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Diálogo

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Rubem Alves - escritor brasileiro

Se eu pudesse recomeçar, teria mais pressa de viver do que ser produtivo. Mas trabalhei tanto que esqueci de estar vivo. Uma pena, porque viver é a única urgência”.

Felpuda

Muitos comentários diante da reação de parlamentar da esquerda que foi às redes sociais para demonstrar seu inconformismo a respeito do que estaria sendo postado sobre um “benefício”: o fornecimento gratuito de gás pelo governo de Lula, será “uma esmola”. Ironicamente, dizem que o dito-cujo fez famoso pronunciamento cheio de palavras de efeitos, marcados por altruísmo de ocasião. Mais um pouco, segundo línguas ferinas, “verteria lágrimas”. O mais interessante é que em nenhum momento falou que poderia abrir mão de parte de sua verba indenizatória para colaborar com quem vai pagar essa conta. Não precisa nem dizer...

Sem carona

Um dos políticos de grande aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado estadual Coronel David afirmou que o PL não está cometendo erro de apoiar “caroneiro”. Vale ressaltar que um dos grandes problemas da legenda foi eleger alguns candidatos em 2018 e 2022, que posteriormente viraram as costas ou traíram Bolsonaro. Mato Grosso do Sul é um desses estados.

Vaga

O trio formado pelo governador Riedel, senadora Tereza Cristina e o ex-governador Azambuja deverá ir na direção do que deseja o ex-presidente Bolsonaro, no que se relaciona às vagas no Senado. Ele chegou a sugerir o nome da vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira para uma das vagas do PL, mas seu pouco tempo na vida pública e falta de base eleitoral forte em todo MS indicam que seria difícil obter sucesso na empreitada. Assim, a segunda vaga deverá mesmo ser destinada a um partido aliado.

Nem aí

Ainda sobre o evento de filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja: a ausência do deputado federal Marcos Pollon não mereceu muita importância por parte do presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto. Já alguns políticos presentes no evento afirmaram que o parlamentar estaria mesmo prestes a deixar a legenda liberal e fizeram uma previsão, caso isso aconteça: utilizará como mote a narrativa de que é o único representante da direita em MS. A conferir.

Renovação

A partir do hoje até o dia 9 de novembro, o Território Ristorante será o ponto central de encontro e enogastromia de qualidade, pois atuará como o restaurante oficial da Casa Cor. Durante a mostra de arquitetura e decoração, o restaurante hoje instalado na Euclides da Cunha, em Campo Grande,vai passar por reforma e repaginada total, marcando novo momento de renovação do Território Ristorante.

Everson Rodrigues e Ingrid Paniago

 

Carol Zancanaro

Direita, mesmo!

Ao se filiar ao PL, no domingo, o ex-governador Reinaldo Azambuja, disse que está afinado com os objetivos do ex-presidente Bolsonaro, que é o de evitar o Lula 4. Seu pronunciamento deixou claro que assumiu seu papel de oposição aos esquerdistas e vai trabalhar para derrotar o petismo em 2026. Saiu em defesa de Bolsonaro, classificando-o de homem honrado e vítima de perseguição, criticou a alta dos juros e frisou: candidato à presidência é Jair Bolsonaro ou quem ele indicar.

Prestígio

O peso político de Azambuja ficou demonstrado em sua filiação no PL. Reuniu ao seu lado, lideranças como o governador Riedel e a senadora Tereza Cristina Correa da Costa Dias, do PP, o vice-governador Barbosinha, do PSD, além do senador Rogério Marinho, hoje no PL e ex-colega de bancada tucana quando Azambuja era deputado federal, o deputado federal José Medeiros de Mato Grosso e que disputará o Senado. O presidente nacional dos liberais, Waldemar Costa Neto, manteve sorriso de orelha a orelha durante todo o evento.

