Correio B

LUTO

Morre Rita Lee, maior estrela do rock brasileiro e ícone dos Mutantes, aos 75 anos

Cantora recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão em 2021 e, após tratamentos, em abril de 2022, a doença teria entrado em remissão

Continue lendo...

Morreu nesta segunda-feira, dia 8, a cantora Rita Lee, rainha do rock brasileiro e nome que despontou durante o tropicalismo com a banda Os Mutantes, na década de 1960. Ela estava em sua casa, na capital paulista, com a família.

Reclusa nos últimos anos, a cantora recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão em 2021. Após tratamentos, em abril de 2022, a doença teria entrado em remissão.

Rita Lee escreveu sobre sua morte bem ao seu estilo: "Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá. Fãs, esses sinceros, empunharão meus discos e entoarão ‘Ovelha Negra’, as TVs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória. Nas redes virtuais, alguns dirão: ‘Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk’."

O trecho está em sua autobiografia, na qual relata no mesmo tom, sempre direto e reto, tanto passagens divertidas, a exemplo das travessuras na infância e na adolescência, quanto trágicas, como o abuso de álcool e drogas e o estupro que sofreu aos seis anos, por um técnico que foi a sua casa consertar uma máquina.
Sem autopiedade, se refere a si própria com bom humor e sarcasmo, assim como aos outros —um forte traço da construção de sua imagem como a maior roqueira do Brasil.

A experiência artística não começou muito bem. Quando Rita tinha entre seis e sete anos, a conceituada pianista Magdalena Tagliaferro lhe deu aulas de piano em troca de um tratamento que fez com seu pai, Charles, dentista de origem americana.

Em uma audição, a menina ficou tão nervosa que fez xixi no banquinho do piano. A professora a aconselhou a não seguir adiante na música porque ela tinha medo de palco.

Acontece que Rita, nascida em São Paulo em 31 de dezembro de 1947, morava na Vila Mariana, e o pacato bairro da zona sul, entre os anos 1950 e 1960, era terapia contra essa fobia. Na região, colégios tradicionais como o Marista Arquidiocesano, Cristo Rei, Bandeirantes e o Liceu Pasteur, onde Rita estudou, realizavam festas juninas, da primavera, pró-formaturas e outras, com palcos para apresentações em que os alunos experimentavam uma liberdade que contrastava com o autoritarismo da época.

Rita não seguiu o conselho da professora de piano e, na adolescência, participou de diferentes conjuntos, cantando e tentando tocar instrumentos, até chegar ao quarteto de meninas Teenage Singers.

A brincadeira ficou mais séria quando elas conheceram, em um festival no teatro João Caetano, em 1964, os meninos do Wooden Faces, do qual fazia parte Arnaldo Batista, que já se destacava no baixo. Aproximaram-se, Rita e Arnaldo, com 16 anos, iniciaram um namoro e, com o tempo, as bandas se uniram.

Do entra e sai de integrantes, ficaram seis, entre eles os namorados e Sérgio, irmão caçula de Arnaldo, guitarrista, que aos 13 anos largou a escola para se dedicar à música. Tornaram-se o Six Sided Rockers, que, além dos shows escolares, tocaram em programas da TV Record.

Em 1966, gravaram um compacto, com novo nome, O’Seis. Brigas e rearranjos depois, viraram três, com Rita Lee (principal vocalista e percussão) e os irmãos Arnaldo Batista (vocal, teclado e baixo) e Sérgio Dias (vocal e guitarra).

Passaram a ser Os Bruxos e foram convidados a se tornar banda fixa no programa "O Pequeno Mundo de Ronnie Von", da Record. O apresentador, fã do livro "O Império dos Mutantes", sugeriu que se tornassem Os Mutantes. Em 15 de outubro de 1966, estrearam no programa, com ousadia e originalidade, tocando, com guitarras, a Marcha Turca, de Mozart.

