Correio B

POSSE

Grupo indígena de rap do MS toca em posse de Dilma

Grupo indígena de rap do MS toca em posse de Dilma

DOURADOS AGORA

01/01/2011 - 13h20
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Há um ano eles eram apenas adolescentes indígenas em busca de um sonho: cantar rap. Através de uma oficina ministrada pela Central Única das Favelas de Dourados (Cufa) na Aldeia Jaguapirú, surgiu o grupo Brô MC’s, o primeiro grupo de rap do Brasil que mistura em suas letras português e guarani. Em dezembro de 2009 eles lançaram o primeiro CD. Confeccionado de maneira artesanal e vendido durante a sua apresentação no Festival Conexão Hip Hop, uma festa dedicada à cultura em Dourados, não deu pra quem quis. De cara o público se identificou com o Brô MC’s, que é formado por Bruno, Kelvin, Charlie, Clemerson e DJ Danilo. Com letras que falam da realidade da aldeia, dos sonhos e de amor, o grupo mistura as duas línguas e faz um arranjo inédito que contagia quem ouve. Downloads das músicas na internet já passam de 10 mil. É o fenômeno do rap indígena para o País.

Em 2010 foram mais de 30 apresentações dentro e fora do estado, dentre elas, Show do Projeto Ava Marandu, juntamente com Milton Nascimento. Nos Arcos da Lapa, em setembro, no Encontro da Diversidade Cultural, na inauguração do SESC Belenzinho em São Paulo. Agora o grupo vai para a apresentação considerada a mais importante: tocar na posse da primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em 1º de janeiro, em Brasília. Para os rapazes, o show é como uma honra, momento histórico de um sonho, bem como a abertura para que o Brasil veja um pouco da cultura sul-mato-grossense e de seus indígenas.

Felpuda

Deputados com base eleitoral em Dourados, segundo maior colégio eleitoral...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (19)

19/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Benjamin Disraeli - escritor britânico

"Há pessoas silenciosas que são muito mais interessantes que os melhores oradores”.

 

FELPUDA

Deputados com base eleitoral em Dourados, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul, terão de apertar o passo para não ficarem para trás, com os olhos voltados para a reeleição. Os deputados estaduais interessados no “aqui me tens de regresso” são o veterano José Teixeira (ainda tucano, mas a caminho do PL), Lia Nogueira (PSDB), Gleice Jane (PT) e Renato Câmara (MDB). E quem está também com as botinas calçadas e correndo o trecho é a vereadora mais votada do município, Isa Jane Marcondes (Republicanos). Como se vê, na terra do agro há “colheita” até de pré-candidaturas.

DiálogoO anuário estatístico do turismo de Bonito – ano-Base 2025 mostra índices expressivos no município e na região da Serra da Bodoquena. Os dados, divulgados pelo observatório do turismo e eventos de Bonito (oteb), indicam que foram recebidos 293.712 visitantes no ano que passou, número que mantém o destino em patamar elevado de fluxo turístico, após a forte recuperação registrada no período pós-pandemia. Mostram também a alta procura pelos atrativos naturais: foram registradas 880.669 visitações, consolidando a localidade como um dos principais destinos de ecoturismo do País. Em 2025, o aeroporto regional da cidade contabilizou 36.388 desembarques, o maior volume da série histórica desde a retomada das operações regulares. O número representa cerca de 12,39% dos turistas que chegaram ao destino utilizando o modal aéreo. Na hotelaria, a taxa média de ocupação ficou em 53%, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior e demonstrando a consolidação do setor após o período de retomada do turismo.
DiálogoRosana Razuk e Dr. Claudio Razuk

 

DiálogoDra. Beatriz Graf

Tomou!

Sem choro nem vela! Assim uma pessoa foi condenada pelo Tribunal de Justiça de MS a indenizar mãe e filha por crime de racismo. O fato ocorreu em Corumbá, e as ofensas foram dirigidas em local público a uma criança de 10 anos. Entre as expressões utilizadas estavam termos depreciativos relacionados à cor da pele e ao cabelo da vítima. A ré até tentou diminuir o valor da indenização, mas não teve jeito.

Martelo

O ex-deputado federal Fábio Trad deverá se encontrar com Lula, em Brasília, nos próximos dias para, dizem, bater o martelo sobre sua pré-candidatura ao governo do Estado. Este será o seu primeiro encontro com o petista. Desde que não foi eleito, em 2022, para a Câmara dos Deputados, Fábio atua como nomeado na Embratur. No seu encontro com Lula, deverá ser discutido o cenário político em MS e futuras estratégias.

Pois é...

Está tramitando na Câmara projeto de lei federal que reconhece como de relevante interesse social e cultural as atividades realizadas por motoclubes, motogrupos, motocarclubes e outras entidades dedicadas ao motociclismo ou automobilismo como expressão cultural, de lazer e convívio social. A proposta é da deputada Cristiane Lopes e a justificativa é de que manifestações reconhecidas ganham prioridade ou facilidade no acesso a editais, recursos do Sistema Nacional de Cultura e leis de incentivo, como Rouanet e Aldir Blanc. Nada como viver num país sem problemas!...

