Correio B

CORREIO B+

Marianna Alexandre: "Interpretar Celly Campello foi um grande desafio e uma grande responsabilidade"

Essa menina prodígio, é Capa do Correio B+ desta semana

Continue lendo...

Marianna Alexandre tem apenas 21 anos de idade. No mês de junho estreou o filme “Um Broto Legal”, onde protagoniza a vida do fenômeno Celly Campello. Sucesso no TikTok, Marianna também teve sua estreia na TV recentemente, ela fez parte do elenco da novela "Gênesis" na Record TV.

Foi tocando o hit “Estúpido Cupido” ao piano e cantando com sua voz afinada que a atriz, cantora e dubladora carioca conquistou o protagonismo de “Um Broto Legal”, cinebiografia musical dirigida por Luiz Alberto Pereira, responsável também pelo roteiro junto de Dimas de Oliveira Jr., que conta a história da cantora Celly Campello (1942 - 2003), considerada a primeira popstar do rock nacional. Tony Campello, irmão mais velho de Celly, precisou conter a ansiedade até que o longa pudesse chegar às telas devido a pandemia.

Marianna, que apesar da pouca idade já era familiarizada com o repertório da cantora por influência dos pais, chegou a compor uma música especialmente para o filme – executada brevemente em uma cena – e não hesitou à proposta de aderir ao corte de cabelo pixie, característico do período, para uma maior conexão cênica. 

A atriz, acostumada a viver personagens de época em outros trabalhos, como na novela “Gênesis” e nos musicais “Se Meu Apartamento Falasse” e a segunda montagem de “A Noviça Rebelde”, abraçou prontamente os novos desafios.

Foi ainda criança, aos sete anos, que Marianna descobriu a música, em todas as suas formas. 

A carioca, que na época morava em Brasília, fez musicalização, participou de coral e aprendeu teclado, o que foi um curto passo para o contato com o piano erudito, que estudou por quatro anos na Escola de Música de Brasília (EMB), onde se formou no curso básico e onde também teve o primeiro contato com o lado atriz, ao ser selecionada para seu primeiro teste profissional e que lhe rendeu uma participação no filme ‘O Outro Lado do Paraíso’, de André Ristum, lançado em 2016 - uma porta de entrada para novas oportunidades na TV, no cinema, na dublagem, e também nos palcos.

Marianna se dedica ainda à carreira na música, iniciada durante a pandemia, com o lançamento do primeiro single autoral e clipe “Cor de Mel”, seguido do seu mais novo trabalho, “Timbre Imperfeito”, lançado no último dia 29, e disponível em todas as plataformas digitais.  

Essa menina prodígio, é Capa do Correio B+ desta semana. Ela conversou com exclusividade com o Caderno sobre escolhas, como foi fazer Celly, sua estreia na TV e teatro musical.

 

CE - Você estreou na TV em Genesis. Como tudo aconteceu?

MA - ‘Gênesis’ foi uma novela muito legal e essa oportunidade se deu através de um teste. 

A minha agente me chamou para um teste, que seria para uma das primeiras fases da novela, mas acabou não acontecendo, e depois de um tempo, mais para frente, já na fase de José do Egito, eles me chamaram para fazer. 

Posso dizer que foi a realização de um sonho, pois eu já tinha feito alguns cursos de televisão e já alimentava essa vontade de fazer TV. 

Se tornou uma experiência incrível e eu só tenho a agradecer.

CE - Sua personagem tinha algum ponto de semelhança com você?

MA - A minha personagem foi fictícia, ela fazia parte da novela bíblica, porém foi criada a partir da imaginação da autora, ela que criou o nosso núcleo e escreveu a nossa parte, mas de qualquer forma foi uma grande responsabilidade fazer parte dessa novela, sobre uma das histórias mais contadas, encenadas, no mundo. 

A minha personagem era hicsa (estrangeira) e morava no Egito porque o irmão tinha sido coroado Faraó, então claro que tudo é bem longe da minha realidade, mas acho que, ainda assim, posso achar semelhanças (risos) entre a Marianna atriz e a Marianna que estava interpretando a Amarilis. 

A maior creio que era o amor que ela tinha pelo irmão, eu tenho uma irmã mais nova, então compartilho dessa relação familiar especial e consegui trazer bastante disso na minha personagem. 

Também acho que compartilhamos de algumas outras características, como o fato dela ser bastante curiosa e doce, como eu.

CE - Como foi fazer uma novela bíblica?

MA - Fazer uma novela bíblica foi uma experiência muito legal, até porque, como eu falei anteriormente, acho que ‘Gênesis’ é uma das histórias mais contadas no mundo, todo mundo conhece, e poder fazer parte disso foi muito interessante para mim como atriz, porque eu consegui colocar em prática a experiência de atuar para a televisão, que eu nunca tinha feito e tinha muita vontade. 

