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Mulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a "moda" da magreza extrema, explica especialista

Enquanto muitos aplaudem a magreza extrema em mulheres maduras, perder peso pode não ser a mesma coisa que "envelhecer bem".

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Cada vez mais, mulheres maduras deixam de lado estereótipos antiquados de gênero e idade e ocupando espaços de destaque na sociedade, inclusive em ambientes que antes eram muito dominados pelos jovens. E, com isso, essas mulheres também estão, cada vez mais, se preocupando em “envelhecer bem”, tanto no sentido estético quanto no da saúde. 

Porém, nessa era da volta da magreza extrema e das canetas emagrecedoras, na qual muitas pessoas pensam que “envelhecer bem” é a mesma coisa que “envelhecer o mais magra possível”, é preciso tomar muito cuidado. 

Afinal, apresentar costelas aparentes, clavículas salientes e braços finíssimos nem sempre é um sinal de saúde. Ainda mais para mulheres já mais maduras, na época da menopausa, quando o organismo feminino precisa justamente de mais reserva muscular, óssea e metabólica. 

Assim, emagrecer rápido demais e sem supervisão profissional, nessa idade, pode até criar uma fragilidade fisiológica maior e comprometer a longevidade. Também podem surgir doenças e problemas como desnutrição proteica, sarcopenia e baixa densidade óssea. 

“Antes de pensar em emagrecimento, pense em reconexão e saúde. Porque o corpo em paz emagrece. Corpo em guerra estagna”, diz o Dr. Luiz Augusto Junior, médico especialista em saúde da mulher e nutrologia. 

Ou seja, “envelhecer bem” não é só sobre diminuir o peso na balança, mas também sobre preservar músculos, ossos, cognição, autonomia e saúde e qualidade de vida no geral.

Até porque ganhar um pouco de barriga na menopausa, por exemplo, é algo comum e existem formas muito mais saudáveis de resolver isso do que com métodos que tragam uma magreza exagerada e veloz demais.

Mulheres 50+ devem tomar muito cuidado com a “moda” da magreza extrema, explica especialista - Divulgação

A “barriga de menopausa” e o que fazer para combatê-la

A “barriga de menopausa” é algo extremamente comum durante esse período da vida das mulheres - ela afeta  mais de 60% nessa faixa etária. Isso porque as alterações hormonais típicas dessa fase fazem com que a gordura se acumule na região abdominal, e não mais nos quadris e coxas, ocorrendo uma transição do formato corporal “pera” para o “maçã”.

Isso sem contar que o climatério, ou seja, a fase anterior à menopausa, pode trazer sintomas - aumento de fome, sono ruim, mudanças no humor e quadros de ansiedade - que também ajudam a aumentar o peso. 

“Muitas mulheres chegam ao consultório falando sobre peso. Mas, quando começamos a investigar… descobrimos que o problema quase nunca era só a balança. Era o sono ruim há anos. Era a exaustão constante. Era o cortisol alto. Era a insulina desregulada. Era o corpo funcionando em modo sobrevivência”, explica o especialista. 

Além do impacto estético e, consequentemente, muitas vezes na autoestima das mulheres, a gordura visceral, armazenada entre órgãos e tecidos também aumenta as chances de doenças, como as cardiovasculares e a diabetes tipo 2. Então, o que fazer para evitar ou reverter o problema da “barriga de menopausa”?

Siga as dicas do Dr. Luiz Augusto a seguir:

Pergunte a seu médico sobre a necessidade de reposição hormonal, pois isso pode ajudar a reduzir o acúmulo de gordura visceral enquanto mantém a massa magra

Faça atividades físicas, preferencialmente combinando cardio com musculação

Tome cuidado com a alimentação - isso não quer dizer comer pouco para tentar emagrecer rápido, mas sim priorizar alimentos in natura e minimamente processados, limitar coisas como ultraprocessados e açúcar e dar bastante atenção às proteínas, que vão te ajudar a manter a massa magra

Tente ter uma boa rotina de sono, pois o cortisol, hormônio que aumenta com o estresse crônico, é conhecido por piorar o acúmulo de gordura abdominal 

Diálogo

Pelo andar da carruagem, a Justiça Eleitoral terá trabalho redobrado nas... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (5)

05/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Isabel Allende - escritora chilena

"A vida é puro ruído entre dois silêncios abismais. Silêncio antes de nascer, silêncio após a morte”.

FELPUDA 

Pelo andar da carruagem, a Justiça Eleitoral terá trabalho redobrado nas próximas eleições. Adversários estarão de olho em cada movimento dos concorrentes, munidos de binóculos de alta precisão. Qualquer detalhe poderá ganhar dimensão de denúncia, dependendo do olhar de quem estiver do outro lado. E a ironia corrre solta. Tipo: Atenção! Bebeu água gelada e deu mau exemplo, afetando a garganta dos idosos? Na disputa eleitoral, até o que parece irrelevante começa a ganhar importância. E desse jeito, logo vão precisar fiscalizar até quem espirrou fora de hora. Afe!