Aniversariantes

Márcia Ivanov,
Dr. José Eduardo Cury,
Thaís de Castro Trindade Violin,
Fayez Feiz José Rizk,
Geovana Bigaton Sabadotto,
Fátima Caseiro,
José Henrique da Rocha Paim,
Osmar José Schossler,
Mauricio Kanashiro,
José Carlos de Lemos Ribeiro,
Wellington Klimpel do Nascimento,
José Edir Chaves de Siqueira,
Jacqueline Varela Lima,
Daniel Castro Gomes da Costa,
Regina Maria de Araujo Kadri,
José Henrique Gonçalves Trindade,
Cláudio Aparecido de Oliveira Silva,
Renato Artiolli Barnabe,
Bianca Wolek,
Maria José da Costa Kassar,
Wilson Borges de Sousa,
José Chadid,
Edilza Maria Cazerta Goulart,
Emilia Massako Higa Nakao,
Laerte Monteiro Morais,
Kassilene Carneiro Cardadeiro,
Neuza de Souza Romero,
Dr. Antônio Toshime Arashiro,
Maria de Lourdes Maciel,
Ataridson Santos Almeida,
Eduardo Gheno,
Vangler Sergio do Nascimento,
Néri Muncio Compagnone,
Marilane Maria Fenner,
Dr. Josiberto Martins de Lima,
José Roberto Gianini,
Renata Almeida Caminha,
Dr. José Schroder Campos,
Dr. Hélio Fernandes da Silva,
Renato Curado do Amaral,
Lina Maria Honda Flôres,
Leonardo Calixto,
Dr. José Zacarias de Barros,
Maria José Vital,
José Vianna Lyrio,
Abetisa Arakaki Komiyama,
Denise Puccinelli,
Aurea Lilia Spengler Vavas,
Silvio Rodrigues,
Dib Jorge Abussafi Figueiró,
Tailci Cristina de Rosa Silva,
Roberto Asato,
Maricy Godoy,
Renato Martinez da Silva,
Sandro Christhopher de Oliveira,
João Maria Ribeiro dos Santos,
Andréa Alves do Egito,
Laura Cardoso,
Maria José Antunes de Souza,
Fernando César Corrêa,
Dr. José Leão Ribeiro,
Cerise Rodrigues Pereira,
José Reinaldo Carneiro Tavares,
Pantalena Guido,
Razuk Jorge Neto,
Grasiella Alvarez Benetti de Lima,
José Humberto Duarte,
Josefa Gimenes Araujo,
José Luis Mattos Cunha,
Lana Meire Saad Peron,
Gisele Maria de Carvalho Bueno,
Márcio Pereira,
Dolores Benitez Nardini,
Margareth Caimar,
Walter Renato Gonçalves,
Ana Cristina Medeiros Santana Lopes,
Tânia Thijiride da Silva Ramires,
Adriana Lázaro,
José Ricardo de Assis Perina,
Mônica Vieira Leremen Zart,
Gilberto Apolinário,
Márcio Nogueira de Moraes,
Paulo Roberto Lima Fernandes,
José Caetano Pereira,
Rose Mary Monteiro,
José Bonifácio de Paula Serra,
Rafael Batista da Rocha,
José Garcia Maia,
Elizabeth Freitas Valim de Melo,
José Manfroi,
Nilcimar Gomes Sales,
Fábio Peró Corrêa Paes,
Ricardo Bittencourt,
Ademir Gastardelo,
Marcelo Puchalski Rezende,
Ricardo Flores de Carvalho,
José Leôncio Benites,
Alpheu Rodrigues de Alencar Neto,
Bruno Mazzo Ramos dos Santos,
José Carlos Del Grossi,
Cristiane Rodrigues,
Juliana Fernandes Neves,
Elaine Cristina Ribeiro da Silva,
Rodrigo Sêmpio Faria,
Fábio Davanso dos Santos,
Jaci Lucia de Abreu,
Pericles Soares Filho,
Zeliana Luzia Delarissa Sabala,
Gesse Cubel Gonçalves,
Maria Alice Nunes Vieira,
Ricardo Ribeiro Tavares. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

reconhecimento

Com apenas seis meses, gastrobar de Campo Grande disputa prêmio nacional de afroturismo

Finalista do prêmio promovido pelo Guia Negro, empreendimento sul-mato-grossense ganha visibilidade na WTM Latin America e concorre com grandes bares da gastronomia cultural do País

18/03/2026 13h39

Matheus Ishikawa

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O que era para ser apenas mais uma reunião estratégica de marketing terminou em surpresa, emoção e em um novo capítulo na trajetória do Tereza Gastrobar. Foi assim que as sócias do empreendimento descobriram que estavam entre os finalistas do 4º Prêmio do Afroturismo, promovido pelo Guia Negro, uma das principais referências na valorização da cultura negra no turismo brasileiro.