É um universo muito diferente do teatro, onde tudo é encenado, temos que projetar a voz, falar mais alto, afinal, a gente brinca que até a senhorinha da última fileira tem que ouvir o que a gente está falando (risos). Na televisão não, a câmera está muito perto, o microfone está do lado da sua boca, então é um outro lugar. 

E foi muito legal fazer parte disso em uma novela bíblica porque ela me permitiu ter diversas ‘primeiras experiências’; a minha personagem foi um grande presente, tive que contracenar com animais, sendo que eu morro de medo de cachorro, gato, e tive que encerrar com um gatinho no meu colo uma cena inteira, então foi muito legal e desafiador, até também a parte que eu fui mumificada, pois minha personagem morria e passava pelo processo de mumificação. 

Eu passei por todas as etapas, fiz tudo até ser enfaixada – experiências que vão ficar guardadas para sempre na minha memória.

CE - O teatro musical te levou até outras mídias?  

MA - Na verdade, ele veio mais tarde. Meu primeiro trabalho foi no cinema, com o filme “O Outro Lado do Paraíso”. 

Eu estudava música, fiz musicalização infantil, coral e piano, - sou formada em piano erudito -, e aí eu fiz um teste para participar desse filme e acabei passando, então foi o primeiro trabalho da vida, e só depois veio o teatro, que eu comecei a estudar de forma mais dedicada. 

Até então eu não estudava nada de teatro, de atuação, e depois que eu gravei o filme, eu entendi que queria fazer isso para minha vida, então tinha que estudar. 

Aí eu comecei a fazer vários cursos, me mudei para o Rio de Janeiro - porque na época que rodei o filme eu morava em Brasília - e aqui no Rio tem muito mais oportunidades, muito mais opções de cursos, e foi aí que eu quis juntar todas as artes; já cantava, dançava - também fazia jazz, balé, - e então vi que o teatro musical era um lugar perfeito para isso. 

Desde então fiz musicais, teatros de prosa, dois anos de tablado, estudei na CAL, no CEFTEM, fiz um curso em Nova Iorque durante um mês. Estou sempre estudando e conciliando os cursos com meus trabalhos.

CE - E o convite para estrear no cinema?

MA - Quem me dera que fosse um convite (risos), mas não, eu fiz um teste. 

Eles estavam procurando atores e atrizes para interpretar os personagens e eu fiz o teste, como todas as outras meninas fizeram, e acabei graças a Deus, tendo a sorte de passar. 

Primeiro foi um teste online, onde tive que mandar o meu material e gravar um vídeo cantando e tocando uma música da Celly Campello, e depois fui chamada para um segundo teste, já presencial em São Paulo; nesse eu tive que interpretar uma cena, e na sala de ensaio tinha um piano, então toquei e cantei ao vivo. 

O Luiz Alberto, nosso diretor, sempre fala que esse foi o diferencial, que ele já tinha certeza de que seria eu desde aquele momento, mas eu não fazia ideia (risos). 

E depois eles me chamaram mais uma vez, falando que seria para um outro teste, só que na verdade era para falar que tínhamos passado, eu e os outros dois atores principais. 

A partir daí eu estudei muito, me dediquei, porque interpretar Celly foi um grande desafio e uma grande responsabilidade.

CE - Você escutava a Celly Campello?

MA - Sim, desde pequena meus pais colocavam as músicas dela pra toca, me lembro bem de dançar e cantar os hits ‘Estúpido Cupido’ e ‘Banho de Lua’, então, apesar de ser jovem, posso dizer que a música da Celly sempre esteve presente na minha vida, ainda mais hoje em dia (risos). 

Ela ainda é tocada em várias festinhas e recentemente teve até uma trend no TikTok com as músicas dela, então costumo dizer que Celly é imortal, ela vai ficar transcendendo as gerações por muito tempo.

CE - Como foi a sua preparação?

MA - Para mim a preparação começou desde o teste, no primeiro vídeo. 

Eu já queria muito fazer, então eu estudei, escutei bastante como ela cantava e tentei fazer o mais próximo possível, e depois que eu soube que ia interpretar mesmo, aí mergulhei fundo no material dela, só que não tem muito da época, da fase, não encontrei vídeos, o que me ajudou muito foram os relatos das pessoas que conviveram com ela e o próprio Tony Campello, que foi um dia na nossa preparação e contou como era a irmã dele, como era a relação dos dois, isso ajudou bastante; os vídeos que eu consegui ver eram mais dela já mais velha, de entrevistas, e um vídeo dela em preto e branco, tipo um videoclipe, mas foi um trabalho bem minucioso porque eu queria que as pessoas fossem no cinema, assistissem o filme e não pensassem que era uma atriz interpretando, que conseguissem assistir e realmente enxergar a Celly Campello; para isso eu tive que cortar meu cabelo, que estava grandão - inclusive tem um vídeo no meu Instagram da transformação -, topei adotar o corte da época, pixie, bem curtinho.

