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EXPOSIÇÃO

Fotógrafo e documentarista que registrou mais de quatro décadas da história de MS é homenageado

Fotógrafo e documentarista que registrou mais de quatro décadas da história de Mato Grosso do Sul, Rachid Waqued é homenageado com exposição fotográfica no MIS

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O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS) abre as portas amanhã, às 19h, para a exposição “Fotografia e Memória”, uma homenagem ao fotógrafo Rachid Waqued, reconhecido como um dos principais documentaristas da história sul-mato-grossense.

Com entrada gratuita e visitação aberta até 30 de abril, a mostra marca oficialmente o início do ciclo de celebrações pelos 50 anos de criação de Mato Grosso do Sul, que serão comemorados no dia 11 de outubro de 2027.

A exposição integra o projeto Rota Cine MS, iniciativa estratégica da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) voltada ao fortalecimento do audiovisual, à democratização do acesso à cultura, ao fomento da economia criativa e à valorização da diversidade regional.

“Essa exposição é um reconhecimento à importância da fotografia para a construção da memória e da identidade sul-mato-grossense. Valorizar os fotógrafos de Mato Grosso do Sul reforça nosso compromisso com a preservação e a difusão da cultura. Que esta imersão na obra de Waqued e de seus contemporâneos inspire a todos nós, fortalecendo o orgulho de pertencermos a este território e o desejo de continuarmos a construir, juntos, uma história de ainda mais realizações culturais e criativas”, frisa Eduardo Mendes Pinto, diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Com curadoria de Melly Senna, Cris Freire, Ligia Rocha, Pedro Ortale, Elis Regina e do próprio Rachid Waqued, a mostra reúne dezenas de registros fotográficos que atravessam mais de quatro décadas de história.

Para além da trajetória individual do fotógrafo, a exposição apresenta um recorte significativo de um dos mais importantes acervos visuais sobre a formação cultural, política, social e urbana de Mato Grosso do Sul.

Ao longo de sua carreira, Waqued consolidou-se como um cronista visual das transformações do Estado.

Seu trabalho acompanha desde o crescimento urbano de Campo Grande até manifestações culturais tradicionais, passando por obras de infraestrutura, retratos políticos e cenas cotidianas que hoje ajudam a compreender a identidade sul-mato-grossense.

A mostra propõe ao visitante não apenas contemplar imagens isoladas, mas percorrer uma narrativa que conecta passado e presente às vésperas do cinquentenário estadual.

Após dois meses fechado para reforma, Museu da Imagem e do Som reabre para o públicoApós dois meses fechado para reforma, Museu da Imagem e do Som reabre para o público - Foto: Graciana Goedert

A EXPOSIÇÃO

O recorte curatorial evidencia o olhar documental e sensível do fotógrafo. As imagens estão organizadas em seis eixos temáticos: Cultura, Natureza, Indústrias e infraestrutura, Colaboradores de MS, Coordenadores de MS e Arquitetura urbana.

Cada núcleo revela uma camada distinta da construção histórica de Mato Grosso do Sul e, juntos, compõem um panorama das transformações sociais, políticas e econômicas do território.

No eixo Cultura, o público encontra registros de manifestações que ajudaram a moldar a identidade regional, como celebrações religiosas, expressões populares e personagens marcantes da vida artística e social.

Entre os destaques estão imagens ligadas às tradições pantaneiras, às raízes árabes presentes em Campo Grande e a momentos simbólicos de fé e pertencimento, como a entrega da Bandeira do Divino em Coxim.

São fotografias que capturam gestos, rituais e rostos que traduzem o sentimento de pertencimento a um território plural.

Ao avançar para o núcleo Natureza, o olhar se amplia para paisagens emblemáticas, como o Pantanal do Rio Negro. A força ambiental que sustenta o imaginário sul-mato-grossense aparece registrada com rigor documental e sensibilidade estética.

A natureza não surge apenas como cenário, mas como elemento estruturante da identidade do Estado, dialogando com modos de vida, tradições e processos econômicos.

Em Indústrias e infraestrutura, Waqued documenta a expansão da malha ferroviária e outras obras que impulsionaram o crescimento econômico. As imagens revelam trilhos, estações, construções e estruturas que conectaram territórios e consolidaram o desenvolvimento estadual.

O registro dessas transformações permite compreender como o espaço físico foi moldado ao longo das décadas.

