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ESPETÁCULO

Mostra de Palhaç@s do Pantanal começa hoje no Teatro Sesc Prosa

9ª Pantalhaç@s Mostra de Palhaç@s do Pantanal começa hoje com "Noites de Circo", espetáculo com malabares e mágica de companhia carioca premiada internacionalmente; oficinas, roda de conversa e a tradicional Palhasseata fazem parte da programação

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Campo Grande abre suas portas para o riso a partir de hoje, quando começa oficialmente a 9ª Pantalhaç@s – Mostra de Palhaç@s do Pantanal. A abertura será no Teatro Prosa Sesc, às 19h, com o espetáculo “Noites de Circo”, da tradicional e internacionalmente premiada família Morales (RJ). Amanhã é a vez do explosivo e provocador “Xou do Xac”, do Mutanti Lab de Criação (MG), assumir o palco do Prosa às 19h, dando seguimento a uma programação que ocupará teatros, ruas e escolas até o dia 10.

A 9ª edição da Mostra reúne 13 espetáculos, totalizando 16 apresentações de grupos do Brasil e da América Latina, além de oficinas, roda de conversa e a já tradicional Palhasseata – um cortejo festivo que transforma a cidade em poesia e encontro.

Para a família Morales, que há anos deseja participar da Mostra, a abertura em Campo Grande é motivo de celebração. “Estamos muito felizes e muito ansiosos para ir à Pantalhaç@s. É uma alegria poder levar nosso trabalho para esse público querido, mantendo viva a energia do circo, da estrada e da viagem”, afirma Guga Morales.

“Noite de Circo” reúne números de malabares, mágica, improvisações e o encontro artístico entre Guga Morales e Manuela Montes. A família já percorreu países como Dinamarca, Romênia, Suíça e Itália, trazendo na bagagem a fusão do circo tradicional com elementos contemporâneos.“A vida é a arte do encontro e que venham mais encontros como este”, completa Guga.

Na noite de amanhã, o palco recebe o palhaço Xac, criação de Gabriel Castro Cavalcante, artista nordestino, migrante, gay e cis, que transforma sua vivência e identidade em potência cênica. “O palhaço Xac borra as fronteiras entre arte e vida. É uma palhaçaria queer que atualiza debates sobre gênero e sexualidade, propondo novas possibilidades de existir”, explica Gabriel.

“Xou do Xac”, de Gabriel Castro Cavalcante, será apresentado amanhã, também no Sesc Teatro Prosa

“Xou do Xac” é uma mistura explosiva de humor, crítica e cultura pop, inspirada no universo do Xou da Xuxa, porto seguro para tantas infâncias dissidentes. “O deboche desmonta preconceitos e diz que a arte é política. Queremos que o espetáculo seja divertido, alto astral e libertador”, afirma o artista.

Participar da Pantalhaç@s também carrega um significado profundo para Gabriel. “É uma honra estar aqui. A mostra acolhe palhaçarias feministas, queer, negras e tradicionais. Esses encontros fortalecem a produção contemporânea”, endossa o intérprete de Xac.

RISO E ENCONTROS

A partir de sábado, a mostra segue com oficinas, apresentações em diferentes regiões da cidade, rodas de conversa e a Palhasseata, marcada para domingo, às 16h, na Orla Morena. A programação contempla públicos de todas as idades, com espetáculos que vão do circo popular às poéticas contemporâneas.

A 9ª Pantalhaç@s – Mostra de Palhaç@s do Pantanal é realizada pelos grupos Flor e Espinho Teatro e Circo do Mato, e segundo a curadoria, carrega o compromisso de democratizar o acesso à arte, ocupando teatros, praças e escolas públicas com o riso como linguagem universal.

A família Morales já percorreu países como Dinamarca, Romênia, Suíça e ItáliaA família Morales já percorreu países como Dinamarca, Romênia, Suíça e Itália

O evento conta com investimento da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), do governo federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), operacionalizado pelo do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

AÇÕES FORMATIVAS 

Oficinas e uma roda de conversa fazem parte da programação da mostra. Essa programação é voltada para artistas, estudantes e entusiastas da cena circense, teatral e performática. Com turmas reduzidas e proposta de aprofundar a criação, a iniciativa visa fortalecer corpos, vozes e inventividade, garantindo que a palhaçaria continue reverberando muito além dos palcos. 

