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CULTURA

Filme sobre a ditadura paraguaia vence Festival Bonito CineSur

Cerimônia de encerramento foi realizada na noite de sábado (1º)

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O filme paraguaio ¿Quién Mató a Narciso? foi escolhido pelo júri oficial como o grande vencedor da categoria de melhor longa sul-americano do festival de cinema Bonito CineSur. A cerimônia de encerramento do festival foi realizada na noite de sábado (1º) no Centro de Convenções, na cidade de Bonito (MS).

¿Quién Mató a Narciso? é um filme dirigido por Marcelo Martinessi e baseado no livro Narciso, escrito pelo jornalista paraguaio Guido Rodríguez Alcalá.

Narciso é inspirado no assassinato do jovem Bernardo Aranda, em 1959, um locutor de rádio homossexual que amava o rock and roll e que foi queimado enquanto dormia. O crime jamais foi solucionado, mas, para a Comissão da Verdade e Justiça paraguaia, o assassinato pode ter sido tramado pelo governo militar.

Considerado a ditadura mais longa da América do Sul, o governo militar comandado pelo general Alfredo Stroessner promoveu quase 20 mil prisões arbitrárias ou ilegais, 59 execuções, 336 desaparecimentos e torturou quase 19 mil pessoas durante os 35 anos em que ele permaneceu no poder. Além disso, 3.470 pessoas precisaram ser exiladas, segundo dados divulgados em 2003 pela comissão. Entre os grupos que mais sofreram violações nesse período estavam os formados por pessoas LGBT+, como Aranda.

“De verdade, este prêmio proporciona um desfecho mais do que lindo”, disse o ator Diro Romero, que interpreta Narciso no cinema. “Todos queremos colaborar e continuar contando histórias. Valorizamos nossas narrativas e acreditamos que é preciso contá-las e mostrá-las ao mundo. Temos muito a contar, muitas mensagens a transmitir.”

Em entrevista à Agência Brasil logo após a premiação, o ator reforçou que é preciso contar a história sobre as ditaduras sul-americanas para que elas jamais voltem a se repetir.

“Dizemos que a ditadura terminou há vários anos, mas não somente sentimos que há indícios de que ela segue entre nós, como também estamos começando a ter certos sinais no mundo para os quais temos que estar alertas. Então, este é o momento de abrir os olhos e nós, através do cinema, vamos fazer com que isso não chegue novamente no futuro”, destacou.

Três estatuetas

Outro grande premiado da noite pelo Bonito Cinesur foi o diretor colombiano Alejandro Calderón, que levou três estatuetas para casa. O primeiro troféu conquistado por ele foi por Hipopótamos, el Arca de Escobar, selecionado como melhor curta-metragem de cinema ambiental escolhido pelo júri.

Além disso, ele conquistou mais duas estatuetas pelo longa-metragem Páramos II: El Origen, escolhido tanto pelo público quanto pelo júri oficial como o melhor filme de cinema ambiental. No documentário, Alejandro Calderón reúne um grupo de especialistas para explicar a formação desses ecossistemas e sua importância para o ciclo hídrico, citando os riscos que esse bioma corre por causa da exploração de seus recursos para a mineração, a monocultura e a pecuária.

“Isso é incrível [ser premiado]. Sinceramente, nunca imaginei que isso aconteceria. Estou muito empolgado e isso é também uma recompensa pelos anos de esforço da equipe viajando pela Colômbia, atravessando montanhas, páramos e rios, enfrentando muitas dificuldades e perigos, pois esse é um trabalho de alto risco”, disse ele à reportagem.

Ao receber os prêmios, Calderón prestou uma homenagem especial a 150 ativistas ambientais colombianos que foram assassinados nos últimos três anos. “A Colômbia é o país com o maior número de assassinatos de líderes ambientais – pessoas que dependem do meio ambiente”, citou ele, ao discursar.

“Muitos dos diversos líderes ambientais retratados em nossos filmes sofreram ameaças e alguns deles nos pediram para que déssemos mais visibilidade ao seu trabalho. Eles encaram a visibilidade como uma forma de proteção: em vez de permanecerem ocultos, querem que o mundo saiba quem são e o que fazem, para que todos possamos trabalhar juntos em sua proteção”, disse o diretor à reportagem.