O sotaque também foi um cuidado especial, porque eu sou carioca e ela é de Taubaté, interior de São Paulo, então tive que trabalhar bastante isso para que ficasse verdadeiro, e como tenho certa facilidade com sotaques, porque eu já morei em vários lugares do Brasil e também por ser dubladora, eu já tenho esse trabalho de voz há um tempo.

 

CE - Gosta de saber mais sobre essa época?

MA - Sim, eu gosto bastante! E parece que os trabalhos de época vêm me cercando! Eu fiz no teatro, os musicais “Se Meu Apartamento Falasse” e “A Noviça Rebelde”, que são histórias de época, fiz a novela, “Gênesis”, então estou sempre estudando algo novo. 

E é bom que a gente sai da nossa zona de conforto e aprende mais sobre a história da nossa música brasileira, por exemplo, como no caso da cinebiografia da Celly, então a gente encontra várias preciosidades que tornam mais especial o trabalho de ator, dessa possibilidade de interpretar várias personagens diferentes e mudar tanto para o nosso trabalho, o que acaba envolvendo também nosso lado pessoal, já que acabo tendo muitos conhecimentos que, às vezes, no dia a dia, ou em outra profissão, eu não teria.

CE - Marianna, você sente muita responsabilidade com tão pouca idade interpretar uma personagem assim?

MA - Sim, com certeza, e eu acho que nem é pelo fato da pouca idade, até porque no filme ela era mais nova do que eu na época que eu gravei; eu estava com 18 anos e falando dela com uns 15 anos, então eu acho que é mais pelo fato de ser uma pessoa tão querida pelo Brasil, uma pessoa que fez muito sucesso, que era considerada ‘a namoradinha do Brasil’, então já é uma grande responsabilidade por ser a Celly, o fato de ser uma pessoa que mudou na história do rock no Brasil, ela e o Tony, então acho que é daí que vem toda a responsabilidade de fazer um ótimo trabalho, ainda mais para os fãs e para os familiares que ainda estão vivos, que assistiram, queria entregar um trabalho que fizesse eles lembrarem da época que viveram, dos momentos e dos entes que estamos homenageando.

 

CE - Suas estreias estão sendo de grande notoriedade, como é pra você?

MA - Eu fico muito feliz de ver o trabalho que a gente se dedica tanto, que a gente até trabalhou para isso, sendo reconhecido, através de cada feedback, cada mensagem que recebo. 

Fico muito feliz com essa notoriedade que venho ganhando porque é um trabalho árduo que a gente faz, seja por trás das câmeras ou por trás das cortinas do teatro, e é muito gostoso quando a gente recebe esse carinho, tanto do público quanto de profissionais, sejam eles criativos ou da imprensa. 

Quando eu fiz a novela, por exemplo, não imaginava que ganharia como Revelação da Televisão no Prêmio Contigo pela minha primeira personagem, então eu já fiquei muito feliz com isso, e com certeza acho que a emoção que mais define esse momento é a emoção de felicidade e gratidão, por tudo, de ver que o meu trabalho e o esforço que eu estou fazendo, seja com estudo, dedicando meu tempo, dedicando um cuidado com a minha assessoria e com cada veículo que me concede espaço para poder contar mais sobre mim e a minha história, enfim, tudo que a gente faz é pensado com carinho, e graças a Deus está tudo nos eixos e nos trilhos, está dando certo.

CE - Como é ser uma artista multifacetada?

MA - É muito bom poder trabalhar em diferentes áreas da Arte, pois isso abre muitos leques. Esse conjunto de habilidades me permite trabalhar com dublagem, com teatro, teatro musical, televisão, cinema, agora com o universo digital, através do TikTok, onde reúno mais de 6 milhões de seguidores, que acompanham minha produção de conteúdo, então acho que dessa forma eu consigo abranger muitas pessoas, conectar diferentes públicos e perfis para que elas vejam minha arte, e eu acho que isso é fundamental; eu faço o que eu gosto, então estou sempre me divertindo e trabalhando, e isso é o mais importante.

 

CE - E a dublagem, como iniciou?

MA - Eu conheci a dublagem quando me mudei para o Rio de Janeiro. 

Assim que terminei de gravar o filme meu pai acabou sendo transferido pra cá - eu sou carioca, mas por conta do trabalho dele eu já viajei é já morei em vários lugares -, então minha mãe perguntou se eu não gostaria de fazer um curso de dublagem, algo que na época nem passava pela minha cabeça, nem sabia da existência da dublagem, pois eu assistia aos filmes, mas não me ligava no trabalho que existia por trás das vozes dubladas deles. 

