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SÉRIE

"Galera FC" mostra os bastidores da vida de uma superestrela dos gramados

"Os Melhores do Mundo" faz uma participação especial no começo de cada episódio

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O futebol vai muito além de um esporte de massa no Brasil. 

A modalidade também é um celeiro de histórias surpreendentes de sucesso, superação, dificuldades e fracassos retumbantes. 

Com as trajetórias desses profissionais tão populares e escancaradas na mídia, a série “Galera FC”, que estreia hoje, dia 10, na TNT, usa o humor para joga luz não só no midiático jogador de futebol, mas também em todo o vasto entorno desses atletas internacionais no ambiente extra-campo. 

“Ficamos atraídos por contar a história de um jogador de futebol. É algo que acompanhamos tanto, mas que nunca paramos para ver o seu ponto de vista. Alguém que desde muito jovem tem de se dedicar ao trabalho e acaba sendo o arrimo de muita gente. E é a história não só do jogador, mas do universo que se forma em volta: o empresário, os patrocinadores, os jornalistas, etc...”, explica Silvia Fu Elias, que ocupa o cargo de Diretora Sênior de Conteúdo da Warner Media Brasil. 

“A série traz a questão familiar e também a questão do popstar. Nosso protagonista poderia ser um cantor, um galã de novela ou sertanejo famoso. O futebol, no entanto, sempre foi uma temática muito próxima da Warner Media. Tínhamos o Esporte Interativo e agora temos o TNT Sports. A gente vê de perto impacto do futebol”, completa.

Coprodução de A Fábrica e Warner Media, a série narra a trajetória da superestrela do futebol mundial, Elton Jr., interpretado por Maicon Rodrigues. 

No auge da carreira, ele decide deixar os campos e pendurar as chuteiras. 

Passando por uma crise de identidade, Elton vai tentar sabotar a própria carreira, criando situações, nem sempre bem-sucedidas, para forçar o rompimento de seu contrato milionário no futebol europeu. 

“Tenho muitos amigos que jogam futebol, alguns profissionais, morando até fora do Brasil, outros jogam aqui. Eu sinto que o Elton tem um pouco de cada um (dessas referências). Não exatamente de cada um, mas em alguns pontos, pelo fato do estrelato, da potência desse jovem atleta mega badalado. Usei isso para poder construir visualmente o estilo de quem é esse cara, nas roupas, nas atitudes, essa coisa bem moleque”, afirma Maicon. 

No entanto, Elton terá dificuldades para deixar os gramados. Isso porque sua mãe Idalice, interpretada por Dadá Coelho, seu agente e seus “parças” vão fazer de tudo para impedi-lo. 

“Não sou muito do universo do futebol. Confundo Vasco com Botafogo (risos). Então, fiz uma construção baseada no afeto. O brasileiro tem muito do afeto e da superproteção. Isso aparece na relação familiar da Idalice. Essa questão da família está muito inserida no texto”, ressalta Dadá.

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O elenco também conta com Flavio Pardal, Leo Bahia, Bernardo Marinho, André Luis Miranda, Kaysar Dadour, Natalia Rosa e Carol Garcia. 

Além disso, o grupo de humor Os Melhores do Mundo faz uma participação especial no começo de cada um dos oito episódios. Ricardo Pipo, Victor Leal e Jovane Nunes vivem um trio de comentaristas do fictício programa “Bom Dia Futebol”. 

“A mesa redonda funciona como uma espécie de coro grego no início dos episódios. Eles relembram o que aconteceu no episódio anterior. Já trabalhei com o grupo em outros projetos e sou um grande fã. Conseguimos filmar a participação deles em um único dia”, relembra Luiz Noronha, que assina a direção da série ao lado de Claudia Castro.

Gravada antes da pandemia, a série “Galera FC” já tem uma segunda temporada confirmada. 