O festival

Na quarta edição, o Bonito CineSur apresentou 32 filmes de dez países sul-americanos entre curtas e longas. Além disso, o festival promoveu aulas, debates, atividades de formação, encontros com realizadores e sessões especiais em homenagens à atriz Paulina Garcia e aos cineastas Vincent Carelli e Luiz Puenzo.

Já para as próximas edições, destacou o diretor do festival Nilson Rodrigues, a expectativa é conseguir reunir ainda mais países sul-americanos, de modo que se forme um bloco para produção e divulgação audiovisual.

“Nós precisamos ser um bloco, precisamos criar condições para circular os nossos produtos entre nossos vizinhos. Se a Europa se transformou em um bloco, quando circulam produtos, pessoas e a economia se desenvolve, nós também haveremos de ser um bloco, na América do Sul. Mas cedo ou mais tarde nós seremos”, disse ele, durante a cerimônia de premiação.

“O festival é um espaço onde a gente pode ver os filmes, pode celebrar, pode trocar ideias, pode criar conexões, mas ele não resolve as coisas. Nós queremos mais coproduções, nós queremos codireção. Para isso, é preciso que as instituições se envolvam. No ano que vem nós queremos trazer aqui para o festival os ministérios da Cultura desses países e suas organizações para criar programas bilaterais ou multilaterais para que a gente possa se conhecer mais e para que a gente possa ter o direito de se ver nas telas de cinema”, acrescentou Rodrigues.

Confira a lista com todos os filmes premiados pelo festival Bonito CineSur:

Melhor filme sul-mato-grossense

  • Higa Ke – Olho por Olho (escolhido pelo júri popular)
  • Natasha (escolhido pelo júri oficial)

Melhor curta de cinema ambiental

  • Buen Vivir – Ñutse Canseye, do Equador (escolhido pelo júri popular)
  • Hipopótamos, el Arca de Escobar, da Colômbia (escolhido pelo júri oficial)

Melhor longa de cinema ambiental

  • Páramos II: El Origen, da Colômbia (escolhido pelo júri popular)
  • Páramos II: El Origen, da Colômbia (escolhido pelo júri oficial)

Melhor curta sul-americano

  • A Vida de Jerônimo Dentro e Fora da Casca, do Brasil (escolhido pelo júri popular)
  • Sukua, da Colômbia (escolhido pelo júri oficial)

Melhor longa sul-americano

  • Naira, do Peru (escolhido pelo júri popular)
  • ¿Quién Mató a Narciso?, do Paraguai (escolhido pelo júri oficial)

Gastronomia Correio B+

Memória afetiva à mesa: prepare a receita de Frango com Quiabo especial

Uma receita para despertar lembranças de momentos bons, pessoas queridas e sensações de aconchego

02/08/2026 08h00

Memória afetiva à mesa: prepare a receita de Frango com Quiabo especial

Memória afetiva à mesa: prepare a receita de Frango com Quiabo especial Foto: Divulgação

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Memória afetiva na comida é a capacidade que o sabor, o cheiro ou a textura de um prato têm de despertar lembranças de momentos bons, pessoas queridas e sensações de aconchego. Isso acontece porque os sentidos se ligam à emoção, fazendo com que uma refeição traga de volta o sentimento de pertencimento e carinho. 

- O aroma entra pelo nariz e ativa rápido a parte do cérebro que guarda sentimentos e recordações antigas.

- Sensação de conforto: O prato traz paz e alegria, lembrando um abraço ou um momento de segurança.

- História de vida: Mostra quem somos, de onde viemos e quais tradições nossa família tem

O Divino Fogão nos ajudou a resgatar essas lembranças através desse receita de frango com quiabo deliciosa para compartilhar com amigos e família. 


FRANGO COM QUIABO

Ingredientes:

  • 1,5 kg de coxa e sobrecoxa ou frango em pedaços 
  • Suco de 1 limão 
  • 4 dentes de alho amassados 
  • 1 cebola grande picada 
  • 2 tomates picados 
  • 2 colheres de sopa de óleo ou banha 
  • 1 colher de chá de colorau 
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto 
  • Cheiro-verde picado 
  • 500 gramas de quiabo 
  • 1 colher de sopa de óleo 

Modo de preparo:

Comece temperando o frango com alho, limão, sal, pimenta e colorau. Deixe marinar por no mínimo 30 minutos. Aqueça o óleo em uma panela e doure bem os pedaços de frango. Acrescente a cebola e refogue até ficar transparente. Adicione os tomates e cozinhe até desmancharem.