Uma das ministrantes das oficinas é a artista Dagmar Bedê (MG), responsável por “O Riso Disruptivo – Devaneios entre Palhaçarias e Cabarés”, no Circo do Mato (que fica na Rua Tonico de Carvalho, nº 263, no Bairro Amambaí). A proposta convida artistas a investigar a comicidade a partir da liberdade expressiva e do diálogo entre palhaçaria e cabaré, em uma imersão que mistura teoria e prática, jogos de improvisação, presença cênica e crítica poética. A oficina receberá até 20 participantes, com idade mínima de 16 anos. 

 

Outra oficina central da programação é “Que Palhace É Esse?”, no Flor e Espinho Teatro (Rua Pedro Celestino, nº3.750, Bairro Monte Castelo), ministrada por Gabriel Cavalcante e Juarez Dias (MG), voltada para quem deseja experimentar a palhaçaria desde impulsos pessoais e identitários. 

Por ser uma oficina de palhaçaria queer, suas práticas partem de perspectivas dissidentes e de narrativas que abordam corpo, gênero, memória e criação, recorte este que orienta a pesquisa proposta.

Com foco em improvisação, composição cômica e experimentação narrativa, a oficina estimula o uso de objetos pessoais, histórias íntimas, texturas cênicas e a criação coletiva, culminando em uma breve mostra de processo. As vagas são limitadas a 24 pessoas, com idade mínima de 18 anos.

Para artistas que desejam aprimorar técnica e precisão, a oficina “Teoria e Prática do Malabarismo – Passe de Claves”, com Vitor Poltronieri (SP), no Circo do Mato, oferece um percurso intensivo sobre fundamentos do jogo de claves: passes, lançamentos, recepções, giros, coordenação e tempo de jogo entre múltiplas pessoas.

Embora envolva técnica circense, a oficina é voltada também para palhaços e artistas que desejam incorporar o malabarismo em seus números, ampliando vocabulários cômicos e possibilidades de criação dentro da palhaçaria. Vagas para 20 participantes a partir de 15 anos.

Uma proposta original da mostra também é a oficina “Traquitanas de Palhaço: Inventando o Riso”, ministrada por Teófanes Silveira (AL), no Circo do Mato. Voltada para atores, palhaços e estudantes a partir dos 18 anos, a oficina busca estimular a criatividade por meio da manipulação e construção de objetos cênicos – desde adereços sonoros a figurinos e brinquedos teatrais – ampliando o repertório físico e visual do palhaço. A proposta permite que novas vozes confeccionem seus “instrumentos de riso”. Vagas limitadas a 15 pessoas. 

A programação formativa inclui também a roda de conversa Roda de Palhaç@s – Sonhos, Frustrações e Utopia, que acontece no sábado, às 21h, no Flor e Espinho Teatro. O encontro reúne artistas da Mostra e do Estado para uma conversa aberta sobre processos de criação, percursos, expectativas e os desafios da palhaçaria contemporânea.

O espaço propõe um momento de escuta sensível e troca horizontal, em que cada artista pode compartilhar caminhos, fracassos, descobertas e impulsos de futuro – reforçando a Pantalhaç@s como um território de afeto, reflexão e construção coletiva.

A 9ª Pantalhaç@s – Mostra de Palhaç@s do Pantanal é realizada pelos grupos Flor e Espinho Teatro e Circo do Mato, e segundo a curadoria, carrega o compromisso de democratizar o acesso à arte, ocupando teatros, praças e escolas públicas com o riso como linguagem universal. 

O evento conta com investimento da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), do governo federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), operacionalizado pelo do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Programação

4/12 (quinta-feira) – Teatro Prosa Sesc

  • 19h – Abertura oficial
  • 19h20min – “Noites de Circo” – Família Morales (Rio de Janeiro/RJ)

Classificação: Livre 

5/12 (sexta-feira) – Teatro Prosa Sesc

  • 19h – “Xou do Xac” – Mutanti Lab de Criação (Belo Horizonte/MG)

Classificação: 16 anos

6/12 (sábado)

  • 9h às 12h – Oficina “Que palhace é esse?” – Gabriel Cavalcante e Juarez Dias

Local: Flor e Espinho Teatro

  • 16h – “Apalhassadamuzikada... Uma Sinphonia Engrassada!” – Turma do Biribinha (Arapiraca/AL)

Local: Teatro Prosa Sesc – Classificação: Livre

  • 19h – “Batalha” – Dagmar Bedê (Belo Horizonte/MG)