Já em Arquitetura urbana, o visitante encontra fotografias de edifícios, praças e transformações na paisagem de Campo Grande. A capital é retratada em diferentes momentos de sua expansão, compondo uma narrativa visual que evidencia mudanças no traçado urbano, no perfil arquitetônico e na dinâmica social da cidade.

O eixo Colaboradores de MS valoriza trabalhadores, cidadãos comuns e cenas cotidianas. São fragmentos de uma história construída coletivamente, em que o protagonismo é compartilhado por homens e mulheres anônimos que, com seu trabalho e sua presença, ajudaram a erguer o Estado.

Por fim, o núcleo Coordenadores de MS reúne retratos de todos os governadores do Estado, formando um painel político que atravessa diferentes gestões e momentos decisivos da trajetória sul-mato-grossense.

“Ao longo do tempo, meu trabalho foi credenciando meu nome como alguém com vocação para documentar. Sempre atuei com seriedade, compromisso com a história e pesquisa para descobrir e registrar as coisas, ajudando a divulgar o nosso Estado. Sou um documentarista do meu tempo. Minhas fotos são documentos visuais que acompanham as transformações do espaço urbano e das pessoas na nossa região. Eu fotografo Campo Grande há décadas justamente para registrar essas mudanças. Por isso é tão emocionante receber essa homenagem ainda em plena atividade, e se torna ainda mais especial por integrar as celebrações dos 50 anos de Mato Grosso do Sul, em 2027. Eu acompanhei essa trajetória de perto, fui testemunha ocular desse movimento e dessa construção histórica”, frisa Rachid Waqued.

Além das obras do homenageado, a exposição apresenta um painel com trabalhos de outros 14 fotógrafos e fotógrafas sul-mato-grossenses: André Bittar, Alexis Prappas, Bolivar Porto, Denilson Secreta Nantes, Elis Regina Nogueira, Gabriel Gabino, Luiz Felipe Mendes, Marithê do Céu, Marycleide Vasques, Saul Schramm, Sebastião Guimarães, Vânia Jucá, Wagner Guimarães e Melina Moraes.

Pensada para alcançar públicos diversos, a exposição incorpora recursos de acessibilidade, como piso tátil, intérprete de Libras no vídeo depoimento do homenageado e áudio-descrição das obras.

QUEM É RACHID WAQUED?

Fotógrafo, documentarista e pesquisador, Rachid Waqued nasceu em Campo Grande, em 1953, filho de pai libanês e mãe corumbaense, filha de sírios.

Formado em Engenharia Civil, História e Artes Visuais, construiu ao longo de mais de quatro décadas uma trajetória marcada pelo compromisso com o registro das transformações sociais, políticas e econômicas de Mato Grosso do Sul.

Foi pioneiro na introdução da tecnologia digital na fotografia no Estado e acompanhou momentos decisivos da consolidação sul-mato-grossense.

Parte significativa de sua produção é dedicada à cultura pantaneira e à documentação da malha ferroviária, pesquisa que resultou na obra “Paralelas de Aço: o caminho ferroviário para o Oeste”, referência para estudiosos da história regional.

Waqued também desenvolveu projetos voltados ao resgate dos antigos fotógrafos “lambe-lambe”, contribuindo para a valorização e preservação do patrimônio visual.

Ao se definir como um “contador de histórias visuais”, sintetiza uma carreira construída com rigor técnico, espírito investigativo e paixão pelo ofício.

Atualmente, amplia sua atuação por meio de produções audiovisuais em plataformas digitais, mantendo ativo o trabalho documental e reafirmando seu papel como guardião da memória cultural sul-mato-grossense.

O ROTA CINE MS

A programação do Rota Cine MS terá continuidade ao longo do ano no MIS. Entre maio, junho e julho, o foco será o audiovisual. Já entre agosto, setembro e outubro, a temática será a música, ampliando o escopo do projeto e fortalecendo o museu como espaço permanente de difusão cultural.

A execução do Rota Cine MS é objeto do Termo de Fomento (nº 5499/2025) celebrado entre o governo do Estado, a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), a FCMS e o Instituto Curumins, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab).

>> Serviço

Exposição “Fotografia e Memória”

Abertura: amanhã, às 19h.
Visitação: até o dia 30 de abril.
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Vila Carvalho.
Entrada: gratuita.