Deram a primeira entrevista, à Folha, e a cantora assim definiu o grupo: "Ele vem de outro planeta para tomar conta do mundo. É moço, inteligente e vai longe, porque encontrou o mundo cheio de mediocridade". Esse moço adorava guitarra, o que não era visto com bons olhos por gente influente da MPB.

Em julho de 1967, Elis Regina organizou a Marcha Contra a Guitarra Elétrica, passeata com artistas contra a "americanização" da música brasileira. Entre os presentes estava Gilberto Gil, que, curiosamente, três meses depois protagonizaria o que ficou conhecido como resposta àquela manifestação. Ele convidou Os Mutantes para acompanhá-lo na música "Domingo no Parque", no 3º Festival de Música Popular Brasileira da Record.

Com arranjos do maestro Rogério Duprat, a apresentação marcou a introdução da guitarra na MPB. As vaias efusivas e a conquista do segundo lugar no festival atestaram que aquilo vinha mesmo de outro planeta e que ainda ia longe.

Além de um rock sem a ingenuidade do iê-iê-iê da Jovem Guarda, o grupo chamou a atenção pelos figurinos e pela performance no palco, e nisso a liderança era de Rita. Depois de um vestido curto e de um coração vermelho desenhado com batom na bochecha, no festival de 1967, ela subiu o tom em 1968.

No 3º Festival Internacional da Canção, o FIC, em que Os Mutantes acompanharam Caetano Veloso em "É Proibido Proibir", Rita se apresentou com um vestido de noiva emprestado da atriz Leila Diniz, que havia usado o figurino em uma novela.

O evento ficou marcado pelo discurso de Caetano contra a reação da plateia, que vaiava e arremessava ovos, tomates, latas e garrafas nos artistas. "Vocês não estão entendendo nada. Se vocês forem em política forem como são em estética, estamos feitos", esbravejou.

Rita adorou, não tinha paciência com jovens de esquerda que só aplaudiam músicas de protesto, com letras e arranjos mais óbvios, e não entendiam quão transgressor podia ser a mistura da canção popular brasileira com o pop internacional em meio a experimentações sonoras.

Essa foi a base da tropicália, movimento artístico liderado por Gil e Caetano, do qual Os Mutantes fizeram parte. No LP "Tropicália", de 1968, a banda participou de três faixas, entre elas "Panis Et Circensis", com o provocativo refrão "Essas pessoas na sala de jantar/ Estão ocupadas em nascer e morrer".

Rita e os irmãos Batista investiram em composições próprias e lançaram em 1968 o primeiro LP. Até 1972, quando Rita sairia do grupo, seriam mais quatro, um por ano, emplacando hits como "Top Top", "Balado do Louco", "Vida de Cachorro" e "Ando Meio Desligado".

Fizeram de tudo nesse tempo, programas de TV, shows, entrevistas, musical no teatro, campanhas publicitárias e até participação em longa-metragem —"As Amorosas", de Walter Hugo Khouri. Além de um som de vanguarda e de qualidade, os três encantavam com a mistura de carinha angelical a atitudes endiabradas.

Em tempos extremamente machistas, causava ainda mais impacto a irreverência de Rita, que só crescia. Em 1969, ela voltou a usar, no 4º FIC, o vestido de noiva, mas com um novidade —colocou um enchimento na barriga para se fazer de grávida.

A performance se deu na apresentação de "Ando Meio Desligado", na qual os Mutantes partem do efeito da maconha para algo romântico ("Ando meio desligado/ Eu nem sinto meus pés no chão/ Olho e não vejo nada/ Eu só penso se você me quer"). Na foto da contracapa do LP, Rita está na cama com os irmãos Batista, todos nus.

Foi demais para o conservador Flávio Cavalcanti, um dos mais populares apresentadores de TV do país, que quebrou o disco no ar. Mais sinal de sucesso, impossível. Do Brasil, a repercussão passou a ser internacional, com a presença nos palcos do Midem, tradicional evento do mercado fonográfico em Cannes, em 1969, e do Olympia, em Paris, em 1970. Na turnê francesa, o LSD se tornaria parte da banda.