As gravações, no entanto, aguardam a queda nos números de casos de Covid-19 no Brasil. Enquanto não podem retornar aos estúdios com segurança, a equipe de roteiristas tem se dedicado ao texto da nova leva de episódios. 

A ideia é retomar os trabalhos quando os protocolos de higiene forem menos rígidos. 

“Tem muita coisa sendo filmada agora? Sim. Poderíamos gravar com os protocolos, mas iríamos abrir mão de muita coisa ou ter de recorrer a truques de edição. Meu sonho é a segunda temporada sair junto com a Copa do Mundo de 2022. Ia dar para ver quase o Elton em campo no Catar. Mas não há nada concreto nesse sentido, é apenas um sonho meu”, torce o diretor.

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Moda Correio B+

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Enraizado na memória, reimaginado para o presente.

04/04/2026 18h00

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. Foto: Divulgação

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Houve um tempo em que o Rio não apenas inspirava a moda brasileira, ele a conduzia. À frente do calendário, com o mar como pano de fundo e a leveza como linguagem, o Fashion Rio não era só um evento, era atmosfera, identidade e movimento. E então, silêncio, mas toda pausa carrega intenção.

O primeiro movimento é recomeçar. Quando o Fashion Rio surgiu no início dos anos 2000, foi sob a visão de Eloysa Simão que ele ganhou forma e direção. Mais do que criar um evento, ela estruturou uma plataforma que posicionou o Rio de Janeiro como polo criativo da moda brasileira, um contraponto complementar à força industrial que se consolidava em São Paulo com o São Paulo Fashion Week.

O Rio falava outra língua, uma língua solar, autoral e sensorial. Ali, nomes como Oskar Metsavaht (Osklen), Lenny Niemeyer, Blue Man e Patricia Viera ajudaram a construir uma identidade que misturava sofisticação e natureza, urbano e orgânico. Desfiles ao ar livre, integração com a paisagem, uma estética que não separava moda de estilo de vida, mas o tempo exige ajustes.

Mudanças no mercado, reposicionamentos estratégicos e a concentração de investimentos em São Paulo fizeram com que o Fashion Rio entrasse em um hiato. Não foi um fim, foi um intervalo. Um espaço necessário para recalibrar propósito em um cenário que já não era o mesmo.

Recomeçar não é ausência, é preparação! Então chegamos ao segundo movimento: Resistir. Mesmo fora do calendário oficial, a essência do Fashion Rio nunca desapareceu. Ela resistiu na estética brasileira, na valorização do feito à mão, na narrativa de uma moda que não se separa da cultura. Projetos como o Rio Moda Rio surgiram como tentativas de reativar essa energia. Mais do que eventos, eram sinais: o Rio ainda tinha algo a dizer, e tinha!

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar. - Divulgação

A moda brasileira começou a olhar mais para dentro: sustentabilidade, ancestralidade, brasilidade como potência e não como clichê. O que antes era cenário passou a ser discurso, e o que era estilo virou posicionamento. Resistir, aqui, não foi permanecer igual, foi evoluir sem perder essência. E então, finalmente, chegamos ao terceiro movimento: Retornar.

Em 2026, o Fashion Rio retorna sob a direção de Paulo Borges, desta vez, não como origem, mas como gesto de rearticulação. Sua entrada marca um novo capítulo, trazendo a experiência de quem consolidou o São Paulo Fashion Week como referência internacional, mas o desafio aqui é outro: não construir do zero, e sim reinterpretar um legado. Não se trata de repetir o passado, mas de traduzi-lo para o presente.

O novo momento aponta para uma moda mais consciente, mais conectada com território, diversidade e impacto. O Rio volta não só como cenário, mas como protagonista de uma narrativa que mistura cultura, arte, sustentabilidade e economia criativa.

Se antes o Fashion Rio era sobre imagem, agora é também sobre mensagem. Se antes era sobre tendência, agora é sobre identidade. Retornar não é nostalgia. É direção.

