Correio B

Diálogo

Na guerra pelas duas vagas ao Senado, tem gente demonstrando... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (10)

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Carl Jung - Médico suiço

"A solidão é perigosa e viciante, quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas”.

FELPUDA

Na guerra pelas duas vagas ao Senado, tem gente demonstrando uma sede considerável pelo pote e aproveitando até visita técnica de prefeitos para colocar uma pitada de política no roteiro. A estratégia pode até parecer esperta, mas corre o risco de deixar no eleitor a impressão de que tudo virou palanque. Transparência nos atos públicos seria sensato, para evitar interpretações maliciosas. Afinal, visita técnica é visita técnica e campanha eleitoral é campanha eleitoral. Misturar as duas coisas pode acabar levando “a vaca para o brejo”. Só!

Sem trégua

Partido não conseguiu convencer Rose Modesto a dar uma trégua à prefeita Adriane Lopes. Ela segue disparando, mostrando que a federação pode até unir partidos no papel.

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Na prática, entretanto, a artilharia continua funcionando. Rose bate na prefeita num dia, no outro também e, se houver espaço na agenda, talvez ainda sobre munição para o dia seguinte.

Foto: Divulgação/Sesc

Teve início no último dia 8, em Paranhos, o novo projeto socioeducativo do Sesc MS, que recebeu o nome de O Corixo, pretendendo criar caminhos de encontro entre crianças, adolescentes, cultura e território. Com previsão de chegar a outras cinco cidades de Mato Grosso do Sul ainda em 2026, o projeto utiliza o teatro como ferramenta de desenvolvimento social. Os participantes serão estimulados a criar, ouvir, falar, experimentar diferentes papéis, trabalhar em grupo e reconhecer histórias e características do lugar onde vivem.Nesse processo, serão trabalhadas habilidades como expressão corporal, comunicação, criatividade, cooperação e confiança, enquanto os próprios participantes ajudam a construir personagens, cenas, narrativas e o cenário da apresentação.

Gleice Mara Amado e o neto Wilson OcamposGleice Mara Amado e o neto Wilson Ocampos - Foto: Arquivo pessoal

 

Vera Lúcia Benigno dos Santos, Jussara Pettengill e Regina Célia Benigno dos SantosVera Lúcia Benigno dos Santos, Jussara Pettengill e Regina Célia Benigno dos Santos - Foto: Arquivo pessoal

Migalhas

A diferença na distribuição dos recursos eleitorais escancara verdadeiro abismo entre os candidatos. Enquanto alguns recebem milhões para bancar a campanha, outros ficam praticamente com migalhas para enfrentar a disputa. A chiadeira é geral e já há registro de muitas desistências, tanto na esquerda quanto na direita. Sem recursos, até quem tenha muita disposição não consegue fazer campanha apenas com boa vontade.

Em falta

A Câmara Municipal da Capital derrubou o veto do Executivo a 13 emendas da LDO de 2027, numa votação que, nos bastidores, foi interpretada como mais um sinal de falta de articulação política. As propostas tratam de concursos, valorização dos servidores, infraestrutura, obras inacabadas, entre outras áreas. O episódio chama atenção porque parte das emendas havia sido vetada pelo Executivo e acabou sendo recuperada pelos vereadores.

Rotina

Com relação ainda sobre derrubada dos vetos de algumas emendas, entre aliados e observadores da política, comentário é de que a dificuldade de diálogo entre os dois lados está se tornando rotina. A derrubada dos vetos reforça a autonomia do Legislativo e mostra que a prefeitura terá de melhorar a interlocução com a Câmara Municipal. Enquanto isso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2027, com previsão de R$ 7,7 bilhões, já começa a movimentar novamente as atenções lá, aqui e acolá.