Local: Teatro de Arena – Orla Morena – Classificação: Livre

  • 21h – Roda de Palhaç@s – sonhos, frustrações e utopia

Local: Flor e Espinho Teatro

07/12 (domingo)

  • 9h às 12h – Oficina “Que palhace é esse?” – Gabriel Cavalcante e Juarez Dias

Local: Flor e Espinho

  • 9h às 12h – Oficina Teoria e Prática do Malabarismo – Passe de Claves – Vitor Poltronieri

Local: Circo do Mato

  • 17h – Palhasseata – regência Thiago Sales

Local: Teatro de Arena – Orla Morena – Classificação: Livre

  • 18h – “Se Desconcierta el Concierto” – Latin Duo (Argentina/Peru)

Local: Teatro de Arena – Orla Morena – Classificação: Livre 

8/12 (segunda-feira)

  • 9h – “Vendê - Graça na Praça” – (Nova Alvorada do Sul)
  • 9h30 – “Tictac – Um Esquete sobre o Tempo” – (Três Lagoas/MS)

Local: CEU das Artes Lageado – Classificação: Livre

  • 9h – “Fuzarca” – Trupior (Dourados)

Local: Praça CRAS Jd Noroeste – Classificação: Livre

  • 14h – “Se Desconcierta el Concierto” – Latin Duo (Argentina/Peru)

Local: ETI Iracema Mª Vicente – Classificação: Livre

  • 19h – “Jerônimo Show” – Circo Caramba (Americana/SP)

Local: Teatro de Arena – Orla Morena – Classificação: Livre

9/12 (terça-feira)

  • 9h – “Vendê – Graça na Praça” – (Nova Alvorada do Sul)
  • 9h30 – “Tictac – Um Esquete sobre o Tempo” – (Três Lagoas)

Local: Praça CRAS Jd Noroeste — Classificação: Livre

  • 9h – “Saltimbembe Mambembancos” – Rosa dos Ventos (Presidente Prudente/SP)

Local: CEU das Artes Lageado – Classificação: Livre

  • 18h – “Mix Dux” – Circo Dux (Rio de Janeiro/RJ)

Local: CCJOG – Classificação: Livre

  • 19h – “La Trattoria” – Los Circo Los (São Paulo/SP)

Local: Teatro Aracy Balabanian – Classificação: Livre

10/12 (quarta-feira) – Teatro Prosa Sesc

  • 19h – “Desajustada” – Cia Pé de Vento (Florianópolis/SC)

Local: Teatro Prosa Sesc

Classificação: 14 anos

Endereços dos Locais

  • Teatro Prosa Sesc – Rua Anhanduí, nº200 – Centro
  • Teatro de Arena – Orla Morena – Av. Noroeste, nº 1.535 – Vila Planalto
  • Teatro Aracy Balabanian / CCJOG – Rua 26 de Agosto, nº 453 – Centro
  • CEU das Artes Lageado – Rua Maria Del Horno Samper, nº 981 – Parque do Lageado
  • Praça CRAS Jardim Noroeste – Rua Barbacena, nº 685 – Jardim Noroeste
  • Flor e Espinho Teatro – Rua Pedro Celestino, nº 3.750 – Centro
  • Circo do Mato – Rua Tonico de Carvalho, nº 263 – Amambaí

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Novo filme de M. Night Shyamalan com brasileiro indicado ao Oscar ganha data de estreia

O filme Remain, teve sua data de lançamento alterada e agora estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027

08/02/2026 22h00

Remain estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027

Remain estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027 Divulgação

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O novo filme de M. Night Shyamalan, Remain, teve sua data de lançamento alterada e agora estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027.

Antes, a Warner Bros. trabalhava com a previsão de chegada do longa em 23 de outubro de 2026, mas o estúdio optou por transferir o lançamento para o início do ano seguinte, período próximo ao Valentine’s Day, o Dia dos Namorados nos Estados Unidos.

O projeto marca mais uma parceria do diretor com a Warner e contará com fotografia do brasileiro Adolpho Veloso, indicado ao Oscar por Sonhos de Trem.

Thriller romântico será baseado em história original

Ainda sem título confirmado no Brasil, Remain será um thriller romântico com elementos sobrenaturais, desenvolvido a partir de uma história criada por Shyamalan em colaboração com o escritor Nicholas Sparks, conhecido por romances best-sellers.