Substâncias alucinógenas passaram a fazer parte do café da manhã, almoço e jantar de uma espécie de comunidade hippie que os Mutantes formaram na Serra da Cantareira, a Mutantolândia.

Mais do que farra, para o trio, assim como para muitos músicos naquela época, as drogas eram um caminho artístico, de expansão mental. O descontrole, contudo, logo apresentaria a conta para os jovens. Ao longo da vida, a cantora iria enfrentar um entra e sai de internações por abuso de álcool e drogas.

Casamento e banda viveram idas e vindas, até que ambos acabaram para Rita quando ela foi expulsa dos Mutantes em 1972, episódio do qual guardou muita mágoa. Da raiva e da depressão, emergiu a ânsia de provar que, apesar de "o clube do Bolinha dizer que, para fazer rock, era preciso ter colhão, também dava para fazer com útero, ovários e sem sotaque feminista clichê".

Compôs "Mamãe Natureza", que falava das incertezas pós-Mutantes: "Não sei se eu estou pirando/ Ou se as coisas estão melhorando/ Não sei se vou ter algum dinheiro/ Ou se eu só vou cantar no chuveiro". A música lhe deu a certeza de que conseguia compor, fazer arranjos, cantar e tocar sozinha. Ela não estava pirando em seguir carreira solo e logo ia ter "algum dinheiro".

Quem acreditou na força de Rita sem os Mutantes foi André Midani, presidente da gravadora Philips, poderoso do mercado fonográfico. Mesmo antes da expulsão, por insistência dele, a cantora havia feito dois discos solo.

Rita formou, pós-Mutantes, a banda Tutti Frutti e alugou uma casa na represa Guarapiranga para a sua comunidade sexo, drogas e rock’n’roll. Em 1975, o disco "Fruto Proibido" marcou a nova fase da cantora e uma ruptura na música brasileira. Com capa cor-de-rosa e canções com temática feminina, como "Luz Del Fuego", "Ovelha Negra" e "Agora Só Falta Você", mostrou que era, sim, coisa de mulher "Esse Tal de Roquenrou", outro sucesso do LP.

Em 1976, ela foi presa por porte de drogas, em um raro momento que estava limpa. "Se tivessem vindo uns dois meses atrás, iam achar muita coisa, mas agora estou grávida e não tem nem bituca aqui", disse aos policiais que entraram no seu apartamento. Rita estava no terceiro mês de gravidez de um namorado recente, Roberto de Carvalho, baterista da banda de Ney Matogrosso.

Apesar de não se envolver diretamente com política, a cantora não era flor que se cheirasse para a ditadura. Inimiga da "moral e dos bons costumes", amiga de Gil e Caetano, havia testemunhado contra um policial acusado de matar um rapaz em um de seus shows.

Solo fértil para a polícia "plantar" maconha. Foi grande a repercussão da prisão. Quando ela teve um sangramento, Elis Regina foi à delegacia e não saiu de lá até que um médico fosse chamado, em um episódio que deu início a uma forte amizade entre as duas e selou definitivamente a paz entre a MPB e a guitarra elétrica.

A quebra de fronteiras entre ritmos e influências, com a qual Rita já flertava antes mesmo da tropicália, tornou-se central na consolidação de sua carreira a partir do encontro com Roberto de Carvalho.

Com ele, como escreveu na autobiografia, seu "rockinho radical virou rockarnaval, tango, bossa, pop, bolero e tal". Roberto foi morar com Rita, e vivenciaria ao seu lado a gravidez e o nascimento do primeiro filho sob prisão domiciliar. Era só a primeira barra de muitas que enfrentaria ao lado da cantora.