Acabei topando e fiz um curso de férias como a Mabel César, que é a voz da Luluzinha, da TV Globo, de muita coisa que ouvimos por aí, e ela foi uma professora maravilhosa, quem me ensinou todo o início da dublagem, então eu devo muito a ela, e claro, a minha mãe, que me colocou nesse universo. 

Depois eu emendei alguns outros cursos e não fui parando até começar a trabalhar profissionalmente, e nessa estou aqui até hoje, eu comecei com 14, 15 anos, hoje estou com 21, e se Deus quiser não vou parar não, vou dublar até ficar velhinha (risos).

CE - Você dublou filmes de terror Mari?

MA - Sim!!! Eu lembro que o primeiro filme, a primeira dublagem que eu fiz para cinema foi para um filme de terror, “Invocação do Mal 2”. 

Eu lembro de sair da escola e a galera comentar, “-caramba vai estrear um filme muito maneiro, Invocação do Mal”, e quando eu cheguei no estúdio para dublar era justamente ele. 

Eu fiquei chocada, porque eu morro de medo de filmes de terror, inclusive eu brinco que todos os gritos que minha personagem, a Margaret, dá no filme, são reais, porque eu me assustava de verdade (risos)! Mas foi uma experiência muito legal, além de ter sido a primeira vez que ouvi a minha voz no cinema - e eu adorei -, depois disso dublei “Annabelle 2”, “It – A Coisa” e vários outros.

 

CE - E a carreira de cantora? Você lançou seu 1 single na pandemia e agora outro? Conta um pouco...

MA - Digamos que eu nunca quis ser cantora, eu sempre fui uma atriz que cantava, mesmo tendo começado na música, cantando desde novinha. 

Mas eu sempre tive vontade de compor, de ter o meu próprio material, e acabou que durante a pandemia eu tive tempo para isso, tempo de sentar e escrever, de colocar essas ideias no papel, numa canção; então eu lancei “Cor de Mel” em 2020 e foi um lançamento super intimista, onde eu que fiz tudo, desde de correr atrás do e como se fazia, até distribuir a música. 

Eu tive ajuda do meu amigo Davi Pithon, ele compôs junto comigo, tocou violão, e junto dele, da minha família, do diretor de imagem, Fábio Costa, e uma amiga, fizemos acontecer e gravamos o clipe. Foi uma coisa muito familiar, muito especial. 

Depois disso eu segui com vontade de produzir mais, e só agora, em 2022, eu fechei com os produtores do estúdio Bazuca para fazer uma série de lançamentos. 

O primeiro desse meu novo momento foi “Timbre Perfeito”, lançado recentemente, já estou terminando o segundo e tenho mais alguns por vir, então estou animada para essa nova fase, para que as pessoas possam me ver como ‘Mariana cantora’ também e aproveitar e consumir um pouco dessa música que eu tenho para oferecer.

CE - Quando descobriu que ser artista era a sua vocação?

MA- Acho que eu já fazia arte desde quando estudava música, eu comecei com 6, 7 anos de idade, mas não tinha noção de que eu ia seguir por essa carreira. 

Eu sempre fui aquela criança que queria ser tudo, quis ser astronauta, modelo, e a última profissão que eu dizia que queria seguir era diplomata, isso até fazer o meu primeiro filme, foi com ele que eu mudei de ideia, mas realmente acho que artista eu sempre fui, porque eu sempre toquei piano, mas acabei estudando mesmo para me tornar uma, sendo essa a minha escolha de carreira, a partir dos 12 anos.

 

CE - Como foi passar pela pandemia e pela covid com sua família?

MA - A pandemia foi uma situação difícil pra todo mundo, no mundo todo né... Um dia a gente está vivendo tranquilamente e do nada temos que parar tudo e ficar em casa - porque é um assunto muito sério. 

Eu lembro que estava em São Paulo, ensaiando para um musical que acabou nem acontecendo, voltei para o Rio e a gente ficou em casa por muito, muito tempo se protegendo - e até hoje nos protegemos, nessa nova realidade que estamos vivendo -, mas passar a pandemia com a minha família foi muito tranquilo, a gente sempre foi muito unido, então a gente passava tardes e noites assistindo série, criando juntos; quando eu comecei a produzir conteúdo para a internet eles super me apoiavam, criavam conteúdo comigo - criam até hoje, a gente senta e escreve o roteiro junto -, então eu acho que serviu para a gente se aproximar ainda mais. 

Foi também uma época bem proveitosa para mim, como artista, em termos de criação, de aflorar ideias, mas também foi muito difícil ver a situação do mundo e não ter muita perspectiva sobre o que acontecer. Apesar dos pesares, graças a Deus atravessamos bem e eu fico muito feliz pela família que eu tenho, pelo suporte que nos demos.

CE - Algum momento muito marcante pra você até aqui?