“Foi até engraçado. A gente tinha acabado de voltar de uma reunião em que discutimos justamente estratégias para ampliar a visibilidade do Tereza entre turistas que visitam a cidade. Quando chegamos, recebemos um link com a matéria da premiação e ali descobrimos que éramos finalistas. Foi uma surpresa muito feliz”, conta a fundadora Tábata Camila Pereira.

A cerimônia de premiação acontece no dia 14 de abril, durante a WTM Latin America, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo – considerado o maior evento do setor turístico da América Latina. Estar presente nesse espaço já representa, por si só, uma vitrine estratégica para negócios que buscam reconhecimento nacional e internacional.

Com apenas seis meses de funcionamento, o Tereza Bar e Restaurante concorre na categoria “Melhor Empreendimento de Afroempreendedor ligado ao Afroturismo”. Para as sócias, o reconhecimento precoce não é apenas motivo de comemoração, mas também de validação de um projeto que nasceu com propósito e identidade bem definidos.

“Essa indicação mostra o quanto estamos comprometidos com o nosso trabalho e reforça que estamos no caminho certo na construção de uma marca forte em Campo Grande”, afirma Tábata.

O feito se torna ainda mais expressivo quando observado o nível dos concorrentes. O gastrobar divide a categoria com estabelecimentos históricos da gastronomia afro-brasileira, como o Zanzibar, que acumula décadas de tradição em Salvador, e o Dida Bar e Restaurante, reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Rio de Janeiro.

“Somos um empreendimento muito jovem competindo com espaços consolidados, que já receberam visitantes de várias partes do Brasil e do mundo. Estar ao lado deles mostra que o trabalho que estamos construindo em Campo Grande já começa a ganhar relevância dentro do turismo e da gastronomia afro-brasileira”, avalia a empreendedora.

AFROTURISMO

Embora ainda seja um conceito em expansão no Brasil, o afroturismo vem ganhando cada vez mais espaço ao propor experiências que valorizam a história, a cultura e as vivências do povo negro. No caso do Tereza Gastrobar, essa conexão surgiu como parte natural da proposta do negócio.

“Desde o início pensamos em dialogar com o turismo de forma ampla. Trabalhamos com comida brasileira e com a valorização da regionalidade. Sabemos que Campo Grande tem um potencial turístico muito grande, principalmente por estar ligada ao ecoturismo. O afroturismo entra como um complemento importante nesse cenário”, explica Tábata.

Ela destaca que o conceito vai além da gastronomia. “É uma forma de conhecer lugares a partir da cultura negra. É sobre visitar espaços, provar comidas, ouvir músicas e entrar em contato com narrativas que fazem parte da nossa ancestralidade. Também tem muito a ver com pertencimento, com entender que nossa história e nossa estética também têm valor e merecem visibilidade”, pontua.

IDENTIDADE

O Tereza Gastrobar nasceu do desejo de criar algo original em um mercado em expansão. Campo Grande vive, nos últimos anos, um crescimento no setor de bares e restaurantes, e foi nesse contexto que surgiu a ideia de construir um espaço com identidade.

“A gente sentiu a necessidade de oferecer algo diferente, que descentralizasse a cena gastronômica e trouxesse uma experiência autêntica”, relembra Tábata.

Essa proposta se reflete em cada detalhe do empreendimento. A construção da marca foi pensada de forma estratégica e integrada: identidade visual, comunicação, ambientação, cardápio e até a curadoria musical seguem a mesma linha conceitual.

“O nosso primeiro passo foi criar uma marca forte, com uma identidade visual original e uma comunicação próxima do público. A partir disso, tudo foi sendo construído. Essa coerência gera identificação e faz com que as pessoas não apenas frequentem o espaço, mas também compartilhem a experiência”, explica.

No cardápio, o Tereza Bar e Restaurante aposta em uma cozinha que dialoga com a memória afetiva e com a diversidade cultural brasileira, sem abrir mão de técnicas contemporâneas. A proposta é valorizar tanto a culinária afro-brasileira quanto os sabores regionais de Mato Grosso do Sul.

Pratos como rabada, bolinho de cuscuz com carne seca, bolinho de costela e vaca atolada fazem parte do menu e evidenciam a forte presença da carne na cultura pantaneira. Já o mousse de guavira reforça o compromisso com ingredientes locais.

“Nossa identidade é essencialmente brasileira. Ela aparece na comida, na música, na estética do bar. Tudo foi pensado para criar uma experiência que valorize a nossa cultura”, afirma.

O nome do gastrobar também carrega um significado simbólico e histórico. A escolha é uma homenagem a Tereza de Benguela, importante figura da resistência negra no período colonial.

Mas a proposta vai além da referência histórica. “O Tereza não representa apenas uma pessoa. É uma homenagem a todas as mulheres brasileiras, às ‘Terezas’ que construíram e constroem a história do País com força, trabalho e resistência”, explica Tábata.
 

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