Coloque cerca de uma xícara de água quente, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por 35 a 45 minutos, até o frango ficar macio. Enquanto isso, lave e seque bem o quiabo. Corte em rodelas de aproximadamente dois centímetros.

Refogue o quiabo em outra frigideira com um fio de óleo por cerca de 10 minutos, mexendo delicadamente. Isso ajuda a reduzir a baba. Junte o quiabo ao frango nos últimos 10 minutos de cozimento. Finalize com cheiro-verde.

Rendimento: 6 porções

Tempo de preparo: 1h15

Beleza Correio B+

Adeus ao cabelo sem volume? Tendência resgata fios mais encorpados e naturais

Agora, um novo movimento começa a ganhar força: o cabelo deixa de ser um detalhe e passa a ocupar um papel central na construção da imagem.

01/08/2026 17h06

Adeus ao cabelo sem volume? Tendência resgata fios mais encorpados e naturais

Adeus ao cabelo sem volume? Tendência resgata fios mais encorpados e naturais Foto: Divulgação

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Durante anos, a busca pela aparência perfeita esteve concentrada no rosto. Preenchimentos, bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica e procedimentos minimamente invasivos passaram a fazer parte da rotina de milhares de brasileiras.

Agora, um novo movimento começa a ganhar força: o cabelo deixa de ser um detalhe e passa a ocupar um papel central na construção da imagem.

Especialistas apontam que cresce a procura por cabelos com mais densidade, movimento e naturalidade. Diferentemente da tendência de alguns anos atrás, quando o objetivo era conquistar fios extremamente longos e volumosos, o foco hoje é equilibrar o visual de forma discreta, respeitando as características de cada mulher.

Segundo Tati Cordeiro, CEO do MegaHairInvisível, a mudança acompanha uma transformação no comportamento das consumidoras.

"Percebemos que as mulheres não chegam mais ao salão pedindo apenas um cabelo comprido. Elas querem um resultado que converse com o formato do rosto, com o tom da pele, com o estilo de vida e até com a personalidade. O cabelo passou a fazer parte da construção da imagem, assim como acontece com os procedimentos faciais."

Esse novo olhar fez crescer a procura por técnicas capazes de devolver volume e densidade sem comprometer a naturalidade dos fios. Em muitos casos, o objetivo nem é aumentar significativamente o comprimento, mas preencher laterais, recuperar pontas ralas ou criar mais equilíbrio entre rosto e cabelo.

"Existe uma diferença enorme entre colocar megahair para transformar completamente a aparência e utilizá-lo para corrigir proporções. Hoje fazemos muitas aplicações em que quase ninguém percebe que existe um alongamento. As clientes querem ouvir que estão bonitas, não que colocaram megahair.", explica Tati.

A tendência acompanha um movimento observado também na moda e na beleza, conhecido pelo visual "menos exagerado". Se antes cabelos extremamente volumosos dominavam as redes sociais, agora a preferência recai sobre fios leves, com caimento natural e aparência saudável.

Segundo a especialista, essa mudança também influencia a escolha das técnicas utilizadas. "O excesso perdeu espaço. Hoje buscamos distribuir o volume de forma estratégica, respeitando o corte, a estrutura dos fios e o formato do rosto. O resultado precisa parecer que aquele cabelo sempre foi da cliente."

Outro fator que impulsiona essa procura é o afinamento capilar, realidade cada vez mais comum entre mulheres de diferentes idades. Alterações hormonais, estresse, pós-parto, emagrecimento acelerado e procedimentos químicos frequentes podem reduzir a densidade dos fios, fazendo com que muitas mulheres procurem soluções que devolvam volume sem recorrer a mudanças radicais.

Para Tati, esse movimento representa uma mudança importante na forma como o cabelo é percebido. "Assim como aprendemos que pequenas mudanças no rosto podem trazer mais equilíbrio para a aparência, as mulheres descobriram que o cabelo também tem esse poder. Muitas vezes, devolver volume na medida certa rejuvenesce a imagem e aumenta a autoestima sem que seja necessário recorrer a transformações exageradas."

Para a especialista, o futuro do mercado passa justamente por essa personalização. "A beleza dos cabelos está cada vez mais ligada à individualidade. O objetivo é encontrar o equilíbrio entre volume, movimento e naturalidade, respeitando a identidade de cada mulher. Quando o resultado conversa com quem ela é, o impacto vai além da estética e se reflete na forma como ela se sente."

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