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Histórias de Paulo Simões e "Prata da Casa" são contadas em livros

Histórias de Paulo Simões e "Prata da Casa" são contadas em livros

JONES MÁRIO

01/11/2016 - 15h15
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A cidade de Três Lagoas — a 338 quilômetros de Campo Grande — recebe nesta terça-feira o lançamento do livro “Sonhos Guaranis - A Poesia de Paulo Simões”, organizado pelo jornalista Danilo Japa Nuha e publicado pela Editora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Acompanhado da estreia, o músico que inspirou a obra subirá ao palco para uma apresentação no Anfiteatro da Unidade II do campus da universidade. As atividades começam às 20h.

Carioca de nascença, Simões escolheu Mato Grosso do Sul para viver e, hoje, é um dos maiores compositores regionais. Assina canções que se tornaram hinos ao Estado, como “Comitiva Esperança” e “Sonhos Guaranis”, em parceria com Almir Sater, e “Trem do Pantanal”, feita em conjunto com Geraldo Roca (morto em 2015). Tem quatro álbuns lançados, uma coletânea e um DVD.

O livro foi produzido em poucos meses, entre abril e agosto deste ano, mas a ideia amadurecia há um bom tempo na cabeça do organizador. “Eu entrevistei o Paulo em 2001, para um trabalho de conclusão de curso da faculdade, que sequer era sobre música, mas sim, sobre ditadura militar. Desde então venho pensando em reunir a obra dele em um livro e, depois de reencontrá-lo, encaminhamos o projeto”, narra Danilo Nuha.

As páginas de “Sonhos Guaranis” contêm todas as letras que Paulo Simões escreveu, informações e curiosidades sobre o processo de criação de algumas canções,  depoimentos de amigos e parceiros do compositor, além de imagens da carreira do músico. “Ele não só topou fazer o livro como também abriu todo seu acervo para eu trabalhar em cima”, continua o jornalista.

Preocupado em não individualizar suas composições, muitas delas feitas em conjunto com outros artistas, Simões titubeou com o termo “poesia” logo na capa do livro, conforme lembra Nahu. “A maior preocupação dele foi em deixar claro que seus parceiros participam ativamente das músicas, que é um trabalho compartilhado. Por isso ele não quis o ‘poeta’, mas acabou aceitando”.

Simões brinca com a situação. “Não sei se quem compõe pode ser chamado de poeta, mas é um termo que está em evidência depois do Dylan”, expõe, citando o cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, que ganhou o Nobel de Literatura este ano por “criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana”, segundo justificou a Academia Sueca, responsável pela honraria.

O compositor ainda teimou em cortar dez músicas da lista de composições que entraram no livro, mas Nuha novamente manobrou e convenceu Paulo Simões. “Conversei com ele para a gente não cortar nenhuma, porque só assim a obra ficaria completa”, recorda.

Publicado pela UFMS, o livro terá um caráter educacional e será distribuído em escolas públicas e bibliotecas, mas poderá ser adquirido pelo site da editora universitária (www.editora.ufms.br) ou na loja física, localizada no Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), no campus de Campo Grande.

SHOW

A apresentação que acompanha o lançamento do livro será repleta das músicas mais significativas de Paulo Simões. “‘Trem do Pantanal’, ‘Comitiva Esperança’ e ‘Sonhos Guaranis’ são as que não posso deixar de tocar”, revela o compositor, que subirá ao palco acompanhado de Ju Souc (bateria e voz), Guga Borba (baixo e voz), Leandro Perez (guitarra), Romário Amorim (viola e banjo) e Alex “Fralda” (teclado e sanfona). A produção do show é de Karla Viegas.

A cidade que sedia o evento tem espaço reservado na memória afetiva de Simões, que viajava de trem do Rio de Janeiro até Mato Grosso do Sul na infância. Três Lagoas era uma das paradas. “Era um dos lugares mais simpáticos, à beira do Rio Paraná”. 

Quem for ao Anfiteatro em Três Lagoas ainda vai presenciar Paulo Simões interpretando pela primeira vez a música “D de Destino”, composição sua com Almir Sater e Renato Teixeira, e que concorre como melhor canção em língua portuguesa a 17ª edição do Grammy Latino. “Nunca cantei essa música em público, mas o momento é propício”.

cinema

No Bonito CineSur, Paulo Betti defende regulamentação de streamings

Ator participou do encerramento do festival na noite de sábado (1º)

02/08/2026 19h00

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

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Ao participar da cerimônia de encerramento do festival de cinema Bonito CineSur, ocorrida na noite de sábado (1º) na cidade de Bonito (MS), o ator Paulo Betti defendeu a necessidade de se regulamentar as plataformas de streaming no país.

“Eu acho que nós tínhamos que cuidar dos nossos direitos autorais para que, quando alguma coisa nossa passar, nós recebamos algo. É preciso haver uma remuneração”, disse o ator, em entrevista a jornalistas.

Para ele, os streamings devem contribuir para a produção das obras audiovisuais nacionais.