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COMEMORAÇÃO

Dia das Mães: veja dicas de presentes personalizados que você mesmo pode fazer

Saia da "mesmice" e prepare o presente do Dia das Mães você mesmo, de maneira econômica

09/05/2026 14h30

Cartinha manuscrita a próprio punho - sugestão de presente para as mães

Cartinha manuscrita a próprio punho - sugestão de presente para as mães

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Dia das Mães é celebrado neste domingo (10) no Brasil. Famílias brasileiras se reúnem para comemorar a data com mães, madrastas, avós, esposas e filhas, além de presenteá-las para não passar a data em branco.

Que tal sair da “mesmice” e presentar sua mãe com algo diferente e feito por você mesmo?

Correio do Estado preparou dicas econômicas e criativas para presentear a sua rainha. Aliás, gestos sinceros e carinhosos não têm preço. Confira:

1. Cartinha manuscrita

Não tem preço que pague palavras sinceras e cheias de amor escritas em um papel. Sentimentos manuscritos valem mais do que qualquer presente comprado.

Veja o passo a passo para fazer uma carta manuscrita:

  • escolha canetas de cores variadas
  • separe um papel sulfite do tamanho de sua preferência
  • expresse seus sentimentos por meio de palavras. Escreva o que a pessoa representa para você, a importância dela em sua vida, as qualidades dela e o principal: que você a ama
  • coloque a carta dentro de um envelope e feche com adesivo de coração

2. Caixa com tudo o que sua mãe mais gosta dentro

Já pensou juntar tudo o que sua mãe mais ama dentro de uma caixinha? Você mesmo pode montar.

Confira o passo a passo para montar a “caixinha do amor”:

  1. compre uma caixa de madeira MDF do tamanho de sua preferência
  2. encha a caixa com itens ou guloseimas que sua mãe mais gosta: chocolate, bombom, pirulitos, botões de flor, fotografias, cartinhas, cosméticos, livros, acessórios, urso, garrafa de vinho
  3. decore a caixa com corações, fitas e adesivos

3. Álbum de fotos com momentos de mãe e filho(a)

Que tal revelar uma foto de cada mês para recordar os melhores momentos com sua mãe?

O presente pode proporcionar momentos de emoção, recordações e resgate de experiências, na data comemorativa.

Veja o passo a passo para montar o “álbum das lembranças”:

  1. revele fotos com sua mãe
  2. coloque uma legenda atrás de cada fotografia
  3. coloque as fotos em um álbum caracterizado

4. Café da manhã na cama

Sua mãe merece acordar em grande estilo, com a cama repleta de gostosuras. Aliás, quem não gosta de comer, não é mesmo?

Veja o passo a passo para montar uma bandeja repleta de delícias:

  1. prepare a bebida da preferência de sua mãe: suco, água saborizada, iogurte, café, chá
  2. compre pão, manteiga, requeijão, presunto, iogurte, biscoito, bolo, torrada, geleia e frutas
  3. coloque pratos, talheres, taças e xícaras para que sua mãe manuseie os alimentos
  4. decore a bandeja com um botão de rosa vermelha

Pronto! Viu como é possível presentear sua rainha gastando pouco? Siga as dicas!

Cinema Correio B+ - Especial Dia das Mães

10 filmes sobre mães para rir e chorar no Dia das Mães

Entre comédias caóticas, melodramas devastadores e relações familiares impossíveis de organizar, esses filmes mostram como o cinema transformou maternidade em um dos seus temas mais complexos

09/05/2026 14h00

10 filmes sobre mães para rir e chorar no Dia das Mães

10 filmes sobre mães para rir e chorar no Dia das Mães Foto: Divulgação

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Mães no cinema raramente são simples. Hollywood passou décadas transformando maternidade em sacrifício absoluto, enquanto outras produções preferiram enxergar mães como figuras controladoras, exageradas ou emocionalmente impossíveis de escapar.

Entre o melodrama e a comédia, o cinema acabou criando retratos muito mais complexos do que parece à primeira vista. Existem mães que sufocam, mães que desaparecem, mães que tentam acertar e falham miseravelmente, mães exaustas, competitivas, engraçadas, ressentidas e profundamente amorosas.

Talvez por isso os filmes mais memoráveis sobre maternidade sejam justamente aqueles que conseguem fazer rir e emocionar quase ao mesmo tempo.

