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SAÚDE

Mais da metade dos brasileiros têm dificuldade para dormir; veja como melhorar o sono

Estudos da Fiocruz apontam que mais de 70% dos brasileiros têm dificuldade para dormir; saiba como melhorar a sua rotina de sono

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Dormir já deixou de ser apenas uma função biológica. Hoje, tornou-se um termômetro da saúde física e mental e um reflexo direto do estilo de vida moderno, que exige produtividade e atenção quase 24 horas por dia.

Pesquisas nacionais e internacionais revelam que os distúrbios do sono estão se tornando um dos maiores desafios de saúde pública. A insônia, o sono fragmentado, a dificuldade de manter uma rotina de horários e o uso excessivo de telas à noite vêm se somando ao estresse cotidiano e transformando o ato de dormir em algo cada vez mais complexo – e precioso.

De acordo com o levantamento “Mapa do Sono dos Brasileiros”, realizado pela Takeda em parceria com o Ibope, 65% da população considera ter baixa qualidade de sono. Entre essas pessoas, 34% afirmam sofrer de insônia, embora apenas 21% tenham diagnóstico médico formal. As mulheres são as mais afetadas: 71% dizem dormir mal, contra 57% entre os homens. 

Outro estudo, publicado na revista Sleep Epidemiology, apontou que 66% dos brasileiros apresentam má qualidade de sono, e novamente as mulheres lideram as estatísticas, dormindo em média 10% pior do que os homens. 

Dados da Fiocruz reforçam o alerta: 72% da população relata algum tipo de alteração no sono, seja dificuldade para pegar no sono, despertares frequentes ou sensação de cansaço ao acordar.

IMPACTO

O problema não é apenas uma questão de desconforto. O impacto do sono insuficiente é amplo e atinge saúde física, desempenho cognitivo e bem-estar emocional. 

O Instituto do Sono observou que, durante a pandemia de Covid-19, entre 60% e 70% das pessoas passaram a acordar com mais frequência durante a noite e tiveram maior dificuldade para adormecer.

Uma pesquisa de caso-controle feita com 6.360 pessoas entre novembro de 2020 e abril de 2021 identificou fatores fortemente associados à insônia, como dormir menos de seis horas por noite, viver em grandes metrópoles, idade mais avançada e sensação frequente de tristeza.

CAUSAS

Entre os principais vilões do sono, o uso de telas antes de dormir merece destaque. Um estudo realizado na Noruega com mais de 45 mil jovens adultos concluiu que cada hora adicional de uso de celular, tablet ou computador na cama está associada a um aumento de 59% no risco de insônia e a uma redução média de 24 minutos no tempo de sono. 

Apesar de se falar muito sobre os efeitos da luz azul, uma revisão que analisou 73 estudos envolvendo mais de 113 mil participantes concluiu que seu impacto direto na produção de melatonina e nos padrões de sono é pequeno – menos de três minutos de atraso para adormecer, em média. O problema parece estar menos na luz em si e mais na estimulação cognitiva: redes sociais, jogos e vídeos mantêm o cérebro em estado de alerta, dificultando o relaxamento.

O estilo de vida acelerado também pesa. Jornadas de trabalho ou estudo extensas, consumo excessivo de café e energéticos e compromissos noturnos que atrasam o horário de deitar fragmentam o descanso. 

Além disso, o estresse e os transtornos de ansiedade são fatores decisivos. Pesquisas recentes mostram que a insônia não é apenas consequência de depressão ou ansiedade, mas muitas vezes um componente central desses quadros. Durante a pandemia, sentimentos de medo, isolamento e insegurança se correlacionaram diretamente com a piora dos hábitos de sono.

O QUE FAZER?

Diante desse cenário, um movimento cultural começou a se consolidar: a valorização do descanso. Termos como “insônia”, “como dormir bem” e “como dormir com ansiedade” bateram recordes de busca no Google nos últimos dois anos. 