Diálogo

Unha e dedo

Os adversários do PT estão se divertindo com a aproximação entre Fábio Trad e Zeca do PT, principalmente porque a memória política tem dessas coisas: não costuma respeitar alianças de ocasião. Foi Trad quem ajudou  a derrubar a aposentadoria para ex-governadores.

Mais

A medida atingiu diretamente Zeca, que na época não economizou nos adjetivos contra, digamos, o seu algoz. Hoje, porém, os dois aparecem lado a lado. O tempo cura feridas, dizem. Em ano eleitoral, parece que também fornece esparadrapo, porque os dois estão grudados que só.

Diálogo Gleda Brandão Martins de Araújo, que comemora idade nova hoje - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoBarbara Guedes Nespoli - Foto: Arquivo Pessoal

Quem te viu...

Com as chapas definidas, algumas candidaturas chamam mais atenção que outras. Uma delas pertence à quem, tempos atrás, distribuiu críticas aos deputados com mais de 60 anos e chegou a dizer que a Assembleia não era “casa de repouso”. Agora, disputa vaga na Câmara Federal por um partido que abriga alguns dos veteranos que eram alvos de suas alfinetadas. Desde então, o discurso sobre renovação entrou em discreto silêncio. 

Realidade

O recuo de Nelson Trad Filho também enterrou o plano do MDB de indicar o ex-ministro Marun para a suplência ao Senado. Sem espaço na chapa majoritária, o partido oficializou apoio à reeleição do governador Riedel e voltou suas atenções para a eleição de deputados estaduais. Lideranças admitem que o cenário para a Câmara Federal é pouco favorável. O contraste evidencia a perda de protagonismo de um partido que já foi uma das maiores forças políticas de MS.

Confirmadas

O Republicanos homologou o nome do vice-governador Barbosinha para disputar a reeleição na chapa de Eduardo Riedel. A decisão confirma cenário antecipado pelo Correio do Estado ainda em julho de 2025, quando a permanência do vice na chapa já era tratada como provável. Na mesma reportagem, também foram apontadas a saída de Reinaldo Azambuja do PSDB para o PL e a reorganização do grupo governista. As previsões acabaram se confirmando um ano depois. Como se vê...

ANIVERSARIANTE 

  • Gleda Brandão Martins de Araujo, 
  • Joana Carvalho, 
  • Guilherme Ferreira de Brito,
  • Solange Regis Wanderley, 
  • Luciana Rodrigues, 
  • Cristiane Ramos Rodrigues Palacios, 
  • Conceição Nogueira Silva, 
  • Robson Jara Ottano,
  • Elbio Afonso Meneghel,
  • Fatima Regina Silva Correa,
  • Irene Corrêa Nogueira Marques Machado,
  • Jorge Massamori Miura,
  • Marco Antônio Casadei,
  • Pedro Isao Costa Muta,
  • Magnólia D’ Mó Domelles Bordignon Tokikawa,
  • Cleunir Tadeu Florêncio,
  • Juvenal Valentim,
  • Leonardo Planez Diniz,
  • Gilberto Emanoel da Silva,
  • Sílvio Colombelli,
  • Lídio Nogueira Lopes, 
  • Diva Maria Atallah, 
  • Wellighton Fernandes Varela,
  • Gervasio Tadashi Karimata,
  • Marlene Vicente da Silva,
  • Wesley Neres da Silva Campos,
  • William Rodrigo Rechimbach Paim,
  • Lucia Cristina Morel Fai,
  • Eliane Teixeira de Almeida,
  • Matheus Martelli, 
  • Zany Pereira de Castilho,
  • Eduardo Crivellente Neto, 
  • Mirna Sandra Di Giacomo Adri, 
  • José Carlos Manhabusco, 
  • Alvaro Coelho de Paula, 
  • Fauze Antônio Moaccar Orro,  
  • Aparecida Borgo,
  • Leila Mansur Saad,
  • Ésio Vicente de Matos, 
  • Gilson Alves de Souza,
  • Jéssica Monteiro Ferzeli, 
  • Zenilda dos Santos Alcântara,
  • Loacir da Silva,
  • Marcelo Câmara Rasslan, 
  • Dr. Leandro Pedro de Melo,  
  • Dra. Livia Maria de Souza,
  • Ruth dos Santos Pires,
  • Dr. Roberto Tambelini, 
  • Tomaz Soares Aragão,
  • Eluanyr de Lara e Souza,
  • Sandra de Abreu Marques,
  • Adélia Paredes Pacheco,
  • Tânia Maria Albuquerque,
  • Arituza Corrêa Alvarenga,
  • Wolmer Tardin Filho,
  • Iracema Amâncio Bezerra,
  • Edimilson Malangoli,
  • Luciene Estevão de Andrade,
  • José Franzini,
  • Sonia Maria de Andrade,
  • Ítalo Borges,
  • Aparício Rodrigues de Almeida Junior,
  • Renato de Souza Coelho,
  • Dr. Onofre Cândido Rosa, 
  • César Antonio Guazzelli,
  • Daniela Vieira Perez, 
  • Dra. Emmanuella Nunes da Costa,
  • Maria Helena Charbel, 
  • Telmo Verão Farias,
  • Cândido Ottoni,
  • Jeferson dos Santos Souza,
  • Celeido Carlos Vargas,
  • Celsomilio dos Reis Fraga,
  • Maria Rita Ferreira de Almeida,
  • Vicente Custódio da Silva,
  • Idaici Simão Kehdy Nascimento,
  • Maria Cleide Espíndola da Cunha,
  • Lorena Assis,
  • Maria José Carvalho,
  • Paula Rodrigues Lima,
  • Rosa Maria Vieira,
  • Meire Oliveira Bandeira, 
  • Eliane Cristina Junqueira Nelli,
  • Anderson Barbosa Passos,
  • Débora Maciel,
  • Osvaldo Consalter,
  • Marcelo Crepaldi Dias Barreira,
  • Soraya de Oliveira da Costa,
  • Dr. Alberto Kenzi Arakaki, 
  • José Benedito Martins,
  • Eda Maria Furlani Piedade,
  • Sandra Câmara Martins e Souza,
  • Magno Pereira Ozório,
  • Antonio dos Santos de Almeida Filho,
  • Vanessa Fuchs Loureiro,
  • Fábio Santos Ascenço,   
  • Erik Nascimento Sativa,
  • Marcio Kalat Mayer,
  • Eneida de Araujo Schneider,
  • Teresinha Roseli Borelli 
  • Del Guerra,
  • Marcos Andre Egami,
  • Karen Miriam Ide,
  • Eder Marcelo Mochiuti,
  • Luiz Felipe Viegas Josgrilbert,
  • Viviane Sayuri Ogura Arashiro,
  • Ana Carolina Fregonese Barros.