A proposta também se destaca pelo formato: enquanto Shyamalan escreveu o roteiro do filme, Sparks trabalhou em um romance inspirado na mesma história, com os dois projetos sendo desenvolvidos de forma independente.

Enredo acompanha arquiteto em busca de recomeço

De acordo com sinopse divulgada pelo site World of Reel, a trama gira em torno de Tate Donovan, um arquiteto de Nova York que tenta retomar a vida após passar por uma clínica psiquiátrica. Abalado pela morte da irmã, ele viaja até Cape Cod para projetar uma casa de veraneio para uma amiga.

No local, ele conhece Wren, descrita como uma jovem misteriosa que interfere diretamente na estabilidade emocional do protagonista e coloca em dúvida sua visão de mundo.

O elenco será liderado por Jake Gyllenhaal e Phoebe Dynevor, que devem dividir o protagonismo no longa.

Shyamalan produzirá Remain ao lado de Ashwin Rajan, com Theresa Park e Marc Bienstock também creditados como produtores. Nicholas Sparks participa como produtor executivo.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral

"Três Graças representa um encontro muito bonito entre maturidade e responsabilidade. Profissionalmente, é um passo importante, de una entrega, exposição e, sobretudo, muito aprendizado"

08/02/2026 19h30

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral Foto: Divulgação

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Alana Cabral é um dos nomes mais promissores da nova geração de atrizes brasileiras e vive um momento decisivo em sua trajetória artística ao integrar o núcleo protagonista de Três Graças, novela das 9 da Globo.

Jovem, talentosa e com um olhar sensível para histórias que dialogam diretamente com a realidade social do país, a atriz consolida sua presença no audiovisual ao dar vida à Joélly, personagem que ganha cada vez mais força e complexidade na trama.

Na novela, Joélly começa a encarar com mais intensidade desafios profundos e delicados: a gestação na adolescência, o bullying, o medo de não conseguir continuar os estudos e as pressões impostas a uma menina periférica e a uma jovem mulher preta que precisa amadurecer rapidamente.

Questões que atravessam a vida de milhares de adolescentes brasileiras são retratadas com humanidade e responsabilidade, colocando a personagem no centro de debates urgentes e necessários.

O desafio de viver Joélly marca um ponto de virada na carreira de Alana. Em um horário de enorme alcance e impacto cultural, a atriz leva para o horário nobre uma narrativa potente sobre juventude, desigualdade, maternidade precoce e resistência.

Seu protagonismo em uma novela das 9 carrega um simbolismo importante: a presença de uma jovem mulher preta ocupando um espaço de destaque, com uma história complexa, longe de estereótipos, refletindo avanços e discussões essenciais do Brasil contemporâneo.

Antes de Três Graças, Alana já vinha construindo uma trajetória consistente no audiovisual. Recentemente, ela integrou o elenco do elogiadíssimo Salve Rosa, filme que chama atenção por abordar de forma contundente a relação de crianças e adolescentes com as redes sociais, fazendo um alerta necessário sobre exposição, limites e saúde emocional no ambiente digital. A obra dialoga diretamente com o público jovem e foi reconhecido por sua abordagem sensível e atual.

Outro destaque de sua carreira é o filme Quatro Meninas, exibido no Festival de Brasília, um trabalho potente que reúne meninas negras em uma narrativa sobre afeto, descobertas, identidade e pertencimento.

O projeto reforça o compromisso de Alana com histórias que ampliam representatividade e dão visibilidade a vivências frequentemente invisibilizadas no audiovisual brasileiro.

Com escolhas artísticas alinhadas a temas sociais relevantes, Alana Cabral se apresenta como uma atriz em plena ascensão, que alia talento, consciência e presença cênica.

Seu trabalho em Três Graças não apenas amplia sua projeção nacional, como também reforça a importância de narrativas plurais, capazes de emocionar, provocar reflexão e gerar identificação com o público.

Alana é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, escolhas e seu papel como uma das protagonistas de Três Graças.

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral  A atriz Alana Cabral é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Guilherme Leme - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Três Graças marca um momento importante da sua carreira. O que essa novela representa para você hoje, pessoal e profissionalmente?
AC -
 Três Graças representa um encontro muito bonito entre maturidade e responsabilidade. Profissionalmente, é um passo importante, de muita entrega, exposição e, sobretudo, muito aprendizado. Pessoalmente, me atravessa porque é uma história que fala de temas reais, urgentes, e me fez olhar para muitas questões com mais empatia e escuta. É um trabalho que vem me transformando. 