ANIVERSARIANTES 

Dr. Farid Jamil Georges e Castro,
Dra. Maria Augusta Santos Rahe Pereira,
Herculano Borges Daniel,
Ângela Coelho Costa,
Rubens Lima Sortica dos Santos,
Dra. Cláudia Carvalho Bittencourt,
Ana Lemos Maia da Silveira,
Vinicios Gonçalves da Silva,
Homero Penitente Deboni,
Jorge Seizo Ishikawa,
Jane Maria Nunes Bello,
Nicola Alves da Silva,
Nadima Nantes Martins Vecchi,
João Custodio Lima,
Iria Barz Drews,
Dr. Marcelo de Souza Cury,
Giovana Corducci  Danti Rezende,
Valdemir Paulo Bidoia,
Fernando Miceno Pineis,
Dr. José Pires de Andrade,
Clementina Rondon,
Braz Martins da Silva,
Maria Verônica Sáfadi Alves Nogueira,
Márcia Figueira Durso,
Dra. Maria Eulina Quilião,
Átila Ribeiro Nosella,
Nídio Ortega,
Élvio Araújo Garabini,
Sérgio Araújo Garabini,
Luiz Tenório de Melo (Luizinho),
Dr. Flávio Affonso Barbosa,
Cleonice Perdomo Dias,
Flávio Nogueira Cavalcanti,
Vitor Manoel Rochinha Gaspar,
Rosaria Daúde Santomo,
Ricardo Fraga Moreira Miragaia,
Luiz Carlos de Lima Puccini,
Walquiria Menezes Moraes,
Luiz Trelha Falcão,
Joacir Jara Xavier,
Delian Nunes da Silva,
Bruno Zafalon Beraldo,
Ana Paula Azuaga,
Daltair Rodrigues Garcia,
Dra. Tatiana Serra da Cruz,
Elso Gilmar Bandeira,
Alberto Saad Copolla,
Sebastião Seleri,
Edson Pereira da Costa,
Lacy Vilanova Zapata,
Leuza Sá Escobar,
Fernando Luiz Lima Barros,
René Willian Jankoswky,
Anderson Divino Nantes Coelho,
Lourdes de Campos Queiroz,
Pedro Malagoli,
Christiane Salomão Budib,
Bruno Soares Mascarenhas,
Sueli Konish da Silva,
Thaís Helena Medeiros,
João Maria de Souza,
Janir Esnarriaga de Albuquerque,
Clóvis Antônio Comineti,
Felipe Antônio Prechitko,
Irmo Rodrigues de Souza,
Leopoldo Marques Ney,
Levy Mendes de Campos,
Elizabeth Peron Coelho,
Helder Pereira de Figueiredo Júnior,
Guilherme Wachmann Dal’Maso,
Rosa de Almeida do Nascimento,
Benvinda Mariana Figueiredo Gazola,
Aline Moreira Santos,
Jennifer Coronel Fedossi,
Rubilam Marcos Vedovatte,
Valdinei de Souza Batista,
Waldemir Paulo Bidoia,
João Queiroz dos Santos,
Maria Matheus de Andrade,
Renato Marcolino Ribeiro,
Walter Silva Pais,
Ywlly Edulfo Domingues Gonçalves,
Adilson Senna de Oliveira,
Roosevelt Santos de Vasconcellos,
Amanda Casal Pompeo,
Luciano Rocha Martins,
Angélica Vilas Boas Melo,
Adriana Vollkopf Curto,
Thiago André Cunha Miranda,
Willian Robson Atallah,
Leticia Tavares Gibaile,
Marilza Auxiliadora Nogueira,
Gassen Zaki Gebara,
Maria de Barros Franciscati,
Laudson Cruz Ortiz,
Leonardo Pereira da Costa,
Fernando Farias Olazar,
Lissandro Miguel de Campos Duarte,
Gabriel Alberti Duela,
Marcelo Soriano,
Frederico Brait Carmona,
Ricardo Giovani Zafalon,
Marli Inácio Portinho da Silva,
Roberto Barreto Suassuna,
Mário Kawakita,
Viviane Marinho de Menezes,
Leila Ledesma Brites,
Maria Auxiliadora Teixeira.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Diálogo

Os debates entre os candidatos ao Governo de MS estão ganhando mais... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (09)

09/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Oscar Wilde - escritor irlandês

"Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos”.

FELPUDA

Os debates entre os candidatos ao Governo de MS estão ganhando mais espaço para ataques do que para propostas capazes de convencer o eleitor. E, como não poderia deixar de ser, Eduardo Riedel, que lidera as pesquisas, virou o principal alvo dos adversários. Enquanto as críticas se multiplicam, os compromissos apresentados continuam tão vagos que parecem feitos de fumaça. Prometem mudanças, mas quase ninguém consegue descobrir como, quando ou com quais recursos. São propostas tão abstratas que se assemelham ao vento: todos dizem que existe, mas ninguém consegue ver.