Paralelamente, cresce o mercado de aplicativos de meditação, podcasts de sons relaxantes, colchões tecnológicos e dispositivos que monitoram o sono. Empresas começam a discutir pausas no expediente, clínicas do sono se popularizam e campanhas de conscientização da Sociedade Brasileira do Sono tentam informar que insônia é uma doença e precisa de tratamento.

No dia a dia, muitas pessoas estão criando seus rituais para dormir melhor. Meditação, journaling, leitura leve, aromaterapia e banhos relaxantes antes de se deitar são alternativas comuns. Também se fala mais em ajustar a iluminação do quarto, reduzir ruídos, manter temperatura adequada e evitar estimulantes como café e nicotina à noite. Pequenas mudanças que podem ter impacto significativo na qualidade do descanso.

A importância de dormir bem vai além da sensação de estar descansado. Estudos mostram que o sono adequado fortalece o sistema imunológico, previne doenças cardiovasculares, ajuda a regular o metabolismo e reduz o risco de obesidade e diabetes. 

No campo mental, melhora o humor, aumenta a capacidade de concentração e favorece a memória e o aprendizado.

Por outro lado, a privação crônica do sono aumenta a irritabilidade, reduz a produtividade e pode comprometer as relações pessoais.

Mas há desafios culturais importantes. Em muitas sociedades, inclusive no Brasil, o descanso ainda é visto como preguiça ou falta de disposição, e não como investimento em saúde. A urbanização, o trânsito, a poluição sonora e a iluminação artificial das cidades tornam mais difícil criar ambientes propícios ao sono.

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Pet Correio B+

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Veterinário alerta sobre alimentos típicos da data que podem intoxicar os pets

04/04/2026 15h00

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos

Páscoa: chocolate está entre os principais riscos à saúde de cães e gatos Foto: Divulgação

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Com a chegada da Páscoa, cresce também a preocupação com a alimentação dos animais de estimação. Tradicional na celebração, o chocolate, presente no formato de ovos, bombons, barras e em sobremesas, está entre os alimentos que nunca devem ser oferecidos a cães e gatos, por representar sérios riscos à sua saúde.

Apesar de muitas pessoas associarem o perigo ao açúcar, o principal vilão é a teobromina, uma substância encontrada no cacau. Segundo Gustavo Quirino, médico-veterinário que atua na capacitação técnica da Adimax, fabricante de alimentos para cães e gatos, o organismo dos pets não é capaz de metabolizá-la de forma eficiente.

“A teobromina tem efeito estimulante, semelhante ao da cafeína, mas cães e gatos são muito mais sensíveis a ela. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem causar alterações importantes no organismo”, explica.

Quirino destaca ainda que chocolates com maior teor de cacau, considerados mais saudáveis para os seres humanos, são justamente os mais perigosos para os animais. “Quanto mais cacau, maior a concentração de teobromina e, consequentemente, maior o risco de intoxicação”, completa.

Os sinais clínicos variam de acordo com a quantidade ingerida. Em casos leves, podem ocorrer vômito e diarreia. Já em situações mais graves, o animal pode apresentar alterações cardíacas, convulsões e até risco de morte.

Para quem deseja incluir o pet nas comemorações, a recomendação é optar por produtos desenvolvidos especialmente para eles.

O mercado pet oferece uma variedade de opções seguras, como biscoitos, bifinhos e alimentos úmidos, além de petiscos funcionais, que associam sabor a benefícios para a saúde. Há ainda itens temáticos, inspirados no formato de ovos de Páscoa, mas elaborados sem chocolate e adequados ao consumo animal.

Ainda assim, a moderação é essencial. “Mesmo os petiscos apropriados devem ser oferecidos conforme a recomendação do fabricante, respeitando a quantidade diária indicada”, orienta Quirino.

Além do chocolate, outros alimentos comuns em celebrações familiares nesta época também exigem atenção.

“Carnes gordurosas, bacalhau, castanhas, uvas frescas e passas, sementes de frutas, podem causar diferentes problemas de saúde nos pets. Ossos também representam risco, podendo provocar engasgos ou até perfurações no trato digestivo. Já ingredientes como cebola e alho, presentes em grande parte das receitas, podem provocar a destruição das células vermelhas do sangue, podendo causar quadros de anemia”, alerta o veterinário.