Colaborou com Tatyane Gameiro. 

crônica

Todo mundo sabe...

04/08/2026 09h15

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Sabe o que exatamente o que você deveria fazer, o que deveria pensar, como deveria reagir, que remédio tomar, que caminho seguir, onde errou e, naturalmente, como consertar a própria vida. Tudo isso antes mesmo de você terminar a primeira frase.

Ainda outro dia comecei a comentar porque prefiro viajar de um determinado jeito. Não consegui chegar ao ponto principal. Vieram logo as explicações, os conselhos e as soluções. “Você precisa relaxar.” “Está complicando demais.” “Faz assim que dá certo.”

Ninguém perguntou por que eu pensava daquela forma.

Tenho a impressão de que estamos vivendo a era dos especialistas em tudo. Há quem saiba como você deve educar os filhos, cuidar da saúde, administrar o dinheiro, enfrentar um luto, escolher um restaurante, votar, viajar e até envelhecer. Tudo em poucos segundos e sem fazer uma única pergunta.

A internet, claro, ampliou esse fenômeno. Antes, o palpiteiro de plantão ficava restrito à mesa do bar ou ao almoço de domingo. Hoje ganhou plateia, seguidores e algoritmos. Nunca foi tão fácil distribuir opiniões. Nunca foi tão difícil encontrar alguém disposto a ouvir.

O filósofo francês Michel de Montaigne escreveu que “a palavra é metade de quem fala e metade de quem ouve”. Fico pensando se não estamos perdendo justamente essa segunda metade. Já não escutamos para compreender. Escutamos apenas o suficiente para formular uma resposta.

No outro extremo estão os eternamente ofendidos. Uma opinião diferente, uma frase mal colocada, uma brincadeira que não agrada e instala-se o tribunal. Discordar virou ofensa. Contradizer passou a ser falta de respeito. Parece que desaprendemos uma das habilidades mais importantes da convivência: aceitar que o outro pense diferente de nós.

Confesso que percebo esse comportamento com mais frequência desde que entrei na terceira idade. Parece que os cabelos brancos conferem aos outros uma curiosa autoridade para nos explicar a vida. Não é exatamente desrespeito. É uma condescendência apressada, como se experiência tivesse prazo de validade. Como se envelhecer apagasse tudo o que aprendemos pelo caminho.

Curiosamente, quando eu era mais jovem, gostava de ouvir as pessoas mais velhas. Nem sempre concordava, mas havia uma curiosidade sincera sobre o que elas tinham vivido. Hoje tenho a impressão de que muita gente prefere ensinar a aprender.

Talvez o filósofo estoico Epicteto tivesse razão ao lembrar que temos dois ouvidos e apenas uma boca. A natureza parecia saber alguma coisa que nós esquecemos. E talvez seja esse o verdadeiro problema do nosso tempo. 

Não é que todo mundo fale demais. Como lembrava Rubem Alves em seus escritos sobre a arte de escutar, o grande problema é que muita gente não ouve para compreender; apenas espera a vez de falar. 

É que todo mundo já sabe.
 

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