Diálogo

Ecos

Senadores e deputados federais ouvidos pelo Correio do Estado se manifestaram sobre episódio envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, relacionado à troca de mensagens atribuída aos dois. O caso ganhou diferentes interpretações.

Mais

O imbróglio tem um ministro da mais alta Corte do país e um dos personagens centrais das investigações sobre atuação do Banco Master. Como era de esperar, o assunto rapidamente ultrapassou os limites jurídicos e ganhou forte repercussão política.

DiálogoHenrique Figueiredo Dobashi, que hoje chega na casa dos 50 - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoDra. Letícia Piccinin - Foto: Arquivo Pessoal

Ilusão

Tem candidato por aí prometendo ao eleitor que, chegando a Brasília, fará e acontecerá em plenário. Só que por lá, votações seguem, em grande parte, orientações partidárias e acordos construídos pelas bancadas. A autonomia individual existe, mas tem limites bem conhecidos. Assim, prometer independência pode ser apenas uma forma de conquistar votos. O eleitor deve desconfiar de quem vende liberdade parlamentar, que nem sempre existe.

Projeto

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa proposta que pretende tornar obrigatórias avaliações periódicas dos programas de políticas públicas de MS. A medida prevê acompanhamento dentro dos ciclos do PPA, da LDO e da LOA, com análise de custos, benefícios, eficiência e impactos sociais, econômicos e ambientais. A ideia, no papel, parece bastante interessante. O problema é que em  ano eleitoral, tal iniciativa acaba despertando desconfiança.

Impactos

O TCE-MS realizou visita institucional a Inocência para acompanhar os impactos do forte crescimento econômico do município sobre a arrecadação e os investimentos públicos. A agenda, coordenada pelo conselheiro Marcio Monteiro, incluiu reuniões com o prefeito Antonio Ângelo Garcia dos Santos e visitas a unidades da rede municipal de ensino. O município vive transformação provocada pela instalação de grande empreendimento de celulose, que elevou a arrecadação e também trouxe novas demandas.

ANIVERSARIANTES

Henrique Figueiredo Dobashi,
Alberto Pires Gonçalves,
Cláudia Mendes Saliba, 
Jackeline Akeme Yamanaka Hishie Nobu, 
Maria Helena Brancher,
Dr. Javan Ottoni Coimbra, 
Clemente Tolazzi,
Luiz Fernando Maricati,
Jaqueline Gabriel Finkler, 
Sérgio Rodrigues dos Santos,
José Lemos Monteiro,
Sérgio Oruê,
Sione Puleo Peralta,
Vanessa Santana Ferreira,
Ari Verbiske Amizo,
Raquel Massae Hosokawa,
José Ricardo Scaff,
Marcos Gunji Yamamoto,
Nair Kiyomi Sakai Arakaki,
Pamella Lauanny Rocha, 
Thiago Machado Grilo, 
Leila Fagundes Borges Teruel, 
Celina Gasparini Nachif, 
Dr. Eduardo Luiz Hindo, 
Dra. Carmen Sandra Mequi, 
Bruna Cerri, 
Donizete José Pereira,
Rumilda Pereira da Rosa Siqueira,
Oscar Luiz Pereira Brandão, 
Caroline de Abreu Figueiró, 
Fátima Barbosa Camillo, 
Emílio Cheade Ibrahim Elosta,
Fernanda Silva Martins,
Patricia de Souza Pereira Catanante,
Luiz Carlos Moreira,
Dra. Renata Aparecida Crema Botasso Tobias,
Sérgia Cardoso,
Kléber Corrêa de Souza,
Miguel Furtado de Lima,
Paulo Cezar Navega,
Leire Rodrigues de Oliveira Sayd Pinto,
Juraci Rodrigues de Carvalho,
Maria Aparecida Santana,
Dr. Luiz Alberto Lopes Verardo,
Mougli de Toledo Ribas, 
Aparecido da Cruz,
Rosa do Nascimento,
Yasukuni Kaida,
Arlete Ferreira Thomaz,
Leila Daher Moreira,
Helena Melo Sartori,
Magda de Fátima Diniz Mello,
Carla Helena Hofmann,
Jari Soares Cordeiro,
Rose Helene dos Santos,
Antônio Teófilo da Cunha,
Lenir Nascimento,
Wilma Dithmar de Souza,
Olinda Ferreira de Souza,
Ildevan Rodrigues de Souza,
Dilma Ferreira de Souza,
Fábio Ferreira de Andrade,
Helen Claudia Amorim,
Marcínio de Brito,
Tereza Cristina Brandão Nassif,
Idelfredo José de Oliveira,
Dr. Ricardo Yutaka Ota, 
Dr. Aclides Lunardi, 
José Damásio de Souza,
Mirlaine Rodrigues,
Adão Rodrigues Moreira,
Marlene Pereira de Souza,
Lidiane Dussel,
Fúlvia Teixeira,
Lorena Leite de Almeida,
Maria Salete Bueno Rios,
Terezinha Rufino,
Corina Pereira Lopes,
Teresa Cristina Moreira,
Karina Oliveira da Silva,
Rodrigo Teixeira Amaral,
Sandra Lúcia Gomes, 
Fernando Saddi Castro,
Márcia Gomes de Oliveira Tezani,
Alexandre Duarte da Silva,
Marcelo Almeida da Silva,
Nancy Gomes de Carvalho,
Caroline Simabuco Abdalla,
Amauri Aparecido da Silva,
Mione Lucas Hoscher Romanholi,
Juliana Tadano Miguita,
Viviane de Oliveira,
Letícia do Amaral Hetzel,
Liete Layza Jochins Uemura,
Elza Ornellas,
Jeanete Fernandes Moreira,        
Aparecido Scanferla,
Mário Macedo Mancini,             
Bernardo Rodrigues de Oliveira Castro,
Luiz Fernando Maia,
Sérgio Tonetto,
Maria Lúcia de Jesus Damásio,     
Derzi Matias Rodrigues,
Sandra Maria Chacha Poyer,        
Raphael de Almeida Cação,
Guilherme Azambuja Falcão Novaes,
Pedro Abdon Corrales Lopez.