A seleção abaixo mistura clássicos, dramas contemporâneos, sátiras e filmes que entendem maternidade não como idealização, mas como relação humana. E sim, isso inclui até uma serial killer suburbana criada por John Waters. Mas é para divertir, tá? Feliz Dia das Mães!

5 filmes divertidos sobre mães (ou sobre tentar sobreviver a elas)

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda (2025)

A refilmagem do clássico ganhou novo fôlego quando Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan transformam uma premissa de troca de corpos em uma das melhores comédias sobre conflito geracional dos anos 2000. O filme entende que mães e filhas frequentemente falam idiomas emocionais completamente diferentes. Em 2025, as duas voltam a interpretar Tess e Anna Coleman.

A história se passa anos depois que Tess (Curtis) e Anna (Lohan) passaram pela crise de identidade. Agora, Anna tem uma filha e uma futura enteada. Enquanto elas enfrentam os desafios que surgem quando duas famílias se unem, Tess e Anna descobrem que um raio pode, sim, cair duas vezes no mesmo lugar. 
Onde ver no Brasil: Disney+

Perfeita é a Mãe! (Bad Moms) (2016)

Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn desmontam a fantasia da mãe perfeita contemporânea em uma comédia sobre exaustão, culpa e pressão social. Funciona justamente porque reconhece o absurdo da expectativa imposta às mulheres. E de quebra ainda tem a versão Bad Moms Christmas. Vale para distrair!
Onde ver no Brasil: Prime Video e aluguel digital

Minha Mãe Quer Que eu Case (Because I Said So) (2007)

Vou assumir: essa comédia pequena e despretensiosa é uma das minhas favoritas, em especial na era "maternidade" de Diane Keaton. Aqui, ela interpreta uma mãe incapaz de parar de interferir na vida amorosa da filha. A comédia funciona porque transforma dependência emocional e culpa familiar em algo simultaneamente irritante e reconhecível.
Onde ver no Brasil: aluguel digital no Apple TV e Prime Video

A Sogra (Monster In Law) (2005)

Jane Fonda voltou ao cinema transformando possessividade materna em guerra psicológica cômica. Por trás do exagero, o filme fala sobre mães que não conseguem aceitar perder espaço na vida dos filhos.
Onde ver no Brasil: Netflix e aluguel digital

Lady Bird (2017)

Greta Gerwig constrói uma das relações entre mãe e filha mais precisas do cinema recente. Laurie Metcalf faz da personagem uma mulher difícil, amorosa, crítica e profundamente humana ao mesmo tempo.
Onde ver no Brasil: aluguel digital e catálogo rotativo na Netflix

5 dramas sobre maternidade para destruir emocionalmente

Laços de Ternura (Terms of Endearment) (1983)

Shirley MacLaine ganhou o Oscar merecidamente e ainda fez a continuação anos depois desse que é um dos filmes mais devastadores já feitos sobre amor materno, envelhecimento e perda. Juro, é para ver com muitos lenços por perto.
Onde ver no Brasil: Apple TV e aluguel digital

Mildred Pierce (2011)

Há o clássico do cinema com Joan Crawford (que ganhou o Oscar) mas a minissérie da HBO traz a espetacular Kate Winslet no papel título nessa história que transforma a maternidade em obsessão emocional. A relação entre Mildred a filha mistura amor, ressentimento e autodestruição de maneira quase sufocante.
Onde ver no Brasil: HBO Max

Flores de Aço (Steel Magnolias) (1989) e (2012)

O melodrama sulista definitivo sobre amizade feminina, maternidade e luto tem duas versões: a original, de 1989, com uma jovem Julia Roberts (indicada ao Oscar) e com Sally Field entregando uma das cenas mais emocionais do cinema americano dos anos 80. E há também a refilmagem, de 2012, com um elenco inclusivo e o mesmo dramalhão.
Onde ver no Brasil: MGM+ via Prime Video Channels e aluguel digital

O Quarto de Jack (Room) (2015)

Brie Larson ganhou um Oscar por interpretar uma mãe tentando preservar a infância do filho em circunstâncias extremas. O filme transforma maternidade em mecanismo de sobrevivência psicológica.
Onde ver no Brasil: Prime Video e catálogo rotativo no Telecine

Tudo Sobre Minha Mãe (All About My Mother) (1999)

Pedro Almodóvar transforma maternidade em memória, identidade, perda e reconstrução. Continua sendo um dos filmes mais emocionais da carreira do diretor.
Onde ver no Brasil: MUBI e aluguel digital

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