Caso o animal ingira algum alimento inadequado ou apresente sinais de mal-estar, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente.

Cinema Correio B+

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

Como uma assistente da Vogue transformou bastidores em fenômeno cultural e por que Miranda Priestly continua sendo uma das figuras mais complexas do cinema contemporâneo.

04/04/2026 13h30

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação Foto: Divulgação

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Quando Lauren Weisberger publicou O Diabo Veste Prada em 2003, o que parecia ser apenas mais um romance ambientado no universo da moda rapidamente revelou outra ambição. O livro nascia de uma experiência muito específica, mas tocava em algo mais amplo: a dinâmica de poder em ambientes onde prestígio e exaustão caminham juntos.

Weisberger havia trabalhado como assistente de Anna Wintour na Vogue, um dos cargos mais desejados e, ao mesmo tempo, mais temidos dentro da indústria editorial. Ao transformar essa vivência em ficção, ela encontrou o tom que equilibra fascínio e desgaste.

A protagonista Andrea Sachs não entra apenas em uma revista de moda. Ela entra em uma estrutura que exige devoção absoluta e oferece, em troca, uma promessa de acesso.

O sucesso do livro não se explica apenas pelo glamour. Ele veio da sensação de reconhecimento. Mesmo para leitores fora da moda, havia ali um retrato familiar de ambientes hierárquicos, de chefes inalcançáveis e de jovens profissionais tentando provar valor em condições quase impossíveis. O sucesso foi tanto que a continuação chega aos cinemas ainda nesse mês de abril.

Miranda Priestly e a construção de um mito reconhecível

Desde o início, a associação entre Miranda Priestly e Anna Wintour foi inevitável. Weisberger sempre sustentou que a personagem era uma composição, o que é tecnicamente verdadeiro. Ainda assim, os códigos estavam todos ali, organizados de forma precisa demais para serem ignorados.

O corte de cabelo, os óculos escuros, o silêncio como instrumento de poder, a maneira como uma frase curta pode redefinir o clima de uma sala inteira. Miranda não precisava levantar a voz porque o sistema já estava estruturado ao seu redor para amplificar cada gesto.

A reação de Wintour, por sua vez, foi tão estratégica quanto a personagem que inspirou o debate. Ao comparecer à première do filme vestindo Prada, ela deslocou a narrativa. Em vez de se defender, apropriou-se do momento. Aquilo que poderia ser lido como exposição transformou-se em reafirmação de controle.

O desconforto que o livro provocou

O impacto do romance dentro da indústria foi imediato, embora raramente declarado de forma direta. O problema não era a revelação de um segredo específico, mas a visibilidade de práticas que sempre existiram e eram tratadas como parte do jogo.

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Assistentes submetidas a jornadas exaustivas, demandas absurdas tratadas como testes de lealdade, uma cultura que confunde resiliência com resistência ao desgaste. Weisberger não inventou esse cenário, mas o organizou de forma acessível, o que acabou sendo mais perturbador do que qualquer denúncia frontal.

Houve críticas à autora, acusada por alguns de transformar sua experiência em oportunismo. Ao mesmo tempo, o silêncio institucional sobre os detalhes mais incômodos funcionou como uma confirmação indireta de que o retrato não estava tão distante da realidade quanto muitos gostariam.

O caminho até o cinema e a mudança de tom

A adaptação cinematográfica de 2006, dirigida por David Frankel, entendeu algo essencial que nem sempre está presente em adaptações: não bastava reproduzir a história, era necessário reinterpretá-la.

O filme suaviza Andrea, amplia o universo da revista e, sobretudo, redesenha Miranda. No livro, ela é mais próxima de uma força opressiva constante. No cinema, ela ganha camadas que tornam sua presença mais complexa e, por isso mesmo, mais inquietante.

Essa transformação passa diretamente por Meryl Streep. Sua interpretação evita o caminho mais óbvio da caricatura e constrói uma personagem baseada em contenção. O poder de Miranda está no que não é dito, no intervalo entre uma ordem e outra, na consciência de que todos ao redor já antecipam suas expectativas.