Colaborou com Tatyane Gameiro

ESPETÁCULO

Versos de Mario Quintana se transformam em música e teatro em uma celebração à infância

"Crianceiras Mario Quintana" será apresentado no Teatro Glauce Rocha no sábado e domingo e une poesia, música e teatro em uma celebração à infância e à chegada da primavera

08/09/2026 09h00

Espetáculo celebra a vida e obra de Mario Quintana e marca a chegada da primavera

Espetáculo celebra a vida e obra de Mario Quintana e marca a chegada da primavera Divulgação

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Antes de ganhar palcos pelo Brasil, o projeto Crianceiras nasceu em Mato Grosso do Sul. Agora, depois de percorrer diferentes cidades e conquistar espaço também nas escolas, a iniciativa criada pelo cantor e compositor Márcio de Camillo retorna a Campo Grande para um encontro carregado de memórias, poesia e simbolismo.

No sábado e domingo, o Teatro Glauce Rocha recebe “Crianceiras Mario Quintana – Poesias Musicadas por Márcio de Camillo”. As apresentações começam às 16h e celebram os 120 anos de nascimento do poeta gaúcho Mario Quintana.

Para Camillo, porém, a passagem pela Capital representa mais do que uma nova temporada. Criado em Campo Grande desde os 10 anos, o artista volta a um palco que acompanhou parte de sua trajetória e onde guarda lembranças pessoais e profissionais.

“Eu tenho muitas histórias nesse teatro e respeito muito esse espaço. Para mim, é um dos grandes teatros da cidade e do Brasil”, afirma.

O espetáculo chega à cidade justamente no período que antecede a primavera, elemento que ocupa lugar importante na narrativa construída em cena.

A transformação de um ambiente inicialmente cinzento e solitário em uma celebração coletiva, marcada por cores, sons e personagens, acompanha o percurso da montagem.

“Começa com uma pessoa solitária no palco e termina numa grande festa, numa celebração da primavera. Fazer isso em Campo Grande, justamente nesse período, deixa tudo ainda mais simbólico”, comenta o compositor.

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO

A relação de Márcio de Camillo com Mario Quintana começou muito antes de o poeta se transformar em personagem central de um espetáculo. O encontro aconteceu por meio de um professor.

