamado à colaboração e ao desenvolvimento de habilidades. Este é um momento para valorizar o trabalho em equipe e buscar espaços onde você possa contribuir com seus talentos, ao mesmo tempo em que aprende com os outros. A carta incentiva a abertura ao feedback construtivo e ao aprimoramento contínuo, sugerindo a participação em grupos, cursos ou projetos alinhados aos seus interesses.

Conversas com colegas e pessoas inspiradoras podem trazer novos insights e ampliar sua visão. Ao se envolver ativamente em iniciativas colaborativas, você não apenas fortalece suas competências, mas também constrói conexões significativas que podem abrir caminhos importantes no futuro. É um período de crescimento guiado pela cooperação e por uma visão compartilhada.

Estamos em plena temporada de Copa do Mundo e o futebol nos lembra, dentro de campo, o que também vale no dia a dia do trabalho: talento individual pode decidir uma jogada, mas são a estratégia, a inteligência coletiva e o entrosamento da equipe que constroem a vitória. Como disse Michael Jordan, ‘Talento vence jogos, mas trabalho em equipe e inteligência vencem campeonatos’.

Que seja uma semana de vitórias dentro e fora dos gramados.

Muita luz,

Ana Cristina Paixão

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