O famoso discurso sobre o cerúleo sintetiza essa abordagem. Ele desloca a discussão da superfície para a estrutura, explicando como decisões aparentemente banais são resultado de uma cadeia complexa de influência. Ao fazer isso, o filme legitima aquele universo ao mesmo tempo em que o expõe.

Ao lado de Streep, Anne Hathaway conduz a trajetória de Andrea com um equilíbrio entre ingenuidade e ambição, enquanto Emily Blunt oferece uma leitura afiada do custo emocional de se adaptar completamente ao sistema.

O Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuaçãoO Diabo Veste Prada: a história real por trás do livro, do filme e da continuação - Divulgação

Resultados e impacto cultural

O filme ultrapassou a marca de 300 milhões de dólares em bilheteria mundial e consolidou-se como um dos títulos mais influentes de sua geração dentro do gênero. Mais do que isso, redefiniu a maneira como histórias ambientadas em ambientes corporativos femininos poderiam ser contadas.

Ele não se limita a criticar ou a celebrar. Ele opera em uma zona ambígua que permite leituras diferentes conforme o tempo passa. Para alguns, Miranda é uma vilã. Para outros, uma líder moldada por um sistema que cobra resultados com a mesma intensidade com que pune fragilidade.

Essa ambiguidade é o que mantém o filme em circulação constante no debate cultural, especialmente em um momento em que discussões sobre liderança, cultura de trabalho e equilíbrio pessoal ganham novas camadas.

A continuação literária e a possibilidade de retorno no cinema

Em 2013, Weisberger retornou a esse universo com Revenge Wears Prada. Andrea já não é a jovem insegura do início. Ela construiu sua própria trajetória profissional, mas descobre que o passado não se dissolve com facilidade, especialmente quando Miranda Priestly decide reaparecer.

A continuação desloca o conflito. Se antes a questão era sobreviver, agora se trata de estabelecer limites. Andrea já conhece as regras do jogo, mas isso não significa que esteja imune ao seu impacto.

A autora ainda expandiu esse mundo com When Life Gives You Lululemons, centrado na personagem Emily, o que reforça a ideia de que aquele universo funciona como um ecossistema mais amplo, onde diferentes trajetórias revelam diferentes formas de lidar com o mesmo tipo de pressão.

No cinema, a ideia de uma sequência do filme original nunca desapareceu completamente. Ela ressurge em ciclos, acompanhando o interesse da indústria em revisitar histórias consolidadas. O desafio, nesse caso, não é apenas reunir elenco e equipe, mas encontrar uma abordagem que dialogue com um mundo transformado.

A figura de Miranda Priestly, construída em um contexto de autoridade incontestável, precisaria ser reposicionada em uma realidade marcada por redes sociais, exposição constante e questionamentos mais diretos sobre estruturas de poder. O que antes era aceito como exigência pode hoje ser interpretado como abuso. Essa tensão oferece material dramático evidente, mas exige uma leitura mais sofisticada.

Entre ficção e realidade, o que realmente ficou

O que torna O Diabo Veste Prada um caso tão duradouro não é a precisão factual, mas a capacidade de traduzir uma experiência coletiva em narrativa. Ele não documenta a Vogue nem pretende fazê-lo. Ele reorganiza percepções sobre trabalho, ambição e pertencimento.

Ao fazer isso, transforma uma história pessoal em algo reconhecível em diferentes contextos. E talvez seja justamente essa capacidade de deslocamento que explica por que, duas décadas depois, ainda se discute não apenas quem inspirou Miranda Priestly, mas o que ela representa.

Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt retornam para a sequência do clássico dos anos 2000

Quase 20 anos depois de sua estreia, a sequência  O Diabo Veste Prada 2  chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril. A continuação acompanha o retorno de  à revista Runway, ainda sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly, mas passando por um momento delicado. A estratégia de “salvar” a Runaway as força a se reconectar com Emily Charlton, a ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa. Será que ela já perdoou Andy e Miranda?

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