Filiações

Partidos que deverão fazer aliança com o grupo PP-PL para tentativa de reeleição do governador Riedel estavam representados em sua maioria durante o ato de filiação. Azambuja levou consigo 18 prefeitos e anunciou que outros estariam interessados em ingressar na legenda liberal. O ex-deputado federal Edson Giroto assinou a ficha de sua filiação no PL.

ANIVERSARIANTES

Iolete Moreira
Antônio Vaz Neto
Raquel Naveira
João Paulo Cestari Grotti
Maria Elena da Silva Flôres
Maria Teresa Iunes
Fadel Tajher Iunes Junior
Lauro Benedito Polastrini
Carlos Roque Lopes Ferreira Junior
Marcilio Mendonça
Ariston Ferreira dos Santos
Celso Ribeiro Filho
Rafaela Moreira
Ricardo Campo Junior
Eloisa Rezende Lino
Jorge Arguello
Adriel Matos Dias
Mauro José de Carvalho Nogueira
Alcir Batista de Oliveira Júnior
Andréia Rodrigues de Oliveira
Dionny Melo Amarilha
Isabella de Medeiros Vieira Sirena
Nil de Mello
Edson Giroto
Paula Coelho Barbosa Tenuta de Carvalho
Willian Wagner Caxias
Claudet Strobel da Silva
Alba Valéria Seraphim
Jayro de Sousa
Gleuce Maria Barbosa de Oliveira Millian
Alírio José Bacca
Regina Maria Takayassu
Fernando Paiva
Edite Akiko Teruya
Carolina Reginatto
Valério Mauro Garcia Alves
Tereza Berto Carmona
Irene Freitas Valdez
Judite Ottersbach Kuhnen
Manoel Rodrigues Antunes
Carlos Roberto Godoy
Kátia Regina Velasquez
Valdomiro de Rezende
Graziela de Fátima Teixeira
Anna Maria Duarte Miglioli
Aparecida Annes Nunes da Cunha
Gildásio Pedro de Brito
Paschoal Marques Junior
Jair Franco de Souza
Cleusa de Almeida Ouriveis
Andréa Zotta Gutierrez
Maria Helena Almeida
Elenyr Rodrigues
Licio Corrêa Amorim
João de Oliveira Simões Netto
Edenir dos Santos Ramos
Janer César Shinohara Almeida
Lino Lúcio Nantes
Rita Aparecida de Souza Leônidas
Adair Detoni
Atanagildes de Godoy
Goretti Milanês
Arisvander de Carvalho
Ivo César Bertollo
Orimar dos Anjos
Célia Regina Ottoni Camargo
Ademir de Oliveira
Ione Kanasiro Miyahira
Cláudia Higa Gil
Arlindo Inácio Flores
Carla Selingardi Lazzarini
Raphaela Campos Gomes da Silva
Edilson Carlos Araújo de Oliveira
Carlos Antonio Lucena
Valdenir Camilo
Uber de Souza Barbosa
Maria Cecília de Campos
Antônio Augusto Espíndola
Bruno Ricardo Reichardt
Jakson Vanderley da Silva Pereira
Paulo Henrique Rosseto de Souza
Maria Cristina Longo Pereira
Alberto César Batista Vieira
Celeste Francisco Chacarosque Marciano
Célio de Souza Rosa
Benedito Elias da Silva
Cristiane Antero
Mary Coelle Arrais Leal
Paulo Gustavo Pahl
Rosely Aparecida Molina
Fernando Augusto de Abreu Sampaio
Mônica de Queiroz Stateri
Jaime Silva Junkes
Ellen Greves Giovanini
Thamilyn Benites Machado
Valéria Augusta Alves Pires Klein
Onofre Gomes de Azevedo Junior
Marcus Vinicius Ramos da Silva
Karina de Almeida Batistuci
Thiago Lescano Guerra
Felipe Cazuo Azuma
Paulo Tadeu de Barros Mainardi Nagata
Sônia Aparecida Ramos
Éverson Medeiros de Lima
Mara Cristina de Andrade e Silva
Fátima Helena Atala Neto
Felix Verona Casado

*Colaborou Tatyane Gameiro

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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