MA - Eu acho que todos os momentos da minha carreira até aqui foram muito marcantes, cada um representa uma realização, algo que eu consegui, foi uma comemoração diferente, uma felicidade diferente, então eu acho que não tem como escolher uma coisa até agora que tenha um espaço muito mais importante na minha vida.

CE - Um personagem que adoraria fazer?

MA - Sempre uma pergunta muito difícil, porque cada vez que aparece um trabalho novo eu penso o quanto queria fazer aquela personagem, tenho sempre muita vontade, mas tendo que escolher um, diria Wandinha Addams, no teatro musical. 

Com essa nova montagem do espetáculo “A Família Addams”, em São Paulo, acabou que eu não passei na audição, mas tenho muita vontade de, quem sabe um dia, interpretar ela; é uma personagem que eu tenho um carinho grande desde muito jovem e adoro o perfil.

CE - Pensa em largar alguma das coisas que faz por apenas uma?

MA - Não, eu não penso em largar algo que eu faço, ou penso que quero fazer apenas uma coisa; eu acho que, se a vida for me encaminhando para isso, tipo, em um determinado momento fazer só televisão, ou só cinema, tudo bem, mas se puder conciliar tudo eu vou amar. 

Sempre conseguir fazer isso. Às vezes é difícil? É. Mas eu sempre batalho para que eu possa fazer todas as minhas coisas e não deixar nada, porque eu sou realmente muito feliz fazendo tudo.

CE - Novos projetos?

MA - Eu vou continuar com a dublagem, porque é uma coisa que não para, sempre está estreando uma coisa nova, então a dublagem é uma coisa que eu faço sem pausa, mas também outras coisas vão aparecendo. 

Eu acabei de encerrar a temporada carioca do musical “Brilha la Luna”, com as músicas da banda Rouge, estou emendando em um musical infantil, “ViraLatas, o musical animal”, que vai estrear no shopping da Gávea, também no Rio de Janeiro, e em paralelo estou nessa correria com o lançamento dos meus singles, com previsão de ter um novo já no próximo mês, e outros até o fim do ano, mas claro, estou sempre aberta a convites e testes. 

Minha vida é essa coisa intensa, que não para, onde as oportunidades vão aparecendo, eu vou agarrando.

Música

Projeto "Afroafetos" chega hoje às plataformas digitais unindo música, poesia, moda e artes visuais

Projeto sul-mato-grossense e coletivo, "Afroafetos" chega hoje às plataformas digitais unindo música, poesia, moda e artes visuais em uma celebração da arte preta, LGBTQIA+ e periférica

21/05/2026 09h30

Além de música, poesia e moda, projeto Afroafetos envolve artes plásticas, que ajudam a compôr a identidade visual do coletivo

Além de música, poesia e moda, projeto Afroafetos envolve artes plásticas, que ajudam a compôr a identidade visual do coletivo Foto: Manu Komiyama

Continue Lendo...

Entre sons que atravessam o soul, o pagodão baiano, o R&B e a MPB, existe um fio condutor que costura o primeiro álbum de Silveira Soul: o afeto. Não o afeto simplificado ou romantizado, mas aquele construído como resistência, acolhimento e reencontro de identidade.

Hoje, o cantor e compositor sul-mato-grossense lança oficialmente “Afroafetos”, trabalho que nasce da música, mas ultrapassa as fronteiras do som para se tornar manifesto artístico, político e coletivo.

Natural de Corumbá, no interior de Mato Grosso do Sul, Silveira canta desde os 13 anos, quando começou no coral da igreja.

Anos depois, a voz potente e a presença de palco o levaram aos principais festivais culturais do Estado, como Festival de Inverno de Bonito, Festival América do Sul, MS ao Vivo, Sesc Cultura e Som da Concha. Também abriu shows para artistas como Liniker, Majur, Iza, Dudu Nobre e Rico Dalasam. Agora, transforma toda essa trajetória em seu primeiro álbum autoral.

“Afroafetos” nasce como um espetáculo afrofuturista e multidisciplinar. O projeto reúne música, poesia, moda, dança, artes visuais e audiovisual para imaginar novas possibilidades de existência preta no Brasil. Em vez de narrativas centradas apenas na dor histórica, a obra aposta no protagonismo, na ancestralidade e na construção de futuros possíveis sem opressão racial.
“‘Afroafetos’ já se tornou um coletivo. Nós temos diversas linguagens artísticas envolvendo todo o ‘Afroafetos’. Tem artes plásticas, poesia dentro do álbum. Tem essa coisa de se juntar e agregar arte”, explicou Silveira.

O lançamento oficial acontece após uma audição especial realizada na Casa de Cultura de Campo Grande na sexta-feira, em uma noite marcada por emoção, espiritualidade e senso de comunidade.