Após o nascimento do primeiro dos três filhos do casal, Rita deixou os Tutti Frutti e iniciou com o marido a terceira fase de sua carreira, que seria a definitiva e a mais bem-sucedida. Entre o final dos anos 1970 e início dos 1980, explodiu com uma trilha sonora autobiográfica do casal apaixonado, em que uma mulher pela primeira vez cantava sem pudor sobre desejos sexuais.

Em uma sequência de hits que fariam dela um fenômeno do mercado fonográfico, convidava o parceiro para relaxar na banheira, sem culpa nenhuma, em plena vagabundagem, em "Banho de Espuma", vestir fantasias e tirar a roupa, molhada de suor de tanto se beijar, em "Mania de Você", ficar de quatro no ato e exigir "Vê se me dá o prazer te ter prazer contigo", em "Lança Perfume" —esse sucesso, aliás, ganhou versões em várias línguas, hebraico inclusive.

A cantora se tornou a cara de um feminismo menos sisudo. Foi convidada pela Globo para o especial "Mulher 80" e para criar a música de abertura do TV Mulher, que virou hino feminista, com versos assim: "Sexo frágil/ Não foge à luta/ E nem só de cama/ Vive a Mulher/ Por isso não provoque/ É cor-de-rosa choque".

Ela só não fazia sucesso com censores. Em 1981, por exemplo, das 30 músicas que submeteu à Censura, só nove foram liberadas para a gravação do LP "Saúde". Quase todas explodiram nas rádios. No ano seguinte, o LP "Flagra" vendeu dois milhões de cópias.

Multi-instrumentista, era versátil não só no palco. A personalidade transparente, o ar despudorado e o raciocínio rápido tornaram-na figura constante na mídia. Comandou o "Radioamador", na 89 FM, o "TVLeezão", na MTV, o "Madame Lee", no GNT, e integrou, no mesmo canal, o primeiro time de apresentadoras do "Saia Justa".

Em 1991, lançou o LP "Bossa’n’roll", seu projeto financeiramente mais bem-sucedido. Mas chegou ao fundo do poço. Diante do ultimado de Roberto em relação a álcool e drogas, foi morar sozinha. Em seu sítio, trocava legumes por receitas de tarja preta.

Certo dia, de tão chapada, despencou da varanda, teve o maxilar esfacelado e perdeu 40% da audição do ouvido direito. Roberto cuidou de sua recuperação, e quando ela tirou os pontos e conseguiu cantar "Mania de Você", a pediu em casamento. Na saúde e na doença, ainda enfrentariam muitas recaídas de Rita, até que ela tomasse uma decisão mais firme de ficar "careta" a partir do nascimento da primeira neta, em 2005.

Foi o que deu tranquilidade à "vovó do rock" nos últimos anos. Após a aposentadoria dos palcos, em 2013, viveu com Roberto em uma casa de campo onde pintava, cozinhava, escrevia e cuidava dos bichos de estimação, esses, aliás, companhias da vida toda. Ativista da causa animal, teve de tudo, de cães e gatos a jiboia e jaguatirica.

A ideia de se aposentar veio na turnê dos 45 anos de carreira, em 2012, que se encerraria em Aracaju. A despedida foi a sua cara. Ao ver policiais abordando pessoas da plateia que fumavam maconha, interrompeu o show: "Me dá esse baseadinho que eu vou fumar aqui e agora. Seus cafajestes, filhos da puta". Foi detida.
Com o incidente, uma nova despedida foi marcada para 2013, no Anhangabaú, em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. Nada mais justo que tenha sido na cidade que nasceu e da qual, como cantou Caetano, Rita foi a mais completa tradução.

Na autobiografia, escreveu que seu maior gol foi ter feito um monte de gente feliz e que, quando morresse, cantaria para Deus: "Obrigada, finalmente sedada". E, seu epitáfio, definiu, deve ser o seguinte: "Ela não foi um bom exemplo, mas era gente boa".
 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

Sob a regência do Cavaleiro de Paus, você pode se sentir mais carismático, expansivo, impulsivo e até um pouquinho egocêntrico nos próximos dias. E tudo bem!

