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Literatura

Martha Medeiros vem a Campo Grande para a 35ª Noite da Poesia

Falando sobre arte e sociedade, a escritora gaúcha Martha Medeiros pretende atrair escritores e leitores para um encontro intimista

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O recém-lançado livro “Conversa na Sala”, da escritora Martha Medeiros, uma das mais populares da literatura no Brasil, vai inspirar a “35ª Noite da Poesia - Conexões Culturais” que será realizada no próximo sábado (16), às 19h, no auditório da OAB/MS em Campo Grande. 

O encontro pretende atrair leitores e escritores sul-mato-grossenses numa troca de diálogos intimista sobre a arte e a sociedade. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na plataforma Sympla. A Ordem dos Advogados do Brasil fica situada na Av. Mato Grosso, n.º 4700.

Essa é a primeira vez que Martha Medeiros vem a Campo Grande. A escritora revela que há momentos em que, ao contrário da correria do mundo digital, pedem uma pausa e um contato presencial, olho no olho. É este clima que ela espera vivenciar por aqui.

“Realmente, acredito que o título do meu novo livro resume bem o que quero falar. É uma conversa presencial, onde cada um olha no olho do outro e faz uma leitura, não só do que está sendo dito, mas do corpo, ver as pessoas rindo, o brilho no olho, sentir o tom de voz”, avalia a escritora que, embora não descarte a utilidade da tecnologia, reconhece que “estamos perdendo muito isso, porque estamos sempre com pressa e acaba que a gente se relaciona mais por WhatsApp ou em outras redes sociais. Tudo isso torna a conversa muito empobrecida. Então, acho que uma conversa presencial é sempre mais rica e é isso que eu quero compartilhar com o público campo-grandense”, disse a escritora.

A presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), Lucilene Machado, que também é escritora, doutora em Literatura e professora da UFMS, destaca a relevância do evento para todas as pessoas que são apaixonadas por literatura.

“‘Conexões Culturais’ é uma ação da União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul que está dentro de um projeto maior que é a Noite da Poesia, que este ano completa sua 35ª edição. Apesar desta relação imediata com a Noite da Poesia, trata-se de uma ação diferenciada, ou seja, não se trata exatamente de celebrar os 35 anos do projeto, isso se dará em 15 de outubro, e sim proporcionar aos escritores de Campo Grande o contato mais próximo com escritores relevantes no panorama editorial brasileiro”, detalha Lucilene que, ao lado da poeta Diana Pilatti, estará na mediação do evento.

A curiosidade aguçada de pisar em terras pantaneiras e a essência do próprio evento foram dois grandes motivadores que fizeram a escritora gaúcha aceitar o convite de vir à Capital sul-mato-grossense, mesmo em meio a uma agenda já cheia de compromissos.

“Eu aceitei o convite justamente porque eu nunca fui a Mato Grosso do Sul, estou aceitando realmente convites de lugares onde eu nunca estive, para ter oportunidade de conhecer melhor o Brasil e, também, porque o evento se chama ‘Noite da Poesia’”, confidencia a artista que na maior parte do tempo é lembrada pelos seus trabalhos com crônica. “As pessoas me conhecem mais como cronista do que como poeta, e vai ser bacana, sabe? Conversar um pouco sobre poesia, e, volto a dizer, a gente está vivendo numa vida tão acelerada, tudo tão rápido, imediatista, que puxar um pouco a conversa para o lado do poema, da importância dos versos e da gente se emocionar, da importância da palavra na nossa vida, tudo isso acho vai ser muito bem-vindo”, contou Martha Medeiros.

Vida e obra

Adepta da simplicidade e sem ares cerimoniosos, Martha vai compartilhar como transforma a vida em literatura. Não à toa é reconhecida como uma das escritoras mais influentes do País. Trabalho que há décadas executa com maestria como colunista de um dos principais jornais gaúchos, Zero Hora, e principalmente nos mais de 30 livros publicados.

“Acabei de fazer 62 anos e as pessoas falam muito de etarismo e tal. E é engraçado, nunca me senti tão produtiva, satisfeita com a estrada percorrida. Já são 30 anos como colunista de jornal, quase 40 anos que comecei com a poesia. Tanta gente surge e desaparece e, de repente, a minha carreira foi construída pouco a pouco, mas, de uma maneira muito sólida. Hoje, vejo que consegui essa maravilha que é a fidelização do leitor. Estou muito satisfeita e ainda com muitos planos, claro, porque a estrada continua. O meu momento atual é o  da maturidade. Também quero conversar sobre isso com o público de Campo Grande”.