O evento reuniu referências afro-brasileiras, banhos energéticos, símbolos ligados às religiões de matriz africana e uma atmosfera de celebração coletiva que refletia exatamente o espírito do projeto.

“É muito bom quando a gente encontra ouvidos e olhos atentos para nossa arte. Não importa se eu não tenho um grande público, o que importa para mim é ter pessoas observando o que a gente está fazendo com o ‘Afroafetos’, como a gente está se aquilombando, se reorganizando para fazer uma arte com essência”, declarou o artista durante a pré-estreia.

REENCONTRO DA IDENTIDADE

Com cinco músicas e duas poesias, “Afroafetos” foi gestado ao longo de pelo menos cinco anos. Algumas composições nasceram em parceria com amigas que hoje integram o coletivo artístico criado em torno do projeto. O processo de construção, segundo Silveira, também foi uma forma de reencontro consigo mesmo.

“É um álbum muito diverso. Quem ouvir vai entender que a gente passeia por muitas sonoridades. Tem pagodão baiano, black music, várias referências. Eu cresci ouvindo isso, então, tem essa pluralidade. É o que nós somos”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que dialoga com o futuro imaginado pelo afrofuturismo, o álbum mantém conexão direta com a ancestralidade negra e com os afetos construídos em comunidade. Essa dualidade aparece tanto nas letras quanto na estética visual e sonora do trabalho.

“‘Afroafetos’ surge como um grito que pretende não só expor uma produção artística autoral, mas também contar uma história através da ancestralidade e dos afetos que cercam a vivência de um homem preto e gay no Brasil”, resumiu o cantor.

As músicas falam sobre amor, desejo, pertencimento, liberdade e identidade. Em uma das poesias apresentadas no evento de pré-lançamento, versos como “Ser afetada, afeminada, com fome de mundo” e “É tudo sobre o amor e o amor sabe dizer o nosso nome” sintetizam a proposta do projeto: transformar vulnerabilidade em potência.

PROJETO COLETIVO

Embora o álbum carregue o nome de Silveira Soul, o artista faz questão de enfatizar que o projeto pertence a muitas mãos. Durante a audição, ele citou uma a uma as pessoas envolvidas na construção de “Afroafetos”, reforçando o caráter coletivo da obra.

“‘Afroafetos’ não sou só eu. Esse álbum está carregando o meu nome, mas não sou só eu. Somos vários, e eu quero que isso se multiplique muito”, disse.

Entre os nomes envolvidos estão as poetas Maria Carol e Afroqueer, integrante do ColetivA De Trans Pra Frente, as artistas visuais Lua Maria e Erika Pedraza, a estilista Jéssica Rabelo e o produtor musical Ton Alves. O projeto ainda envolve audiovisual, figurino, artes plásticas e performances.

Para Silveira, essa construção coletiva também é uma forma de resistência cultural em Mato Grosso do Sul, estado historicamente marcado pela predominância do sertanejo na cena musical.

“Eu faço uma música popular, mas diferente do comum aqui. Existe barreira, mas acredito no meu público e na minha arte. Fazer isso aqui é, sim, resistência”, pontuou.

AFETO AFRO

A coordenadora do projeto, Jéssica Rabelo, define Afroafetos como um espaço de acolhimento e reconstrução afetiva entre pessoas pretas, LGBTQIA+ e periféricas.

“Nós, pessoas pretas, não fomos ensinadas a amar e a contemplar por meio do amor. E na Afroafetos a gente conseguiu amar. Amar por meio da verdade, da constância e até da raiva”, declarou, emocionada, durante o evento.
Segundo ela, o projeto funciona como um “novo quilombo”, onde arte, espiritualidade e afeto caminham juntos.

“Todas as vezes que a gente se encontra é uma grande oração. A gente ri, chora, dança e cria um universo paralelo quando chega a qualquer lugar dessa cidade”, afirmou.

A dimensão coletiva também impactou profundamente o produtor musical Ton Alves, responsável pelos arranjos do álbum. Ele conta que inicialmente se impressionou pela potência vocal de Silveira, mas que acabou sendo conquistado pelas pessoas e pela proposta do projeto.

“O Afroafetos me impactou de várias formas. Não só musicalmente, mas pelas pessoas. Engloba literatura, teatro, dança, artes plásticas, religião de matriz africana. Tudo entrou no caldeirão e formou o Afroafetos”, disse.
Ton também lembrou a apresentação de abertura para Liniker como um momento simbólico.

“A gente não tinha 1% do orçamento daquela artista e entregou 250%. Aquilo me fez entender que o Afroafetos é muito mais do que música”, afirmou.

ARTE DE MS

Ao falar sobre o conceito do álbum, Silveira destaca que o afrofuturismo presente na obra parte da realidade de Mato Grosso do Sul e das experiências negras periféricas locais.