23/08/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Cavaleiro de Paus é o grande motor do movimento para a frente no Tarô: a carta da ação ousada, da ambição inquieta e de uma energia que se lança antes mesmo de pensar em todos os detalhes — não por imprudência, mas por uma confiança instintiva no próprio impulso.

Ele não espera pelas condições perfeitas. Entende o próprio ato de avançar como aquilo que torna todo o resto possível, no melhor estilo: “primeiro você começa, depois você melhora.”

O Cavaleiro de Paus é puro ego. Ousado, impetuoso e cheio de autoconfiança, ele invade o centro das atenções como quem nasceu para estar ali, pronto para mostrar ao mundo o seu valor e a grandiosidade de suas ideias. Existe nele um charme sedutor, uma energia selvagem e magnética que torna difícil não se deixar contagiar por sua presença.

E isso pode ser muito divertido! É ótimo ter um Cavaleiro de Paus por perto. Ele anima as festas, movimenta os ambientes e sabe como colocar todo mundo para cima.

Também é estimulante estar perto de alguém com esse grau de confiança: o Cavaleiro de Paus não tem medo de dar o primeiro passo, correr riscos e fazer as coisas acontecerem. Sua coragem pode inspirar os outros a sair da inércia e embarcar em suas aventuras.

Mas, como todo cavaleiro, ele ainda está aprendendo a dominar o próprio poder. Sua energia pode se manifestar de maneira desajeitada, exagerada ou até impulsiva.

É alguém cheio de ideias e com um enorme desejo de agir, mas que nem sempre consegue parar para refletir, observar ou sentir antes de partir para a ação. A energia simplesmente corre solta, muitas vezes mais rápida do que sua capacidade de compreendê-la.

E, claro, ele pode ocupar muito espaço, grandes egos costumam fazer isso. O Cavaleiro de Paus pode ser aquela pessoa que domina os ambientes com sua necessidade de atenção, que fala alto, exige muito e, às vezes, pode soar arrogante.

Ele se afirma com confiança, mas, por trás dessa segurança toda, pode existir uma grande necessidade de reconhecimento e validação para manter a chama acesa.

Ainda assim, essa é uma figura inspiradora, que gosta de liderar e abrir caminhos. Pode ser aquela pessoa do seu círculo de amigos que parece estar sempre vivendo uma aventura, com uma vida movimentada e cheia de histórias, ou alguém cuja presença desperta em você a vontade de estar por perto.

Sua energia é contagiante, seu entusiasmo é difícil de ignorar e seu carisma natural faz com que as pessoas sejam atraídas por ele quase sem perceber.

Na prática, o Cavaleiro de Paus aparece quando uma ação ousada é necessária: lançar um projeto, perseguir uma oportunidade com rapidez e confiança, dar o passo que vem sendo construído há algum tempo, viajar em direção a algo novo.

Ele também pode representar uma pessoa que entra na sua vida trazendo essa energia: carismática, ágil, cheia de convicção e genuinamente empolgante de se ter por perto.

O que diferencia o Cavaleiro de Paus da imprudência é a qualidade do seu fogo: ele é genuíno. Ele não está fingindo confiança. De fato, acredita no caminho que escolheu, mesmo quando o mapa ainda está incompleto. É essa autenticidade que o torna tão cativante para os outros e tão eficaz no mundo.

A sombra que se esconde por trás do Cavaleiro de Paus é a velocidade. Incendiário por natureza, ele tem mais força para começar do que para sustentar, mais talento para acender uma chama do que para mantê-la viva.