Aos ansiosos ou curiosos de plantão que queiram conhecer mais a vida pessoal e a agitada agenda da escritora, enquanto o dia 16 de setembro não chega, fica aqui o convite para acessar o Instagram (@realmarthamedeiros).

Sobre o evento

A 35ª Noite da Poesia - Conexões Culturais é um evento realizado pela União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur) e da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

A produção fica por conta da MKT Produções e mais informações podem ser encontradas nas redes sociais (@ube.ms ou @mktproducoeseventos)

O encontro acontece no dia 16 de setembro (sábado), às 19h, no auditório da OAB que fica na Av. Mato Grosso, n.º 4700. Entrada  gratuita e os ingressos limitados pelo Sympla

LUTO

Ex-paquito Robson Barros morre aos 57 anos; Xuxa e colegas lamentam

A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte

21/06/2026 23h00

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos Foto: Reprodução

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Robson Barros, ex-paquito dos programas de Xuxa Meneghel na década de 1980, morreu no sábado, 20, aos 57 anos de idade. A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte.

O velório ocorreu no cemitério Parque Morumby, e o sepultamento no cemitério de Congonhas, em São Paulo, neste domingo, 21.

A morte de Robson Barros foi lamentada por diversos colegas, fãs e amigos, incluindo Xuxa.

A apresentadora publicou um vídeo em que ele canta no Xou da Xuxa como homenagem.

"Meu Robson Paulistinha. Você foi e é um cara incrível. Que Deus te receba com um sorriso lindo e muito carinho. Você merece todos os aplausos, meu eterno paquito. Te amamos", escreveu ela.

"Robson é um dos caras mais legais que eu conheci. Descansa, meu querido", postou Juliana Baroni.

Andréa Sorvetão, outra ex-paquita, relembrou uma foto ao lado do colega: "Querido e amado amigo Robson Barros! Sem palavras! Triste demais."

Quem eram os 'paquitos' de Xuxa, como Robson Barros

Além de assistentes de palco de Xuxa, os paquitos - versão masculina das famosas paquitas, que já a acompanhavam há algum tempo - também tiveram carreira musical, lançando discos entre o fim dos anos 1980 e início dos 1990.

Além de Robson Barros, integraram o grupo Paquitos Marcello Faustini, Egon Júnior, Alexandre Canhoni, Yuri Martins e Cláudio Heinrich (que chegou a protagonizar a novela Uga Uga anos depois)

Confira abaixo uma imagem publicada no Instagram de Robson Barros referente à época em que ele ainda era um 'paquito' de Xuxa.

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Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado.

21/06/2026 18h30

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Foto: Divulgação

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Poucas gerações se preocuparam tanto com a felicidade dos filhos quanto a atual. Queremos protegê-los das frustrações, evitar sofrimentos e oferecer oportunidades que talvez não tenhamos tido. A intenção é legítima. O problema começa quando transformamos a felicidade em uma obrigação permanente.

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado. Correm para resolver conflitos, antecipam soluções e tentam eliminar qualquer desconforto. Mas crescer envolve justamente aprender a lidar com emoções difíceis.

A vida não é composta apenas por momentos agradáveis. Perder um jogo, receber um “não”, enfrentar uma decepção amorosa ou não conseguir alcançar um objetivo fazem parte da experiência humana. Quando impedimos nossos filhos de viver essas situações, também limitamos a oportunidade de desenvolver recursos emocionais para enfrentá-las.

Resiliência não nasce da ausência de dificuldades. Ela se constrói quando a criança atravessa desafios e descobre que é capaz de suportá-los. Isso não significa abandonar ou minimizar o sofrimento. Significa acolher emoções sem precisar eliminá-las imediatamente.

Existe uma diferença importante entre proteger e superproteger. Proteger é oferecer segurança e apoio. Superproteger é impedir que a criança experimente situações compatíveis com sua idade e desenvolva autonomia emocional.

Como pais, nosso papel não é garantir felicidade constante. É ajudar nossos filhos a construir ferramentas para lidar com os altos e baixos da vida. Afinal, saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo. Significa reconhecer sentimentos, expressá-los de forma saudável e seguir em frente apesar deles.

Talvez uma das maiores demonstrações de amor seja permanecer ao lado dos filhos quando eles sofrem, sem a necessidade de apagar imediatamente a dor. Porque crescer emocionalmente não depende da ausência de frustração, mas da capacidade de atravessar.

@vanessaabdo7

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Dra. Vanessa Abdo - Divulgação

 

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