CE - Joélly enfrenta gravidez precoce, bullying e muitas pressões. Como foi construir essa personagem emocionalmente sem perder a delicadeza dela?
AC -
 Eu tentei olhar para a Joélly sempre a partir do afeto. Mesmo nos momentos mais duros, ela tem uma delicadeza muito própria, uma sensibilidade que não pode ser apagada pela dor. Foi um trabalho de escuta — escutar o texto, a direção, as histórias reais que inspiram essa trajetória — e de entender que a força também pode ser silenciosa.

CE - A personagem amadurece muito cedo. O que viver esse processo em cena te ensinou como atriz e como mulher?
AC -
 Me ensinou que amadurecer à força deixa marcas, mas também revela uma capacidade enorme de resistência. Como atriz, foi um exercício de sutileza, de mostrar transformações internas sem precisar verbalizar tudo. Como mulher, me fez refletir sobre quantas meninas no Brasil passam por isso todos os dias e seguem em frente, muitas vezes sem rede de apoio.

CE - Você sente que Joélly dialoga diretamente com a realidade de muitas adolescentes brasileiras? Como tem sido o retorno do público?
AC -
 Muito. E o retorno tem sido uma das partes mais emocionantes desse trabalho. Recebo mensagens de meninas que se veem nela, de mães, de educadores. Pessoas que dizem “essa história é a minha” ou “eu queria ter visto algo assim quando era mais nova”. Isso dá um sentido enorme para o que a gente faz.

CE - Houve alguma cena da novela que tenha sido especialmente desafiadora para você?
AC -
 Sim, as cenas em que a Joélly se sente completamente sozinha foram muito difíceis. Aquela solidão que não é só física, mas emocional. São momentos que exigem muito cuidado, porque você precisa acessar lugares sensíveis sem perder o controle emocional para continuar contando a história com verdade.

CE - O protagonismo na novela das 9 mudou algo na sua rotina ou na forma como você encara a profissão?
AC - 
Mudou a rotina, claro, mas principalmente ampliou meu senso de responsabilidade. A novela das 9 tem um alcance muito grande, então passei a encarar ainda mais o meu trabalho como um espaço de diálogo com o público. Isso não tira a leveza, mas traz mais consciência sobre o impacto do que estamos contando.

Entrevista exclusiva com a atriz destaque na novela Três Graças da Rede Globo Alana Cabral  A atriz Alana Cabral é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Guilherme Leme - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Pelas redes sociais, dá para perceber um clima de amizade e descontração entre o elenco do núcleo da Chacrinha. Como é o processo de gravação ali nos bastidores e que relações você construiu com esse grupo?
AC
- O clima é muito bom. A Chacrinha é um núcleo intenso, com cenas emocionalmente fortes, então esse ambiente de afeto e leveza nos bastidores é fundamental. A gente conversa muito, troca experiências, ri, se apoia. Construí relações de muita parceria e confiança, que acabam refletindo diretamente em cena.

CE - Seus trabalhos costumam tocar em temas sociais. Isso é uma escolha consciente ou algo que foi acontecendo naturalmente na sua trajetória?
AC -
 Acho que foi acontecendo de forma natural, mas hoje é algo que faço com mais consciência. Sempre me interessaram histórias que conversam com a realidade, que provocam reflexão e empatia. Quando um trabalho tem esse impacto social, ele ganha um sentido ainda maior para mim.

CE - Fora do set, quem é a Alana? O que você gosta de fazer no tempo livre, hobbies, hábitos que te ajudam a recarregar as energias?
AC -
 Sou uma pessoa simples, muito ligada à minha família e aos meus amigos. Gosto de ficar em casa, ouvir música, assistir filmes e séries, ler, caminhar. Esses momentos mais tranquilos me ajudam a organizar as emoções e a voltar para o trabalho com mais presença. E não abro mão de um contato com a natureza, como banho de mar ou cachoeira.

CE -  Olhando para frente, que tipo de personagem ou história você ainda sonha em contar?
AC - 
Tenho muita vontade de continuar contando histórias que toquem as pessoas de alguma forma. Personagens femininas complexas, contraditórias, que não se fecham em rótulos. Histórias que provoquem conversa, reflexão e, se possível, transformação.

 

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