Seu impulso é tão intenso que pode fazê-lo partir antes mesmo de saber exatamente onde quer chegar. E isso acontece porque o fogo é o elemento mais difícil de conter: a água pode ser dragada, represada e engarrafada; o ar pode ser bloqueado por uma parede ou expelido pela boca; a terra pode ser moldada com facilidade. Mas o fogo queima...ou se apaga.

A carta pergunta: o fogo está sendo direcionado para algo que realmente merece essa energia? E mais: existe um plano para quando o primeiro impulso começar a diminuir?

Cavaleiro de Paus no Amor e nos Relacionamentos

Se você está em um relacionamento: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura amorosa, costuma refletir uma energia de conquista e intensidade que é genuinamente empolgante, mas que pode ter dificuldade para se aprofundar em uma intimidade duradoura.

O fogo é real. A questão é saber se ele consegue desacelerar o suficiente para construir algo que permaneça. A carta também pode falar de um período de paixão e aventura renovadas dentro de um relacionamento — o retorno da faísca, o impulso para viver algo novo e realizar ações ousadas a dois.

Se você está solteiro(a): O Cavaleiro de Paus aparece com frequência quando a atração é forte, rápida e carregada de possibilidades. A conexão tem a qualidade do fogo: intensa, vibrante, calorosa, capaz de consumir.

A carta convida você a aproveitar esse calor, mas também a se perguntar com honestidade se existe substância suficiente por trás de toda essa empolgação para sustentar algo verdadeiro.

Se você passou por uma desilusão amorosa: O Cavaleiro de Paus pode surgir depois de uma perda como o retorno do desejo e do movimento para a frente: a disposição para voltar a se movimentar, buscar, desejar e direcionar o fogo para algo novo.

A carta pede apenas que essa nova direção seja escolhida com um pouco mais de cuidado do que seria se você seguisse apenas o impulso.

Cavaleiro de Paus na Carreira e nas Finanças

Carreira: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura profissional, é um forte sinal de ação ousada: o lançamento, a apresentação de uma ideia, a mudança de rota, o movimento que vinha sendo considerado e que agora está pronto para acontecer.

A carta favorece velocidade e confiança em vez de cautela. A oportunidade pode não permanecer disponível indefinidamente, e o Cavaleiro de Paus diz: vá agora, ajuste o caminho enquanto avança. É como diz a expressão: “trocar o pneu com o carro em movimento”.

A carta também pode apontar para um padrão de começar com muita força, mas ter dificuldade para sustentar o ritmo como, por exemplo, projetos iniciados com grande entusiasmo e depois abandonados quando a empolgação inicial desaparece.

A pergunta profissional que esta carta faz é se existe um plano para o percurso, e não apenas para a largada.

Muitas vezes, esta carta surge associada a novas propostas de trabalho, oportunidades que chegam para movimentar a vida profissional e convidar você a sair da zona de conforto. É uma energia de novidade, iniciativa e coragem para apostar em um caminho diferente. Aproveite!

Finanças: No aspecto financeiro, o Cavaleiro de Paus pode indicar decisões impulsivas — gastar ou investir movido pela empolgação, e não pela análise.

O fogo do momento pode fazer uma oportunidade parecer mais sólida do que realmente é. A carta pede pelo menos uma breve pausa para verificar se a direção é de fato segura antes de comprometer recursos com tanta rapidez.

Conselhos para a semana

Faça o movimento. Se você vem se preparando para um lançamento, uma apresentação ou alguma ação ousada, esta carta indica que as condições estão favoráveis o suficiente. Não espere pelo momento perfeito. Mova-se agora. Se jogue!

Confira a direção antes de acelerar. O maior risco do Cavaleiro de Paus é a velocidade sem propósito. Antes de colocar toda a sua energia em movimento, reserve um momento para confirmar a direção.

Não para ficar questionando a decisão indefinidamente, mas apenas para ter certeza de que toda essa força está sendo canalizada para onde você realmente quer chegar.