“É muito louco imaginar onde nossos objetos e acessórios já chegaram. Estarmos onde jamais imaginamos estar. O resgate vem muito disso: acreditar novamente no nosso potencial e reencontrar nosso valor”, afirma.

A ideia de territorialidade aparece como um elemento central do projeto. Em meio a uma realidade cultural frequentemente dominada por referências externas, o artista defende a valorização da produção preta local.

“Aqui a gente é devorado todos os dias por culturas e artes que não são as nossas. Então, quando a gente faz música, moda ou arte, a gente quer fazer o melhor possível. Isso é o mínimo. O máximo ainda está por vir”, pontuou.

Essa valorização também passa pela construção de referências positivas e pelo incentivo à criação artística dentro das próprias comunidades.

“A gente quer fazer arte, viver de arte, consumir arte, mas também criar. E para isso a gente precisa de incentivo”, reforçou o cantor.

Produzido de forma independente, “Afroafetos” foi viabilizado com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (Fmic), ligado à Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.

Segundo Silveira, o apoio foi fundamental para que o projeto alcançasse a dimensão desejada. “Foi um investimento crucial para que a grandiosidade desse projeto acontecesse”, destacou.

Além do álbum, o coletivo prepara um documentário e uma série de vídeos mostrando os bastidores do processo criativo. A intenção é de revelar o cotidiano da construção artística para além do palco. “Muitas vezes as pessoas só veem o show, mas existe muita coisa acontecendo no dia a dia que faz parte desse processo”, disse o cantor.

A expectativa agora é de que o trabalho reverbere para além das fronteiras de Mato Grosso do Sul. “É o melhor trabalho da minha vida até aqui. A gente não fez só música, despertou outros talentos também. E agora vamos deixar isso reverberar pelo mundo”, declarou.

O álbum “Afroafetos”, de Silveira Soul, está disponível nas plataformas digitais a partir hoje.

Assine o Correio do Estado

Diálogo

Lideranças do PT em MS têm afirmado, de boca cheia, que haverá... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (21)

21/05/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Eleanor Roosevelt - diplomata americana

"As pessoas crescem através da experiência se elas enfrentam a vida honesta e corajosamente. É assim que o caráter é construído”.

FELPUDA 

Lideranças do PT em MS têm afirmado, de boca cheia, que haverá segundo turno nas eleições de 2026. Entre outras coisas, a aposta maior é num eventual “racha” da direita e projeções que são, digamos, um tanto quanto “estratosféricas” e carregadas de muito otimismo. Aliás, na declaração de um petista da cúpula nacional, o entendimento é que as redes sociais estariam sendo usadas pelos adversários de maneira metódica para divulgação de “preconceitos” contra Lula, que pensa em disputar a reeleição.  Se depender dessa galera, a “fatura estaria liquidada”. Sei não...

Outro rumo

A vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira poderá tentar conquistar uma das cadeiras na Assembleia Legislativa de MS.  Ela vinha tentando se viabilizar como pré-candidata ao Senado.

Mais

Isso, fiando-se numa manifestação do ex-presidente Bolsonaro de que poderia ser o nome para a disputa. Diante da indefinição, chegou a anunciar que poderia mudar de partido. Mas acabou recuando.

DiálogoFoto: Divulgação

No próximo dia 25, o Insted realizará a cerimônia que marcará sua transformação institucional, passando a ser Centro Universitário, proporcionando a oferta de bolsas de estudo, atendimentos gratuitos à população, projetos de extensão e novas oportunidades acadêmicas em Mato Grosso do Sul. A expectativa da Instituição é ampliar significativamente os programas de bolsas acadêmicas vinculadas à pesquisa, extensão universitária e monitoria, com percentuais que podem variar entre 40% e 100%, dependendo dos critérios de participação e dedicação dos estudantes. “Teremos experiência acadêmica com mais qualidade e com mais entrega à sociedade, sem deixar de lado as metodologias ativas e protagonismo dos nossos acadêmicos”, afirmou Neca Bumlai, reitora do Centro Universitário.

DiálogoDione Anache - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoDra. Eduarda Dias - Arquivo Pessoal 

“Tinta”

A moção de apoio em favor da vereadora Eliane Feitosa Tel, como era de se esperar, “levou tinta” na Assembleia de MS, sendo rejeitada por 12 votos a três, o que gerou descontentamento da trinca de parlamentares petistas, um deles protagonizando cena de incitação à violência e vociferando como se estivesse em uma briga de rua. No caso, foi o deputado José Orcírio.

À altura

O deputado Coronel David teve que responder à altura a “solicitação” do petista para que o colega do parlamento estadual desse “aviso” ao deputado federal Rodolfo Nogueira que ele iria apanhar. A moção de apoio foi apresentada por Gleice Jane à vereadora responsável por ato considerado uma agressão a Rodolfo, durante evento em Mundo Novo. Davi  disse que não poderia aprovar uma moção a quem teria praticado tal ato e que pessoas de ideologias diferentes têm é que debater no campo de ideias. Nada como viver num Estado sem problemas, né?...