“O streaming não pode entrar aqui e não pagar nada, não ter nenhum imposto, não ter nenhuma retribuição para a nossa indústria. É preciso proteger o nosso cinema, o nosso audiovisual”, defendeu.

Segundo Paulo Betti, essa proteção a bens culturais brasileiros não deve ser um privilégio do audiovisual. “Tem que haver um incentivo e tem que haver leis que protejam o cinema, a arte, a cultura, o museu e nossos bens culturais”, disse.

Atualmente, um projeto de lei que prevê a regulamentação das plataformas de streaming está em discussão no Congresso Nacional. O texto estabelece, por exemplo, pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) pelas empresas de streaming no Brasil e também estabelece cotas para conteúdo brasileiro nos serviços de vídeo sob demanda. Além disso, prevê o estímulo à oferta de produções independentes.

CineSur

Na noite de ontem, o festival Bonito CineSur premiou o filme paraguaio ¿Quién Mató a Narciso? como o melhor longa sul-americano na opinião do júri oficial. O filme é baseado no livro Narciso, inspirado no assassinato do jovem Bernardo Aranda, em 1959, um locutor de rádio homossexual que amava o rock and roll e que foi queimado enquanto dormia.

O crime jamais foi solucionado, mas, para a Comissão da Verdade e Justiça paraguaia, o assassinato pode ter sido tramado pelo governo militar.

   

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Daniel Salve divide rotina entre Paulo Gustavo, Percy Jackson e os próximos passos de "Nautopia"

Artista vive fase intensa no teatro musical após workshop internacional em Londres e concilia criação de músicas inéditas com direção artística de adaptação pop.

02/08/2026 16h00

Daniel Salve divide rotina entre Paulo Gustavo, Percy Jackson e os próximos passos de

Daniel Salve divide rotina entre Paulo Gustavo, Percy Jackson e os próximos passos de "Nautopia" Foto: Divulgação

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Londres em julho. São Paulo em agosto e outubro. Nos últimos meses, Daniel Salve atravessou uma intensa jornada criativa em três produções bastante diferentes entre si — e também em funções igualmente distintas dentro do teatro musical.

Após realizar o workshop internacional de "Nautopia", em Londres, o artista se dedica agora à reta final de "Meu Filho é um Musical", inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, e à direção artística da adaptação brasileira de "Percy Jackson".

Em "Nautopia", projeto autoral desenvolvido de forma independente ao longo dos últimos anos, Daniel acaba de concluir o workshop internacional realizado em Londres, etapa importante no desenvolvimento da obra antes de sua futura montagem.

Segundo ele, o processo exige uma dinâmica bastante diferente da de um espetáculo tradicional, especialmente pela necessidade constante de revisão e amadurecimento.

"Criar um musical original exige tempo, maturação, revisões, leituras, workshops, tentativas, erros, reescritas… exige que a obra possa respirar antes de chegar ao palco. No Brasil, muitas vezes, a gente ainda trabalha na lógica do 'precisa estrear'.E aí o espetáculo acaba sendo desenvolvido já sob pressão de produção, de cronograma, de captação", explica.

Já em "Meu Filho é um Musical", primeira produção brasileira original da Touché Entretenimento, produtora comandada por Renata Borges, Daniel assina as letras e as músicas originais do espetáculo, que estreia no Teatro Renault, em São Paulo, no dia 20 de agosto, após temporada no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro.

Segundo o artista, um dos aspectos mais marcantes do processo tem sido justamente o contato com pessoas próximas ao humorista, como Déa Lúcia, Ju Amaral, Fil Braz e João Fonseca, o que contribuiu diretamente para a construção emocional da obra.

"O espetáculo procura olhar para o ser humano por trás da figura pública. Para o artista antes do fenômeno. Um cara cheio de humor, obviamente, mas também cheio de medo, de ansiedade, de desejo de pertencimento e de vontade de encontrar o próprio espaço", afirma.

Ao mesmo tempo, o artista também se dedica à direção artística de "Percy Jackson", adaptação da franquia literária que estreia em 10 de outubro no Teatro Liberdade, em São Paulo.

Cercado por uma comunidade de fãs extremamente ativa, o projeto trouxe para Daniel um desafio específico: construir uma experiência teatral capaz de dialogar com o imaginário já consolidado do público sem transformar o palco em mera reprodução do material original.

"Muitas vezes, por medo de decepcionar os fãs, as adaptações acabam ficando excessivamente literais. Mas acho que o público também percebe quando existe imaginação verdadeira na construção. O teatro não pode ser apenas uma reprodução ilustrativa daquilo que o público já conhece. O palco precisa trazer invenção, surpresa, linguagem, ponto de vista", observa.

Mesmo atuando simultaneamente em projetos tão diferentes, Daniel acredita que o maior desafio continua sendo evitar repetições criativas. Para ele, o amadurecimento artístico torna o processo cada vez mais exigente.

"Quanto mais a gente escreve ou compõe, mais difícil fica. A parte técnica pode até ficar mais orgânica, mas o ato de criação sempre pressupõe um desafio. E que bom que é assim", conclui.

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