No fim, assim como no vestir, eventos também comunicam quem somos e para onde vamos. O Fashion Rio ressurge em um momento em que a moda brasileira busca coerência entre discurso e prática, entre estética e propósito, e talvez essa seja sua maior força agora.

A pergunta já não é se o Fashion Rio ainda tem relevância, a pergunta é: estamos prontos para enxergar o Rio e a moda brasileira sob essa nova luz?

Fashion Rio: Recomeçar. Resistir. Retornar.Gabriela Rosa - Consultora de Imagem e Estilo - Divulgação

 

Saúde Correio B+

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Psiquiatra infantil destaca que, para atender melhor às necessidades dos filhos, essas mães também precisam olhar para o próprio bem-estar

04/04/2026 16h30

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde

Especialista fala sobre os cuidados que mães atípicas precisam ter com a própria saúde Foto: Divulgação

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Felizmente, o conhecimento sobre o autismo e outras condições do neurodesenvolvimento está cada vez mais disseminado na sociedade. Hoje, especialmente quando se trata de crianças neurodivergentes, ambientes como as escolas se preparam melhor para atender suas necessidades e promover inclusão.

Apesar desses avanços, a realidade das chamadas mães atípicas, termo utilizado para definir mulheres que cuidam de filhos com condições como autismo ou outras neurodivergências, ainda é pouco discutida, especialmente no que diz respeito à sobrecarga física e emocional enfrentada no dia a dia.

Grande parte das discussões públicas costuma se concentrar nas estratégias de cuidado e inclusão das pessoas neurodivergentes. No entanto, quando o tema envolve quem acompanha esse processo desde a infância, muitas vezes falta espaço para refletir sobre os desafios enfrentados por essas mães.

Sobre a saúde da mãe atípica

De acordo com Luana Gomez, psiquiatra infantil do Hospital HSANP, muitas mães atípicas vivem em um estado constante de vigilância para atender às necessidades dos filhos, o que pode desencadear problemas como ansiedade, depressão e exaustão física e mental, especialmente quando não há uma rede de apoio estruturada.

“Uma mãe atípica precisa estar constantemente atenta às necessidades do filho, o que pode gerar um nível elevado de estresse. Em alguns casos, simples notificações no celular ou ligações acabam se tornando gatilhos para episódios de ansiedade, mesmo em momentos que deveriam ser de descanso, algo que já é escasso na rotina dessas mães”, explica.

A participação ativa da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança, especialmente no manejo de comportamentos desafiadores e no estímulo à autonomia, independência e funcionalidade. Esses aspectos são importantes para que, no futuro, a pessoa tenha mais facilidade de se integrar em diferentes ambientes, como o escolar e o profissional.

Ao mesmo tempo, é essencial que essas mulheres também busquem cuidado para si mesmas. Quando a rotina se torna totalmente centrada nas demandas do filho, o desgaste emocional pode afetar não apenas a saúde da mãe, mas também a qualidade do cuidado oferecido à criança.

Rede de apoio

“Ninguém prepara uma mulher para ter um filho neurodivergente. Por isso, quando uma mãe se sente cansada ou estressada, isso não significa que ela ama menos o filho, mas sim que muitas vezes não há espaço para o autocuidado e, em muitos casos, existe uma ausência completa de rede de apoio”, acrescenta a especialista.

Essa rede de apoio pode ser formada por familiares, amigos, outras mães atípicas e, principalmente, por profissionais de saúde que acompanhem tanto o desenvolvimento da criança quanto o bem-estar emocional da mãe.

“Para que a criança neurodivergente tenha a melhor qualidade de vida possível, especialmente nas fases mais importantes do desenvolvimento, é fundamental que a saúde emocional de quem cuida dela também esteja preservada. Esse cuidado não é sobre mudar quem essas mães são ou exigir que sejam ainda mais fortes, mas sobre ajudá-las a recuperar aspectos da própria vida que muitas vezes precisaram deixar de lado diante de uma rotina tão exigente”, finaliza Luana Gomez.

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