Análise

Na bolsa de apostas políticas, há quem diga que o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) poderá ultrapassar o petista Fábio Trad na corrida para o governo do estado. Embora ambos estejam muito aquém de Eduardo Riedel, primeiro colocado nas pesquisas divulgadas até agora, o perfil do eleitorado de MS poderá contribuir muito para isso. Nos bastidores, a análise é que a população é conservadora e já demonstrou que não “engole” o PT. Sendo assim...

ANIVERSARIANTES 

Maria Elisabete (Bete) Jeronimo Dias;
Dr. Thiago Alonso Domingos;
Paloma Ujacow Martins Rodrigues;
José Alberto D´Lamônica Guimarães;
Rafael de Cristo;
Eloisa Jorge Caiado;
Daniela Marques Caramalac;
Derci de Souza Moraes;
Elizete Miranda Granze;
Lidia Almada;
Tailini Xavier;
João Batista Pereira;
Cecilio Toledo Filho;
Eduardo Silva Rocha;
Antônio de Oliveira Valadão;
Severino Leandro da Silva;
Edson Zandonadi;
Domingos Henrique Medeiros Rostey;
Gilcinei Clovis de Oliveira;
Manoel Rezende;
Deusamar Rangel da Silva;
Artur Monteiro de Barros;
José Carlos Pettengill;
Miguel Pontes Pimentel;
Adir Gaffuri;
Eduardo dos Anjos dos Santos;
Silvia Martinez;
Walter Ferraz Pinto Pacheco;
Marcos Castilho Lopes;
José Ney Mendonça Silva;
Celso de Souza Martins;
Celia Gonçalves Ferreira;
Tecilio Toledo Filho;
Alina Munhoz;
Cibele Araújo Almeida;
Sérgio Teruya;
Iara Rosana Baseggio;
Solange de Fátima Duarte Vaz da Silva;
Adão de Arruda Sales;
Juarez Augusto de Carvalho;
Eveline Muller Azevedo;
José Hindo;
Aparecido Kavano dos Santos;
Dra. Karine Casartelli Falkenburg;
Dra. Lázara Sulzer;
Ibrahim Miranda Cortada Filho;
Auzeneide Maria da Silva;
Alice da Silva Moreira;
Maria Auxiliadora Meira;
Ana Cristina Rocha Negrão;
Sônia Assis de Oliveira Souza;
Elisa Guerrieri da Silva;
Hermes dos Santos Mourão;
Rosilange Ferreira Golveia;
Maria llka Guerreiro;
Luiz Seiji Tada;
Carlos Henrique Botura;
Lúcia Daniel dos Santos;
Teobaldo Velasques;
Marcelo Batistela Damasceno;
Elizeu Ferreira D’ Anunciação;
Shirlei Paz Pereira;
Dorisney Lima de Oliveira;
Júlio Cezar Ribeiro;
José Rogério Cotrim de Medeiros;
Élio dos Santos Mourão;
Dr. Marcilio Vargas Peixoto;
Dr. Rodrigo de Mello Scalla;
Solange Aguni;
Fernando Cremonesi Ferreira;
Daltro José Ferreira;
João Pantaleão Filho;
Luiz Gomes Cabral;
Edilsom José da Silva;
Wagner Chilavier Oliveira;
Felipe Laburu;
Francisco Juarez de Souza;
Carine Andréia Previatti Alves;
Gilberto Domingos;
Venâncio Josiel dos Santos;
Irma Foscaches Medina;
Edilson Morais de Araujo;
Maria Silvia Moreira dos Santos;
Luiz Henrique Augusto Costa;
Paulo Ricardo Junqueira;
Luciana de Morais Cândido;
Agner Cristina Maldonado Silva;
Key Fabiano Souza Pereira;
Vânia Meire Moreira;
Celso Massayuki Arakaki;
Sirley Cândida de Almeida Kowalski;
Ednéia Aparecida Santos Lisboa;
Patricia Zanatta Aranha Coneglian;
Luiz Carlos Silva;
José Evaristo de Freitas Pereira;
Lisandra Moreira Martins;
Heraldo Medeiros de Oliveira;
Marcelo Nogueira da Silva;
Ivan Figueiredo Chaves;
Daniel Florentin de Novaes;
José Garcez da Costa;
Laércio Araújo Souza Neto;
Astolfo Lopes Cançado Júnior;
Luiz Eduardo Lopes;
Neusa Maria Faria da Silva;
Luis Henrique de Sousa Rodrigues;
Edgar Martins Veloso;
Fernanda Lanteri de Almeida;
Luísa Mendonça Nunes.

Colaborou Tatyane Gameiro

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).