Foi mestre João, seu professor de literatura, quem lhe deu de presente uma edição da “Antologia Poética” de Mario Quintana. A leitura despertou uma relação que atravessaria os anos e, mais tarde, encontraria uma nova forma de expressão na música.

A lembrança também ajuda a explicar uma das características centrais do Crianceiras: a relação com a educação. Desde suas primeiras apresentações, o projeto passou a ser utilizado por professores como ferramenta para apresentar a poesia a crianças e adolescentes.

“Eu cheguei à poesia por causa da educação. Então, essa homenagem também é para os educadores que, às vezes, são responsáveis pelo sonho de uma pessoa”, diz.

A proposta é mostrar que a poesia não precisa ocupar um lugar distante ou difícil de alcançar. Para Camillo, a linguagem de Mario Quintana permite justamente esse encontro entre literatura e infância.

“É uma poesia inteligente, e a criança é plenamente capaz de compreender poesia”, afirma.

Espetáculo celebra a vida e obra de Mario Quintana e marca a chegada da primaveraProjeto foi idealizado por Márcio de Camillo que assume voz, violão e viola caipira - Foto: Divulgação

O ESPETÁCULO

Em “Crianceiras Mario Quintana”, os poemas deixam as páginas dos livros para ganhar ritmo, voz e movimento. A montagem mistura música ao vivo, teatro e recursos visuais inspirados no chamado toy theater, conhecido também como teatro de papel.

No cenário, figuras bidimensionais de papelão criam cidades e paisagens que acompanham a narrativa. A cenografia é assinada pelo designer e artista gráfico Carlo Giovani, enquanto a direção-geral é de Luiz André Cherubini, integrante do Grupo Sobrevento.

A transformação visual também acompanha o caminho da história. Uma cidade pequena e inicialmente dominada por tons cinzentos passa por mudanças até se tornar um espaço povoado por personagens, sons e cores.

No repertório, a poesia de Quintana encontra gêneros musicais variados. Valsa, forró, jazz e rock aparecem nas versões criadas para poemas como “Canção de Junto de Berço”, “Cidadezinha”, “Canção da Ruazinha Desconhecida”, “Canção de Nuvem e Vento”, “Cantiguinha de Verão” e “Canção da Primavera”.

A escolha por diferentes ritmos também ajuda a afastar a ideia de uma poesia imóvel ou restrita ao silêncio da leitura individual. No Crianceiras, os versos se tornam canções e passam a ocupar uma experiência coletiva.

UMA NOVA VERSÃO

A edição dedicada a Mario Quintana é uma continuidade do caminho iniciado anteriormente com a obra de Manoel de Barros. A primeira versão do Crianceiras também se desdobrou em animações e aplicativo, ampliando o alcance do projeto para além dos teatros.

Com o tempo, o público também mudou. Crianças que conheceram o espetáculo anos atrás voltam hoje acompanhadas de seus filhos, criando uma relação entre diferentes gerações.

“É um espetáculo realmente para toda a família. O Crianceiras se tornou transgeracional”, resume Márcio.

Essa característica ganha um significado ainda mais forte no retorno a Mato Grosso do Sul. Embora o projeto tenha conquistado circulação nacional, Camillo faz questão de manter viva a ligação com o lugar onde a ideia nasceu.

“Eu acredito que o Crianceiras é um patrimônio do Mato Grosso do Sul, porque nasceu no Estado e foi para o Brasil. É importante manter esse vínculo com o meu Estado e com a minha cidade”, afirma.

No palco, Márcio de Camillo assume voz, violão e viola caipira. A formação conta ainda com Nath Calan, na percussão e bateria; Tiago Sormani, no teclado, sanfona, flauta e clarinete; e Denise Ferrari, no violoncelo.

O espetáculo tem 55 minutos de duração, classificação livre e é voltado para públicos de todas as idades.

>> SERVIÇO

“Crianceiras Mario Quintana – Poesias Musicadas por Márcio de Camillo”

Datas: Sábado e Domingo.
Horário: às 16h.
Local: Teatro Glauce Rocha, na UFMS.
Ingressos disponíveis pelo link: bit.ly/crianceirasMarioQuintanaCG.
> A entrada não será permitida após o início das apresentações.

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