Reconheça o que você está deixando para trás. Partidas rápidas têm um custo. O Cavaleiro de Paus pode seguir em frente tão depressa que acaba deixando na poeira coisas que mereciam ser encerradas com cuidado.

Antes da próxima arrancada, pergunte a si mesma o que — ou quem — merece um fechamento adequado, em vez de uma saída abrupta.

Encontre uma maneira de manter o fogo aceso. Começar é a parte fácil. Crie uma estrutura, assuma um compromisso ou encontre uma forma de se manter responsável pelo que começou, para que o impulso sobreviva à explosão inicial de entusiasmo.

O Cavaleiro de Paus precisa descobrir como transformar o fogo do começo em uma chama mais constante, capaz de sustentar aquilo que está sendo construído.

Conclusão

Agosto chega ao fim deixando a sensação de que muita coisa mudou de lugar. Foi um mês de viradas e revelações. Depois do eclipse solar do dia 12, a semana termina sob a influência de um poderoso Eclipse Lunar em Peixes, na sexta-feira (28), convidando-nos a olhar para dentro e reconhecer o que precisa ser encerrado.

O Eclipse Lunar em Peixes encontra o impulso do Cavaleiro de Paus: uma combinação que pede desapego, mas também movimento. Primeiro, solte. Depois, avance. Afinal, o fogo do Cavaleiro fica mais potente quando não precisa carregar o peso do passado.

Ação ousada está sendo exigida agora. O Cavaleiro de Paus não fica sentado pensando. Ele age! Ele convida você a romper com a rotina, sair do lugar conhecido e se abrir para o novo. O mundo é vasto, cheio de possibilidades e está esperando para ser vivido e descoberto por você.

Em seus “Quatro Quartetos”, T. S. Eliot escreveu: “Não cessaremos de explorar, e ao final de toda a nossa exploração chegaremos ao ponto de partida e conheceremos esse lugar pela primeira vez.”

Talvez seja esse o convite do Cavaleiro de Paus para esta semana: avançar, experimentar, descobrir novos caminhos e, quem sabe, voltar ao ponto de partida com um novo olhar.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Gastronomia Correio B+

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Quase unanimidade nas mesas brasileiras, o famoso pão de queijo ganha um recheio ainda mais saboroso

23/08/2026 09h30

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa

Pão de queijo com recheio de costela? Aprenda a fazer essa deliciosa receita em casa Foto: Divulgação

Continue Lendo...

MINEIRINHO DE COSTELA

Ingredientes:

Massa

  • 2 xícaras de chá de polvilho azedo
  • ½ xícara de chá de leite
  • ¼ xícara de chá de óleo
  • 1 ovo
  • 1 xícara de chá de queijo meia-cura ralado
  • ½ colher de chá de sal

Recheio de costela

  • 250 gramas de costela bovina cozida e desfiada
  • ½ cebola pequena picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa do caldo do cozimento da costela
  • 1 colher de sopa de cheiro-verde picado
  • Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Comece aquecendo o leite com o óleo até levantar fervura. Coloque o polvilho em uma tigela e despeje a mistura quente, mexendo bem para escaldá-lo. Deixe amornar e acrescente o ovo, o sal e o queijo. Misture e amasse até obter uma massa homogênea e fácil de modelar.

Para o recheio, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente a costela desfiada e um pouco do caldo do cozimento. Refogue até a carne ficar úmida e suculenta, mas sem excesso de líquido. Finalize com cheiro-verde e pimenta.

Montagem:

Pegue uma porção da massa, abra na palma da mão e coloque uma quantidade generosa de costela no centro. Feche cuidadosamente e modele no formato de pão de queijo.

Disponha as unidades em uma assadeira, deixando espaço entre elas. Asse em forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 25 a 30 minutos, ou até os pães de queijo crescerem e ficarem dourados. Espere amornar e sirva.

Obs importante: Tempo de preparo: 45 minutos (Considerando a costela já cozida)
Fonte Água Doce Cachaçaria 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).